Notas iniciais
Últimos detalhes para a luta !

O despertador apitou avisando que já eram 7:00h.

Bra acordou de susto, rolou na cama e quase caiu dela. “EU PERDI A LUTA?!”, pensou com a respiração superficial e rápida.

Ela se sentou na cama, cutucou debaixo do travesseiro a procura do seu celular, olhou as horas e... Acalmou-se. Ainda era muito cedo. A batalha só seria a noite daqui a umas 12 horas. Voltou a se enrolar debaixo dos lençóis.

Segundos depois caiu na real e se obrigou a levantar. Tinha que treinar, oras! O que estava pensando em achar que podia ficar deitada assim?

Tomou banho, vestiu outro uniforme de ginástica – short lilás curto, colado e blusa folgada rosa – que possuía, prendeu o cabelo em um alto rabo de cavalo e desceu correndo as escadas, indo à cozinha a fim de tomar café-da-manhã. O corpo já recebendo doses de adrenalina.

Durante o café-da-manhã comeu o equivalente a duas dela. Ia precisar de energia de sobra. Além de ter suportado sua mãe durante a refeição inteira piscando e rindo para ela e seu pai perguntando umas 1.000 vezes qual era o diabo da piada.

Na sala de gravidade ela treinava sob uma pressão de quase 700G, volume do som no último volume – música Love long distante, The gossip.

O nervosismo crescendo no peito e se expandindo para o estômago a cada movimento. O nível de ansiedade lá em cima e subindo a cada minuto passado. Ela sabia que jamais ficaria mais forte que o Goten, por isso estava decidida, focada em ser mais ágil e igualmente rápida. Precisava ser. Dava saltos mortais no teto e nas paredes. O suor escorrendo pela testa. Seus golpes podiam não surtir efeito nenhum sobre ele, contudo ela seria capaz de deixa-lo tonto? Acreditava que sim.

Em algum momento, Bra trouxe alguns robôs para usar no treinamento, mais especificamente queria exercitar seus reflexos. Ela não queria perder o Son de vista como acontecera naquela tarde em que havia acontecido aquilo e...

– Mais que p#&&...! – Bra gritou ao pisar em falso durante uma série de chutes rápidos combinados com saltos.

Foi ao chão. “Maravilha, uma entorse de tornozelo era exatamente o que eu precisava”. Algumas lágrimas rolaram em sua face enquanto se forçava a se levantar. Séries de palavrões ecoando em sua mente.

Esse deslize seguido de queda não foi provocado por uma ativação repentina do meu sistema nervoso autônomo parassimpático em resposta aos pensamentos relacionados ao Goten e ponto final”, declarou para si mesma mentalmente aborrecida com a dor pulsante do pé. “Se bem que... Se funciona comigo, que dirá com ele e... Droga! Esse deslize seguido de queda NÃO foi provocado por uma ativação repentina do meu sistema nervoso autônomo parassimpático em resposta aos pensamentos relacionados ao Goten. Não foi! Não foi! Não mesmo!”.

“E agora como vai ser? Eu com o pé assim? Será que eu me recupero até a hora da batalha? Meu kami me dá uma luz... Ah já sei!”,Bra flutuou até o painel de controle onde seu celular havia sido deixado. Pegou o aparelho e digitou o número da única pessoa que podia lhe ajudar agora.

– Alô? Pan? Bom dia. Não, não. Juro. É que preciso que você me faça um favor e traga uma coisinha para mim. Pode ser?

Pan apareceu na câmara gravitacional uns 20 minutos depois com um semblante preocupado no rosto ao ver Bra sentada, recostada em uma parede com uma expressão um tanto impaciente, o pé direito muito inchado.

– Trouxe o que pedi? – Bra perguntou olhando para garota com os olhos azuis brilhando.

– Ah. Sim – Pan respondeu tirando de forma atrapalhada do bolso da calça jeans um feijão senzu e jogando para a colega pegar. – Você tinha razão. Vovô tinha mesmo um desses sobrando no bolso do uniforme de batalha. Acho que ele nem vai sentir falta...

– Obrigada – A Briefs apanhou o feijão no ar e agradeceu sinceramente com um singelo olhar de canto para amiga. Ela analisava o grão com curiosidade como se tivesse duvidando de seus poderes curativos milagrosos. – Como é? Coloco na boca e bebo um gole d’água depois? Ou é como um comprimido sublingual que não se pode mastigar?

– É assim mesmo. Mastigue e engula. Os efeitos são imediatos.

Assim fez a menina de cabelos e olhos azuis-turquesa. Quase instantaneamente sentiu o corpo cheio de energia. E a dor no pé sumiu junto com qualquer sinal da luxação.

Bra se levantou e deu alguns pulinhos só para se cerificar de que havia funcionado. Vai saber a quanto tempo esse feijão estava no bolso de Goku. E se tivessem algo como prazo de validade?

A Briefs consultou as horas no relógio. 11h:40min. E resolveu unir o útil ao agradável.

– Pan, quer almoçar aqui? Depois você pode me convidar para passar a tarde e dormir na sua casa – A menina falou abrindo um sorriso infantil.

– O Trunks não está por aqui, né? – A morena viu a colega acenar negativamente com a cabeça. – É... Melhor assim mesmo. Pode ser. Gosto mais quando você está mansinha assim, sabia?

– Por nada e não se acostume – Bra disse puxando a amiga pelo braço para fora da câmara gravitacional.

No almoço, Bulma, o Sr. e a Sra, Briefs ficaram surpresos e contentes com a presença de Pan à mesa. Vegeta ficou só surpreso.

Bra comeu pouco no almoço, afinal tinha ingerido um feijão senzu — não sentiria fome por um bom tempo -, e explicou como Pan havia vindo para convidá-la para ir passar a tarde e a noite na casa dela. Exceto por Bulma, ninguém ali percebeu o “truque”.

Após a refeição, Bra foi ao seu quarto preparar uma mochila onde colocaria seu pijama, uma muda de roupas para amanhã e seu traje secreto meio indecente de batalha. Tirou também a roupa a qual estava usando no treinar mais cedo, tomou um banho rápido para se livrar do suor no corpo e vestiu um short jeans, uma blusa polo verde-escuro e calçou uma sandália qualquer.

A caçulinha saiu voando pela janela do quarto mesmo uma vez que a morena já lhe esperava alto no céu.

Á tarde na casa da Pan passou rápido. Gohan e Videl não estavam em casa. Neste momento deviam estar ocupados em seus respectivos trabalhos.

Embora tenha sacrificado mais umas horas de treino as quais podiam ser bem úteis, Bra estava feliz em se distrair e até ficou um tanto nostálgica do tempo em que Pan e ela brincavam e saiam juntas.

Outra, ela não resistiu e acabou contando para a amiga o seu trunfo para ganhar do Goten. Pan arregalou os olhos incrédula, ficou rubra, deixou escapar um “Graças a Kami que eu saí dessa aposta doida” e depois as duas choraram de rir. Bra sentiu um alívio enorme em contar à loucura que ia fazer daqui a... Que horas são? 17h:02min!

A Briefs abriu a mochila para poder mostrar o traje que a sua mãe tinha lhe feito sob medida.

– Acho que você vai ganhar de verdade, Bra – Pan comentou olhando a roupa com atenção.

– Verdade?

– Uhum. Ele é um bobo e também sempre foi meio a fim de vo... – A menina de cabelos pretos se tocou da informação que quase saiu de seus lábios e rapidamente mudou de assunto. – ...O Trunks com certeza vai ficar irritado. Sabe, quando te vir assim, sabe?

– Hum. Sim e isso me preocupa –Bra disse ainda mexendo na mochila. “Cadê aquela presilha que joguei aqui?”.

Pan suspirou aliviada pela colega não ter percebido nada.

– Quando você suspira assim, é por que está pensando no meu irmão, né?

– Hum?! É. É sim. P-por quê?

– Por nada em especial... – “Só que eu nunca senti isso de suspirar por alguém”, Pensou, mas logo se repreendeu.

Faltando 15 minutos para 19 horas, Pan e Bra voaram para o local distante e deserto de Westy City.

Bra vestia o traje de batalha, o cabelo amarrado em um alto rabo de cavalo, o rosto sério, as bochechas rosadas. Que tem? Ela pode ficar nervosa. Estava repetindo mentalmente o refrão da música sexy back de Justin Timberlake. “Ok. Bra. Vai ser moleza.É só, tipo, Get your sexy on. Get your sexy on...”.

Pan por sua vez vestia um casaco e uma calça jeans. Era uma noite fria essa. Inclusive, ela se perguntava em como sua colega conseguia ficar assim em tão poucos trajes sem sentir, ou pelo menos sequer aparentar, um pingo de frio.

A verdade verdadeira é que Pan sempre teve um pouco de inveja da Briefs. Do jeito durão e ao mesmo tempo delicado dela. Fatal e inofensiva. Era agridoce, como óleo e água... Enfim, era Vegeta e Bulma.

As duas pousaram no local marcado. Os demais não haviam chegado.

Sabiam que esse era lugar pela disposição das rochas. Trunks e Goten não gostavam de treinar aqui por nada. As pedras eram distribuídas e se agrupavam de forma que o local ficava parecido com uma arena.

Como era noite, era uma arena natural em penumbra. Se não fosse pela luz das estrelas, seria uma completa escuridão.

– Como vocês vão lutar nesse escuro, Bra – Pan perguntou estreitando os olhos para poder enxergar 4 metros a sua frente.

– Ah. Meu irmão disse que instalou umas não lembro o quê por aqui... Vejamos... Procura uma pedra parecida com um felino.

– Tudo bem.

Porém antes que iniciassem a busca. Quatro luzes vindas de quatro direções diferentes muito fortes irromperam a escuridão, cegando momentaneamente as duas híbridas.

– Mas o que...? – Bra começou a dizer esfregando os olhos.

Após seus olhos se acostumarem com a luminosidade, ela viu que as luzes vinham de dentro de quatro rochas. Norte, sul, leste, oeste. O lugar ficou tão bem iluminado que se não fosse o céu denunciando, ela pensaria que era dia.

– Heeey! – Pan contente acenou para o rapaz o qual acenou de volta em cima de uma grande rocha semelhante a um felino há quase 5 metros das duas.

Era o Goten. Este usava, em vez do traje mais conhecido – laranja e azul-escuro -, preto e azul-escuro.

Bra se controlou para se manter indiferente ao notar que o Son olhava para ela de cima a baixo. O mais estranho é que depois, ele adquiriu um semblante sério e desviou o olhar.

– Trunks vai se atrasar um pouco. Ele disse que assim que Marron chegar podemos começar – Ele falou alto o suficiente para as duas garotas ouvirem.

“Essa garota vai ser minha desgraça”,Goten refletiu consigo mesmo. Tentando pensar em um jeito de derrota-la, não só sem machuca-la, mas também sem encostar muito nela, pois tinha medo de segura-la e não querer mais soltar. "Trunks vai ter que me desculpar, mas vou coloca-la no lugar dela...".

Notas finais
A luta começa no próximo capítulo ;*