Notas iniciais
Oi

Espero que gostem desse cap. Tem um personagem novo.

Boa leitura

- Ótima! E o seu? – Perguntou ela ainda de costas para ele.

- Bem! Que tatuagens são essas nos seus ombros? – Perguntou sentando na mesa.

- Direito, relíquias da morte, Londres. Esquerdo, olho de Horus, Egito.

Ele passou o dedo na tatuagem do ombro esquerdo. Ela se arrepiou toda quando sentiu seu halito no pescoço e seu dedo nas costas. Ela se virou para dizer para ele não fazer aquilo, mas acabou dando de cara com ele.

- Oi. – Disse ele sorrindo maliciosamente.

- Oi. Pode se afastar? – Perguntou olhando seus olhos pretos.

- Não. – Falou tão calmo que deixou Vivi enraivecida.

- Di Angelo! – Ameaçou.

- Di Angelo o que? – Perguntou chegando seu rosto mais perto.

Ela empurrou ele para longe e disse:

- Chega! Para com isso! Pare de me seduzir! – Gritou ela.

- Você é seduzível? – Perguntou maliciosamente chegando mais perto.

- Você sente algo por mim, mas não quer admitir.

- Eu não gosto de você nem um pouco e não sinto saudade.

- Verdade? Não sente saudade disso.

Ele colocou as mãos na cintura dela.

- Não. – Ela sussurrou.

- E disso?

Ele beijou o pescoço dela.

- Não. – Ela se mantinha-se durinha pensando em outras coisas.

- E disso?

Ele se superou dessa vez. Foi um gesto simples que muitas pessoas ganham, mas não dão valor. Uma coisa que ajuda qualquer uma quando estão na vala. Uma coisa que fez Lavínia descarregar, cair e retribuir. Ele a abraçou, e ela foi abriga a retribuir. Lagrimas saíram dos seus olhas, mas tentou não transparecer.

- Acho que sentiu saudade disso. – Disse no ouvido dela.

- Humhum. – Ela fungou.

- Você esta chorando?

- Só tinha me esquecido como era bom ser abraçada. Ter alguém para te ajudar as vezes.

Ele distanciou-se dela só para ficar olhando para ela. Ele foi se aproximando mais dela, mas quando eles estavam quase se beijando ela emburrou ele sorrindo.

- Ainda te odeio Di Angelo! Você pisoteou meus sentimentos e depois jogou em baixo do tapete. Não é fácil te desculpar.

Ela foi ate o freezer pegou um pote de sorvete e serviu-se.

- Entendo, mas você também fez isso só por que eu fico louco quando você não me beija. – Disse ele servindo-se de sorvete.

- Nunca soube disso. – Disse sorrindo marotamente.

- Vai ter volta. – Disse marotamente.

- Duvido.

Eles sentaram-se no sofá para discutir sobre a missão.

NOITE

— Já pensou em alguma coisa sobre a missão? – Perguntou Vivi aos berros por que Nico estava tomando banho no banheiro do quarto de hospedes.

Ela estava na soleira da porta do quarto de hospedes olhando para a bagunça. Ela esta se coçando para não arrumar o quarto.

- Mais ou menos. – Gritou de volta.

- Seu quarto esta uma bagunça e você esta aqui a menos de dois dias.

- Me desculpa, não sabia que tinha inspeção. – Gritou ele fechando o chuveiro.

Ele saiu do banheiro só de calça. Ela suspirou ao ver aquele corpo lindo.

- Mais para mais ou mais para menos? – Perguntou Vivi tentando sair do transe.

- Para menos. E você pensou em algo? – Perguntou ele jogando roupas para o alto procurando sua blusa.

- Idem. Eu vou pegar uns livros para ver se ajudam descer e quando você estiver pronto desça. – Falou olhando para qualquer lugar menos para ele.

- Estou pronto. – Disse ele sorrindo colocando a camiseta.

Eles foram para biblioteca pegaram alguns livros, três ao total sentaram se no chão cada um pegou um livro e começaram a ler.

Seus olhos começaram a lagrimejar de tanto ler. Ela parou de ler e esfregou os olhos.

- Encontrou algo? – Perguntou Nico esfregando os olhos.

- Só que Macária é a Deusa da morte boa e que quando ela esta por perto se sente um cheiro doce. – Disse ela perdendo as esperanças.

Ela começou a esfregar as mãos nas pernas, no rosto e no cabelo um claro sinal de que ela estava perdendo a paciência e ficando nervosa.

- Calma, deve ter algo nesse ultimo livro. A esperança é ultima que morre. – Ele sorriu tentando animar.

- Depois eu leio. Agora eu preciso descansar os meus olhos. Droga, minha cabeça ta me matando.

Ela saiu da biblioteca lavou o rosto colocou seus óculos e prendeu os cabelos. Ela desceu as escadas serviu-se de sorvete.

- Você vive de sorvete? – Perguntou Nico sorrindo.

- Não, mas gostaria. – Ela falou sorrindo.

Eram onze da noite quando os dois foram se deitar. Vivi trancou a porta por precaução. Nico entrou em seu quarto e caiu no sono logo. Lavínia não dormiu tão bem assim teve uma noite de pesadelos.

Lavínia só ouvia as vozes das pessoas no seu sonho, mas isso não impedia de deixar ela aterrorizada.

- Por que esta fazendo isso? – Perguntava uma voz cansada e ofegante.

- Por que estou cansada das pessoas só verem minha beleza e não verem meu potencial. E eu quero acabar com aquela vampirinha vadia de uma vez.

- Se você tocar nela Nico vai acabar com você. – Ofegou a pessoa.

- Ora. Ora, ora... Parece que a vampiurinha esta presente. Que pessoa enxerida.

Lavínia tentou se acordar, mas não conseguiu. Então ela sentiu uma dor lacerante no seu cérebro ela tentou acordar, mas não conseguia. A dor era insuportável e ela não conseguiu segurar o gritos de dor. Parecia que alguém estava queimando seu cérebro.

A pessoa ria ouvindo os gritos dela.

Nico dormindo em um sono solto foi acordado pelos gritos de pavor de Vivi. Ele saltou da cama e correu para o quarto dela, mas quando tentou abrir viu que a porta estava trancada. Ele pensava em algo para fazer, mas enquanto ele fazia isso os gritos dela mais aumentavam então a única coisa que ele pensou foi arrombar e ele arrombou.

Ele correu ate o lado dela começou a sacudir ela e a chamar seu nome.

- Lavínia!! Acorda!! É só um sonho!! – Gritava ele.

Ela acordou. Olhou assustada em volta e começou a chorar. Nico não se aguentou então a abraçou. Ela abraçou ele forte.

- O que aconteceu? – Perguntou ele preocupado.

Ela não conseguia falar de tanto que chorava.

- Calma. Olhe para mim. – Ela olhou para ele respirou fundo.

- Um pesadelo. Ela me viu ou me ouviu então fez alguma coisa que parecia que estava fazendo meu cérebro pegar fogo. – Ela soluçava enquanto falava.

- Tudo bem! Já passou. – Ele disse acalmando ela.

Ela se acalmou e largou ele.

- Agora vá dormir. Estarei no outro quarto.

- Eu não vou dormir de novo!! – Ela ficou com os olhos arregalados.

- Quer que eu fique aqui com você? – Perguntou Nico ainda preocupado.

- Não sei... É meio que inapropriado. – Disse Vivi receiosa.

- Que isso. Só dois amigos dividindo uma cama e como se não tivéssemos feito isso antes. – Ele sorri.

Ela entorta a boca e ele sabe que conseguiu o que queria. Ele desligou a luz e deitou do seu lado. Ela usou o braço dele como travesseiro, colocou a cabeça no peito dele de um jeito que ela podia ouvir seu coração e ele apenas afagava seu cabelo.

- Acho que nunca mais vou conseguir dormir. – Diz ela em um sussurro. – Na verdade eu nem precisava, mas acho que eu gosto. Tipo, único momento que eu não penso em nada.

- Todo mundo precisa dormir. Se não iríamos enlouquecer. – Diz Nico pensando como ele ficava se não dormia.

Eles ficaram mais alguns minutos falando de coisas banais, então ela dormiu. Na hora que ela dormiu Nico tentou sair da cama, mas elas estava segurando sua blusa e quando ele se mexia ela apertava mais.

- NA NOITE SEGUINTE

A noite chegou rápido. Durante o dia eles ficaram pesquisando sobre Macária, procuraram em cada livro da biblioteca sobre mitologia Grega, sobre morte e sobre o mundo de Hades.

- Que merda! – Ela jogou o livro na parede da biblioteca do seu pai.

- Calma, vamos achar algo. A profecia falava de grades. Pode ser uma prisão.

- Nico!! Como pegariam a Deusa da Morte boa e colocariam em uma prisão sem ninguém ver?! –Ela começou a gritar andando para lá e para cá. – Como pegam uma Deusa? Essa Deusa deve ser muito burra para ser pega!!

Alguém bateu na porta. Nico e Vivi se olharam preocupados.

- Eu atendo. – Disse Vivi.

Ela desceu e abriu a porta. A porta tinha um homem de mais ou menos 23 anos, ele estava com arco e flecha na mão apontada para Vivi.

- Sentiu saudade? – Ele atirou a flecha que na verdade que era uma estaca no ombro de Vivi.

- Merda!! – Ela fechou a porta e se encostou nela para que seu peso deixasse a porta aberta.

O homem tentava arrombar a porta. Nico chegou no hall da escada.

– Meus Deuses!!

– Abra a porta vampirinha dos infernos. – Fala o homem do lado de fora tentando arrombar a porta.

– Quem é? – Pergunta Nico ajudando Vivi a segurar a porta nos trincos.

– Danny Klarson, caçador de vampiros.


Notas finais
Espero que tenham gostado. Ate a próxima!!