A mascara de ouro
4 Homem da família
No dia seguinte acordo numa ressaca pesada, tinha bebido todas com Caio, e pior, tinha recebido uma mensagem de meu avô, pedindo que o encontrasse nessa manhã. Sei que ele não me chamou para qualquer besteira, não é sempre que um homem ocupado como ele perde a manhã para falar a sós com qualquer um, mesmo que esse qualquer um seja seu neto, e por qualquer razão, portanto, com certeza, é algo a ser considerado.
Chegando em sua casa de férias, perdi uns 10 minutos para poder entrar, seus seguranças me prenderam na porta até perceberem que eu não seria “perigoso”, quando finalmente o encontro ele está sentado em um sofá perto de um mesinha que tinhas várias bebidas e com um copo na mão, ao me ver ele pede que eu me sente e não fala mais nada, apenas gesticula, parecia sério, podia ver tristeza naqueles olhos velhos, visão que frequentemente me deparo ao olhar em espelhos.
Tommy, quero te perguntar algo. – disse com uma voz cansada, não parecia o homem de ontem, sorridente e cheio de vida.
Se seus dias estivessem sumindo, o que você faria? — olhou bem nos fundos dos meus olhos, era realmente como olhar para os meus.
Eu... não estou entendendo! – pelo menos não queria entender
Há um mês atrás, descobri que tenho um tipo raríssimo de câncer, e minha vida está acabando, quando você está perto de enfrentar a morte você pensa em tudo, principalmente em seus erros, eu estou pensando em especialmente um, mesmo que não seja exatamente meu. Há 13 anos atrás nasceu o filho de seu irmão, Caio diz que nunca vai assumir esse garoto, afinal, ele diz que o filho não é dele, porém consegui uma amostra de DNA dos dois e consegui confirmar que eles são parentes.- disse, olhou para o copo cheio de bebida e tomou um gole.
Como assim! Nunca me senti algo assim, nunca perdi ninguém, e ele chega com essa notícia, onde ele quer chegar com isso?
O que você está dizendo? O senhor é um homem muito rico e poderoso, não é difícil encontrar quem te ajude! — falei com desespero
Se controle, acha que eu não procurei ajuda? não adianta tenho menos de 1 ano, mas não foi por isso que te chamei aqui, quero deixar todos da família bem quando morrer. Quero que você cuide do filho de Caio, para isso todo mês colocarei em sua conta uma boa quantia de dinheiro e darei a você essa casa. – virou de costas em quanto falava, já preparando um charuto.
Como é? porque não Caio? Só vi esse garoto uma vez na vida! Não acho que estou preparado para iss.. — quando subitamente fui interrompido
VOCÊ É O HOMEM DESTA FAMÍLIA, não ouse falar que não está preparado, já falei com muitos dessa família espero que você não seja mais um! — falou com raiva.
Caio nunca quis cuidar de nada que não envolva dinheiro, pelo menos para isso ele serve, ele irá cuidar dois meus negócios enquanto você cuidará de minha família! Camila não merece mais peso nas costas, Ferdinand não sabe nem fazer a barba sem se cortar e minha... filha... bem... Estamos entendidos? — indagou enquanto fumava.
Estamos, só me dê uma semana e as chaves dessa casa. — falei com raiva , quem ele acha que é para gritar comigo, INFERIORES não deveriam fazer isso! Mas no que estou pensando? Que voz é essa? — balancei a cabeça tentando esquecer esses pensamentos.
Enquanto uns tem carrões , estou aqui esperando um ônibus lotado, pior que isso, sou rico, tenho um casarão e ainda tenho que esperar esse lixo com rodas. Saí da casa daquele velho eu estava realmente abalado, no começo eu senti medo de perder alguém importante, mas agora só queria dar uma lição àqueles que acham que podem me controlar, ao invés de perder algo percebi agora que ganhei um fardo de 13 anos, saí no prejuízo de qualquer maneira.
Bom mas algo ele falou certo, cuidarei dessa família. Não seria nada mal fazer uma visita ao noivo de minha irmã. Depois de descer em uma parada perto do prédio esperei alguém entrar e passei junto, queria entrar sem ter que falar com Chris, quando finalmente consigo o porteiro me para.
Quem é você? — só deu tempo dele cuspir essa frase e eu já tinha mandado duas rajadas do "medo" o suficiente para ele cair desmaiado, cuspindo o almoço dessa vez.
Subindo no elevador, fico encarado minha imagem no espelho, o reflexo se meche e aponta para mim.
O que você veio fazer aqui ? — falou com gargalhada.
Hum, só vim conversar, não espere mais que isso. — retruquei
Você não é um homem de conversa! Nós dois sabemos disso! — falou enquanto levantava sua mão, ela começou pegar fogo, a fechou apagando as chamas, nessa hora o elevador para.
Finalmente terei chance de falar com Chris, se Camila não vai explicar o que era aquela roncha com certeza ele ira.
Chegando na porta do apartamento começo a escultar gritos, o que seria isso? Não! Poderia ser o que estou pensando? Uma gargalhada soa do nada, que merda está acontecendo aqui? Não exito, chuto a porta com toda força, mas ela não abre, porém foi forte o suficiente para escutar a voz do canalha gritando, perguntando quem era, e mas uma vez eu esculto uma gargalhada, chuto outra vez, só de pensar no que poderia estar acontecendo lá dentro minha alma ardia em chamas, não só ela mas a porta também, e de repente a porta era apenas cinzas, entro e olho para Chris, ele estava me apontado uma arma, não sabia ainda que era eu, a fumaça não deixava.
Tom, é você? — perguntou tentando enxergar entre a nuvem de cinzas.
Caminho na direção dele, pegunto " Onde está Camila ?", o que aconteceu com minha voz? Ele abaixa a arma, teve coragem de pedir calma, mas esculto a voz de minha irmã saindo de um quarto, eu não queria nem saber desse imbecil, caminho até o quarto e lá estava ela, toda machucada no chão.
Não é nada que você está pensando! Calma Tom! — disse ela na mesma hora que Chris chega.
''Não foi nada" "CHRIS, FOI VOCÊ QUE FEZ ISSO!" Falo logo após, dou um murro na parede, e todo apartamento começa a pegar fogo, apenas o local em que minha irmã está caída se salva em meio as chamas.
O que é isso? O que você é? Quem você é? AAAAH – quando de repente as chamas começam consumir parte do corpo dele.
Não é sobre o que eu sou e sim no que você vai se tornar, EU QUERO QUE AO PÓ VOCÊ RETORNE!- falei com uma voz que não me pertencia, era a voz da estatueta.
Ele pega a arma e a aponta para mim, mas não consegue atirar, as chamas começam a ficar mais intensa em todos os lugares. Eu não conseguia parar de achar graça no que estava acontecendo, comecei a gargalhar, ali em meio chamas, não sentia nada alem de satisfação.
Tom! PARA COM ISSO!- Fala Camila chorando .
E as chamas seçaram, minha visão começa a ficar turva, tropeço, caio, e desmaio... mas por quê?
Fale com o autor