Jeremy ri. — Essa parte eu sei! Cacete!

Charlotte de dentro da Quimera queria abraçar Jeremy mas tinha medo de tentar e a Quimera ataca-lo. O Leão larga o corpo de Larily e sorri maldosamente para Jeremy. — Venha pegar...

Jeremy avança mas hesita, e outra vez, não podia confiar na Quimera mas queria colocar o corpo de Larily em um lugar seguro. — Não sou idiota.

A Raposa atendeu aos pensamentos de Charlotte. — É sim.

Jeremy toma coragem e anda até o corpo de Larily, a armadura havia sumido, sobrava apenas vestes de pano fino. Pegou-a no colo e a encostou ao lado da escadaria de uma casa.

Larily colocou a mão no rosto de Jeremy. — Esta tudo bem... ( Larily coloca mão no ferimento) Tudo bem mesmo... Apenas a distraia.

— A?

— Sim Jeremy... É uma mulher, agora vai.

"Quem poderia ser? Charlotte deve ter recolhido todos do reino e fugido para um lugar seguro... Lilith estava junto, deve ser algum cidadão alterado do reino."

— Tudo bem... Sem esforços em, você não pode morrer assim.

Larily deixa escapar um sorriso. — Vá.

Jeremy olha para a Quimera. "Como vou atrasar isso?"

"Sendo quem você é."

"Ei? Larily?"

"Sim, estou entediada, vou te ajudar. Primeiro, não seja pego. Segundo, você não possui vantagens."

"Agora uma dica útil?"

"Não tem mais, boa sorte."

Jeremy pensou em como e em quem, era mais fácil acertar a Raposa, não possuía elementos aparentemente.

"É o seguinte... Foque a Raposa."

"Fácil falar."

Jeremy andou até ficar frente a frente com a Quimera. — Vamos, pode começar.

A Quimera sem hesitar avançou contra Jeremy, o Leão tentou morde-lo mas Jeremy rolou para frente e acertou o ferimento na pata da Quimera.

"Isso."

A Quimera levantou a pata e o Leão rugiu de dor.

"Estou estranhando, a Raposa não esta esboçando nenhuma reação."

"Sim Larily, eu percebi."

A Quimera se afastou de Jeremy, as chamas em sua pata machucada começou a aumentar mais e mais enquanto nas outras diminuíram.

"Parem os dois, idiotas." Disse a outra Charlotte. " Primeiro, a deusa esta ajudando o garoto, segundo, ataque ela, tenho um plano."

O Leão respondeu sozinho. "Que plano?"

"Apenas obedeça."

A Quimera esta de costas a Larily, de frente a Jeremy, então se vira e o Leão agarra com a boca Larily que já estava desacordada.

Jeremy começou a correr em direção a Quimera, mas antes que chegasse o Leão engole Larily.

— NÃO! — Jeremy avança em um salto e no outro acerta um gancho flamejante na garganta do Leão.

O Leão regurgita Larily.

"Não sei se te agradeço ou te amaldiçoo Jeremy."

O Leão mostra os dentes para Jeremy que continuava protegendo Larily.

— Pare com isso garoto, esta irritando.

— Se quiser ela precisa passar por mim.

— Isso é um desafio?

— Chame do que quiser, mas daqui você não passa.

O Leão avança e Jeremy corre puxando Larily pelo braço e em um surto de velocidade acerta um jogo de corpo no Leão e um soco em seu olho machucado.

— Oportunista maldito! — O Leão coloca a pata por cima de Jeremy que tenta segurar mas é muito pesada, e acaba cedendo e esmagado por ela.

A Raposa olha para o lado. "Cuidado."

"Cuidado com o que? Estou quase matando ele."

O Leão se aproxima de Jeremy que esta com metade do seu tronco para fora.

— Ultimas palavras? Pivete maldito.

— Otário.

O Leão abre a boca pronto a engolir Jeremy quando um dragão o empurra para longe.

— Isso que eu chamo de jogo de corpo Muushu! Vamos, animo garoto!

Muushu era o dragão de Larily, sua pele cor safira, dois chifres enormes, suas asas majestosas, pareciam ter sido moldadas a mão pelo fato de imensa perfeição, ele parecia ter entendido Larily e rugiu para o alto, o dragão em si era majestoso, representava imponência, sua presença fez Jeremy tremer na base.

— L-Larily, o que significa isso?

Muushu olhou para Jeremy. — Ah, esse aqui é meu garotão! Não é? — Larily passa a mão no pescoço dele. — Da mesma forma que o seu representa o Leão das Chamas, eu represento o Dragão do Oceano, ou Deusa da Água. Como preferir, você eu deixo escolher.

— Ah... Claro... Acha que agora consegue dar conta daquela Quimera?

Muushu e Larily riem em um uníssono. — A qualquer momento poderia derrotar ela, precisava apenas de tempo, pra ver se ela mesmo não se derrotava.

— Ela?

— Sim Jeremy! Ela! Uma conhecida minha.

— Gente, que amizade incomum...

A Quimera ao fundo se levantou, o Leão diz para a Raposa.

"Esta na hora de começar a ser útil, não?"

"Tsc, perdão se eu não vomito fogo."

A Quimera avança mano a mano com Muushu, arranhões e socos resumiam bem a luta, Larily esperou até o momento certo para entrar na batalha, na ultima investida da Quimera, Muushu segurou a cabeça do Leão e Larily aproveitou para eliminar a Raposa avançando com uma estocada, quando estava se aproximando da cabeça o Leão expeliu o que aparentava uma esfera que explodiu violentamente no chão, fazendo Muushu recuar e Larily se esquivar e ser forçada a errar seu avanço, Larily rolou no chão mas depressa se levantou e correu para o lado de seu companheiro. Muushu estufa o peito, apoia as duas patas da frente e solta um jato d'água como se fosse gêiser concentrado de alta pressão. O Leão do outro falo fazia o mesmo, o que saía de sua boca se assimilava a um lança-chamas. O vapor criado era denso, não demorou muito até tomar boa parte do ambiente.

— É grandão, não foi uma boa ideia.

Muushu balança com a cabeça.

A Quimera se aproveitou da situação e começou a se esgueirar por entre a névoa, sua pelagem branca a ajudava na camuflagem. Jeremy correu pra dentro de uma das casas e subiu até o segundo andar e começou a olhar pela janela, mas a visão estava impossibilitada.

Muushu outra vez estufa o peito e começa a atirar para pontos aleatório, na esperança de acertar. Larily então desce de Muushu com sua lança empunhada, Jeremy desce correndo as escadas da casa e se junta a Larily.

— Qual o plano Larily?

— Eu acho que... (Muushu e Larily se entreolham) Encontrar e matar!

— Claro, não tem plano melhor.

— Eu tenho cara de general pra ficar bolando estratégia? Muushu, veja se você encontra algo do alto.

Muushu escala uma casa e dali levanta voo.

— Ele tem asas, ele pode bater elas e livrar a gente dessa névoa.

— Ótima ideia! Se ela não fosse idiota.

— Ahn?

— Se eu fizesse o Muushu levantar voo aqui do meio, ou apenas bater suas asas para conseguir nos dar visão, a Quimera teria uma enorme vantagem no quesito de ataque surpresa, e não queremos que o Muushu se machuque, não é?

Jeremy olha para Larily com um olhar de "Mas não seria melhor?"

— NÃO É?

— Não, não queremos...

— Ah bom.

Os dois andam mais um pouco, até chegarem no antigo portão que agora jaz em escombros no chão.

— Ele não esta achando nada...

Jeremy começa a farejar algo no ar. — Esta sentindo esse cheiro?

Larily tenta farejar algo. — Não, não estou sentindo nada.

Jeremy entra em chamas contra sua própria vontade. — Ei! Ei! Eu não quis isso.

Larily se afasta de Jeremy. — Bom, melhor prevenir.

— Calma, não vou machucar você. Apenas é bastante estranho.

— Como se fosse conseguir. — Larily da risada.

Jeremy começa a farejar outra vez.

— Ahn?

— Ahn o que?

— Muushu disse que tem algo vindo. Por onde ?

Jeremy sente o cheiro ficar mais forte, olhou para Larily, pela suas costas viu uma luz intensa e amarela vindo.

Jeremy corre até Larily, o feixe estava muito perto, havia aumentado de tamanho, estava mais largo e mais alto, como se fosse um laser gigante. Agarrou Larily e a encolheu a frente de si agarrando-a bem forte.

— Jeremy aqui não é hora nem lugar para nó( Antes de acabar Larily é interrompida por um enorme impacto) JEREMY!

Jeremy estava fazendo muita força para se manter em pé, ofegante falou com Larily. — Calma... Esta meio difícil agora...

Larily percebeu então que o que parecia ser um laser, era uma labareda fraca.

— Jeremy, acho que nos conseguimos sair daqui, no já jogue o corpo pra esquerda.

Antes que Larily conseguisse sequer fazer uma contagem regressiva, a labareda amarela agora estava laranja e começou a avermelhar.

"MUUSHU FAÇA ALGUMA COISA."

"Se eu dissesse que não consigo mais ver nada, você acredita?"

" Não posso colocar você em risco, se você limpar a fumaça ele vai direcionar a chama a você."

"Mas e o garoto?"

"Eu me viro aqui. Se posicione, você vai saber a hora certa."

" Certo."

—Jeremy, esta tudo bem?

— Não... Nem um pouco... Me pergunto como estou vivo.

Larily da dois tapas no peito de Jeremy. — Vamos, você aguenta.

— Pense em algo, por favor!

— Calma! Calma! To tentando...

Jeremy não sofria efeitos colaterais com a chama, mas a força que ela exercia sobre ele era muito grande, ele aguentaria mas não por muito tempo.

— Já sei!

— Depressa... Eu imploro!

"Agora é a hora."

Muushu ascende ao céus e da um rasante expelindo seu jato de água, quando a água entra em contato com as chamas cria então uma brecha, Larily calcula o tempo e se joga com Jeremy escapando do sofrimento. Coloca Jeremy em suas costas e o deixa nos degraus de uma casa, empunha sua lança e vai em direção a origem das chamas, antes de chegar as chamas se extinguem, Larily continua andando em direção a qual as chamas vieram, do alto Muushu deu um rasante apontando seus chifres para sua frente, não atingiu nada e também não foi atingido, ascendeu aos céus novamente, dessa vez havia um buraco na fumaça. A lança que Larily empunhava aparentava estar maior e mais detalhada, Muushu outra vez deu um rasante mas dessa vez colidiu com a Quimera que cravou as garras em suas costas, o ponto de colisão de onde Larily estava era distante, Muushu tentou se soltar mas a Raposa morde seu pescoço no mesmo momento, Larily escutava Muushu agonizar e gritar de dor, aquilo para Larily ecoava em sua cabeça como uma maldição e não conseguia encontrar onde que estavam, Muushu estava fraco e em seu ultimo ato liberou a bomba de água mais forte que conseguiu naquele momento, a Quimera se afastou do corpo mas logo voltou. Larily começou a correr depressa na direção que achava certa, mas quando chegou no lugar Muushu estava sangrando em seu pescoço e em suas costas, alguns momentos a asa fazia movimentos involuntários.

Larily deixou lagrimas escorrerem de seu rosto. — Grandão!? — Larily se aproxima de Muushu, coloca a mão em seu pescoço, coça o pescoço dele se perguntando a todo momento. — Grandão? Muushu? — Empurrava sua cabeça tentando balança-la, ajoelhou a frente de sua cabeça, suas lagrimas escorriam e pingavam no focinho de Muushu. — G-Grandão! Você não pode morrer... Fala comigo! POR FAVOR! — As lagrimas escorriam violentamente do rosto de Larily enquanto ela gritava com o cadáver de Muushu. — VOLTE PRA MIM! MUUSHU POR FAVOR VOCÊ NÃO PODE MORRER, OLHA PRA MIM! SOU EU... MUUSHU... Muushu... — A voz de Larily ficou mais baixa do que ela mesmo conseguia ouvir. — mu... não... — Larily praticamente havia morrido junto com Muushu, lagrimas já não escorriam mais, Larily mordia seu lábio relutante para não soluçar nem chorar. — O que me resta...?

A Quimera aparece atrás de Larily. — Que tal... Aceitar sua morte de uma vez?

Larily murmura. -A um ser vil como você? — Larily se vira lentamente. — Pretendo nunca m... — Mas se surpreende que a Quimera agora eram três. — me... me deixar... desistir...

A Quimera havia absorvido a aura e o poder de Muushu, a Quimera agora com três cabeças e asas estava mais implacável do que nunca, Muushu parecia não reconhecer Larily, apenas mostrava os dentes e rosnava pra ela.

— CHARLOTTE SUA VADIA IMUNDA! — Larily empunha sua lança e começa andar em direção a Quimera. — Você é a pior das piores, não é pouco, é muito, tomara que você nunca escape dessa prisão que você esta, apodreça no seu próprio ódio e cobiça. Parcela disso é minha culpa, mas você continua sendo uma vadia.

Do lado de força as três cabeças olhavam fixamente para Larily.

— O QUE FOI? TÃO OLHANDO O QUE? TENHO CARA DE SER SUA DONA? — Larily crava sua lança no chão, mostra os dois dedos do meio para a Quimera. — Vamos! Não iam me matar? Ficaram com pena? Ou estão gostando do show?

A Quimera anda lentamente, relutante em direção a Larily.

— Tomo coragem nessa sua cara de gato gordo?

O Leão fica cara a cara com Larily, bufando em sua cara.

Larily com o rosto ainda vermelho, limpa os resquícios de lagrimas que ali ainda restavam. — Vai continuar baforando na minha cara? Seu halito não é dos melhores não. — Larily da dois tapas no nariz do Leão. — Querido.

Antes do Leão pensar em engolir Larily, Jeremy pula do telhado da casa da qual eles estavam perto e afunda a cabeça do Leão no chão com um soco, em seguida salta e agarra a mão de Larily e a lança. — Menos valentia, se você morrer aqui não tenho com quem contar.

— De onde você apareceu?

— Eu levantei logo em seguida que você me deixou, observei uma sombra e fui atrás dela, mas ela sumiu e havia uma casa, eu entrei atrás de algo para comer, mas estava vazia, ai eu escutei uma briga do lado de fora e subi no telhado pela janela do segundo andar.

— Você viu tudo?

— Sim...

— Você me viu chorando?

— Você quer que eu responda o que aconteceu ou o que você quer que tenha acontecido?

— Preciso dizer?

— Não... Não vi...

— Esse é meu garoto!

Jeremy corria em uma direção aleatória, a fumaça ainda estragava sua visão.

Larily segura a mão de Jeremy forte. — Primeiro, vamos sair daqui, estamos no terreno dela.

— Da Charlotte...

— Sim... Infelizmente...

— Vamos entrar naquela casa, ali.

A casa era térrea, feita com pedras e palha, ficava perto do muro, de dentro emanava uma luz, aparentava ser uma fogueira. Larily e Jeremy entram depressa, uma velha senhora esta sentada, esquentando um bule na fogueira, aparentemente fraca, cabelo curto, fazia uso de vestes simples e aparentemente bordadas a mão.

— Com licença...

A velhinha olhou para os dois, abriu um sorriso enorme. — Olá!

— A senhora se importa de nos ficarmos aqui por alguns minutos?

Do lado de dentro, conseguia-se escutar a Quimera berrar e destruir casas, mas estava longe.

— Estão com problemas?

— Sim, enormes problemas.

— Esta difícil de lidar com ele?

Jeremy senta-se no chão e Larily em um banco, Jeremy toma a palavra. — Sim... Cada vez mais forte...

A velhinha e Larily trocam olhares. — Vejo que o problema lhe causou feridas em seu coração... No seu também jovem.

Larily aperta suas mãos e morde os lábios. – Causou sim... Um pouco...

—Olhe pra mim jovenzinha.

As duas se olham por um tempo.

A velhinha sorri. — Seja sincera!

Larily abaixa a cabeça, Jeremy se levanta e ajoelha a frente de Larily colocando a cabeça dela em seu ombro, enquanto gentilmente acaricia seus longos cabelos. Larily desaba a chorar no ombro de Jeremy e o abraça forte.

— Isso, você não pode ter espaço para sentimentos em uma guerra, você pode se arrepender. — A simpática senhora abre seu bule de chá e mexe com uma mulher.

— Servidos de chá?

Jeremy responde pelos dois. — Não, obrigado.

O som de casas sendo destruídas começou a ficar mais frequente e mais alto, Larily percebe que a Quimera estava bem perto, achou melhor ir embora para que a senhora não ficasse em risco. — Obrigado pela rápida hospitalidade, não quero colocar a senhora em risco.

A senhora olha para Jeremy. — Eu acho que é a besta que corre risco... — Ela estampa um sorriso em seu rosto.

— Perdão a indelicadeza, qual o nome da senhora?

— Ah, claro, que falta de educação a minha, meu nome é Sarah.

Larily puxa Jeremy . — Obrigado por tudo Sarah!

— Ajudem minha netinha, as vezes a violência não é a resposta pra tudo.

— Mas uma vez, Charlotte me disse que a violência resolve tudo. — Jeremy começa a pensar no que Sarah disse. — CALMA, A SENHORA É AVÓ DELA?

Larily puxa Jeremy mais forte pelo braço. — Acabou por aqui, vamos Jeremy.

— Adeus garotinho! Foi um prazer.

— MAS LARILY!
Larily abre a porta e puxa Jeremy com força para fora e ele cai no chão, Jeremy levanta, olha para Larily e balança os braços do tipo "o que foi isso?". — Sei lá... Vamos andar, precisamos pensar em alguma coisa. — Os sons da Quimera destruindo casas havia de afastado.

Larily e Jeremy começam a andar por entre casas e escombros, já estava ficando de tarde, Jeremy para e se senta no chão. — Eu estou com fome... Vamos comer alguma coisa?

— Comer o que?

Jeremy parou para pensar em sua atitude. — Verdade... Perdão...

— Esta tudo bem. — Larily começou a andar na frente de Jeremy.

Jeremy se levantou, olhou para trás, a pequena casa continuava ali, a iluminação também. Quando virou sua cabeça para frente escutou apenas o estrondo da casa sendo esmagada e a ventania acompanhada de alguns pedaços da casa.

— Achei vocês! — A Quimera avançou mas Larily e Jeremy já haviam começado a correr desesperadamente e se embrenharam por entre as passagens, um para cada lado.

A Quimera deu preferência a direção que Jeremy havia ido, Larily aproveitou a chance para pensar em algo, mas não deu em nada, nada parecia fazer efeito com aquele monstro. Jeremy após correr bastante e se enfiar em lugares pequenos e em ruelas acabou chegando no campo em que Muushu estava estirado no chão. Jeremy entra em combustão e começa a andar de costas, olhando a Quimera vindo.

Jeremy pensa. "Acho melhor tentar dar um fim nisso ao invés de correr... "

Jeremy esquece por um momento que Larily consegue escutar seus pensamentos. "Se eu não fizer isso, quem vai fazer? Que merda, são quinze metros, o que eu faço? Preciso ser rápido, Larily deve estar longe."

A Quimera começou a andar quando viu que Jeremy estava em um campo aberto.

O Leão então caçoa de Jeremy. — Cansou de correr gazela?

— Não sou uma gazela, e o predador aqui sou eu.

— Hum, leoa.

— NÃO! DROGA!

Muushu e a Raposa pareciam não esboçar mais sentimentos, seguiam apenas as ordens do Leão, Charlotte também não dava nenhum sinal de vida, pareciam estar esperando o tempo passar para ou eventos acontecerem para se mostrarem.

Jeremy avança em direção a Quimera que não se mexe. Quando Jeremy se aproxima o suficiente a Quimera tenta pisar em cima dele, Jeremy prevê o movimento da Quimera e da uma cambalhota para frente e explode o chão se projetando em direção ao peito da Quimera, onde acerta os dois punhos juntos, a Quimera recua um pouco.

"Mais forte."

Jeremy começa a recuar também, parecia ter surtido efeito. Começou a correr novamente e percebeu que a cabeça de Muushu seria a próxima a agir, passou então a correr em direção a Quimera. A cabeça de Muushu continuava a respirar fundo, o sistema dentro da Quimera parecia estar confuso por precisar lidar com fogo e água juntos. Antes de Muushu efetivar seu ataque, as chamas no corpo de Jeremy aumentaram e Jeremy teve um surto absurdo de velocidade(para os que conhecem, pode ser considerado como um "Accel"), da qual nenhuma das cabeças conseguiu acompanhar, quando se deram conta Jeremy havia acertado outro soco em seu peito, Muushu engasgou com a própria água e acabou a tossindo para fora de forma indefesa.

"Mais forte."

Muushu retomou o fôlego, mas dessa vez não precisou respirar fundo, expeliu seu jato d'água em direção a Jeremy que com seu surto de velocidade(Accel) conseguiu se esquivar facilmente, Muushu tentava acompanhar Jeremy mas estava difícil, não havia espaço para mexer sua cabeça livremente. O Leão então decidiu avançar contra Jeremy e tentou diversas vezes morde-lo, mas a sua velocidade não era o bastante. O Leão então compreende a situação e estampa um sorriso no rosto.

— Tolo, haha.

A Quimera continuava a seguir Jeremy, que se esquivava facilmente, mas ele não percebeu que estava se destruindo, os surtos exigiam demais de seu corpo que não estava acostumado.

O Leão para. — Acho que já esta no ponto.

— (...)?

A Quimera fica em suas duas patas traseiras e bate com as duas da frente no chão provocando um tremor que algumas casas ao longe se abalaram e caíram. Jeremy por sua vez achou que não seria nada, mas o tremor deu um choque em seu corpo e Jeremy caiu no chão paralisado de dores no músculos.

— Garoto ingênuo... Acha que quinze anos vão superar milênios de inteligência? Aguardei esse tempo todo, esperando herdeiro decente, me cai um garoto como você.

Jeremy se apoia com as duas mãos no chão. — Sabe... — Coloca um dos joelhos no chão e levanta a cabeça. — Seu maior erro... — Coloca os dois pés no chão, se apoia em seus joelhos. — É subestimar um idiota.

A Quimera outra vez fica em duas patas. Jeremy ao mesmo tempo cria um furacão de chamas a sua volta. A Quimera provoca outro tremor, esse agora mais forte, casas ao fundo desabaram, Jeremy se ajoelhou com o furacão de chamas a sua volta, se levantou novamente, o furacão tomou a forma de uma esfera a volta de Jeremy, uma luz emanava do centro da esfera que rapidamente emanou um feixe poderoso de chamas em direção a Quimera que foi atingida violentamente no peito, no mesmo local dos anteriores golpes de Jeremy. A Quimera não conseguia se mover, a força do feixe era muito para conseguir se projetar para fora dela, a Quimera estava paralisada. Jeremy de dentro da esfera se mantinha firme com as duas mãos apontadas para frente, imóvel. Quando o feixe se apagou, Jeremy se ajoelhou no chão e caiu de cara na neve, inconsciente. A Quimera estava tremendo, não demorou muito para tombar também. Após alguns minutos Larily aparece correndo por uma das ruas com o corpo ensanguentado e começa a correr mais rápido quando avista Jeremy.

— JEREMY! JEREMY!

Sem respostas ou movimentos. Larily se aproxima mais e vê que Jeremy ainda respirava, alguns metros a frente viu a Quimera inconsciente.

— Nossa, fez isso sozinho. Que orgulho. — Colocou Jeremy em suas costas. — Vamos descansar.

Larily começa a andar em direção ao castelo, quando passou perto da carcaça da Quimera, a cabeça da Raposa se mexe e levanta um pouco, Larily recua rapidamente.

A Raposa abre os olhos e avista os dois. — Saiam... Rapi... — E tomba sua cabeça novamente.

Larily fica confusa. — Ahn?

As chamas nas patas da Quimera se acendem novamente, a cabeça de Muushu e do Leão se mexem também, mas a da Raposa não.

— Matou uma de três, falta nos dois.

Larily começa a correr em direção a porta do castelo o mais rápido possível. A Quimera se levanta ainda um pouco fraca, se vira e após um bote alcança os dois, quando a boca da Quimera estava perto dos dois, pronta para desferir a mordida em Larily e Jeremy, um trovão retumba no céu e um relâmpago violentamente atinge o chão entre a Quimera e Larily. Uma sombra aparece em uma cratera no chão. A fumaça lentamente sumiu...

.

.

.

Era Zieg, o Senhor do Trovão, outra vez.

Sua voz grossa e o tom reprovador eram reconfortantes para Larily, uma voz familiar novamente.

— Outra vez Larily? Eu não avisei para não se intrometer em assuntos terrestres?

— Sim mas...

— Sem "mas". Olha no que deu. — Zieg estava com seu terno, ergueu seu punho e pequenos raios saiam dele. — O garoto tem potencial, não acredito que não morreu daquela vez. — Ergueu seu punho em direção ao céu, e depois apontou para a Quimera, outro relâmpago, esse agora mais forte rasgou o céu e acertou a Quimera que caiu outra vez.

— Depois daqui, eu vou querer explicações, excelentes explicações.

O Leão agora era a ultima cabeça, quando pensou em levantar, Zieg olhou para a Quimera e a eletricidade armazenada em seu corpo agiu e fez o resto do trabalho, Zieg em poucos segundos fez o que Larily e Jeremy não fizeram em quase um dia.

Os portões do castelo se abriram, a mãe de Charlotte saiu correndo acompanhadas de Lola e Zoey, ao fundo estava o irmão de Zoey e o irmão de Charlotte, a mãe de Charlotte vai correndo até Zieg.

— Misericórdia com o monstro... Aquela é minha filha...

— Senhora?

— Pode me chamar de Frida.

Zieg reverência de forma elegante. — Rainha Frida, não se preocupe, vim apenas neutraliza-la, e levar essa daqui comigo... — Olhando para Larily.

— Por favor, como forma de minha gratidão, jante conosco, me sentirei ofendida se recusar o pedido!

— Ficarei lisonjeado.

Ambos os cinco entram no castelo, Jeremy ainda estava inconsciente nas costas de Larily.

Lola diminui os passos para acompanhar Larily. — Ele esta bem?

Larily arruma Jeremy em suas costas. — Sim, esta. Apenas bastante cansado. Rainha Frida!

— Oi!

— Preciso de um aposento para o nosso pequeno herói.

Zieg da uma risada sarcástica. — Herói?

— Se não fosse ele ganhando tempo para você, talvez o reino nem existiria mais.

Zieg olha para Larily e acaba concordando.

— Nathan meu filho, leve-os para um dos quartos.

Nathan olha para Jeremy dormindo. — Claro mamãe.

Larily segue caminho contrario ao do grupo e acompanha Nathan até um dos quartos.

Nathan senta no pé da cama. — Pode deixar ele aqui, eu cuido dele.

— Não, não, não, não.

— Qual a necessidade?

—Nathan... Eu sei que mesmo com essa cara de mal, você curte purpurina e brilhinhos, não, você não vai ficar sozinho com Jeremy, agora vai pedir pra alguém trazer um prato de comida.

Nathan sai do quarto mas não vira em direção onde todos haviam ido.

— Vou aproveitar pra ir ao banheiro... — Larily sai do quarto e vai por onde todos haviam ido.

Larily acerta um chute na porta e o barulho faz Jeremy acordar e levantar assustado.

Quando todos descem as escadas se deparam com diversas mesas como as de piqueniques lotadas de camponeses, ao centro estava Zieg com Frida, o Rei e Lilith.

Lilith corre para abraçar Jeremy. — Quanto tempo! O que foi essa cara?

— Nada... Senti sua falta também. — Jeremy abraça Lilith bem forte.

Zieg e Jeremy trocam olhares. — Surpreso em me ver vivo?

— Fiquei pasmo no começo, mas depois, até que ficou interessante. — Zieg vira sua caneca de cerveja, sobe em cima da mesa. — Hoje, para todos que estão aqui presentes, eu, Zieg! — Ele bate no peito. — O Leão do Trovão, desafio você Jeremy, O Leão das Chamas a disputar o trono de Leão Supremo.

Jeremy fica confuso. — Leão Supremo?

— Sim, atualmente eu sou o Leão Supremo, o mais forte com o espírito do Leão, e você garoto, tem potencial, mas vou acabar com ele.

— Ta... Pode ser, eu acho.

— Vou te chamar, logo logo, esteja preparado, pode ser a qualquer momento!

— Isso não é um tanto quanto injusto?

— Não! Se reclamar vai ser agora. Mocinha.

— Esta feito.

Após bebedeira e a comilança, todos escutam os portões do castelo baterem violentamente, alguns passos pesados e gemidos de resmungo, da escada alguns avistam a pessoa e ficam amedrontados, quando pisa no ultimo degrau, todos veem Charlotte com hematomas e pequenos cortes, todos prestam atenção nela.

— Primeiro, Larily, você é uma vadia traidora. Segundo... Estou feliz que minha família esta inteira... Terceiro... Jeremy... — Charlotte começa a chorar.- Eu... — Charlotte começa a chorar mais e a soluçar. -SEU IMBECIL! — Charlotte ajoelha no chão e começa a chorar mais ainda e tenta limpar as lagrimas. — Eu senti falta de todos... Mas... — Charlotte é interrompida por Jeremy colocando sua cabeça em seu ombro.

— Mas nada... — Passa a mão levemente na cabeça de Charlotte. -

— Mas eu quase te mat — Charlotte é interrompida por um beijo de Jeremy em sua testa e depois Jeremy a coloca sobre seu peito.

— Estou feliz que você esta aqui...

— Ei...

Jeremy recua com a cabeça e olha para Charlotte. — Oi.

— Sabe de uma coisa?

— Hum?

— Eu te amo... -Charlotte coloca as duas mãos na cabeça de Jeremy então da um selinho em Jeremy.

Zieg levanta sua caneca. — EITA! TRAZ MAIS UMA, TO SÓBRIO DEMAIS PARAR VER TANTA MELOSIDADE.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.