A mais bela entre as belas
7 O Baile Parte II
Notas iniciais
P.O.V. Rainha Catherine.
Eu vi a minha filha sair do salão como um tornado furioso. Ela começou a arrancar as jóias e a atirá-las no Lorde Bingley.
—Você quer o dinheiro? Toma! É todo seu! Eu não pedi pra nascer Princesa e sempre tive nojo e raiva dessa sua gentinha de nariz empinado! Só sabem explorar não valem nada!
Ela olhou em volta e disse:
—Isso vale pra todos vocês! Ricos e poderosos sem gratidão, com seu próprio sangue pagarão! Que recaia sob essa corte a minha maldição!
Ela então saiu furiosa. O Lorde Darcy riu e disse:
—Parece que fomos amaldiçoados por uma Princesa rejeitada.
Então o Príncipe D'Artangan rebateu:
—Se eu fosse você não estaria tão tranquilo. Você não estava lá naquele dia. Quando eu atirei no cavalo e ela o curou usando nada além do próprio sangue e umas palavras. Eu vi. Tão claro quanto o dia. Por isso, eu te aconselho a não ficar tão tranquilo. E a não zombar.
As damas de companhia foram atrás dela. Mas nem deu tempo, ela retornou com os cabelos soltos e os olhos cheios de fúria.
—Vocês querem saber quem eu sou? Eu sou Ella Bennett, essa Princesa sã, normal, racional e bem ajustada que vocês parecem conhecer tão bem.
P.O.V. Charles.
Ta. Agora estou apavorado. Ela passava o dedo na parede em volta da lareira e saia uma faísca azul e então o fogo acendeu sozinho.
Então ela se voltou para mim.
—Você. Você quase me enganou, mas você não se aproximará de mim á menos que se arrependa e desista desse seu ego gigante.
A dor era insuportável. Então, todas as portas do salão se fecharam. Estávamos sem saída e ela começou a forçar os nobres a confessarem suas traições, suas mentiras e a torturar eles.
—E agora está tudo correndo muito bem.
Ela pegou um dos nobres que confessou ter abusado de uma serva, confessou tê-la desonrado. Amarrou-o numa cadeira com plantas e começou a recitar um cântico.
—É um feitiço.
—O que está fazendo com o meu irmão?!
—Estou fritando o cérebro dele! Eu nunca disse que seria bonito.
O nobre lorde caiu morto.
—Próximo. Você. Você é um monstro da pior estirpe, eu vou fazer com você o que você gosta de fazer com as moças. Eu vou partir seu coração.
—Por favor. Piedade.
—Você nunca teve piedade de ninguém. Portanto, não é merecedor da minha.
Ela enfiou a mão no peito do Duque de Sulfok.
—Não se preocupe. Eu não vou matar você, mas você vai desejar a morte ardentemente, eu vou fazer o seu coração parar de funcionar, então o seu sangue não vai poder fluir, mas você estará vivo. Suas veias vão secar e você vai apodrecer de dentro pra fora como o monstro que é e bem do jeito que merece. E agora o mundo vai poder te ver Charles Duque de Sulfok como você é de verdade, monstro frio, cinza e sem compaixão.
Ele agonizou até que ela arrancou a mão de seu peito e ele caiu no chão, cinza, com o rosto cheio de veias, parecia morto.
—Aproveite o resto da sua eternidade. Você Milady.
Ela torturou Lady Elena esposa do Lorde Charles.
—E você Majestade. Você matou seu próprio pai e então forçou seu irmão a assumir a culpa chantageando-o. Mas, esse foi só o começo do seu reino de terror. Você se odiou por toda a sua vida. Mas, então você a encontrou a mulher da sua vida, mas ela era uma serva e você um Rei. Ela não quis ser sua amante e você foi covarde.
—Pare por favor.
—Mas, o fim é a melhor parte! Porque você sentiu dor real, dor física quando quase morreu numa batalha e ficou acamado por meses. A única coisa mantendo você são foi a esperança de que um dia uma das duas pessoas que você mais amava, a serva e o seu irmão o salvariam, mas eles não salvaram outra pessoa salvou. E a serva que você amava, se casou, encontrou o amor e teve filhos, mas você? Você encontrou uma mulher que te odeia, tanto quanto você a odeia. Mestra na preparação de venenos. Uma bruxa igual a você. Você não se casou com Catherine de Medici só porque ela era Princesa, casou com ela porque era uma bruxa e você tem que manter a pureza da linhagem sanguínea, mas ainda assim teve uma amante e uma filha bastarda para a qual quase deu a minha coroa.
Regina a atacou usando magia depois que sua mãe o fez e morreu e ela quebrou-lhe o pescoço com um movimento de mão.
—O que? Vocês dois pensaram mesmo que eram os únicos com uma bruxa ao seu lado? Errado e algo me diz que a minha bruxa é melhor que a sua bruxa.
—Porque minha filha?
—Porque a minha mãe, a minha mãe de verdade a que me criou. Minha única mãe era Evangeline De Cartier e vocês são uma afronta a tudo o que ela defendia. São uma vergonha. Feios por dentro.
—Horrendos.
Ela saiu e foi embora deixando os corpos para trás. Ela se casou com o Príncipe D'Artangan e eles tiveram uma filha, a Princesa Amara.
Os anos se passaram e ela cresceu, se tornou mais bela e mais poderosa do que sua mãe.

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