A lenda de Cydonia
3 Ibirapuera
Notas iniciais
Enquanto acompanhávamos o velho mocha, notávamos o quão pobre era a vila, miserável para ser sincero. Rapaz como aquela vila podia se chamar vila das cerejeiras, cara não tinha uma única arvore , quanto mais uma de cerejeira. AAH sem contar no cheiro insuportável de carbono com enxofre...como alguém consegue viver com aquele cheiro todos os dias. A vila era pequena, mas era muita gente enfiada num espaço mínimo. Sabe aqueles barracos se se amontoam do lado, em cima, no ar, em tudo q você imaginar tem casa.feat barraco.
A casa do velho Mocha ficava onde terminava a vila, o cercado de madeira que cerca a vila terminava em uma imensa rocha. A casa dele tinha algo de diferente das demais, não era construída de qualquer maneira como as demais, ela era uma oca, feita de materiais naturais como casas de índios.
– Entrem, entrem crianças.
Bom, apesar da oca ser pequena, por algum motivo ela parecia maior por dentro, bem maior. Ela ainda mantinha sua forma arredonda, apenas parecia maior. Tinha muitas coisas, difícil descrever tudo.
– Sentem.
Sentamos! Em almofadas em volta de uma mesa rasa. Mocha foi até uma mesa de pedra no fundo da oca, pegou algo parecido com uma jarra e canecas e as trouxe para a mesa. Dentro da oca não fedia a aquele cheiro de carbono com enxofre.
– Ainda sentem o cheiro?
– Não senhor, não sinto mais nada pelo menos – Respondi.
Todos fizeram que sim com cabeça.
– Ótimo, agora bebam um pouco, é café.
Ele pegou uma longa coberta e entregou para Clara. Que logo agradeceu com um sorriso.
– Imagino que estão confusos.
– Sim, e muito senhor. – Disse Clara.
– Também estamos a procura do nosso amigo, ele é alto, cabelo de Elvis, estava com uma camiseta laranja. – Eu mencionei
– Sim, e é muito bonito e viril – Complementou Lorenna
O velho Mocha massageou um pouco a barba
– Humm, aah sim, está faltando um rapaz dos quais eu chamei, o com cara de mais sonso!
– Pera nos chamou? – Interrogou Marti.
– Pera cara de sonso? – Perguntou Lorenna intrigada, que já estava menos estressada e mais preocupada, mas que se intrigou com afirmação do velho.
– Sim, que trouxe vocês aqui, e perdoem meu neto caso ele tenha assustado vocês, ele ficou eufórico com a noticia. – Prosseguiu Mocha.
– Sobre nós? Como assim? – Disse confuso Lyu.
– Sim, vocês podem não saber, mas estas terras, este país, estes continentes aguardavam vosso retorno ansiosamente.
– Não me lembro de ter estado aqui senhor. – Afirmou Leticia.
Todos fizerem que sim com a cabeça.
– Mas vocês estiveram, apenas não se lembram, pois nem nascidos nesse geração vocês eram.
– UOOOU UOOOW como assim velho? Está falando que viemos de gerações passadas? – Perguntei.
– Isso mesmo, vocês não são...como dizem na terra de vocês? BR hue hue?
– Aah tá. Está falando que não somos Brasileiros nem nada disso? – Perguntei.
– Sim, isso mesmo. – Ele disse, e então prosseguiu – Vou lhes contar um pouco mais.
Por algum motivo queríamos duvidar, que era mentira, mas algo em nós queria nos fazer acreditar que era verdade.
– Tudo começa a muitos anos, foram quantos? Sua terra foi descoberta em 1.500 no seu tempo... ah sim, a 500 anos antes disso. Enquanto navegações eram foco em seu mundo. Aqui a situação era diferente. Cydonia, um país vasto e poderoso, o segundo maior e melhor do continente Moore. Era visado por países menores, e o grande país;Clameront, temia por uma ascensão por parte de Cydonia.
Nosso continente é pequeno em vastidão, porem grande economicamente. Moore fica afastado dos demais continentes, então comercializávamos com os outros continentes naquela época. Alem de Clameront e Cydonia, ainda temos Jynxed, Polizeli, Kassner e o povo do oriente, Tsukino.
Todos olhávamos freneticamente ao que o velho Mocha falava. Sabe, aulas de historia são legais, ainda mais contadas por um velho numa oca em um mundo novo enquanto tomamos café, cara isso é um chute na cara da sociedade.
– O comercio de Cydonia estava aumentando cada vez mais. O povo de Clameront estava ficando preocupado, Jynxed que era a 3 potencia, também não curtia a ideia de ficar mais distante. Até que foi a gota d’água, o rei de Cydonia, Cydus III, sugeriu que o continente montasse um bloco econômico. Com isso, a economia de Cydonia iria para as alturas – Rapaz eu gostei da gíria do velhinho -, o povo de jynxed então pirou, sempre foram nervosos...
– OOH você está chegando na minha parte favorita da historia vovô – Disse uma voz interrompendo a historia – O crash da época.
Um jovem entrou na oca, ele parecia ser nossa idade, cabelos longos, tipo, longos mesmo, e eram azuis, a pele muito branca, tinha estatura mediana.
– Ola pessoal, de boa? Me chamo Lucan
Rapaz, né que o linguajar do povo daqui é daora.
– Opa. – Todos dissemos, o que foi estranho.
Ele pegou uma chicara de café e se sentou conosco, era incrível como aquela oca ainda tinha espaço.
– Continuando... Os superiores de Clameront acharam uma afronta a proposta de Cydus, logo se uniram aos Jynxes para derrubar Cydonia. A noticia vazou e toda Cydonia ficou sabendo, logo nos prontificamos...
– Pera, pera. – Eu o cortei – Quão velho você é velho, velho?
– Muito velho. – Ele me respondeu. – Continuando...
Olhei para o pessoal, todos estavam centralizados no velho Mocha, não piscavam um segundo.
– Não demorou para uma guerra começar. Os Jynxes tinham força bélica muito grande, então Cydonia começou a ser arrastada para o limbo por causa de ambos... Kassner, Polizeli e Tsukino não apoiaram nenhum lado, permaneceram na deles. Foi então que em meio ao chãos, o rei Cydus correu para este vale, para esta vila, e veio clamar ajuda a fada da vila das cerejeiras. Aqui já foi um lugar mais bonito, nossos muros não eram de madeira e sim do mais puro concreto, nossas terras se estendiam até depois do lago Ventura, minha oca era bem maior, tínhamos uma marquise, e aquela arvore de onde vocês vieram também era de nosso terreno, a arvore Ibirapuera.
– Pera, pera, aquela arvore que prendeu nossa atenção varias vezes tem o nome do nosso parque? – Martinato perguntou. Todos se tocaram da coincidência, estávamos tão focados que só notamos isso quanto o Marti perguntou.
– Sim, o formato que o parque do Ibirapuera de vocês tem, é o mesmo da nossa antiga vila, aquele parque era a nossa vila.
Ficamos de queixo caído, como eu disse, não queríamos acreditar, mas algo queria nos fazer acreditar.
– A fada tinha os 8 Cavaleiros reais, e mais eu, que era apenas um guardião. Ela, fada Claryeta concordou em ajudar o rei. Porem o que o miserável não nos contou, é que Cydonia já estava tomada, e eles estavam se aproximando do lago Ventura e nossa vila era o ultimo lugar a ser tomado. Lutei ao lados dos 8, que eram vocês...
– Nós??? – O interroguei.
– Sim meu jovem, vocês, em outros corpos, com outras vidas, com outros nomes. E a batalha foi incrível. Abatemos muitos, mas a nação de Jynxed veio com uma arma que ninguém esperava... um dragão. A fada lutava pesado contra ele enquanto aqui, nos tentávamos fazer eles não chegarem perto da arvore, ali era o coração de Cydonia. O dragão estava devastando tudo, a vila já estava bem menor. Em uma investida, Claryeta acabou perdendo uma de suas asas, então recorreu ao impossível. Levou eu e os 8 cavaleiros para a arvore Ibirapuera e me fez conjurar uma magia, minha ultima, e que jurei nunca mais usa-la novamente, para fazer o impensável...
– Que foi? – Todos nos estávamos querendo saber o desfecho.
– Mandar nossa terra para um outro mundo, e assim, surgiu o parque do Ibirapuera, a partir daquela arvore, da nossa fada, e por culpa de uma guerra. Porem antes da fada ir junto com a vila/parque para seu mundo ele me advertiu: Nos não existiremos mais, porem, iremos reencarnar e os 8 novos cavaleiros reais virão para essa terra para libertar Cydonia, e sua nova fada, terá que se bainhar nas águas do Ventura para limpar um crime cometido contra ela.
– O crime que ela falou se refere ao meu... – Clara não conseguiu continuar.
– Isso mesmo criança. – Ele disse. – Eu perguntei como iria saber o tempo certo. E em seus últimos momentos ela disse:’’ A arvore terá uma ligação com a vila/parque, ela se encarregara de tudo.’’ E antes de partir quebrou um galho da arvore e me entregou, que é esse cajado que vocês estão vendo agora.- Ele complementou mostrando o cajado que também usava como bengala.
Passado a historia, um silencio permaneceu na oca.
– Então nos somos os 8 cavaleiros? – Perguntou Leticia.
– Sete, está faltando um. – Interferiu Lucan. Quase esqueci que ele estava na sala.
– Meu namorado esse ai. – Disse Lorenna
– Mas senhor, os outros povos sabem disso? — Perguntou Jujubs.
– Eles sabem, mas não acreditam passados tantos anos, mas todos os Cydonicos acreditam, afinal foram palavras de uma fada, e toda pessoa com juízo sabe que não se brinca com fadas.
– Isso, e vocês e o 8 sonso la são os cavaleiros, e a menina aii pode ser a nossa fada que regressou.
– O outro lá é MEU NAMORADO seu sem noção – Disse Lorenna para Lucan. Percebemos o desentendimento deles.
– Como podem ter certeza que eu sou a fada? – Perguntou Clara, ainda estava assustada com o que aconteceu e falava baixo.
– Qual o local que você foi estuprada? – Perguntou Lucan na indelicadeza dele.
– Lucan, isso la são modos?! – Exclamou o velho – Ela passou por um trauma.
– Tudo bem senhor. – Ela disse com toda paciência.
– Perdoe meu neto, ele é debochado assim mesmo...mas em outras palavras, o local do ocorrido contigo é o local onde ficava a arvore Ibirapuera, mas quando o parque foi para seu mundo, automaticamente foi corrompido pela áurea de lá e aquele lugar virou o Bananal que vocês chamam...
– VOVÔ VOVÔ! – Era a voz de Erim se aproximando. – Os jynxes estão ai, querem falar com você.
Mocha fez uma cara de desaprovação, não ao neto, mas sim aos inimigos. Se levantou devagar e saiu da oca. Lucan pegou uma espada que estava na parede e o seguiu dizendo:
– Fiquem ai pirralhos!
Nos obedecemos, não sabíamos quem eram os Jynxes. Não tinha dado 3 minutos quanto ouvimos uma voz gritar la de longe: ‘’Sabemos que os sete estão na sua oca, Mocha. E se serve de informação, estamos com o oitava cavaleiro.’’
THALLES!
Era o único que faltava, Lorenna saiu correndo para fora.
– Espera Loh. – Gritou Julia que saiu logo atrás dela.
– HEEY. – Gabs também gritou, mas não serviu.
– Essas meninas só dão trabalho. – Disse marti. – E então ele e todos nós nos levantamos e seguimos elas para ver o que ia dar.
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