A morte e a vida de James Potter.
1 Onde tudo começa.
Minha história começa quando recebi a carta de Hogwarts no meu aniversário de onze anos. Eu já sabia que iria pra lá, pois meu primeiro sinal de magia apareceu quando tinha apenas oito anos e mandei um valentão da rua onde moro para muito longe com apenas um soco. Ele caiu sobre uma poça de água e todos riram dele, a partir desse dia, tornei-me respeitado pela galera da minha idade. E também, tornei-me um sem noção completamente babaca e impulsivo que não se arrependia de nada que falava. Não mesmo.
Estávamos sentados eu e Marlene Mckinnon em uma cabine do expresso de Hogwarts. Vou contar-lhes como a conheci. Marlene mora em Godric’s Hollow também, e é minha vizinha. Na casa onde ela mora com os pais, há uma gigante casa da árvore que sempre quis conhecer quanto tinha sete anos, quando finalmente bolei um plano para invadir a tal casa, ouvi um choramingar lá do alto de uma garotinha. Subi a pequena escadinha e encontrei-a sentada sobre um pequeno banco de madeira, seus joelhos estavam ralados, os cabelos negros e ondulados cobriam todo seu rosto e ela chorava. Aproximei-me, cauteloso da garota que também tinha cerca de sete anos de idade e perguntei o que havia acontecido. Ela me contou que caíra após uma briga com a madrasta e eu a confortei. A partir desse dia, nos tornamos inseparáveis, éramos melhores amigos. E desde então, planejávamos a vida toda o dia que estaríamos sendo selecionados pelo chapéu seletor.
Indo para Hogwarts, conheci um garoto de cabelos longos e pretos, vestes formais e um dom para travessuras que combinava muito comigo. Ele se chamava Sirius Black, e tinha medo de ir parar na sonserina, assim como toda a sua família era. Nesta mesma cabine, conheci mais dois garotos da minha idade, um era um tanto quieto e tinha uma aparência exausta, Remus Lupin. O outro era um tanto gordinho e desajeitado, esse era Peter Pettigrew.
Quando fomos todos selecionados para a Grifinória, não pude deixar de ficar satisfeito. Abracei Marlene e cumprimentei os três garotos. Naquele banquete inicial, conversávamos muito e pateticamente nos zoavamos. E naquele momento eu pude perceber que nós nos tornaríamos amigos. Mas, não que seriamos os melhores amigos que alguém pode ter. E é esse o valor que tem a amizade.
Remus, Sirius, Peter e eu, éramos como um quarteto, o melhor. Hogwarts inteira sabia da existência de cada um, um desses motivos era o histórico de detenções maravilhoso meu e de Sirius, a inteligência de Remus e, a lealdade de Peter.
Na grifinória, conheci vários amigos novos, mas nenhum se igualava ao que Sirius, Remus, Peter e eu éramos. Mas havia uma garota, Dorcas Meadowes, que simplesmente não havia como não gostar dela. Encantadora, dura como um cão também, e quando estava brava, melhor sair de perto. Fora isso, parecia um garoto de saias.
Não posso deixar de falar dela. Ah, a maravilhosa Lily Evans! É uma garota ruiva e cheia de sardas no nariz, seus olhos parecem como uma maré, e eu não pude deixar de sentir vontade de me aproximar dela. Embora a ruiva andasse com o garoto mais esquisito da Sonserina, eu e Sirius o apelidamos de Ranhoso. O que combinava muito com ele e aqueles cabelos oleosos. Severus era um monstrinho que ninguém gostava, exceto a garota dos meus sonhos. E ele era um empecilho na nossa história de amor – que não existia -.
Meu nome é James Potter, fui selecionado para a casa dos corações mais leais e corajosos e essa é a minha história. Vou contar tudo a vocês, mas precisam me prometer que não vão se apaixonar por mim.
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