A minha Lua

7 Embriagar-se no escuro.


Notas iniciais
é pe pe eu sei que falei que esse seria o ultimo mas não deu... o cap ficou enorme e nem coloquei tudo que queria O>O eu me empolgo. ok curtão o cap

“e se eu leva-la (Sofi) para casa? [...] Confia em mim, eu vou que nem uma lebre”

“Eu já enganei você?[...]”

Depois de todo o ocorridos os dias transcorreram com muita harmonia e felicidade. Os portões foram abertos e nunca mais seriam fechados.

A rainha concedia aos seus súditos toda a tarde um espetáculo gelado. Para sua irmã recompensava toda a distância que os anos de isolamento fizeram com brincadeiras sem fim. Aos poucos Frost percebia que quase não sobrava tempo para os dois ficarem juntos a sós. A noite Elsa estava tão cansada que quase não conversavam, mas ela fazia de tudo para ouvi-lo.

Todas as noites ele entrava no quarto de Elsa pela janela que ela deixava sabiamente aberta. E quando ela dormia ele agachava ao lado da cama e a assistia dormir. Elsa não falava durante os sonhos, mas fazia expressões engraçadíssimas. As vezes enxia as bochechas de ar e franzia o cenho. Frost tentava não gargalhar alto para não acorda-la. Mas as risadas escapavas por entre os dentes.

Ele a visitava todas as noites por meses seguidos, e foi em uma dessa visitas que descobriu que mesmo sendo invisível e translucido, percebeu que quando alguém dormia, ela se tornava físico. Ele podia tocar e ser tocado, mas só durante o sono. Quando Elsa despertava ele voltava a ser só um espectro falante.

Claro que Frost nunca lhe faltou com a decência, com exceção de uma noite.

Quando Elsa dormia, ele a beijava na testa desejando boa noite. Os beijos eram viciantes e começaram a não saciar mais o jovem, com o tempo os beijos duravam mais e o local mudava. A frequência maior era a bochecha e dali o caminho para os lábios foram mais curtos. Frost acabou se tornando um viciado naquele vermelho vinho tinto. A boca vermelha da rainha era quente e embriagante, o jovem quase não podia conter seu desejo de provar mais que sangue. Em uma noite, em um desse beijos de boa noite, não parou em um gole, ele queria beber toda a taca de vinho, até a última gota. Os dedos da única mão livre tocavam o rosto dela desceram pelo pescoço, contornaram o ombro e continuou o traçando corpo da moça, se detendo perigosamente na fina cintura. Os lábios se tocavam, mas o beijo não era correspondido, cada vez mais Frost se embriagava nos lábios macios.

Os olhos de Elsa se abriram assustada ainda permanecendo na cama moveu seu corpo longe do beijo. A respiração dela estava descompassada, os olhos azuis tentava enxergar na escuridão, mas nada viu ou ouviu.

— F-Frost? – Ele quieto e envergonhado, preferiu que ela pensasse que foi só um sonho ou pesadelo.

Elsa esperou um som qualquer, mas nada no quarto iluminado somente pela lua. O coração dela estava acelerado a boca ainda estava gelada. Poderia ter sido um sonho? Sim era um sonho, um beijo dele jamais poderia ocorrer se não fosse em um sonho. Tocalo era quase impossível, ela já tinha tentado toca-lo novamente milhares de vezes mas nunca com sucesso. Uma pontada no coração da moça fez ela levar a mão ao peito.

— Só um sonho... – Suspirou pesadamente, deitou-se e tentou dormir, entretanto mal conseguia fechar os olhos.

O menino ficou completamente constrangido, e mesmo com o pudor a desejou mais. Antes que mergulhasse dever na loucura preferiu sair daquele lugar. O cheiro dela estava em cada centímetro daquele quarto. Saindo pela janela aberta olhou uma última vez para e antes que se rendesse ao seu vício jurou nunca mais voltar. E deixar sua Lua livre. Longe do repugnante perseguidor.

O jovem espectral viajou até a parte da terra que ainda não havia encontrado. Um lugar onde hoje conhecemos como Austrália. A maior parte da terra era um deserto seco e quente. Um lugar tão quente era o inverso do reino de arendelle. O chão era de terra vermelha, mas não tão vermelha como os lábios de sua lua, era um vermelho fosco. Aquele lugar era repleto dos animais mais estranhos e gozados que o menino já vira. Imaginava o que Elsa diria quando contasse a história sobre esse lugar... então o menino foi tomado por uma tristeza, prometera nunca mais voltar para ela. E como magia todo o colorido da paisagem a sua volta se apagou. Já não tinha mais graça conhecer aquele lugar. Bufou e lembrou do lugar que nascera, em um lago. Decidiu voar até aquele lugar e ver como as coisas estavam.

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Se passaram duas semanas, as duas semanas mais longas que o jovem já viveu. Se é que já tinha vivido muito. Não aguentava mais de saudades e Frost nunca foi de cumprir suas promessas, ou já havia sido? Ficar enchendo sua cabeça de questionamento não adiantaria nada. Só não aguentava mais de saudades e voltou para sua lua.

Se seu coração batesse, com certeza palpitaria de emoção ao contemplar as primeiras torres do castelo. Ainda era cedo e Elsa deveria estar em seu escritório. Abrindo a porta sem advertência.

— Eu voltei lua! – Voando em direção a Elsa tentou abraçara, mas só transpassou seu corpo.

Elsa tremeu com o arrepio que percorreu seu corpo, sorrindo em seguida. havia na sala alguns homens importantes, era o duque de um pais vizinho que tinha por missão solicitar a mão da rainha, segundo o que ele dizia o príncipe se apaixonou por ela depois de visitar Arendelle para negócios. Mas como não teve oportunidade de lhe pedir em casamento na ocasião decidiu esperar para fazer tudo conforme a regra.

— Diga a ele que eu agradeço e estou lisonjeada com o pedido. – Elsa levantou-se em sua poltrona a doura. – Mas não posso aceitar.

Em um movimento gracioso os encaminhou até a porta, queria muito que tudo terminasse para conversar com seu espectro.

— Para que tudo isso Frost? – A rainha perguntou assim que a porta foi trancada. – Você sempre sai para suas missões exploratórias, e eu acho que essa foi até curta.

— Bem... é que... — Ele ficou envergonhado de ter que contar toda a história, por isso mudou de assunto. – Pois é... o que queria aquele homem?

—Ele? Trazer um pedido de matrimonio de um príncipe.

Frost ficou perplexo, claro que era idade de Elsa se casar, ainda mais as pessoas começaram a levantar boatos maldosos contra a rainha, velha e sem marido. Ela deveria aumentar seu reino, evitar guerra ou qualquer coisa do tipo. Ele não queria que ela se casasse, isso impediria ainda mais o convívio dele com ela, afinal era só isso que ele pensava não era? Elsa se aproximou dele a poucos centímetro tirando toda a fala dele. Não tinha notado, que sua rainha cresceu e ficou mais alta que ele uns dois ou três centímetros. Humanos crescem e mudam. O corpo dela era de mulher, uma mulher com 21 anos, e ele parecia um adolescente humano de 14 ou mesmo 15 anos. Não entendia o porquê de se sentir triste. Ela de repente pareceu estar tão distante.

— Mas eu não aceitei. – Elsa disse ao lado dele. – E você sabe por quê?

— Você não pode casar com quem acabou de conhecer. – Tentou imitar a voz de Elsa e gargalhou com a reação. – Mas acho que você deveria conhecer ele... ou pretende ficar solteira para sempre?

— V-você tem razão – Ela disse depois de vários minutos em silêncio.

— Hum... – O clima ficou estranhamente pesado. – Para que é aquilo ali.

O menino apontava para um enorme rolo de linha vermelha. Queria mudar de assunto a qualquer custo e melhorar o clima. Elsa começou a explicar o que era para o aniversário de sua irmã, que seria no dia seguinte. Frost se propôs em ajudar assim que ouviu toda a ideia.

Aquela foi uma noite silenciosa, Elsa escondia os presentes de sua irmã e Frost traçava os caminhos da linha. Elsa assista Frost enrolar e esticar a linha, ele tinha uma capacidade incrível de imaginar a diversão. Elsa jamais imaginaria passar a linha por debaixo de uma mesa.

— Anna vai adorar isso. – Frost cortou o silêncio.

— Vai sim, tudo vai ser perfeito para ela! – Ela disse imaginando o sorriso de Anna.

— Vai estar, por que eu sei que você consegue.

As palavras deveriam gerar alegria, mas o que aconteceu foi uma fisgada no coração. Ela amou ouvir isso de frost, amou demais, mas só fazia alimentar a esperança em seu peito, e a esperança era logo saqueada pela razão deixando no lugar um vazio. A pessoa que lhe era importante e jamais viveria umas juntos como amantes.

Perto demais para ignorar, longe demais para abraçar. Estava com tudo que ela mais amava a sua volta, sua irmã, seus poderes controlados, seu amigo eterno. Todos seu preciosos. Ter um relacionamento amoroso com um garoto invisível e intocável, era impossível, mas estar ao seu lado já era o bastante. Ou deveria ser. E sua irmã merecia o melhor aniversário de todos.

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Era para a festa ter sido perfeita, com Frost soltando os fogos ao tocar da trombeta. mas Elsa caiu doente. Aquela foi a primeira vez que pegara o que acreditava ser um resfriado. A primeira vez que caiu doente, mas não foi a última.

Notas finais
não esqueçam de comentar o que acharam... sabem as frases que eu coloco no inicil da fic, então tem tudo haver com as histórias no cap... mas acho que todos ja notaram isso...