A mente congestionada de Luna Martini

1 Welcome to my crazy mind!


Notas iniciais
Isso é mais como uma parte 1, a história "completa" vem mesmo no capítulo seguinte.
Não me matem, amo vocês.

Ah, a maldita escola. É um saco ter que acordar cedo para ficar olhando pra essa gente feia e estúpida, que vocês costumam chamar de "alunos". Sim, odeio todos eles. Me digam, onde já se viu, um bando de seres humanos loucos que escarram na folha do caderno, amassam e atiram em outros alunos? Por deus, isso não é normal.
Você já deve ter descobrido que eu não tenho "amigos". Sou aquela que senta lá no fim da sala, do lado da janela, que fica olhando para o horizonte esperando insaciavelmente para que dê a hora de ir embora. Sou muito, e quando digo muito, é muito mesmo, muito anti-social. Eu prefiro 40.000 vezes ficar lá, no meu mundinho imaginário onde ninguém pode me perturbar, onde pessoas com perfeito estado mental não tacam bola de papel escarrada em outras pessoas, onde há alguma graça, algo bom e divertido para se fazer, pois esse mundo real é um lugar muito entediante.

Agora, é aula de matemática, onde praticamente não entendo nada e toda semana meu pai tem que ir na escola pois o professor acha que tenho algum problema. Olha, eu não tenho culpa se eu não entendo uma palavra do que você diz, senhor Albert. Parece que ele fala em Catalão.

Quando finalmente posso ir embora do presídio, vou para casa, e começo a observar ao meu redor...
Dizem que artistas, cronistas, romancistas, etc, precisam de inspiração para criar. Eu preciso de inspiração para sonhar. E bem, se você pensa que para sonhar eu preciso dormir, você está redondamente enganado, meu caro. Sonhar acordada é muito melhor.

E então, avistei um lindo jardim, com lindas flores que continham um perfume tão doce, tão delicado... E então, deu aquele calorzinho no coração e eu estalo na mente e sim, era ela, a inspiração chegou. E era ali mesmo, olhando aquelas flores, que eu comecei a imaginar, imaginar e imaginar... Então, fui para casa, para não perder nem um pingo de inspiração.

Assim que cheguei em casa, avistei meu pai cozinhando, e então, assim que ele me viu, perguntou as mesmas coisas, eu tive as mesmas respostas.

"Ei Luna, como foi a escola?"

"O mesmo de sempre pai, e o Sr. Albert quer conversar com o senhor novamente." — disse me lembrando da septuagésima nona vez em que o Sr. Albert convoca meu pai para conversar sobre minha falta de atenção e blá blá blá.

"Ok, e filha, por cristo, pare de ter devaneios na aula deste homem, pois eu não aguento mais olhar para a cara dele toda a semana." — Disse meu pai com uma cara de "cara, eu não gosto daquele senhor, então, pare de viajar nas aulas desse velho calvo"

"Pai, é como se ele falasse em catalão, e olha, você sabe muito bem que catalão é muito difícil de se entender" — disse pegando uma maçã e indo para o meu quarto, deixando meu pai com cara de bosta. (autora:MAS ELE É SEU PAI, COMO VOCÊ FALA ASSIM DO HOMEM?)

Comi minha maçã, e quando terminei, fechei meus olhos, como sempre, e da escuridão das minhas pálpebras fechadas, formas enormes começaram a surgir, mas depois, encolheram, vestindo pequenos macacões verdes e regando flores perfeitas e cheirosíssimas, mas de repente, formas enormes, mais especificamente, ogros, surgiram da terra e a expressão facial das "pequenas menininhas" mudou de felizes para amedrontadas. Começaram a correr, e os ogros logo atrás, destruindo as flores e tudo o que lhes tinham pela frente. E eu lá, perdida, correndo junto com elas, até que eu tropecei e um ogro me capturou, e ...

Notas finais
continua no próximo capítulo.
Reviews e favoritos são SEMPRE bem vindos. Amo vocês.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.