– Nem um pouco cavalheiro, onde esta a educação Jeremy?

– Legal você até sabe meu nome! –Jeremy da um sorriso sarcástico. — Qual seu nome? Quem é você?

– Sou Lilith. A ceifadora do submundo.

– Interessante...

– Não precisa ser sarcástico.

– Eu não fui!

Lilitth era uma garota de estatura media, seus cabelos eram pretos e longos, seu olho era azul, as medidas de seu corpo eram pequenas.

– Você viu uma menina entrando aqui?

– Não...

– Mas, ela entrou!

– Era uma ilusão, criada por mim.

– Por que você fez isso?

– Tenho uma proposta.

– Continue.

– Funciona assim, eu te revivo e você faz trabalhos pra mim em sua dimensão.

– Que tipo de trabalho...?

– Eliminar pessoas.

– C- Como assim?

– Como uma ceifadora eu preciso buscar as pessoas lá em cima, mas só as que são toxicas para o lugar. Todas as pessoas que fazem o mal e morrem, sou eu quem as faz morrer.

– Seria seu assassino de aluguel?

– Mais ou menos, seu pagamento seria eu te deixar vivo.

– Entendo.

– Como você morreu?

– Fui assassinado.

– Você não é normal, com certeza não foi para bandidos, quem te matou?

– Zieg.

– Aquele cara é um mala.

– Eu sei. Ele me acertou com seu poder e meu corpo já não estava com condições de aguentar mais nada, só que ou era eu, ou era a Charlotte.

– Charlotte é a menina que eu criei a ilusão?

– Sim.

– Mas você é especial, como conseguiu perder?

– Eu não me controlava, quando o meu poder adormecido despertou ele tomou conta de mim, não sei por que.

– Qual é sua entidade interior?

– Eu não consegui definir o animal, mas ele é do fogo.

– Caramba, dependendo do animal você vai precisar de um sacrifício.

– Sacrifício?

– Sim, é o sacrifício em sangue. Quando sua entidade representa um poder muito alto, ela não pode simplesmente obedecer qualquer bossal que a tenha. O sacrifício em sangue se baseia literalmente no que o nome diz, você precisa de sangue para provar que alguém.

Jeremy ri. – Vai dizer que vou precisar tomar o sangue de alguém?

– Como você sabia?

– É brincadeira né?

– Não, ou é tomar o sangue de alguém ou matar alguém, mas não pode matar qualquer um, precisa eliminar alguém mais forte que você, só assim sua entidade vai te reconhecer como hospedeiro legitimo.

– Como raios eu vou conseguir chupar o sangue de alguém? Eu não sou um vampiro.

– Eu posso dar um jeito nisso.

Jeremy ri e balança as mãos em tom de deboche. – Há, vai me transformar em um vampiro?

– Exatamente.

– (...) Vampiros existem?

– Apenas no submundo, eles meio que botam ordem quando alguém decide se rebelar, além daqui não existe em mais nenhum lugar.

– Tá, mas, não posso simplesmente sair por ai e tomar o sangue de alguém.

– Poder você pode, mas você não quer.

– Eu tenho princípios, um dele é não sair por ai machucando pessoas.

– Como você é chato.

– Só por que não quero traumatizar uma pessoa?

– Vendo por esse lado... Bom, você quer fazer o acordo?

– Existe opção B?

– Não, você entrou na porta do Inferno e se não aceitar minha proposta vai ficar aqui pra sempre.

– Mas o moço de terno falou que eu podia ir para o Paraíso.

– É, mas você entrou na porta errada, foi tudo meu plano.

– Tá, me reviva logo.

– Ok Senhor Capitão Mandão.

– Como você vai fazer isso?

– Vou te dar um presente antes disso.

– Qual presen. – Jeremy é interrompido com um beijo de Lilith em sua boca.

Lilith agarra o cabelo de Jeremy enquanto o beija e começa a levar a serio. Jeremy corresponde.

Lilith solta Jeremy. – Pronto.

– Isso foi o presente?

– Sim, agora você é um vampiro, temporariamente.

– OQUE?

Lilith cria um espelho em sua mão. – Veja.

Jeremy se olha no espelho e seus olhos negros agora eram vermelho sangue, Jeremy abre a boca e vê seus caninos enormes.

– Pra te transformar em vampiro só precisava de um selinho, mas seria chato.

– Por quanto tempo serei um vampiro?

– Quando você chegar la... Deixar-me ver... Trinta minutos.

– Eu vou ter exatos trinta minutos para encontrar uma pessoa disposta a oferecer o pescoço para que eu tome o sangue do mesmo?

– Bom que você entende rápido.

– Eu vou renascer onde?

– No lugar em que você morreu.

– Mas – Jeremy coloca as mãos no bolso – Eu estou sem meu celular e minhas coisas.

– Você tem um par de pernas.

– Você tem um par de asas.

Lilith olha para suas asas. – Hehe, elas são fodas demais.

– É mais ou menos.

– Por que você não acha?

– Por que não são uteis pra mim, a não ser que você me dê uma carona.

– Por que eu te daria uma carona?

– Por que você é legal...

– Eu sou legal?

–Sim.

– Por quê? Por que eu te beijei?

– Foi um ponto pró.

– É o bastante, vamos.

Lilith estala os dedos e Jeremy caiu na mesma rua em que foi morto, mas com Lilith ao lado. Tudo ainda estava destruído e as extremidades das ruas estavam com fitas de policial. Lilith pega Jeremy no colo e salta para o ar e começa a voar.

– Que lado?

– Aquele.

– Você é leve.

– Só tenho trinta minutos?

– Vinte nove agora.

A brisa no rosto deixa Jeremy pensando em como fazer com que sua entidade o reconhece-se.

– Ali, aquela casa.

Lilith aterrissa no gramado.

– Que dia é hoje?

– Sábado.

– Oh merda.

– (...)?

– Bianca e Charlotte estão em casa.

– Huhu, alguém vai apanhar.

Jeremy toca a campainha

– Ei, é minha casa.

Jeremy gira a maçaneta, estava trancada.

– Merda.

– Quem é? – Jeremy escuta a voz de Bianca

– Eu.

– Ah, claro. Eu quem?

– Jeremy.

– Escuta, isso é alguma brincadeira de mau gosto?

– Não, Bianca abre, sou eu.

– Depois de tudo que aconteceu, vou acreditar em qualquer um que diga ser um morto?

Lilith se estressa e fatia a porta em duas com sua foice.

– Meu deus que menina chata, custava abrir a merda da porta?

– JEREMY!

– Ah meu deus, ele falo que era ele. Vem cá, você tem síndrome de down ou algo do tipo?

Bianca ignora os insultos de Lilith e abraça Jeremy. – Como você esta vivo? Por que seus olhos estão vermelhos? Por que você demorou? Por que se sacrificou pela Charlotte?

– MEU DEUS CALA A BOCA. Eu revivi o Jeremy com algumas condições e agora ele é um vampiro por alguns minutos.

Bianca olha para Lilith. – Er... Quem você pensa que é?

– Eu não queria falar, mas ela é a Ceifadora do Submundo.

Bianca fica vermelha. – M-Mesmo assim não tem o direito! COMO ASSIM VOCÊ É UM VAMPIRO?

– Eu não controlei minha entidade por que eu era virgem.

– É, todos sabemos.

– NÃO ESTOU FALANDO ESSE TIPO DE VIRGEM! Preciso de sangue para que minha entidade me reconheça como hospedeiro.

– V-Você precisa tomar o sangue de alguém...?

– Isso foi a prova definitiva que você é burra.

– Você já tem alguém?

– Na verdade não...

– Sabe oque você tem? 20 minutos.

– Se você quiser eu posso oferecer meu sangue...

– Que merda foi essa? “Se você quiser eu posso oferecer?”.

– Fofa, ele só tem 20 minutos, não tenta da uma de bonitinha, da o sangue pra ele antes que o tempo acabe.

– Verdade – Bianca tira o cabelo do pescoço – Pode ir.

– Onde esta Charlotte?

– Saiu para comprar a janta.

– Ah... Bianca, se não quiser, tudo bem, existem outras formas.

– Tudo bem, pelo seu bem.

Jeremy se aproxima do pescoço de Bianca. Bianca sente o bafo quente em seu pescoço e deixa escapar um gemido.

– Hm, alguém parece estar gostando.

Bianca abre os olhos e os deixa cerrados. – Sem piadinhas.

Jeremy morde o pescoço de Bianca e ela grita, Jeremy tenta tirar a cabeça, mas Lilith empurra de volta.

– Não, continua, já abriu o buraco.

Jeremy começa a sugar o sangue de Bianca e Lilith solta a cabeça de Jeremy.

– Continue...

Jeremy mantem. Jeremy se deixa levar e passa a mão no pescoço de Bianca e agarra seu cabelo.

– Que inveja, está se divertindo sem mim.

Passam-se alguns segundos.

– Pode parar.

Jeremy solta Bianca e ela desmaia em seus braços.

– Cuide dela, ela esta fraca.

– Como sei se funcionou?

Quando Jeremy disse isso, sentiu um calor vindo de dentro e seus cabelos voltaram a fagulhar e entrou em chamas, Jeremy levantou sua cabeça e soltou um rugido que ecoou pelo quarteirão todo.

– Waw que rugido sexy, um Leão. Tomara que seja mesmo... Se é que me entende. – Lilith abre suas asas. – Me desculpe pela porta.

Jeremy volta ao normal. – Tudo bem, obrigado por tudo.

– Meu trabalho aqui acabou, tchau! – Lilith pula pra fora e some nas sombras.

Jeremy olha para Bianca. – Obrigado – e lhe da um beijo em sua testa.

– Jeremy?

–Charlotte?

Charlotte vê a boca de Jeremy com sangue e o pescoço de Bianca com dois buracos escorrendo um pouco de sangue.

Um silêncio toma o local, Charlotte vai até a mesa de centro e coloca as compras, volta e se ajoelha na frente de Jeremy com lagrimas no rosto.

– Fico feliz que você esta vivo, mas... Que merda esta acontecendo?