A menina perdida
1 Capítulo 1
Capitulo 1 A bruxa do bosque
Isabely nem sabe como chegou naquele bosque de amoras, em um momento ela estava brincando nos corredores da igreja com sua irmã Angela e seu primo Helio e no outro estava ali. Era um dia muito especial para a menina naquela quente manha de fevereiro ela iria enfim se batizar, foram dias de preparação, sua Tia Leonora comprou um lindo vestido branco que agora estava manchado de terra daquele estupido bosque de amoras .
-Oh Isabely, como você foi se perder diz a menina?
- Quero voltar pra casa!
-E onde você mora, meu bem?
A menina se espanta com a figura de uma mulher usando um longo vestido de seda vermelho que balançava ao sabor do vento, sua pele alva e lisa, o rosto doce era emoldurado por um curto cabelo em diferentes tons de vermelho. Na ponta de seu nariz afilado pendia um óculos de lentes redondas.
-Quem é você ? Diz a menina se afastando um passo para trás (sua mãe sempre disse para não falar com estranhos).
-Sou Helena de Carmesim, a Bruxa Vermelha muito prazer .
-Uma bruxa!!!- diz a menina estupefata.
-Mas não se assuste.- diz a Bruxa Vermelha se aproximando. -sou uma bruxa boa.- diz.
-Nunca ouvia falar de uma bruxa boa diz a menina todas elas são más.
-Infelismente a maioria é má, mas há bruxas boas e eu sou uma.
-Me diga uma então, senhora Bruxa vermelha .
-Minha irmã a muito perdida Ariel a bruxa azul.
O rosto de Isabely adquiri um tom de reflexão
-Isso não quer dizer nada, você poderia muito bem esta tentando me enganar para depois me levar para sua casa e me dar muita comida e quando eu estiver gorda o suficiente, fazer um churrasco de Isabely com as suas amigas feiticeiras.
Helena da uma risada doce como o cheiro do pudim de leite que sua Tia Ana prepara em ocasiões especiais, tipo Natal, e tia Ana só odeia cozinhar, por que é sempre ela quem limpar tudo sozinha.
— O que eu poderia fazer pra lhe provar que sou uma bruxa boa?- diz Helena.
-Hum.- diz Isabelly adquirindo novamente uma expressão de reflexão .
-Fazer uma boa ação,- diz a menina- bruxas más não fazem boas ações.
-Como o quê por exemplo?
-Ajudar uma velhinha a atravessar uma rua, retirar uma familia de uma casa em chamas, esse tipo de coisa.
- Não acredito que nesse bosque exista uma velhinha querendo atravessar uma rua, ou uma casa em chamas.
- Você tem razão senhora Bruxa Vermelha.
-Mas acho que você não é mesmo má diz ela, senão já teria feito algo comigo.
-E tinha mesmo, as bruxas más não tem o dom da paciência, isso é uma dádiva dada apenas as bruxas boas.
Isabely ficou pensando o que significa a palavra dádiva, mas preferiu apenas ouvir o que Helena tinha a dizer.
-Eu sou a protetora desses bosques.- começou a bruxa.
-Legal,- disse a menina, mas no fundo ela queria dizer "que culpa eu tenho?".
-Eu impesso que qualquer mau entre aqui, como bruxas maldosas e outras criaturas obscuras.
-Você falou que as bruxas são boas.- diz a menina.
-Vejo que você é como meu filho, não presta atenção no lhe falam. Eu disse que existem bruxas boas, que é o meu caso, eu sou uma Bruxa Vermelha, mas também existem as bruxas azuis e amarelas que são tão boas quanto eu. Já as bruxas cinza, brancas e negras são bruxas más.
- Ah, certo! Agora entendi.- diz a menina.
-Como é mesmo o seu nome, querida?- diz Helena.
-que erro meu, esqueci de perguntar.- diz.
- Isabely.
- Oh! que lindo nome.
-E o que faz sozinha nesse bosque?
-Me perdi dentro da igreja enquanto brincava com minha irmã e meu primo.
- Sinto dizer, mas -diz a bruxa pousando sua alva mão sob o ombro da menina -você não esta mais nesse reino chamado igreja.
-E onde estou?- diz a menina com seus grandes olhos castanhos marejados.
-Você esta em Eterna.
Uma súbita vontade de chorar invade o coração da pequena que desata a chorar. Em meio a soluços e lágrimas, ela vê que lágrimas douradas saem dos olhos da bruxa que agora está de joelhos diante dela, ela pôde perceber que a bruxa de alguma forma partilhava de sua dor.
No instante seguinte ela se vê com bruxa a abraçando.
-Não chore.- diz a bruxa ao seu ouvido, eu não posso te ajudar mas eu sei quem pode.
A bruxa a solta e se põe de pé novamente.
-Quem pode?- diz a menina limpado o rosto .
-Ao norte daqui, além das florestas e dos campos existe um lugar onde sempre é inverno, essa terra de gelo e neve é governada por um rei frio, ele sabe tudo sobre o reino e com certeza deve saber o que fazer para voltar ao seu mundo.
-É muito longe daqui?- diz a menina.
-A bruxa acaricia os cachos dourados da menina.
-Infelismente sim.
-Eu não quero ir sozinha, tenho medo.
-Você não poderia me acompanhar, senhora Bruxa Vermelha?
-Infelismente não, minha pequena, eu não posso deixar este bosque.
-Por que?- diz a menina.
A bruxa olha para o cinzento céu de outono e da um longo suspiro.- Infelizmente estou fadada a ficar presa a este bosque por um feitiço.
-Um feitiço?- Estranha a menina.
-Mas eu posso lhe ajudar!
E em um passe de mágica a bruxa faz aparecer uma mochila feita de couro marrom.
- É para mim?- diz a menina com os olhos brilhantes,(Isabely sempre gostou de ganhar presentes mesmo em situações ruins como esta).
-Sim,- diz a Bruxa.- mas me escute -diz ela em tom sério. -Aqui dentro ha água e comida para alguns dias, saindo desse bosque você deve sempre caminhar em frente até encontrar uma casinha de madeira bem pequena na borda da floresta.
-Certo diz a menina.
-A bruxa rir e continua- lá você ira encontrar um amigo meu, seu nome é Rutter .
-E como ele é?
-Calma você ira descobrir.
-Eu irei lhe acompanhar até a saída do bosque.
-A menina solta um pequeno sorriso para a Bruxa Vermelha.
-Vamos.- diz Helena estendendo a mão para a garota.
***
UM TEMPO DEPOIS .....
-Esses sapatos não foram feitos para caminhar, senhora Bruxa Vermelha.
- A bruxa da outro de seus afáveis risos, enquanto as duas chegam à margem de um riacho com uma ponte de madeira de carvalho delicadamente adornada com pequenos pássaros e ramos entalhados.
- Aqui nos despedimos, pequena.
-Mas já, senhora?
-Sim, mas antes de ir, irei lhe dar mais um presente. Feche os olhos.
-Esta bem.- diz a menina animada com o novo presente, dois em uma manhã, "oba!" pensa ela.
-Pode abrir os olhos!- diz a bruxa.
-Que lindo.-diz a menina ao tocar o delicado pingente dourado.
-Que flor é essa ?
-Uma rosa.-diz a bruxa.- Escute, guarde isso muito bem, não perca e nem mostre a ninguém nem mesmo ao meu amigo, entendeu?
-Sim.-diz a menina guardando o broche em um bolso de seu vestido.
-Me de um último abraço.-diz a bruxas apertando a menina.
-Adeus!- diz a Bruxa à menina.
-Adeus, Bruxa Vermelha.
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