A lenda do Leão das Chamas
7 Quase um sacrifício inutil
– Vamos demorar mais que um dia?
– Não, é uma luta e pronto.
– Mas, pode ser A luta.
– Você é forte e habilidosa, não vai durar muito tempo.
– Como vamos para la?
– Eu abro um portal, nós pulamos e problema resolvido.
– Vou levar uma roupa avulsa, para caso eu precise.
– Sim, é bom levar.
– Jeremy, pode fazer uma mochila com uma muda de roupa?
– Claro, vamos la em cima e você escolhe qual você prefere.
– Vou preparar o portal...
Jeremy sobe com Charlotte e Lilith vai pro lado de fora com Gaylord.
– Sabe...
– Oque?
– Obrigado por me agasalhar e me cobrir... Muito bondoso de sua parte.
– Nada que você não faria.
“Mal sabe ele que teria usado isso como desculpa para vê-lo sem camiseta.”- Sim, claro...
– No submundo é bem quente, vou te dar esse short e uma camiseta. Use essa bermuda e essa camiseta agor... – Jeremy é interrompido pela cena de Charlotte sem roupa.
– Oque foi?
– Por que você esta sem roupa?
– Vou me trocar.
– Justo agora? Eu estou aqui.
– Nada que você já não tenha visto.
– Vendo por esse lado... Vista logo, essa bermuda é grande, você vai pode se movimentar melhor.
– Claro.
Charlotte se veste. – Pareço um garoto com cabelo grande.
Charlotte por mais que parecesse um menino, ela continuava linda e Jeremy não conseguia disfarçar.
– Os dois apaixonados ai em cima podem se apressar?
– Tchau Charlotte, se cuida.
Charlotte abraça Jeremy. – Adeus... Meu grande bobão. Vê se não morre ou arranja mais uma moradora na casa.
– Vou tentar.
Charlotte desce as escadas com a mochila nas costas. – Vamos, temos muito trabalho.
Um portal estava do lado da lixeira pegando fogo.
– Caramba, queimou bem.
As duas entram no portal, uma sensação estranha tomou conta do corpo de Charlotte, uma dor de cabeça forte, tontura, ânsia de vomito, mas tudo passou quando chegaram ao outro lado. O cenário não era nada feliz, montes de caveiras, alguns poços de lava borbulhavam ao fundo, murmúrios e lamentações era oque se escutava no total silêncio, restos de arvores queimadas, casas destruídas pareciam um cenário de guerra.
– Vamos, a arena são alguns minutos daqui.
Lilith abre suas asas, segura Charlotte e começam a voar. O cenário era ainda pior, havia oque parecia pessoas sendo forçadas a se suicidar, um buraco enorme no chão e uma fila para a morte.
– Não olhe muito Charlotte, vai mexer com você.
– Mexeu com você?
– Eu entendo o porquê isso acontece, então nem tanto.
– Que triste.
– Na verdade não, a maioria são estupradores.
– Que perfeito.
Mais a frente estava oque parecia ser um coliseu, mas estava totalmente inteiro e bem cuidado.
– Ali que irei lutar?
– Provavelmente
– Se eu perder, oque acontecerá?
– Você vai ser morta e eu serei retirada do cargo.
– Muito justo, não?
– Nem tanto.
Lilith bate as asas com mais força e pega impulso, Lilith pousa dentro do coliseu, um homem sentado em um trono rodeado por guardas, a sombra tomava seu rosto, não havia como o reconhecer.
–Então... – Sua voz era totalmente fraca, como se fosse de um velho de 100 anos com asma. – Você veio, traidora...
Lilith se ajoelhou em reverencia. – Peço perdão novamente meu soberano, foi um impulso amoroso, aqui não era o lugar daquele garoto.
– Você o forçou a entrar no submundo usando uma figura conhecida dele.
– Minôr estaria em perigo se não houvesse alguém com o poder dele.
– Isso é assunto deles... Nossos assuntos são aqui.
– Eu sei, mas...
O velho fica bravo e bate a mão no trono com raiva. – Mas nada! Tragam o carrasco!
Um enorme portão começou a fazer um barulho ensurdecedor, uma massa de carne costurada enorme andava mancando com um machado com quase seu tamanho, metade de seu rosto estava coberto por um pano e a outra o olho estava esbugalhado e sem pálpebras, era assustador, almas exalavam de seu corpo, como se ele as carregasse pela eternidade e as maltratasse.
O carrasco olhou para o velho. – Quem devo eliminar?
O Velho apontou para Charlotte. – Carniceiro, não precisa se segurar.
O Carniceiro olhou para Charlotte e Charlotte sentiu um frio incomodo.
– Sentiu esse frio? É a morte chegando.
Charlotte puxa sua Katana. – Cai dentro.
O Carniceiro era lento, Charlotte tinha tempo para tomar suas decisões com cuidado, pois qualquer movimento errado significaria seu fim.
Charlotte tentava achar algum ponto fraco na enorme massa, parecia impossível detê-lo, ele se aproximava vagarosamente com um sorriso assustador, o primeiro movimento foi dele e foi quase letal, ele movimentou o braço de forma anormal, ele não possuía ossos, ele atacou com o machado quase mais rápido do que Charlotte pôde se desviar, logo após o primeiro ataque, diversos outros ataques tomaram sequencia, Charlotte conseguia se desviar, mas a cada ataque, ele destruía o terreno, oque futuramente poderia dificultar sua movimentação.
– Vamos garotinha, esta com medo?
Charlotte decide tomar posição ofensiva, avança em uma estocada em direção a sua mão direita, Charlotte foi mais rápida, arrancou sua mão direita fora, logo, o Carniceiro estava desarmado, mas Charlotte não esperava por uma habilidade surpresa, suas pernas começaram a doer, não conseguia correr tanto quanto poderia, as almas que o Carniceiro exalava estavam ao lado dele, algumas das almas estavam rodando a perna de Charlotte a deixando lenta, o Carniceiro se aproxima de Charlotte o mais rápido que pôde e desferiu oque quase foi letal, uma mãozada lançou Charlotte para longe. Charlotte tentou se levantar e seu peito doía muito, o Carniceiro havia quebrado uma de suas costelas, mas pelo lado bom as almas haviam sumido, ela já podia se movimentar novamente.
Charlotte coloca a mão sobre sua costela e então percebe que sua espada estava ao longe, dela e do Carniceiro. — Não posso dar bobeira outra vez.- Então começa a caminhar em direção a sua arma, ela não conseguia correr, pois seu corpo estava dolorido, Charlotte chegou a sua espada e a empunhou. Charlotte se deu conta que o Coliseu estava lotado e não entendeu como aconteceu tão rápido, mas aquilo foi seu maior erro, Charlotte havia se desviado da luta para prestar atenção na lotação do local, o Carniceiro apareceu do lado de Charlotte, então, sentiu um peso enorme em suas costas e foi forçada a dar de cara no chão. As almas que saiam do Carniceiro forçava Charlotte contra o chão.
– Gostou? A atmosfera ficou meio pesada não?
Quanto mais Charlotte tentava se mexer, mais ficava pesado, até o ponto que ela começou a tossir sangue.
– Mas já? Estava ficando interessante.
O Carniceiro pisoteia Charlotte duas vezes, até que ele sente o ar ficar mais húmido, olhou ao seu redor e uma nevoa tomou a arena do coliseu, então olhou para o chão e Charlotte havia sumido.
– Agora, minha vez...
Charlotte começou a se mover por entre a nevoa, as almas não conseguiam alcançar Charlotte, então o Carniceiro começou a ser cortado em diversas partes do corpo, Charlotte começou a focar os pés do Carniceiro para que sua movimentação fosse ainda menor, após o terceiro corte na perna o Carniceiro arranca o pano de sua cara.
– Vamos pegar pesado.
O olho por baixo do pano era vermelho sangue e logo começou a brilhar, a nevoa de Charlotte foi dissipada em questão de segundos, Charlotte foi revelada enquanto no ar, quase a desferir um golpe na cabeça do Carniceiro, mas agora a movimentação do Carniceiro era maior, o intervalo de tempo que ele desferiu um soco em Charlotte foi mais rápido que Charlotte pôde piscar os olhos. Novamente Charlotte foi lançada para longe, ao tocar o chão Charlotte começou a rolar acertou a parede com as costas, o rosto de Charlotte agora estava com cortes e sangramentos, sua mão estava ensanguentada e parecia ter quebrado outra costela.
– Sabe, nunca cheguei a usar esse olho, você realmente me irritou.
“Estranho, ele não usou essa velocidade para me eliminar, deve ser algum surto momentâneo.”
Charlotte pegou sua espada que estava ao seu lado, segurou-a com as duas mãos. – Agora, apelo a minha verdadeira forma...
Uma fumaça começou a emanar da espada de Charlotte, logo outra fumaça emanava de seu cabelo, o loiro começou a se tornar azul, em dois pontos de sua cabeça começaram a se mexer e logo cresceram duas orelhas de raposa.
– Nossa, sinto que agora alguém esta brava.
– Bastante.
Os ferimentos de Charlotte começaram a ser curar conforme a nevoa emanava de sua espada.
– Epa, acho que isso não vale. – O Carniceiro em outro surto de velocidade acertou um jogo de corpo em Charlotte que a prensou contra a parede.
“Eu deduzi errado, inferno!”
Os ferimentos de Charlotte agora estavam piores, mas o Carniceiro estava tremendo, parece que o olho o fazia usar muito de si, Charlotte fechou o olho, quando os abriu estavam como os de um predador, vazio e sem vida, empunhou sua espada, abriu sua mão apontando em volta do Carniceiro.
– Oque? Acha que vapor vai me afetar?
A nevoa começou a tomar forma e foram criadas três espadas a partir da nevoa, as laminas começaram a dançar em volta do Carniceiro enquanto o cortava, o Carniceiro tapou seu olho vermelho e logo as almas começaram a se manifestar, varias delas começaram a fazer um circulo em volta do Carniceiro para protegê-lo e uma delas foi buscar o pano.
– Melhor agora?
– Muito.
O Carniceiro tapou seu olho com o pano, começou a andar em direção a seu machado, o empunhou com sua mão esquerda e destruiu as três espadas
Os sangramentos de Charlotte começaram a escorrer novamente, o tempo que ela se recuperou não foi o suficiente, Charlotte olhou para seu corpo ensanguentado, empunhou sua espada mais uma vez e avançou em direção ao Carniceiro, o mesmo começou a correr em direção de Charlotte. O ultimo golpe, a decisão final.
Ambos desferem o golpe, Charlotte se ajoelha, um corte fez começar a jorrar sangue, a dor parecia insuportável, não entendia como havia perdido... Começou a imaginar oque faria a partir dali, as pessoas que havia desapontado, o som das almas atormentadas que exalavam do Carniceiro era horríveis, Charlotte olhou o sangue em seu corpo, soltou sua espada... Parecia o fim... O Carniceiro havia sido derrotado...
A plateia foi a loucura, ninguém havia acreditado que o Carniceiro havia sido derrotado, o velho em seu trono aplaude Charlotte com três simples palmas secas.
– Parabéns... Parece que depois de um enorme sufoco você mostrou a que veio. Lilith, seu cargo continua sendo seu! Alguém pode ajudar a garota ali?
O cabelo de Charlotte começou a voltar ao normal, seu olho agora voltou a ser o azul de sempre, era a Charlotte novamente. Lilith invade a arena e abraça Charlotte.
– Obrigada! Como posso lhe agradecer?
Charlotte caiu nos braços de Lilith. – Me tirando daqui...
Um sacerdote entra na arena para curar Charlotte e o Carniceiro.
Charlotte volta ao normal como se nada tivesse acontecido. – Que sensação horrível.
O Carniceiro se levanta. – Parabéns Charlotte, você tem meu respeito.
– Obrigada, você foi um oponente e tanto.
– Adeus.
–Adeus.
O Carniceiro volta de onde saiu.
Lilith abraça Charlotte. – Obrigada, agora só falta alguns assuntos a ser discutidos, são rápidos, me espere do lado de fora do Coliseu.
– Ok.
Um portão do lado oposto ao que saiu o Carniceiro se abriu.
– Me espere ali fora, tome cuidado.
Charlotte começou a andar para o lado de fora, suas roupas estavam rasgadas e ensanguentadas, parecia uma mendiga assassina. Chegando ao lado de fora, Charlotte se deparou com uma figura sentada em uma arvore pós-incendiada, a figura se levanta, estava usando um vestido longo, volumoso, cabelos longos, quando a mulher chegou perto, Charlotte percebeu que era uma cigana.
– Posso ajudar?
– Eu que deveria dizer isso, não quer que eu preveja seu futuro?...
Charlotte olhou de cima a baixo para a cigana. – Por que devo acreditar em você?
– Por que não deveria acreditar em mim? Charlotte.
Charlotte puxa sua katana. – Como sabe meu nome?
– Sou uma cigana.
– Me dê outra prova.
– Quer que eu veja seu futuro com Jeremy?
Charlotte se assustou com a cigana. – Não quero acreditar em você.
– Me dê sua mão.
Charlotte estende a mão receosa, a cigana puxa sua mão com força. – Vamos logo, não tenho tempo.
A cigana começa a passar a mão na mão de Charlotte. – Vejo seu amado... Cabelos pretos, terno... Agora tem uma menina, sem corpo, cabelos... Ruivos.
– Bianca.
– Hm, esse é seu nome? Interessante.
– Oque eles estão fazendo?
– Parece que... Estão... Se casando.
Charlotte fica em choque. – Se casando? Como assim?
– Isso mesmo, vestido de noiva, os dois juntos no altar, todos estão se levantando, hora do beijo, eles parecem estar felizes.
– Como assim!?
– Estranho, não consigo localizar você na festa, parece que não foi convidada.
– Mas...
– É eles se esqueceram de você, parece que você não serviu nem para ser madrinha, ou muito menos uma convidada.
Charlotte começou a chorar. – Mas, mas pode ser que seja um futuro alternativo! Pode ser que não aconteça isso!
– É o futuro, já esta feito, mas no futuro.
– Mas, ele não gosta dela.
– Não é oque estão mostrando, um beijo apaixonado.
– Como posso confiar em você?
A cigana colocou a outra mão na testa de Charlotte e os olhos de Charlotte não enxergava mais oque estava na sua frente, enxergava o casamento de Bianca e Jeremy.
“Jeremy esta sorrindo, esta feliz, Bianca talvez esteja cuidando bem dele. Onde esta Lilith? Não esta aqui também, será que nos duas morremos?” Charlotte caminha para perto de Jeremy, ela podia vê-lo, ele não. “Você esta lindo, o terno ficou ótimo em você, queria eu estar ao seu lado.” Charlotte tenta abraçar Jeremy, mas é como se fosse numa névoa. “Sabe, queria te abraçar, por mais que você seja fraco, com braços finos, sem musculo no corpo, você tem um calor especial... É bom senti-lo...”.
Tudo fica escuro e Charlotte se pega olhando para a cigana fixamente, então desaba a chorar.
– Me desculpe minha jovem, você quis ver o futuro de alguém, não eu.
Charlotte limpa as lagrimas no rosto. – Não precisa se desculpar, o futuro não é culpa de ninguém.
A cigana se afasta de Charlotte e some em questão de segundos, Lilith vem correndo, Charlotte limpa o rosto.
– Lilith! Aqui!
Lilith começa a correr mais rápido e abre suas asas e ao encontro com Charlotte a segura e começam a voar.
– Ei, calma! Oque esta havendo?
Charlotte olha para o portão e vê uma multidão de guardas saindo como se fosse um formigueiro.
– Lilith?
– Meio que eu não falei pra eles que havia transformado Jeremy em um vampiro e que a figura que eu usei para atrair Jeremy foi você, entenderam como um insulto.
– Mesmo depois de eu quase ter morrido, você não vai pode exercer seu cargo novamente?
– Exatamente.
– Todas as saídas do submundo estão sendo vigiadas, oque faremos?
Lilith continua a voar sem rumo.
– Você não vivia aqui?
– Sim, mas uma coisa é uma coisa, eu posso ter vivido aqui a vida toda mas não existe uma saída que não esteja sendo vigiada.
– Inferno...
– Vamos pousar, não posso voar por muito tempo carregando alguém.
– Tudo bem.
Lilith pousa em um lugar deserto.
– Como vamos sair daqui?
–Vamos dar um tempo aqui, não faço ideia.
Após alguns minutos sentados, uma gritaria começa a ser escutada, uma marcha começa a tomar ritmo.
– Charlotte?
– Isso é a guarda que estavam atrás da gente?
– Estou com medo...
– Estou também, não sei se posso dar conta de tantos.
Um exercito começou a aparecer no horizonte, era enorme, Charlotte levantou Lilith e começou a correr ao lado oposto, outro exercito começou a aparecer para o lado de corriam.
– Estamos cercadas.
Começou a se aproximar, Charlotte empunhou sua espada.
– Saco! Ainda não posso voar, estão muito cansadas.
Lilith se esconde atrás de Charlotte.
– Desculpe ter feito isso com você...
“Agora eu entendo, o porquê de não estarmos no casamento, estaremos mortas...” – Tudo bem...
O exercito começou a se dissipar e correr em direção a elas, Charlotte tentou assumir sua forma real, não conseguiu, seu corpo estava exaurido.
– Vou lutar assim mesmo, Lilith, quando puder voar, não hesite, fuja!
– Mas...
– Me obedeça!
Lilith deixa uma lagrima escapar. – Tudo bem...
Charlotte começou a lutar com todos, a cada 10 soldados que ela eliminava, era atingida no mínimo 3 vezes, seu corpo já estava péssimo, não ia durar muito tempo.
– Droga, não tem saída...
Lilith consegue abrir suas asas novamente, levantou Charlotte no ar e voou até uma duna ali perto.
– Eu disse para você voar sozinha! Você não me escutou!?
Lilith abraça Charlotte bem forte. – Não quero viver sem alguém a minha altura... Vou morrer e vou morrer ao seu lado... Do lado da minha amiga...
Lilith se esconde no peito de Charlotte, Charlotte a abraça e abaixa a cabeça. Um tempo passou logo um calor começou a tomar o local, ficando mais quente, Charlotte levanta a cabeça e vê algo no meio dos soldados pegando fogo, Lilith levanta a cabeça e vê um portal atrás de Charlotte, a cabeça de Bianca sai do portal.
– Vão continuar se abraçando ou vão entrar na droga do portal?
Charlotte e Lilith se levantam e escutam um rugido estrondoso.
–Aquele no meio do exercito?
– Sim, é o Jeremy.
Charlotte começou a observar como Jeremy lutava, parecia um lutador profissional, ninguém conseguia toca-lo.
Bianca grita. – Jeremy! Vamos!
Jeremy entra em posição defensiva, depois acerta um soco no ar e no mesmo momento um tornado começa a exalar de Jeremy e afasta o exercito todo, Jeremy pula por entre eles e vai correndo até o portal, ao chegar perto ele salta pra dentro do portal e Charlotte observa ele em câmera lenta.
“O cabelo fumegante, o olho ardente, o sorriso sincero... Bobão.”
Charlotte e Lilith entram no portal.
Fim do tormento.
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