A minha Lua
5 Liberdade e a Magia da diverção
Notas iniciais
“Já ouviu falar em dia de neve?”
“... Mas criançada adora o que eu faço.”

A neve branca que brilhava no pico da montanha apagava rapidamente toda a que es pegadas, deixada pela rainha. Do reino de Isolamento. Isolamento dos banidos. Ela não poderia mais regressar à Arendelle. Ela não pertencia aquele povo. Ela pertencia a solidão.
Mesmo a luz da prata da lua não a tocava, pois não conseguiam penetrar as densas nuvens. Com os braços cruzados frente ao peito e encolhida em seu medo. Todos sabiam quem era ela. Um monstro. Foi isso que disseram. Um monstro que ela jamais quis ser.
O vento uivava em seus ouvidos, não era tão perturbador como a tempestade que batia a porta do coração da garota. Ela tentou, lutou com toda a foça para esmagar esse poder, mas o monstro dentro de si foi mais forte.
— Ocultar! Não sentir! Não deixar saber! – Usava a mesma língua de seu amigo, tentando de uma maneira desesperada encontrá-lo em suas lembranças.
— Lua. – Como pressentiu que ela iria necessitar dele naquela noite, ficou ao eu lado o tempo todo. – Seus poderes são incríveis! Você vai se divertir com eles.
Erguendo a mão criou alguns flocos de neve que flutuaram em direção a Elsa. Frost os criou com desejo de diversão, ansiava muito brincar com sua amiga, ansiava que ela o escutasse novamente. Os flocos borrifaram no rosto da rainha e se desfizeram em magia, fazendo ela piscar. Somente Frost viu a uma magia diferente azular em seus olhos. Nunca tinha visto aquilo acontecer antes com sua magia.
— ... Mas agora vão! — Retirou a luva a lançando metros de distância.
Timidamente começou a criar floquinhos de gelo, entre os dedos. A sensação de liberdade a possuía. Quais eram os limites que ela poderia quebrar com sua magia?
— Deixe fluir... – Ela sorria com suas descobertas
Movimentando a mão levemente criou um boneco de neve. O mesmo que fizera a anos com sua irmã. Para nunca esquecer o que era viver.
— He! Isso! — Frot vibrou de alegria ao fitar sua lua liberando os poderes. — Faça mais!
Caminhando lançava mais poderes de suas mãos e agora não tão timidamente, mas eram fortes e altos.
— Dê a volta e feche a porta? – Ela riu ao jogar mais magia entre as montanhas não precisava mais manter as portas trancadas. – Não me importo com o que vão falar! Deixe a tempestade varrer. O frio nunca me incomodou. – Soltou aquela pesada capa que sempre a atrapalhava caminhar.
— Finalmente se livrou daquilo! – O Jovem acompanhava pouco atrás dela, planando centímetros do chão.
— É Engraçado como algumas distâncias fazem tudo parecer pequeno. — Elsa virou e fitou em direção do jovem nevado com um sorriso. O Menino parou no ato, ela podia estar vendo novamente?
— Elsa?
— Os medo que me controlaram, não podem mais me alcançar. – Ela gargalhou e correu para o despenhadeiro.
Frost se desesperou, ela não sabia voar e aparentemente ainda não o enxergava, ela não poderia estar pensando sem se jogar.
— Espera Lua o que pensa que está fazendo?
— É tempo de ver o que eu posso fazer! – Jogou um poder na o chão que tomou uma forma estranha estranho.
Os olhos de Frost esbugalharam, ela estava o escutando? Seria isso? Mas por que não olhava em sua direção?
— Estou livre! – Pisou um pouco receosa na estranha forma de neve que criara, o que planejou foi perfeito, funcionou. Correu mandando magia para seus pés criando uma escada que subia em direção do que pareceu ser o céu.
Ela criou uma escada de gelo impecável. Sem rachaduras ou desnivelamento. Gargalhava uma melodia perfeita. Era só uma com o vento e o céu, deixava fluir toda a magia de suas mãos sem se conter.
— He! Faça um maior! – O alvejado disse gargalhando junto com ela.
Como se atendesse a seu pedido, pisou forte no chão desenhando um bloco de gelo hexágono liso e perfeito. Mordendo os lábios, por um segundo imaginou o que queria e como faria. E como se dançasse deixo seu poder fluir diante do ar para o chão, sua alma espiralando fractais congelados ao seu redor, em um pensamento cristalizando com uma explosão de gelo.
— Pra quem não dança, você está indo muito bem. – Suas palavras morreram ao visualizar o que ela produzia com seus poderes.
O mais magnifico castelos que já existiu, e agora, podia afirmar com toda a certeza pois já tinham visitado muitos castelos em suas viagens de exploração.
— Eu nunca vou voltar. – Elsa pegou sua coroa. – Passado é passado.
Lançou mão de sua coroa, renegava seu trono, seu reino, sua vida. Era melhor estar onde estava, ali não poderia ferir ninguém.
— Livre estou!
Elsa soltou seu cabelo, depois de anos presos em um coque, ela os soltou. Os fios loiro foram postos em uma trança cheia de gelos, cintilando. Se erguia como o próprio amanhecer. Seu vestido começou a brilhar e a magia que estava no chão subia pelo corpo, o pesado tecido deu lugar a cristais azuladas de gelos, que correram pelo corpo da moça, acentuando suas curvas. Era um vestido feito de próprio gelo. Elsa estava livre, livre como nunca antes.
O queixo de Frost caiu, perplexo assistia sua lua reluzir mais do que o próprio sol. Claro que Elsa sempre foi bela, mas o alvejado não imaginava que ela conseguira se superar, ser mais majestosa, mais magnifica, mais provocante. O sol nascia ao lado de fora do castelo, mas para o jovem espectral Elsa conseguia ofuscar a luz do sol.
— O frio nunca me incomodou. — Virou de costas caminhou para seu salão de gelo, a porta se fechou assim que ela adentrou.
— Uau! – Foi a única coisa que os escassos neurónios do jovem conseguiu processar.
— Quem está ai? – A rainha se assustou, com a voz misteriosa.
— Elsa? Elsa sou eu! Frost!
— Frost? – Ela sorriu e correu na direção da voz. – Você voltou, volto para mim.
— Você está sorrindo Elsa, ah! Como senti fez falta te ver sorrir assim. – Com essas palavras a menina tingiu em um tom de vermelho.
— Por que você foi embora?
— Eu nunca te deixei, quero dizer... – Coçou os cabelos tentando encontrar uma maneira de explicar. – Fiz algumas viagens exploratórias, mas nunca te deixei.
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