A mais doce e pura verdade

É veneno de zarabatana

Amarga e sólida com orgulho

Sempre pisando a quem engana!

A mais doce e pura verdade

Não chegou; não foi outorgada

Ainda é banida e refutada

Quem ouvirá sua vaidade?

A mais doce e pura verdade

Está prestes a ser desmascarada

Sempre velada para matar

E com receio, irei contar

A mais azeda e impura verdade

É que o amor move essa vida

E inda que saiba disso este coração

Insiste em alimentar esta ferida

Chamada solidão

Chamada abandono

Adivinhe quem é o dono

Dessa desolação?

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