A mão esquerda de Lúcifer
4 Desaparecidos.
Notas iniciais
Sioux Falls, Dakota do Sul.
Dei três batidas na porta de uma velha casa em meio a um ferro velho.
– Katy?! — Bobby arregalou os olhos quando me viu – O que esta fazendo aqui essa hora ? Sozinha? – Ele parou por um minuto – Ah, já sei... Problemas.
Ele saiu de frente da porta deixando-me passar.
– Mel sumiu faz dois dias.
Bobby olhou para mim com os olhos arregalados, foi na geladeira e pegou uma cerveja.
Eu contei toda a história para ele, e então começamos a procurar presságios naquela mesma noite.
O sol raiou depois de algumas horas.
– Katy, vamos nos encontrar com Dean. Parece que Sam também sumiu.
Sam estava tento os mesmo problemas que Mel a cerca de um ano, e eu não sabia de nada, Bobby quem acabou me contando no caminho.
Minha mente estava perturbada, eu não conseguia pensar... Apenas pensava como fui egoísta em deixar que isso acontecesse com a minha irmã sem nem prestar atenção no que ela falava.
As palavras que ela me disse uma noite antes de sumir não saem da minha cabeça, ecoam como um espirito nos meus ouvidos, mal consigo dormir.
“-Não vou matar você, sua vadia! Não vou te matar para que você veja o que deixou que acontecesse comigo! Papai pediu pra você cuidar da gente, e o que você fez esse tempo todo foi cuidar de você!”
– Dean não há presságios nas ultimas semanas, não há nada já procuramos.
Dean olhava para o mapa em cima do capo do Impala.
– certo! Então como encontramos o Sam? Vamos fechar os olhos e apontar? – Se irritou Dean.
Nesse mesmo instante o telefone toca.
– acho que vamos para “Roadhouse”, vamos.
O bar da estrada era um lugar onde caçadores iam para beber e contar suas historias, era um lugar agradável tirando o cheiro.
Olhei pela janela do carro, o bar já não existia mais, em seu lugar estavam apenas destroços.
– Que quê isso! – exclamou Dean, estacionando o carro em frente ao que sobrou da porta.
Nós nos entre olhamos, descemos e fomos procurar algum vestígio entre as ruinas.
Havia pedaços de madeira quase virando cinzas e restos de membros de pessoas que provavelmente estavam no local quando pegou fogo... Ou melhor, quando botaram fogo. O lugar fedia enxofre.
Dean se aproximou de um antebraço que estava entre duas vigas de madeira, quase não se via pele no membro, mas ainda trazia consigo um relógio no pulso.
–Que droga Ash! – Exclamou ele.
Voltamos a nos entre olhar, só que agora não restava mais nem um pouco de esperança de nenhum de nós.
– Olhem tudo! – Ordenou Bobby.
Olhamos em todos os cômodos restantes e não encontramos nada além de cinzas e restos de pessoas que mal saberíamos identificar que membro que era de tão horrível que ficou a situação dos destroços.
– Não temos como saber onde Hellen esta, ou se está viva! E agora? Como vamos achar o Sam?- Dean estava mais desesperado do que eu. Eu tentava manter a calma pelo menos, mas ele não conseguia.
Ele encostou-se ao capo do carro e colocou uma das mãos sobre a cabeça.
–Dean? – Perguntei.
Ele levantou a cabeça com dificuldade me olhou e a abaixou novamente como se estivesse sentindo uma dor insuportável.
– O que foi isso? — Perguntou Bobby.
– Sei lá, enxaqueca? – Olhei para ele com espanto ao ouvir a frase.
– E essas enxaquecas são frequentes?
Ele balançou a cabeça negativamente.
–Não – Ele sorriu para mim – Deve ser o stress.
Eu e Bobby olhamos fixamente para ele, fui até o carro e peguei um pouco de agua na porta malas.
–Beba.
–Isso é agua benta, não sou demônio.
– É o que temos divindade.
Ele e olhou e pegou o recipiente da minha mão.
– Eu posso jurar que vi alguma coisa.
– Como assim?
–Tipo uma visão? Iguais as do Sam? –Perguntou Bobby.
– Quê?! Não!
– Eu só perguntei, alias Mel também sumiu e Katy não teve visões ainda. – ao dizer isso ele me olhou como ar de pergunta.
– A para! Eu não sou vidente – Exclamou Dean, e logo depois caiu com as mãos sobre a cabeça.
–DEAN! – Bobby e eu corremos para perto dele.
Eu o segurei pelo braço.
– Dean?
Ele me olhou, estava suando e gemendo como se estivesse sentindo muita dor, fiquei o olhando até ele falar.
– Eu estou bem. Eu vi o Sam. Eu o vi Katy.
Ele se levantou.
– E a Mel? – perguntei.
– ela não... – Ele colocou a mão sobre meu ombro.
– Então foi uma visão – observou Bobby.
– É eu não sei como mais foi, e foi tão divertido quanto levar um chute no saco.
– E o que mais você viu?
– Eu vi um sino.
– Que tipo de sino?
Ele pensou por um minuto como se não soubesse exatamente.
– Era... Bem, um tipo de sino grande com alguma coisa gravada nele.
– coisa gravada? –pensei alto. – Tinha uma arvore? Um carvalho?
–É exato.
– Eu sei onde Sam e Mel estão.
– Sabe? – Disse Bobby.
– Cold Oak, Bobby.
Eles me olharam.
–Vamos logo – Resmungou Dean.
Subimos no Impala e fomos o mais rápido possível em direção a Cold Oak.
Quando chegamos a cidade já havia escurecido, não dava para ver nada além do matagal que rodeava a antiga cidade. Dean estacionou o carro quando a mata começou a ficar muito densa.
– Vamos ter que segui a pé disse ele.
Nós nos equipamos com armas e mais algumas coisas, pois não tínhamos ideia do que estava lá.
– Vamos.
Fomos caminhando mata adentro, e no escuro não é nada fácil fazer uma trilha, cerca de 20 minutos depois ouvimos um grito, e parecia a voz no Sam.
– SAM! – Gritava Dean desesperado quando ouviu o grito – SAMMY!!
Encontramos Sam sozinho na rua com a mão segundando a barriga e um pouco de sangue n rosto.
– Sam... – Disse Dean mais aliviado.
– Dean! — Sam sorria com dificuldade.
Quando caminhávamos em direção a ele um homem negro com uma roupa camuflada se levantou rapidamente com uma faca nas mãos.
– SAM! CUIDA...
O homem acertou a faca no meio das costas de Sam.
Saímos correndo desesperadamente, o homem correu mata adentro e eu e Bobby seguimos, ele corria muito rápido eu quase consegui alcança-lo, mas ele jogou galhos de arvores em minha direção e eu o perdi de vista.
Bobby e eu voltamos para onde Sam estava.
Dean chorava e gritava com Sam nos braços, estávamos chegando perto deles quando de súbito na escuridão surgiu outra pessoa, essa empunhava uma faca foi correndo na direção das costas do Dean.
– DEAN!! – Gritei. Atirei duas vezes em direção à criatura, e ela caiu com um estrondo na terra molhada.
Dean olhou para trás e soltou mais um grito de dor. Corri m direção ao corpo agora caído no chão, era uma mulher de cabelos pretos e pele clara.
Era Melanie.
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