Meu nome é Suzanita e o que eu vou contar não é bonito. Mas preciso contar, sob pena de ficar louca.

Não louca como a Louca dos Gatos. Não aquele tipo de insanidade controlada. O que pode ocorrer comigo é explosão, vulcanismo, histeria e spree-killer.

Não que antes dela ter aparecido na Praça dos Aleijados eu fosse o melhor exemplo de normalidade. Afinal, quando eu comecei a namorar o Jonah, ele era um travesti. E comecei a namorá-lo para perturbar minha família, para que eles me odiassem e para provar para uma amiga que eu não estava nem aí para a sociedade.

Enfim, o Jonah era irmão de Archibald, com quem eu namorara no começo do Ensino Médio. Na época, o Jonah já começava a tomar hormônios para se transformar em mulher. E, na época, ele, para meu espanto, mostrou interesse em mim. Aquilo era tão louco que eu aceitei ficar com ele.

Dois anos depois, após ele ter viajado para se prostituir em New York, ele voltou, com depressão, tentando se livrar das drogas. Archibald e sua família o rejeitaram, e eu, que era de boas, tentei ajudá-lo. Ele abandonou as drogas, mas continuava depressivo. Por algum motivo, ele adquiriu uma dependência emocional tão forte de mim que eu acho que ele confundia com amor. Pediu para namorar comigo, contanto que ele ainda pudesse sair com rapazes. Eu disse que não, que eu não era mulher de dividir meus homens.

Jonah (que nunca usou um nome feminino) aceitou. Discutimos sobre os seus seios: ele queria fazer operação para tirá-los, eu disse que os queria assim, mentindo que gostava deles. Na verdade, eu tinha inveja, pois eram duas vezes maiores que os meus. Era, como disse antes, para irritar minha família e chocar a sociedade. E ele os manteve.

Íamos assim, ele totalmente submisso a mim, me amando como um homem jamais amou a uma mulher, até que a Louca dos Gatos fez uma casa no alto do pé de maçã que havia na praça.

Maldito pé de maçã!

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.