A marca de Avion
16 Desabo no chão...
Notas iniciais
AEEEEEE MEU POVO!!!!! EU SEI QUE EU DEMOREI UNS MIL ANOS, MAS TO DE VOLTA...
Bem, meu notebook estava bugado/estragado e finalmente ele voltou...então eu voltei(8
"Quando se está gostando de alguém, viver sem essa pessoa é como viver sem ar."P.V.O Taylla
Quando partimos eu nunca senti tanta tristeza, eu não sei bem o que houve, mas o cara que eu amava se fora...e agora eu parecia uma criança chorona, escorada na porta das marcas... 3 veleques albinos me olhavam...as provas estavam no chão, o crânio de Lenfins nas mãos de Saed, que por sua vez se encontrava sentada escorada em uma parede olhando para cima, certo que a perda de Igor foi ruim pra todos, mas a missão tinha que continuar. Com muito esforço eu consegui me levantar, mas não era a mesma coisa, era como se eu estivesse saindo do fundo de um rio de dor e me quebrasse a cada segundo, a cada piscada, a cada sentimento...apanhei as provas do chão e me dirigi a Saed e entreguei a ela, ela se levantou e disse aos veleques albinos:–Et legatio nostra nobiscum conficere.(Temos uma missão para concluir e vocês virão com a gente.)- Eles apenas se colocaram e posição de corrida, mas não seria necessário já que eu não consigo nem ficar em pé...– Taylla, vamos...é pra hoje- "Acordei" dos meus pensamento e vi que ela estava nas costas de um dos veleques e que eu teria que fazer o mesmo. Após "montar" no meu veleque, Saed disse algumas palavras e eles começaram a correr. Eu não sabia ao certo como me sentir, mas só sabia que tinha vontade de chorar naquele momento, acho que quando se evita o amor durante a vida toda quando ele vem, vem como um furacão, e furacões sempre quebram tudo aquilo que você não queria quebrar. Eu sabia que a nossa missão na acabava ali...tínhamos muita coisa pela frente e eu não sei...mas me sinto na responsabilidade de ser forte, não só por mim, mas por Saed e por Igor. Ao chegarmos apenas encontramos um altar bem grande, colocamos as provas, o crânio e em fila indiana os veleques albinos, do nada eles sumiram e acima de nós a porta do alçapão se abriu e finalmente pude ver a luz outra vez, uma escada apareceu então eu e Taylla subimos. Do lado de fora havia uma longa colina...a grama era verde e o cheiro maravilhoso, havia vários pássaros, mas não era a mesma coisa...não era como o reino parcial...e dessa vez, ninguém veio nos receber...Saed percebeu que eu estava preste a chorar e apenas me abraçou, eu não deveria, mas acabei chorando...–Taylla... Ninguém é de ferro.- Depois disso ela me soltou e pegou a mochila que ela havia trazido, colocou nas costas e ficou apertando alguma coisa que estava no pescoço dela, de início pensei que fosse um pingente, mas ela um pen drive...de onde ele tinha surgido eu não fazia ideia. P.V.O Saed Depois que Igor se foi eu não tinha mais certeza sobre o que eu estava fazendo, eu não tinha mais certeza se era uma Avion...eu podia ter protegido ele, ou morrido no lugar dele, eu sei que ele e Taylla conseguiriam terminar a missão...e ainda iam ser felizes juntos...eu costumava me odiar por querer ajudar os outros ...agora eu me odeio por não ter feito isso. Enquanto éramos carregadas por veleques eu não estava em mim, mas sabia que ainda tinha uma missão e não era hora de sentimentalismo. Após abrimos a porta do alçapão e ver a luz, subimos as escadas. Do lado de fora eu podia ver uma colina que se estendia a muitos km's à frente...mas não era a mesma coisa, isso me fazia lembrar de quando conheci Igor...e...—Não posso chorar, tenho que ser forte pela Taylla...- olhei para o lado vi Taylla a ponto de chorar, então e a abracei. —Taylla...ninguém é de ferro—a soltei e peguei minha mochila para irmos embora. Olhei de novo para a colina e lembrei de Igor...lembrei do pen drive que ele avia deixado, o apertei em minhas mãos e comecei a andar, percebi que Taylla estava lá de pé à uns 200 metros de mim. —Você não vem?— gritei e ela apenas olhou e se tocou e correu em minha direção. Andamos muito até chegar uma placa que dizia:" Welcome to Italia"(Bem vindos a Itália)...mas...estávamos no Brasil, como atravessamos o mundo em uma caverna?...Eu estava pensando até ouvir uma voz atrás de mim, ela dizia: —A caverna muda, pra que não possa ser encontrada. O reino parcial é protegido por magia e as vezes atende a necessidade de quem sai.—Eu pude olhar melhor...Era uma garota de olhos vermelhos...Lorrani... —O que faz aqui?— eu disse quase rugindo para ela, afinal, ela estava rindo na morte de Igor...e ela apenas riu. —Garota olha como me tratas, posso fazer o mesmo que fiz com ele com você — Ela apontou pra mim e deu uma risada sarcástica. Apenas ri e disse: —Tente—Ergui a sobrancelha com um olhar desafiador. Ela ergueu a mão em sinal de: Eu vou jogar meus poderes em você, “Keridinha”. Imaginei a espada que lutei com ela em minhas mãos e ela apareceu, como se eu apenas tivesse que chama-la e ela vinhesse. Me preparei para lutar, eu não sabia como ganhar de uma bruxa de Aveloque, mas tentar não custa nada, talvez minha vida...mas eu perdi uma parte de mim naquela caverna e agora só posso lutar com o que tenho... Ela já estava pronta pra guerra, Taylla observava e eu não sabia se corria ou se lutava, mas eu não posso simplesmente fugir de uma luta depois de ter invocado a minha espada, me sinto tão idiota por procurar sangue ao invés de dialogo. De repente vejo algo mudar, eu não estou mais frente a frente com Lorrani, Taylla não está mais ao meu lado...eu me vejo diante de um espelho, olhando pra mim mesma, olhando pro meu eu fracassado...meu eu que tentou se segurar mas não conseguiu. Minhas lagrimas começaram a brotar, eu queria fugir daquilo tudo...mas como?
Eu comecei a socar o espelho, numa tentativa errônea de tentar quebra-lo, usei toda minha força, eu já estava suada...mas o espelho continuava ali, intacto...Mas não por muito tempo, quando eu vi minha expressão se relaxar eu golpeei o espelho mais uma vez, e assim surgiu uma pequena rachadura que se formou um “I”...agora eu entendi, aquilo era o que eu fui, sempre me atacavam e eu sempre continuava intacta, até Igor morrer. Minhas lagrimas voltaram aos meus olhos e pude ver que só eu estava chorando, meu reflexo estava lá parado, inexpressivo. Desabo no chão.
Notas finais
Espero que tenham gostado, se encontrarem algum erro me avisem.
Comentem!!
Até a próxima!!
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