– Problema? Do que esta falando?

Charlotte começa a chorar e abraça Lilith. – O Jeremy!

Lilith começa a se assustar. – Oque tem ele!?

– Uma menina o sequestrou e levou ele pra outra dimensão, e eu não sei qual!

– Você não conseguiu fazer nada?

– Não... Bianca estava seriamente ferida, não podia deixa-la ali.

Charlotte e Lilith escutam palmas do lado de fora da casa, Charlotte olha pro lado de fora e dois policiais estavam ali.

Charlotte sabia oque iria acontecer, mas preferiu fingir. – Posso ajudar?

O policial negro da risada. – Depois de tudo que aconteceu na sua escola, você ainda pergunta?

Charlotte percebe que foi uma má ideia. – Tudo bem, já estou saindo.

– Vai ficar tudo bem?

– Vai, prometo mais tarde eu volto pra casa.

Quando Charlotte sai da casa o policial a algema.

– Vocêé suspeita de homicídio, tem o direito de ficar calada, tudo que disser pode e será usado contra você.

Lilith se apavora. – CHARLOTTE!

– Lilith volte pra dentro, já disse que vai ficar tudo bem.

Charlotte entra no carro da policia e logo eles somem

Lilith entra na casa. – Oque eu faço?

O telefone toca e Lilith atende.

– Alô?

Era a mãe de Jeremy. – Desculpa com quem eu falo?

– Com a Lilith, quem gostaria?

– Essa é a casa que o Jeremy esta?

– Sim.

– É a mãe dele.

– Bom dia Sra. Mãe do Jeremy.

– Bom dia, eu acho... Quem é você?

– Eu? Ex- Ceifadora do Submundo.

– Entendi... Posso falar com o Jeremy?

– No momento ele esta em uma dimensão desconhecida, logo vamos começar a procura-lo.

– Tudo bem... Isso é alguma piada?

– Não. Senhora, você lembra-se de como era o homem com quem você teve o Jeremy?

– Lembro sim, na estante tem alguns quadros com umas fotos minhas e dele, por quê?

– A senhora sabe que seu filho é especial?

– Ah, ele é meio lentinho, mas acho que isso não chega a ser um problema.

Lilith olha a foto do pai de Jeremy. –“Não me é estranho...”. Sim, mas... Quer deixar algum recado?

– Meu deus... Eu não vou perder o controle, apenas... Diga ao Jeremy quando ele voltar que teremos uma conversinha... Era só oque me faltava.

– Nos desculpe pelo transtorno.

– Nos?

– Sim, eu Charlotte e Bianca?

–Bianca? Serio?

– Ai meu deus... Tchau Lilith.

– Tchau.

Lilith desliga o telefone. – Simpatica.

Charlotte estava no carro de policia, os dois estavam sérios, Charlotte sentia medo deles dois, mas decidiu perguntar.

– Oi?

– Não escutou seus direitos?

– Sim...

– Ah bom, achei que precisaria repetir.

– Por que estão me levando?

– Sem perguntas idiotas, você foi pega do lado de uma menina com uma espada no ombro.

– Não acha estranho se tivesse sido eu porque eu chamaria ajuda?

– Para não ser suspeita.

Eles chegam na delegacia e o diretor já estava lá, o delegado chega nos dois policiais e eles concordam com a cabeça, então desalgemam Charlotte.

– Foram enviadas as fitas de segurança para nós, parece que você não é a culpada.

– Serio? Nossa que legal né, me trouxe até aqui pra eu ir embora a pé?

– A madame quer passar a noite aqui?

– Não! Quem disse que estou reclamando?

Charlotte começou a andar pra fora da delegacia.

– Foi por pouco...

Charlotte ficou assustada de ser acusada de um assassinato e ter a possibilidade dela ser a culpada, pensou em qual atitude precisaria tomar para sair dali. Apos algumas horas andando e perguntando onde ficava o metrô, conseguiu achar o caminho de casa

Lilith estava na porta levando o lixo para fora.

Charlotte acena e grita. — Oi!

Lilith olha e se alegra imediatamente. — Charl!

Charlotte começa a andar mais rápido e Lilith começa a correr para abraça-la.

– Então? Como foi?

– Então... Eu cheguei lá e o diretor levou um vídeo que provava minha inocência

– Ah, você não viu aqueles presos com macacões?- Não! Lesada!

– Não! Lesada!

– Hehe, poxa vida.

– Tem janta?

– Sim, nada muito elaborado...

Charlotte e Lilith entraram na casa e jantaram. Logo que Miko levou Jeremy para outra dimensão ele acordou em uma carroça, cavalos enormes, brancos, a carroceria era elegante, branco com detalhes dourados, do lado de Jeremy estava Miko e a frente estava um homem alto, careca, traços fortes, impunha medo, os cavalos pareciam saber o caminho, pois nenhuns dos dois estavam preocupados. Depois um longo tempo, chegaram em uma cabana, por fora não passava de uma simples cabana, por dentro era totalmente contemporâneo, apos sair da carroça o frio era insuportável, perturbador, o vento em seu rosto dava a sensação de estar sendo rasgado. Então Jeremy indagou:

– Onde estamos?

Miko não deu atenção, mas o careca sim.

– Não é da sua conta.

A atenção dele foi inútil.

Quando entraram na cabana, um homem estava com uma taça do que parecia ser uísque, o senhor era elegante, mas para Jeremy lembrava alguém.

Miko deu um passo a frente e disse.

– Senhor, trouxemos o garoto.

O velho olha por trás dos ombros.

– Você se recusou a morrer, por quê?

Jeremy estufou o peito, engrossou a voz e a deixou de retardado para parecer com o careca. — Hur, não é da sua conta.

O velho riu. — Ficou bom, seu senso de humor me agrada, mas serio.

– Era pra eu ter morrido, mas uma menina me induziu a voltar, e se minha mãe soubesse que eu tinha morrido, ela ia me matar.

O velho riu novamente. — Entendo... Uma boa mulher me parece.

– Bastante.

– Pai (O velho olha para Miko com olhar reprovador.). Desculpe... Senhor, oque faremos com o garoto.

– Leve-o para o calabouço, coloque com a irmã dele.

– Irmã? Oi?

– Ah, quase me esqueci, eu sou seu pai.

Jeremy olhou profundamente nos olhos de seu pai.

– (...) Seu velho maldito! Que historia é essa de sequestrar seu filho e colocar ele em um calabouço? Nem uma foto? Comida? Explicar o porquê você saiu de casa? Me dar dinheiro? Perguntar como esta a escola? Me dar dinheiro! Espera! Essa japonesa perturbada é minha irmã? Fala serio... Não podemos conversar?

– Vou te explicar tudo depois, por enquanto você vai ficar com sua outra irmã. Ah, se eu fosse você eu não arranjaria briga com ela.

– Legal! Tenho uma irmã bruxa asiática perturbada e uma caixinha surpresa lá em baixo. Isso não é um encontro de família da qual eu imaginava.

O pai de Jeremy continua a rir. — Depois nos falamos. Tudo vai se esclarecer.

– Esta bem... Qual seu nome?

O pai de Jeremy olha, ri. — Meu nome é Bond(Ele bebe o whisky) James Bond.

– Isso velhote, esta me achando com cara de retardado?

Miko olha. — Precisa mesmo responder?

Jeremy vira para Miko. — Fica na sua sushi de gardenal, ninguém pediu sua opinião.

Miko soca a costela de Jeremy e depois acerta uma joelhada no mesmo local.

– Desgraçada...

– Leve-o, depois vemos isso.

O careca colocou Jeremy no ombro e o levou ate um lance de escadas. Logo depois de descer toda a escadaria, o careca arremessou Jeremy no chão.

Jeremy fica se contorcendo no chão. — Você deve fazer bastante sucesso com as mulheres usando toda essa sutileza, cachorrão.

O careca saiu andando sem ligar para Jeremy.

Jeremy olha para os lados, aquilo era uma casa subterrânea, uma garota estava deitada no sofá, olhando para o teto.

– Boa tarde, eu acho...

– Hum?

– Boa tarde, sou Jeremy!

– Eu não ligo, não fale comigo, por favor.

Seus cabelos eram loiros e tinham californianas azuis, era corpulenta, expressão fria, olhos azuis...

– Vocêé filha do James Bond também?

– Quem?

– Maldito, mentiu mesmo. Qual nome do seu pai?

– Nosso.

– Nosso.

– Não sei...

– Entendo... Por que você esta aqui?

– Por que eu deveria ser você, mas sou apenas um lixo que logo será descartado.

– Poético... Como assim deveria ser eu?

– Ele vai usar seu poder para dominar todas as dimensões, mas ele não tem certeza se é eu ou você.

– E o sushi de gardenal lá em cima?

– É uma filha dele, mas pode se chamar de escrava.

– Ele é um cachorrão, por que o sushi não pode fazer parte da duvida dele?

– Por que ela nasceu frágil, o poder dela éínfimo, mas ao mesmo tempo é absurdo. Mas não serve...

– Entendi... Onde nos estamos?

– Não sei, o sushi de gardenal como você a chama, me sequestrou também...

– Por que você não fugiu daqui ainda?

– Por que não sou idiota, vou fugir daqui pra um frio negativo e uma maluca me caçando.

– Vocêé racional, entendo.

– Qual seu nome garoto?

– Eu já falei...

– Não prestei atenção.

– Jeremy, e o seu?

– Me chame de Lola.

– Lola... Oque você costuma fazer aqui?

– Nada, de verdade.

– Quer traçar um plano de fuga?

– Pode ser, esta bem chato aqui.

A porta do calabouço abre e o careca entra com um senhor, o careca novamente arremessa o senhor no chão.

– É, você deve ser mesmo um cachorrão, seu jeito deve encantar todas as mulheres.

Lola e Jeremy correm para ajudar o senhor.

– Ai... Malditos...

– Calma, no fundo o careca deve ser um amor...

Lola da um tapa na cabeça de Jeremy. — Senhor, quem é você?

– O rei...

Jeremy se lembrou de Charlotte e de todo o problema do sequestro. Então, Jeremy cometeu o maior erro de sua vida.

– Sua filha se chama Charlotte?

– Charlotte? Você a conhece? Ela esta bem?

–Sim, esta bem, deve estar em minha casa, junto com a Lilith.

O rei indaga. — Lilith?

– Sim, uma amiga...

– Minha filha esta morando com um cafetão?

Lola ri. — Acho que ele não teria capacidade mental e malicia para cuidar de uma boate.

– Sabe que eu também acho...

– Ei! Estão falando de mim!

Lola ajuda o rei ir ate o sofá. — Então a filha do rei é sua esposa?

– Mais ou menos...

O rei olha assustado. — Vocêé um bígamo?

– Cara que nojento...

– Não! Apenas já aconteceram coisas.

O rei grita. — Você transou com minha filha? Você a tornou uma mulher e não se casou com ela? Morra!

– Não! Não coloquem palavras na minha boca, nunca aconteceu nada de mais.

– É garanhão, ainda né? Tal pai tal filho. — Lola soltou uma risada sarcástica

– Chega, mudem de assunto! Vamos pensar em algo para sair daqui.

– Sim, mas precisamos de uma rota, assim não nos perderíamos.

O rei tosse um pouco para chamar atenção. — Conheço esse lugar como a palma da minha mão, nesse momento estamos nas montanhas, daqui até o castelo a pé levaria meio dia.

– Temos dois problemas ali em cima, um deles é um problemão.

– Nosso pai tem poderes?

– Sim, mas precisa de outro pode para ativa-lo.

– Eles precisam de mim, não?

– Sim Jeremy, mas se ele alcançar seu poder, tirar dele vai ser um problema.

– Sim, mas vocês teriam tempo de fugir em paz.

– Vai arriscar sua vida por sua irmã que não conhecia e o pai de uma amiga?

– (Amiga...) Sim, tudo bem.

– Você tem um ótimo coração jovem... Minha filha escolheu certo.

Lola olhou para os dois. — Temos bastante trabalho amanhã, descanse principalmente você Jeremy.

Jeremy se acomodou no chão junto de Lola e o Rei no único sofá.

Na casa de Jeremy era noite, Charlotte estava vendo TV com Lilith, quando tocam a porta, era o irmão de Charlotte novamente.

– Oque aconteceu agora?

– Amanhã você vira comigo para Foxius e vai resolver os assuntos políticos.

– É... Uma ordem?

– Sim, passarei de manhã para busca-las, seis horas quero você pronta.

– Ei! Posso ir junto?

– Claro, não vai ser divertido, mas pode ir com Charlotte.

– Legal, amanhã estaremos prontas.

– Perfeito, esteja preparada Charlotte, haverá surpresas, nada boas.

– Saia, já falou oque precisava falar.

Irmão de Charlotte sai sem hesitar.

– Inferno!

– Vim de lá.

– Serio! Provavelmente querem que eu me case com algum príncipe pra conseguir manter o reino de pé.

– Se for um bonitão, oque que tem?

– Tem muito disso lá.

– Oque? Príncipes bonitões, sarados de olhos azuis com cabelos longos montados em alazões brancos?

– Isso também, mas estou dizendo de casamentos forçados em favor da coroa.

– Hum... Vamos amanhã e ver no que da.

– Vamos.

– Não quero nenhum príncipe moreno, alto, olhos sedutores, sarado, cabelos ao vento montados em cavalos majestosos, quero aquela coisinha que foi raptada.

– É, entre príncipes morenos, altos, olhos sedutores, sarados com cabelos ao vento e cavalos majestosos, prefiro a coisinha também.

– Sinto falta dele, ele dava prazer de ficar nessa casa.

– Se bem que se ele estivesse aqui ele iria visitar a Bianca.

– Precisamos visitar ela, ela pode estar mal...

– Nossa você se preocupando com ela?

– Não força apenas quer ver se ela esta bem.

– Sim... Vamos dormir, amanhã vai ser bem agitado.

Charlotte e Lilith sobem para se trocar, Lilith dorme no sofá e Charlotte no quarto.

Lilith ficava pensando se tinha chances com Jeremy ainda, estava na hora de tentar coisas para se aproximar mais, Bianca com certeza teria a atenção de Jeremy quando ele voltasse, pois se sentiria culpado. Estava na hora de agir.

Já era de manhã em Minôr e em Foxius, ambas as partes começaram a agir, Charlotte e Lilith acompanharam o irmão de Charlotte até Foxius.

Jeremy, Lola e o Rei começaram a agir, Lola e o Rei se esconderam atrás do sofá, Jeremy subiu até a porta do calabouço e a explodiu, o estrondo fez com que Miko se levantasse, o pai de Jeremy já estava de pé, ficou da cozinha bebendo seu café, apenas observando.

O castelo da família de Charlotte ficava no pé de uma montanha, Jeremy e os outros de encontravam quase no topo de uma montanha paralela. Após Charlotte e Lilitht chegarem ao castelo, foram recebidas com uma calorosa salva de palmas pelo cidadãos do reino. Antes de entrarem no castelo, todos perceberam explosões vindas da montanha oposta, era Jeremy correndo em chamas pra alguma direção da qual ele não fazia ideia, o careca e Miko estavam logo atrás, Miko soltava saraivadas de magia, Jeremy ao invés de tentar acerta-los com suas chamas decidiu gasta-las com a neve, assim criava cortinas de fumaça. Lola e o Rei saíram sem problemas da cabana, o pai de Jeremy não tentou impedi-los, continuou apenas observando tomando seu café.

Charlotte do castelo ficou assustada, mas cogitou a possibilidade de ser o pai dela, então organizou vários grupos de busca com os cidadãos, o irmão de Charlotte ficou irritado com tal atitude.

– Charlotte minha querida, não temos tempo para grupos de busca, os pretendentes esperam dentro do castelo.

– Danem-se eles, nosso pai pode estar vivo, me ajude idiota.

– Vá sozinha então. — Irmão de Charlotte gritou bem alto. — Povo do reino! Aquele que for, caso ninguém ache o rei, na volta será considerado um desertor! E desertores são punidos rigorosamente caso invada o reino!

Nenhum cidadão deixou sua posição, apenas esperavam ordens de Charlotte.

– Aqueles que forem comigo, arrumem uma bolsa com comida e agua, o povo da esquerda vai subir aquele monte pelo extremo leste, o povo da direita, vai subir pelo extremo oeste, o povo do meio seguira pela frente! Partimos em cinco minutos! Irei com o povo da esquerda, Lilith ira com o povo da direita, o povo do meio como tem mais gente vão sozinhos. Boa sorte!

A multidão então grita uma vez "Vida longa a princesa!".

A mãe de Charlotte se aproxima com uma bolsa. — Minha filha...

– Mãe... — Charlotte abraça sua mãe.

– Tome muito cuidado, não sabemos oque esta naquelas montanhas, se lembre sempre... Eu te amo minha filha.

– Também te amo mãe, obrigado por tudo. Mãe... — Charlotte passa a cochichar. — Não deixe meu irmão no poder, em circunstancia alguma...

– Por quê?

– Apenas não deixe, confie mim.

– Esta bem...

Antes mesmo dos cinco minutos todos já estavam no portão do reino.

Charlotte grita. — Todos prontos?

A multidão grita. — Pelo Rei!

Logo após isso a montanha a sua frente libera uma fumaça quase tão densa quanto uma nuvem.

– Tomem bastante cuidado! O primeiro sinalizador lançado ao ar será o sinal de que encontraram o rei.

Os grupos se dividem, Lilith se sente poderosa, pois esta comandando um exercito, ou quase um. A briga de Miko e Jeremy continuava na montanha, Miko não se cansava de soltar magias, mas Jeremy estava cansado de desviar e ser acertado por algumas, até o momento em que Jeremy explodiu o chão e magnitude foi quase de um terremoto, por causa disso uma pequena avalanche começou a avançar do topo, era muita neve mas podia ser a salvação de Jeremy, começou então a subir a montanha, essa manobra lhe custou caro pois Miko teve uma visão impecável para acerta-lo e o acertou em cheio, mas então a avalanche engoliu Jeremy, Miko começou a flutuar junto do careca.

– Ele vai ficar bravo ao saber disso...

– Eu sei! Mas talvez ele tenha morrido...

– Talvez...

Miko foi voando em direção a cabana. Jeremy estava desacordado, o grupo de busca de Charlotte estava indo de encontro a Jeremy, mas demoraria e o grupo de busca de Lilith estava indo de encontro com o rei e Lola.

Após seis horas andando incansavelmente o grupo de Lilith encontra o rei e Lola, decidiram então almoçar ali e de tarde continuar sua caminhada de volta.

Os dois grupos haviam visto o sinalizador cortar o céu, o grupo do meio começou um pequeno acampamento para o almoço, o grupo de Charlotte também. Charlotte estava feliz que haviam encontrado seu pai, ainda mais o grupo de Lilith, agora já não havia mais risco, apenas comeu e descansou, mas então sentiu um sensação estranha, algo que já conhecia, uma sensação que não se recordava, começou a andar em direção a essa sensação, os cidadãos perguntaram o porque daquilo, Charlotte mandou todos continuarem ali e logo partirem sem ela.

Cada passo que dava, um calor tomava mais e mais essa sensação, depois de alguns minutos andando avistou a sua frente Jeremy, mas a situação não era das dez melhores... Seu pai estava o segurando por seu pescoço, drenando sua energia, a energia calorosa vinha de Jeremy, antes de alarmar o homem que ela estava ali, sacou sua espada e bem rápido decepou o braço que segurava Jeremy, uma aura continuava a flutuar no ar, o homem tentou se jogar em cima da aura mas foi derrubado por Charlotte novamente, agora estava desmaiado de tanto sangue que perdeu. Charlotte tentou acordar Jeremy, joga-lo em cima da aura, mas ele precisava estar acordado, colocou Jeremy em seu colo e depressa começou a limpar seus sangramentos e estancar o sangue das feridas graves, apos isso cuidou do homem também, pois queria explicações. Jeremy não estava acordando, mesmo apos algumas horas, então começou a apreciar o sol da tarde, mesmo que houvesse um homem sem braço ali. Jeremy estava deitado em seu colo, oque mais poderia acontecer de melhor? Nada, por que começou a dar tudo errado, Miko apareceu por dentre as arvores.

– Boa tarde Charlotte! Quanto tempo, não? Bianca, como esta?

– Melhor que nunca.

– Me de alguns segundos... — Miko balança sua mão e o pai de Jeremy começa a se mexer novamente e outro braço nasceu ali.

– Oh merda...

– Ah, como é bom mexer meu braço novamente, obrigado... Minha filha...

– Por nada mestre...

O homem começou a andar em direção a aura, Charlotte se pôs entre o homem e a aura.

– Desculpe, não vai ser hoje, essa aura pertence a outra pessoa.

– Sim, eu sei, pertence a meu filho.

– É, to sabendo velhote, conta outra.

– Não serei eu a lutar com você e sim minha filha.

– O temaki de crack ali? Cai dentro.

Miko começou a exalar uma aura negra e lançar magias agora mais fortes contra Charlotte, quando se esquivou de uma o homem se aproveitou e pulou em cima da aura, mas Charlotte foi mais rápida e o cortou no meio, Miko novamente reviveu o homem, então ele se afastou.

– Velho sujo, não deixarei tocar um dedo imundo sequer nessa aura.

– Miko, acabe com ela.

– Sim mestre...

A aura de Miko começou a ferver, seus olhos ficaram brancos, depois vermelhos, sua pele descascou e por baixo era negro, ao terminar sua transformação Miko era um demônio, o homem começou a rir descontroladamente.

– Como não foi você a escolhida? — Continuou rindo descontroladamente. — Meu maior orgulho! Vamos! Faça seu trabalho!

– Sim...

Charlotte segurou sua espada e a nevoa começou a tomar o lugar, o loiro de seu cabelo passou a azular, uma calda e duas orelhas nasceram Charlotte precisou recorrer a transformação.

– Juro neste momento aos deuses que acreditaram em mim e me concederam esses poderes, se você conseguir tocar essa aura, morrerei por minha própria espada sem hesitar.

A promessa divina fez com que os poderes de Charlotte aumentassem consideravelmente. Empunhou sua espada em posição de combate e traçou um plano, primeiro deixar o homem sem se mover e depois atacar Miko, a nevoa estava a seu favor.

– Sabe, o plano principal não envolvia machucar ninguém, mas você esta sendo uma pedra no meu sapato e preciso me livrar de você, nada pessoal...

– Sabe... Eu percebi que vocês falam muito

– Essa não será uma luta justa então... Perdoe-nos...

– Tudo bem, apenas dois de nós sairá vivo.

Miko não hesitou nem um segundo após Charlotte terminar de falar, Charlotte foi mais rápida, cortou a perna do homem e voltou a sua posição inicial para deter Miko, elas não estava mais usando magia, agora suas garras eram suas armas, armas afiadas e letais. Para Charlotte era fácil prever os movimentos de Miko, mas não era simples, pois precisava ficar de olho no homem também.

Miko parecia querer derrotar primeiro Charlotte antes de ressuscitar seu pai, mas seu plano parecia estar falhando, Charlotte era bem mais ágil que Miko, suas investidas não surtiam efeito, até que atrás de Miko apareceu o careca, a luta realmente não seria justa.

Os danos causados por Charlotte depois de um tempo cicatrizavam, nada parecia dar certo, Jeremy ainda não havia acordado.

– Segure-a por alguns segundos lacaio.

O careca confirmou com a cabeça e foi para cima de Charlotte com tudo, Charlotte não pôde impedir Miko desta vez, agora era três contra um.

O pai de Jeremy limpa a neve de sua roupa. — Sabe garota, você daria uma ótima subordinada, pena que vou te matar.

Charlotte não tinha tempo para parar o velho, o careca não dava brechas, usar a névoa seria muito arriscado naquele momento... Então decidiu ela mesma possuir a alma... Esquivou do ultimo ataque do careca, o derrubou e se movimentou em direção a aura ao invés do velho, Miko lançou um feitiço a frente de seu pai, tentando prever os movimentos de Charlotte, mas serviu para atrasar seu pai, oque o fez ficar nervoso, Charlotte agora estava frente a frente com a aura, colocou sua mão dentro da mesma e passou a absorve-la.

– Não! NÃO! MERDA!

– Mes...

– Não diga nada sua incompetente, apenas saia antes que ela mate nos três.

O corpo de Charlotte parecia não aguentar o tamanho do poder, mas sentia que conseguiria se continuasse. Apos absorver toda a aura, Jeremy levantou-se.

– Ei! Oque aconteceu?

– Seu maldito! Por que não acordou antes?

– Eu não consegui, parecia que eu estava morto.

– Então sua aura era também sua alma... Agora sua vida depende de mim...

– Meu deus... Charlotte, por que seus cabelos estão em chamas?

– Como assim? — Charlotte puxa uma mecha de seu cabelo e realmente estava fumegante.

– Parece que sua aura predomina em meu corpo...

– Minha oque? Minha aura? Que papo é esse?

– Jeremy... Agora seus poderes são meus...