P.O.V. Amara.

Eu sinto, eu me sinto. Eu sinto a dor, estou a muito tempo sem me alimentar. Estou petrificando.

Mas, eu também consigo sentir o fogo das velas ao meu redor e ele vai me ajudar a escapar.

Eu fechei meus olhos e comecei a rezar, a canalizar.

—O que é isso? O que está acontecendo?

Perguntavam os guardas e logo eu tinha transformado o metal da cela em barro, eu passei pela cela e eles tentaram me parar. Eu fiz ventar dentro das masmorras.

Peguei uma adaga que um deles tinha escondida nas vestes, fiz um buraco no seu pescoço e comecei a beber seu sangue até ele cair morto.

Um dos soldados feriu a minha mão. Mas, eu estava forte o suficiente para correr e eu corri. Com os malditos em meu encalço, eles me cercaram.

—Não tem pra onde correr, Princesa.

—Eu não preciso correr. Mas, vocês vão precisar.

Transformei suas espadas em líquido. E os matei, me alimentando deles.

Então eu me encaminhei para a sala do Trono.

P.O.V. Nabucodonozor.

As portas da minha sala do Trono se abrem e eu vejo aquela figura. A Princesa. O sangue pingava de sua boca, estava em suas vestes, em suas mãos.

—Meus Deuses!

—Seus Deuses pagãos não o salvarão.

Começou a ventar dentro da sala, tudo começou a estourar não sobrou quase nada.

—Das cinzas ás cinzas, do pó ao pó.

O que sobrou ela transformou em pó.

—Adeus Nabucodonozor.

Eu chamei os guardas e ela disse:

—Eles parecem baratas.

Ela lutou contra eles e um dos meus soldados enfiou a espada nela. A espada atravessou sua barriga.

—Você mataria uma mulher desarmada?

Eu vi a garota arrancar a espada sem sangue de dentro de si mesma.

—O que?!

—Estou curiosa, depois de me matar... o que planejava em seguida?

Então ela enfiou a espada no soldado.

—Homens que matam mulheres e crianças, não merecem piedade. Semente do mal.

—Como fez aquilo?

—Você quer dizer sobreviver á espadada? Eu sou imortal meu filho. Eu não posso morrer. Os inimigos do Reino já me levaram como refém, já me enforcaram, já me esfaquearam, já me afogaram, já me decapitaram, mas eu ainda estou aqui. E estarei aqui muito depois dos seus ossos terem virado pó.

—Faça me imortal.

—Nunca. Nunca nem em um bilhão de anos.

—Eu exijo que me faça imortal!

—Eu não sei se notou, mas de mim você não exige coisa alguma. Comigo você não barganha.