A menina dos olhos violeta
5 Não me procure
Notas iniciais
Eu havia desmaiado e estava na enfermaria junto com umas 20 pessoas que estavam sangrando e se perguntando o que aconteceu, John sumiu depois do que aconteceu ele ficou diferente será que ele tem alguma coisa com isso? Eu não sabia, mas meus sentimentos estavam divididos de novo por causa dele, era como se realmente a cor dos nossos olhos se mistura se a cada toque e olhar eu me sentia viva perto dele, e eu não me sentia assim desde que me apaixonei por ele quando criança e será que estava acontecendo de novo?
– Pierce? — Gritou Molly no meu da multidão — Amiga, você está bem?
Olhei desesperada pensando que aconteceu algo com ela.
– Estou sim, e você? Se machucou?
– Não, relaxa. Venha aqui para fora.
E eu sai daquele tanto de pessoas que falavam, passei do lado de Scarlett que estava me encarando feio mas eu não tinha medo dela.
– Cheguei.
– Amiga, você acredita... Perâ, que olho é esse?
Aí meu deus! Eu não coloquei as lentes de volta, espero que ninguém sem ser ela e John tenha visto.
– É... depois eu te conto — Molly olhava para meus olhos fascinada — Para de olhar, por favor.
– Desculpa, eles são tão lindos.
Fiquei feliz ao escutar isso.
– Molly, você viu o John?
–Vixe amiga, vi sim ele e Sebastian correram para fora da escola.
Eu sai para fora e estava entre três ruas que levavam para diversos locais
– Você lembra para que lado?
– Hum... — Ela olhava tentando se lembrar — Direita, tenho certeza.
E eu fui, queria saber mais do que aconteceu e só John sabia disso. Ele sempre teve esse ar mistérioso, nunca falava muita coisa e sempre conquistava as mulheres mas não as julgo, ele é um deus grego.
Vi Sebastian caido no chão, acho que estava machucado.
– Sebastian? — Quando cheguei perto vi ele sangrando — Meu deus, o que aconteceu?
– Pierce, saí daqui! — Ele gemia de dor — Se quer saber onde está John eu não vou falar.
Nessas horas eu não podia ligar para John, então eu iria ajudar Sebastian. Andamos até a enfermaria e quando Dot viu ficou chocada, ela chamou um ambulância na hora. Sebastian disse que foi esfaqueado e John havia sumido, e o pavor entrou no olhar dele.
– Pierce, ele me pediu para falar a você uma coisa — ele fez uma pausa enquanto deitava na maca — Tome cuidado, e não tentem me achar.
Cheguei em casa e Stella me abraçou.
– Minha filha, você se machucou? Eu quase estava indo no colégio.
– Estou bem mãe.
– UAU! Você está sem lentes.
Eu não tinha forças de me estressar por causa disso, eu estava cansada e com sono.
– Filha, um menino veio aqui eu acho que era o John.
Eu parei nas escadas e travei.
– Ele não falava nada, só disse "Oi Stella" e saiu andando.
– Deixa ele, deve só ter passado aqui.
Eu sabia que não era só isso, não importa onde ele havia se metido eu estava no meio.
Não tive forças e fui dormir mas eu tive um sonho muito estranho
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"Sonho"
– John? — Eu estava em um navio e parecia que ia afundar — John?
– Pierce, estou aqui.
Mas ele não estava, a voz dele vinha da luz do sol que estava entre as nuvens da chuva.
– John eu não consigo te ver.
– Você não precisa me ver e sim me escutar.
– Mas John, eu vou morrer aqui.
– Não, eu nunca deixarei você morrer.
– Por que John?
–Porque eu te amo Pierce.
E o sonho mudou, agora eu estava em meu quarto.
Meu quarto era simples, um guarda — roupa cheio de adesivos de quando criança, minha cama era de casal ( eu tinha problemas de espaço) nas estantes tinham vários livros de romance que eu amava, e ao lado na prateleira tinha diversos bixo de pelúcia. Eu não estava sozinha no quarto, em uma das partes mais escuras do quarto apareceu John.
– John? O que faz aqui? — Ele não respondeu.
Ele era alto, seus musculos eram perfeitos, sua boca era uma pouco pequena mas o suficiente para me fazer enlouquecer, seu rosto era fino e sua voz era encantadora. Me descrevendo perto dele era quase ao contrario, eu era pequena, não malhava então não tinha muitos musculos, meus peitos eram fardos e eu pesava 55 kg, eu era branca e meus dentes e boca eram pequenos.
– Pierce, pare de se comparar a mim.
– Você lê pensamentos é?
– Sua cara diz tudo meu anjo.
Escutei aquela palavra e caí em desejo profundo, eu quero ele mas era estranho porque toda vez que eu chegava mais perto dele mais ele se afastava.
– John, por que está se afastando?
– Lembre — se Pierce, não me procure. Quanta mais você chega perto mais vai se machucar então, não me procure.
E tudo acabou em um toque, realmente um toque, meu despertador tocou mas eu não iria a escola hoje.
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Eu estava em frente ao hospital que Sebastian foi levado, eu tinha que saber mais. Duas batidas na porta foram suficientes para eu entrar.
– Sebastian?
– Olá Pierce — Falou ele sorrindo — Deixa eu advinhar, quer saber de John?
– Er... Por favor? Eu preciso falar com ele.
– Faça o seguinte, advinhe a charada e você vai encontrar ele.
– Charada? Ah, odeio charadas.
– Você vai descobrir: Qual a coisa mais frágil do mundo?
Quê?
– Não vale olhar na internet porque nem nela vai ter.
E ele voltou a dormir, ou estava só fingindo.
Eu não parava de pensar na charada, tentei tudo, juntas as letras, internet, até as pessoas. Então eu decidi procurar mais John na ficha do colégio dele, sim eu iria roubar a fica e era muito errado.
Entrei de fininho na escola, não podia deixar nem Molly me ver. Quando cheguei perto da secretaria vi uma placa escrita " Não avançe, em construção" e lá estava o que a bomba tinha feito, ela destruiu duas salas. Eu tinha que passar por que a secretaria era logo depois, então vi um operario vendo a ficha do que comprar.
– Ei, posso passar? Por favor...
– Não posso deixar sem autorizção, desculpe.
Eu queria passar, tinha que ter como. Antes de falar qualquer coisa uma voz estranha disse.
– Pode deixar ela passar.
Olhei para trás e era Adam, mas por que ele? com certeza ele vai querer algo em troca e isso vai ser muito perigoso depois.
Eu passei até chegar na secretaria e procurei a letra J nas pastas dos alunos, até que encontrei.
"John Lisen Pott"
Por um lado o sobrenome dele era familiar, muito familiar. Peguei a ficha dele e sai correndo para casa, minha mãe vai me matar se descobrir que eu faltei a escola.
Cheguei em casa quase na hora da minha mãe voltar do trabalho, ela era enfermeira em um dos hospitais da região. Eu olhava a ficha de John rindo de tantas advertência: Xingou a professora, brigou com alunos, ficou beijando uma menina em sala de aula ( Essa me machucou um pouco ), faltou aula, levou bebida alcoólica para o colégio. Esse menino era demais, meu deus.
Eram quase 22 horas da noite e eu achei uma coisa na ficha dele " Lukas Lisen Opra" e embaixo " Criador da maior empresa de tecnologia e deu ao seu filho uma boate chamada "JLP" " Meu deus, além de famoso ele era rico. Eu não ligava para o dinheiro, na verdade eu já tinha o suficiente para ser feliz, mas aquilo me surpreendeu muito. Minha mãe havia chegado e me viu olhando 20 papeis ao mesmo tempo praticamente.
– Filha? O que faz? — Eu começei a escoder os papeis, até me joguei em cima deles.
– Nada não mãe — Eu deu um sorriso para disfarçar — Mãe, você que entende de charadas me diz se sabe a resposta de uma.
– Manda ver. — Rimos ao mesmo tempo.
– Qual a coisa mais fragil do mundo?
– Essa é fácil, O silêncio, pois ele se quebra só de pronunciar o nome. — Ela saiu do quarto bocejando.
O silêncio? e eu fiquei repetindo o nome "John Lise Pott".
– MEU DEUS! JLP.
Eu sai correndo, falando a minha mãe que eu voltava depois e ela ficou preocupada mas eu fui, eu acho que sabia qual era a boate.
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"Infância"
– Vem pierce — John segurava minha mão pequena — Não abra os olhos.
Ele abriu uma porta e me mandou abrir os olhos, era uma casa enorme eu acho que era uma casa mas estava vazia, sem móveis e estava tudo empoeirado.
– O que é isso John? — Falava eu com uma voz fina — É enormeeee.
– Isso tudo é meu, quando eu crescer vou querer fazer alguma coisa aqui.
– E qual vai ser o nome?
– JLP.
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E eu estava lá de novo, no meio de um monte de gente dançando e bebendo, eu nunca pensei quando criança que JLP iria ser uma boate mas lá estava eu de novo.
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