A menina que não amava
2 Capítulo 2
Notas iniciais
Realmente, eu estava sem alguma ideia, eu me sentia deslocada, como se eu não fizesse parte desta realidade, de ''ir pra escola'' e ''ter amigos'', isto não importava e nunca importou, eu desejava ir para alguma escola militar, algo do tipo, seria melhor, eu acho. Mas, eu sempre fui ótima com vinganças, acho que era o único sentimento que eu conseguia sentir verdadeiramente, pois eu não sabia ao menos dizer as palavras ''eu te amo'', não pelo simples fato de eu ser do signo Aquário, mas sim por eu não ter nenhum afeto por ninguém.
Eu estava começando a matar as aulas, não aguentava mais, não suportava aquele tipo de gente, que se achava ''zoeiro'', ou simplesmente que só queria se divertir, eu na verdade nunca me diverti, mas sinceramente, aquelas palavras todas abreviadas sem nenhum nexo, mas de qualquer jeito, eu possuía capacidade para enganá-los de algum modo.
Pois então, como tenho 14 anos, eu já trabalho e com meu dinheiro faço o que eu bem entender, até porque meus pais não se quer aparecem para me dar um parabéns pelas notas, ou ao menos um ''oi'', e eu não me importo com isso, nessa questão sou até pior que eles. Com o meu dinheiro eu fiquei com uma típica ''patricinha'' ou uma ''popular'', e com o tempo fui fazendo amigos, e não demorou muito pra eu ser considerada uma das líderes...
Com isso, todos me admiravam, eu não concordo nem um pouco com este tipo de coisa, mas para realmente fazer uma ''revolução'', eu tive de fazer coisas que eu nunca se quer faria, e então ganhei a atenção de vários garotos que as outras meninas consideravam ''bonitos'', mas eu não achava, eu não ligava para beleza, eu não sabia o que era ''ser bonito'', eu era extremamente primitiva em relação a este tipo de coisa.
Pois então, magoei cada um deles, como dizem, ''machuquei o coração'', e assim consegui deixar várias das meninas de mente fraca em depressão, e vários meninos de cara fechada, e assim a turma inteira não era mais a mesma, todos se xingavam, se odiavam, por que? Porque eu provocava ciúmes, roubava namorados, mas como sempre, eles não percebiam que era eu, eu era talvez a ''menos odiada''. Sim, meu trabalho estava feito, eu plantei a discórdia naqueles que não sabiam levar a vida a sério, aqueles que só pensavam em brincar, mas mesmo assim, as notas diminuíam cada vez mais, menos as minhas.
Meu trabalho estava feito, e assim, pedi para meus pais me colocarem em um colégio militar, meu tio era militar, dos grandes com cargos altos, então eu teria um certo ''desconto'', e como eles disseram sim, foi um dos meus únicos momentos de felicidade até o momento. E quando justamente eu entrei para a academia militar, o país teve guerra declarada contra a Rússia...
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