A loucura de Dyn

1 A loucura de Dyn


Notas iniciais
Gente é só um capitulo...espero que gostem e...nos encontramos no final da pagina?

Eu tinha 12 anos( eu acho) quando vim para esse lugar...hoje com 16, eu ainda não tenho certeza de onde estou...

Sei que não sou a única que mora aqui,e que só no corredor em que meu quarto se localiza,exitem outros 28 cômodos,mas nunca quis vê-los por dentro.Ou seja,nos 4 anos em que estou aqui, nunca me dei o trabalho de sair.

Aqui,minha socialização,se limita a duas pessoas,o Nicholas,um cara muito legal,que sempre se veste de branco e carrega uma prancheta,ele me visita todo o dia,para conversar e me dar remédios tira-cor(desde que eu comecei a toma-los,esse quarto se tornou branco,assim como todas as coisas que existem nele,que pararam de mudar de cor de acordo com meu humor fazendo com que tudo perdesse parte da graça e da magia) e a outra pessoa é o Karl, ele era meu vizinho e quando eu me mudei para esse quarto, ele passou a me visitar todos os dias (há aproximadamente um ano eu comecei a gostar dele e como se estivesse lendo minha mente,ele me beijou e desde então,estamos namorando).

-Bom dia!-Nic apareceu sorridente na porta.

-Oi Nic.-disse tentando esboçar um sorriso,mas logo desistindo.

-Eu tenho uma novidade para você.

-O que?-disse curiosa.

-Você vai poder voltar para a sua casa,vai poder ver seus pais todos os dias-eles vinham algumas vezes durante o mês me contar historias e me dar doces.

-Quando?-disse começando a me animar.

-Bom...lembra que eu disse que você está aqui por que você está doentinha da cabeça e nós só não temos o remédio certo ainda?-assenti-Surgiu um experimento e se der certo,você vai estar curada.-ele disse com um enorme sorriso,me deixando realmente animada e esperançosa.

-Então vamos fazer!- eu estava ansiosa,para o dia em que eu poderia voltar para a minha verdadeira casa.

-Primeiro eu tenho que te fazer algumas perguntas,pode ser?-assenti-Como estão as paredes?

-Brancas,já que eu tomei o tira-cor-disse emburrada e ele riu do meu bico enquanto anotava alguma coisa em sua prancheta .

-E seu amigo Karl,como ele está? Ele trouxe mais alguém com ele ultimamente ?

-Não...ele diz que nossas conversas são particulares...

-Hum...tem flores em mim?- isso me fez rir,lembrando do dia em que uma margarida azul havia britado de sua orelha.

-Não-disse ainda rindo.-É só isso princesa,acho que amanhã poderemos fazer esse teste- ele se levantou e quando ia saindo eu me lembrei.

-Nic,agradece ao jardineiro por mim?

-Pelo que?-ele disse confuso.

-Por ter posto esse tapete de grama gigante aqui no quarto dãh.

-AH- ele anotou alguma coisa na prancheta e sorriu-claro — e fechou a porta atras de si.

-Arh! Eu detesto ele-Karl saiu de baixo da minha cama resmungando.

-Ai!-disse ao me assustar- a quanto tempo você esta ai?

-Desde ontem, você dormiu tarde e eu acabei dormindo aqui...belo trabalho que o jardineiro fez aqui...-ele disse apreciando.

-Pois é...ei, você ouviu o que o Nic falou?

-Ouvi,será que vai dar certo? — ele disse sentando ao meu lado na cama.

-Pelo jeito que ele falou...creio que sim...

-Vai ser ótimo se você voltar lá pra rua...

-Pois é...Hey,amanhã durante "a cura" você vai estar comigo né?

-Claro.

Durante o resto do dia conversamos coisas aleatórias e só fomos interrompidos uma vez,quando Nic veio avisar que o experimento já havia recebido aprovação.

Enfim a noite havia chegado e o cansaço veio com ela,fazendo com que belos e coloridos sonhos viessem a enfeitar minha mente.

Acordei com Nic me cutucando.

-Vamos acordar Dyn,você precisa ficar sentada para isso- ele disse me ajudando a sentar e grudando quatro fios pretos a minha cabeça.

-Vai ficar tudo bem- Karl sussurrou ao meu lado.

- Podemos começar?- Nic perguntou e eu assenti.

Ele começou a girar um botão e uma dor agonizante começou a se instalar na minha cabeça.

-AHHH! KARL ME AJUDA!-gritei em desespero,percebendo que minhas mãos estavam amarradas.

-Não posso.

-Nic, me ajuda!Socorro!-ele me encarou serio.

-Não posso.

-Porque? Me ajudem por favor...-eu chorava e gritava me debatendo.

-Dyn,nós somos apenas fruto da sua imaginação.

Então eu apaguei, e quando retornei a consciência, tudo havia sumido, Nic, Karl,as cores e o jardim, tudo que me restava era uma fúnebre realidade, na qual eu não queria viver.

Notas finais
Gostaram? Comentários são sempre bem-vindos linjos
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!