Notas iniciais
Bem, eu Yuuko-chan acabei de ver esse anime fabuloso chamado K project. Tampouco vou dizer que é super fantástico senão estaria mentindo a mim mesma e isso não é legal. Mas mudando um pouco de assunto, todos! sabem que nessa história está cheia de fanservice sem problema algum. Pois então, como eu vi que a maioria do pessoal só fazem yaoi, resolvi fazer uma história diferente para variar.
Talvez, e só talvez faça algumas oneshots mais sobre os seguintes casais:

Munakata X Seri
Yashiro x Kukuri
kuroh x kukuri
Anna x mikoto

Mas antes que nada vocês devem ler essa história primeiro. Atenção, leiam ela sem preconceito com o casal, porque ao fim e a cabo eles jamais aconteceram mesmo.
E vocês também já haverão se dado conta que eu quase nem menciono a neko. Porque? bem, porque a doçura dela não me convence.( vocês agora me odiaram por haver dito isso certo?)

BEM! BOA LEITURA!

O tempo passava voando quando Seri trabalhava, mas ao mesmo tempo não era suficiente. E hoje não foi uma excepção; teve que ficar com Munakata-Sama a noite inteira revisando papeis, documentação de pessoas suspeitas de algum tipo de crime, e uma exaustiva revisão do personal de seguridade.

Algumas vezes, e só algumas vezes ela desejava que o mundo fosse como era antes, sem reis....sem gente superior de tantas formas possíveis. Mas era impossível, e só com ter essa certeza a fazia cair em desesperação. Será que Munakata-sama alguma vez poderia ser feliz estando preso em essa solidão? nesse poder que o faz imortal e que o aprisiona?

—Awashima-san?— Munakata fez um pequeno monte com os papeis revisados antes de olhar em sua direção indiferente, ou isso parecia.

—Sim, Munakata-sama?

— Te vejo distraída.— Sorri francamente levantando-se — Abusei da sua amabilidade, peço desculpas. Foi um ato egoísta de minha parte.

—Tao só faço meu trabalho, senhor.— abaixa a cabeça automaticamente em sinal de profundo respeito.— Um rei não deve cargar com tudo só.

—Um rei também não deve preocupar aos seus súbitos — Aparece diante dela tirando seu óculos a um lado, e levantando a barbilha dela delicadamente.

—Munakata-sama....?

— Os problemas de um rei, são os problemas de um rei.— a repreende severo.— ninguém mais do que ele deve resolvê-los, não você e nem ninguém.— Acaricia as bochechas dela já frias pela noite.— Awashima-san?!

Seri fecha os olhos por um momento, porque ela estava sendo repreendida? O que fizera de mal? preocupar-se? Isso Estava mal? era algum pecado? Foi então que deu conta: amar a ele não era o certo, e ele....bem, ele só fez isso mas claro para ela agora.

— Awashima-san!?

—Sim, senhor!?— olha nos seus olhos azuis vendo o distantes que estavam dela. Ele jamais a amaria, era certo, só agora ela se dera conta disso, mas tudo bem, ela podia aceitar esse feito....— me posso retirar, senhor?

— Pode.— responde pondo as duas mãos no seu ombro antes de deixá-la ir, a estava livrando dele sem sequer ela se dar conta.— você nunca deveria estar aqui, em primeiro lugar.— fica de costas para ela de repente voltando a por os seus óculos.— esse é meu trabalho, certo?

Ela não responde, abaixa a cabeça e sai de seu escritório de cabeça erguida, mas isso não significava que não doesse, porque por dentro, a sua aparente tranquilidade se quebrou, e pegou fogo pela força e determinação daqueles olhos azuis...olhos cruéis a sua maneira, olhos de Munakata.

"Que jeito mais sutil de ser rejeitada."refletiu fechando a porta atrás de si, e indo em direção a recepção contendo as lágrimas. Ela era uma mulher depois de tudo, e ainda batia um coração dentro do seu peito, essa era a unica verdade.

Seus paços eram pesados enquanto deixava sua espada no armário e se preparava para sair, hoje todos os bares a essa hora já deviam estar fechados, então tudo o que restava era jantar em casa um prato de feijão vermelho com um copo d'aguá.

— Quem diria.— uma voz se fez ouvir no profundo silêncio da recepção.— Eu jamais pensei que você tivesse essa cara.— Fushimi apareceu diante dela com o seu sorriso tao característico. Parecia tremendamente feliz de vê-la desse jeito, derrotada.

— Me pergunto o que você ainda estará fazendo por aqui, Fushimi-kun.— o encarou tentando desmanchar seu penoso rosto,mas era impossível, a tristeza a ganhava sem comparação.— espero que não nos esteja traicionando.— soltou despeitada, ela só queria descargar a culpa em alguém mais que não fosse nela mesma.

Fushimi-kun notando seu mau humor simplesmente sorriu pondo bem seu óculos com os dedos.

—Tao amarga como sempre.— olha nos seus olhos através dos óculos calculador.— Eu gosto disso.

—Essa é a primeira vez que você diz gostar de algo, Fu-shi-mi-kun.

—Não me leve a mal, as coisas boas me fazem querer vomitar.— escarneou sério.— o interessante mesmo são as coisas podres de por si mesma, se você me entende.

—Não, eu não sou capaz de entender o seu raciocínio. Agora se você me der licença, tenho coisas que fazer.— se colocou de um lado preparada para ir quando ele tomou a palavra por terceira vez aquela noite.

— Coisas por fazer? E isso seria ir pra casa e comer feijão vermelho?— caminhou até onde ela estava sem importar que ela o olhasse preparada para atacar.— Oh! não diga que eu acertei!?

Seri fingiu não escutar, ela não queria ouvir as suas baboseiras de sempre, era molesto, um traidor, e adorava a guerra. Totalmente o oposto dela.

—Quer tomar um trago comigo,Awashima-san?— ofereceu solene de repente.— Incluso deixo você por esses malditos feijões vermelhos na taça.— levantou a mão em sinal de paz. Ela olhou para ele duvidando antes de dar de ombros. Ela não tinha bebida em casa de todas as formas mesmo, qual seria o problema?

—Espero que não tente me envenenar.— soltou sarcástica.

—Se eu te matasse, as coisas por aqui seriam entediantes, você não acha?— sorriu galante.— e além do mais, ver homens o dia inteiro me da náuseas.Seri sorriu disso, ele nunca deixava de surpreende-la.

Os dois não tardarão em sair dali, e meia hora depois estavam na casa de Fushimi, porque todos os bares já estavam fechados, como era de se imaginar. Era uma casa aceitável, mas ela poderia apostar qualquer coisa que se não fosse pelo robô que limpa tudo aquela casa estaria de dar pena.

—Bonita casa.— falou neutra como sempre soltando seus cabelos como se fosse algo normal.

Ela não se deu conta, mas Fushimi a observou por um momento deixando o abridor cair no chão sem querer.

— Eu não sabia que você estava tentando me seduzir.— sorriu irônico entregando uma taça para ela.

—Não, essa não foi a minha intenção.— sorriu para ele de volta.— Além do mais, seu gosto é um pouco peculiar, você não acha?— indagou levantando a sua taça pedindo para que ele a enchesse até a boca, e quando o fez, ela colocou uma mão de feijão vermelho dentro dela, fazendo que Fushimi fizesse uma moeca de nojo.

—Eu não entendo a onde você quer chegar.— tomou um gole da sua taça fazendo contato visual com ela a propósito. — Cuidado, essa bebida pode ser um pouco forte para você.

Ela se fez a surda tomando um trago de uma só vez com os feijões dentro. Resultado; quase morre engasgada pela acidez da bebida e os grãos de feijão.

—Eu te avisei.— sorriu pra ela enchendo o seu copo e o dela outra vez.— Adoro quando as pessoas são testarudas, você sabia? É uma virtude estupida para muitos, mas para mim é admirável.

—Será por isso que você sinta esse carinho especial por Yata, certo?— tomou outro trago da sua bebida vendo satisfeita que mudava a sua expressão de divertida a franzida.— ajude-me a entender Fu-shi-mi-kun...

— Não me chame assim!— rosnou de repente quebrando a taça.— Kudasai*— pediu controlando-se enquanto buscava outra na instante.

Seri por um momento se assustou, mas logo voltou a sorrir como se molestá-lo fosse a distração perfeita .Uma escapatória para descargar a sua dor, uma saída.

—Porquê? falar sobre o seu companheiro te afeta tanto?— perguntou sarcástica.— foi por ele que você abandonou Homra? O foi pelo feito de ser deixado em segundo plano?

Antes que ela pudesse falar qualquer coisa mais ele foi pra cima dela a empurrando contra a parede sem um pingo de moderação. Dessa vez se via furioso.

—Sabe o que mais me da vontade de vomitar?! — exclamou perto o suficiente como para beija-la.— essa sua superioridade sobre os demais.— sorriu vendo que ela tentava chutá-lo sem conseguir.— se esqueceu que eu sou mais forte do que você? A-wa-shi-ma-san....

—E sabe o que eu menos suporto de você?— olhou profundamente nos seus olhos friamente.— sua capacidade de enganar aos demais. Por mais que não me suporte, ainda assim me salvou quando Mikoto me atacou, porquê? você nem sequer é meu companheiro de verdade, certo?

—Oh, agora entendo.— sorriu de repente.— você é aquela tipica mulherzinha em busca de amor. Em busca de ser amada.— gargalhou chegando mais perto dela e olhando aos seus lábios.— Pobre Awashima-san, que solitária pode ser.— chegou ainda mais perto dos seus lábios vendo que ela fechava os olhos quase que automática mente.— Haha! você de verdade pensa que eu vou te beijar?

Ela abriu os olhos imediatamente vendo que ele gargalhava na sua cara. Fazia graça tirar sarro dela, certo? Por isso mesmo abaixou a cabeça sentindo que algo quente caia dos seus párpados. Qual era o problema? porque chorava?

— Qual é o problema A-wa-shi-ma-san?— levantou a sua barbilha rudemente, mas logo a soltou com a mesma rapidez quando sentiu algo úmido tocar seus dedos. Ela estava chorando? a encarou sem poder acreditar no que via, e só para comprovar se era certo, levantou a sua barbilha por segunda vez e tocou sua bochecha sentindo a mesma umidade ali.

—Bom trabalho,Saruhiko Fushimi.— olhou nos seus olhos com todo o orgulho que le restava. Ela estava destroçada.— agora pode me dar licença e deixar a perdedora ir para casa, kudasai.— tentou sair do seu agarre, mas as suas mãos a pressionarão contra a parede mais forte.— Qual é o seu problema? eu quero sair!

— Eu não posso te deixar ir.— sorriu de repente tocando os seus lábios inocentemente com os dela e sentindo sua respiração pesada.— você se vê deliciosa demais para escapar.— sussurrou galantemente — incluso me da vontade de te fazer chorar mais vezes.— e com essa ultima oração tomou a sua boca como posse sua rudemente. A sua língua provou o céu da boca dela descobrindo o doce que era. Ela gemeu sem querer e isso foi suficiente para ele se esfregar nela contra a parede. As suas mãos escorregaram-se pelo o seu corpo tocando cada parte dele até a sua cintura.Mas quando por fim ela parecia haver caído nos seus encantos, ele se enganou, ela evitou olhos e apartou sua boca da boca dele.

—Solte-me, ou eu...— o ameaçou tentando ganhar ar para respirar. Estava vermelha e nem sequer era capaz de encará-lo. Estava fraca demais para sequer mandá-lo pro inferno e sair dali imediatamente, porque além do mais, ela não queria isso.

—Qual é o problemaAwashima ?— sussurrou no seu ouvido.— é apenas sexo, uma necessidade humana. Ou acaso você não é humana?— sorriu outra vez levantando a barbilha dela para que olhasse nos seus olhos diretamente.— se você desejar, eu incluso permito você gritar Munakata quando tiver um orgasmo. Mas é claro, você vai estar tao cheia de mim que nem sequer recordará o seu nome.

E antes que ela dissesse algo mais, ele voltou a beija-la como se ela houvesse permitido e não se negado. Seus lábios se foram ao se pescoço quando notou que ela por fim cedeu.

Ela era tao doce....talvez a coisa mais doce que jamais chegou a provar. E por isso não tardou em desvesti-la rapidamente, era uma beleza se poderia dizer. Já não via a hora de possui-la de uma vez, a ânsia era tanta que não notou que os olhos dela estavam fechados. Ela não via a ele, senão que imaginava a outro.

—Ah!— deixou escapar um gemido ainda de olhos fechados.— mu-munakata.....—ronronou irritando a Fushimi. Por isso ele a deitou no seu sofá a obrigando abrir os olhos confusa e tomando a sua boca por terceira vez. Ela ainda surpresa ficou de olhos abertos sentindo a mão dele chegar na sua saia.

—Isso, Awashima-san — acariciou o meio das suas pernas.— olha pra mim, e vê que sou eu quem te faz suspirar.— abaixou a calcinha sem fazer drama e começou a acaricia-la ali em baixo. Mas antes que ela voltasse a fechar os olhos ele mordeu seu pescoço deixando uma marca ali.

—Quê demônios!?— ela gritou tentando aparta-lo mas os dedos dele entrarão na sua vagina fazendo-a gritar.— Você....ah...falou que eu podia....ahhh falar o seu nome ahhh.— gemeu.

—Mudei de ideia.— sorriu indo pra cima dela a tomando por completo. Porque nesse momento ela de verdade era só dele, incluso se sentiu um pouco superior que todos os sete reis juntos.E por um momento, se esqueceu de Yata.

WOW ele necessitava fazer isso mais vezes.

—Merda, a minha roupa— Seri resmungou quando terminarão. Era só sexo, e agora ela tinha que voltar para casa, para a vida real.

—Porque a pressa?Será possível que eu só poderei transar com você te fazendo chorar?— resmungou desnudo no sofá ainda com os óculos postos de braços abertos.

Seri o empurrou para um lado para pegar as suas roupas, mas antes que pudesse alcança-las Fushimi a puxou pro seu regaço fazendo que o peito desnudo dela chocasse contra sua barriga fazendo um ruido de corpos batendo juntos. Seus olhos se encontraram, os dois de um azul profundo que a momentos antes brilhavam de desejo, agora só eram frios.

—Você já esta satisfeito, agora deixe-me ir.— ordenou olhando profundamente nos olhos dele.

—Não até que você diga que gostou também— a provocou a propósito. Ela negou com a cabeça, dessa vez ela não se rebaixaria.— Bem, então vamos fazer de novo até que você goste, o que acha disso?— Ela tentou se soltar dele com orgulho mas ele era forte.—Nossa, você agindo desse jeito até parece que eu estou te estuprando.— ronronou para ela.— E você sabe muito bem que eu gosto das coisas más, verdade?

Seri apartou seu olhar como querendo dizer sem palavras que isso não fazia graça nenhuma. Fushimi deixando de sorrir levantou-se dando espaço para ela, ele não era o tipo que forçava a alguém a fazer o que não queria. Caminhou desnudo, recorreu as roupas dela do chão e as entregou na sua mão. Seri o olhou impressionada o que fez ele sorrir.

—Até um traidor pode ser cavalheiro, você não acha?— deu meia volta apontando para a porta do banheiro.— você pode se trocar ali, não tem problema.

Seri levantou-se um pouco envergonhada indo direto pro banheiro se trocar o que fez Fushimi rir. Porque agora tinha vergonha? ele já a tinha visto desnuda de todas as formas.

O silêncio talvez tenha sido o mais incomodo enquanto ela se mudava no banheiro, mas ele não se importou em absoluto, tao só se serviu um trago da bebida esquecida encima da mesa enquanto ela não saia do de la.

Mas o que o surpreendeu foi a sua pergunta em seco.

—Fushimi, porque você me salvou naquela vez?— falou através da porta que a impedia olhar na sua cara e ele na dela.

Fushimi não respondeu como ela queria ouvir. Talvez tenha sido a propósito, talvez não.

—Porque você quer saber?— indagou tomando outro trago da sua bebida.

—......Apenas curiosidade...— sussurrou saindo do banheiro dessa vez. Seu cabelo ainda estava solto.

— Foi só um reflexo.— confessou.— eu sou um traidor, não um sádico e vingativo assassino, Awashima-san.— sorriu levantando a sua taça a modo de respeito.— Eu tampouco posso deixar a uma dama em apuros sozinha, né? Yata tampouco deixaria.

Seri sorriu para ele entendendo os seus sentimentos. Ele também amava a outra pessoa e não era correspondido, era triste se pode dizer.

— Fushimi-kun?

—Sim?

—Amar dói, verdade?— falou vendo que ele a olhava profundamente e entendendo que os dois a sua maneira eram parecidos.

—Eu não sei do que você está falando, comandante.— caminhou até a onde ela estava e levantou a sua barbilha por ultima vez antes de deixá-la ir.— Mas concordaria contigo se eu pudesse ter mais uma noite com você, trato?

Seri afastou-se dele sem dar uma resposta. Ela queria dizer não, mas a incerteza enchia o seu coração de um modo trepidante, e tudo o que vinha na sua cabeça era uma resposta para a sua pergunta de antes.

Deu-se a volta, caminhou até a porta sem encará-lo, senão ela não poderia dizer adequadamente.

—Hey! você está me ignorando?

—Eu gostei.— ela falou de supetão.

—Quê?— ele olhou para as costas dela sem entender por um momento até que juntou as peças.— Ah, você gostou. Eu tampouco fiquei insatisfeito com o que tive.

Ela envergonhada bateu a porta saindo imediatamente dali. O que havia dito? ela estava louca? a bebida havia passado da validade ou algo assim?

—Bem, eu só espero que me olhe dessa mesma maneira amanhã de manhã.— acariciou a sua própria barbilha pensativo.— pensando melhor, prefiro ver ela chorar. É mais encantadora quando se parece a um gatinho assustado do que uma comandante desalmada.— sorriu indo direto pro banheiro tomar um banho.

Notas finais
Espero que tenham aproveitado pessoal! Bye-bye!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!