Nos sentamos próximos a um circulo de árvores com copas imensas, que conseguiam quase parar toda a luz do sol. O trem não ficava muito longe dali, era possível observa-lo do tronco cujo eu estava sentado, observando Krimpfield fazer seus truques.

Eram truques magníficos, com cartas, pombas, tudo o que um mago tem de direito. Minha mágica preferida era a que ele colocava uma pomba dentro da carta, era incrível, como a pomba sumia de sua mão e magicamente o desenho de um pássaro aparecia num valete de paus.

—Eu uso mágica a muito tempo, desde que me reconheço por gente eu fico fazendo truques- Contou-me sua história- Eu entrei nesse circo por...por.... você é muito novo para se preocupar com isso Bjorn, mas saiba que eu te escolhi pois sinto que você terá um grande futuro. E para isso, você precisa treinar, tire essa bunda dai e venha me encantar com seus truques- disse estendendo a mão e com um sorriso chamativo no rosto.

Levantei-me e dirigi a ele, peguei o baralho de cartas e comecei a me concentrar, porém nada acontecia. Derrubei 1, 2, acho que umas 20 vezes as cartas até conseguir o que eu queria: o efeito de levitação. Eu sabia que conseguia pois antes de começar a minha jornada com Krimpfield eu pregava peças em todo mundo utilizando isso.

Ao observar, Krimpfield disse:

—Muito bem Bjorn! Esse é um dos truques mais complexos da mágia em si! Estou muito orgulhoso de você!- Disse com um olhar encatado. — Tome, quero que você fique com isso.

Retirou de sua camisa, um colar muito peculiar, em formato triangular com uma cartola, estranhei e perguntei:

—O que é isso?

—É um colar que meu pai me deu, antes de...de... de eu entrar para o circo, e agora eu o confio a você. É dito que ele pode realizar desejos, e até mesmo revelar o futuro! Mas apesar de tudo ele é um colar muito bonito.

Ao colocar o colar em meu pescoço, ouvimos a buzina do trem, que apitava o andar dele. Então fomos em direção a nosso vagão para um show em Moscou