A lenda de Alice
3 Capitulo 3: Um dia com a Raquel
Notas iniciais
~(Alice)
–Esse foi o sonho mais esquisito eveeer- diferente de todos os meus outros sonhos no quais eu sempre estou no comando, sonhos concientes, esse parecia uma lembrança ou algo do tipo, estava tudo roteirizado e eu não conseguia mudar nada, falava sobre deuses isso tem haver com mitologia e então penso: tenho que falar sobre isso para minha avó. Nunca contei meus sonhos para ninguém, nem mesmo para minha avó, era muito irrelevante para contar mas acho que isso mudou.
Desco as escadas devagar e começo a sentir cheiro de fumaça, tentando 'localizar' o cheiro fico olhando e cheiro tudo, ainda descendo as escadas, quando ja estou no final vejo a minha avó, dançando em volta de...um fogueira!? Dentro de casa!?
–vóoo, você está louca!? Apaga esse fogo vai queimar tudo!
–Calma Alice estou apenas fazendo um ritual, para afastar maus espiritos.
–Sua surtada! Ja estou cansada de você e suas loucuras! Como vou ter calma com uma fogueira na sala!!!? — grito alto o suficiente para toda a rua escutar, ainda com raiva piso no chão querendo descontar o ódio e frustação que senti, ao fazer isso a fogueira se apaga, todas as janelas de abrem com uma estrondosa rajada de vento e a água dos "molhadores de grama" parou de fluir. Parei meu escândalo e observei confusa, sem entender nada corri para as escadas e subi para meu quarto fechei a porta e fiquei no canto da parede la pensando, refletindo, buscando razão para tudo aquilo que havia acontecido, durante meus pensamentos idiotas começo a rir.
–Caraca não sabia que eu era a avatar haha — encontro felicidade no meio de tanta confusão.
Escuto um barulho na minha janela, me levanto sem me dirigir a janela percebo que alguem está jogando pedrinhas nela.
–Quem será o idiota que está fazendo isso? -vou até a janela e vejo a garota da boina, Raquel, abro e uma das pedrinhas acerta minha testa, não doeu, na verdade nem é uma pedra é uma bolinha de ping pong.
–Vem cá, você é meio retardada? Por que não bateu na porta?
–Estava andando por aqui e escutei um barulho vindo daqui e ouvi sua voz.
–E o que quer que eu faça? Jogar meus lindos cachos loiros?- falo em forma de deboche e ironicamente, meu cabelo é ruivo e não passa do cotovelo
–Mesmo que que você fosse a rapunzel ninguém se daria ao esforço de subir ai por você- ela fecha os olhos e estira a língua.
–O que você quer? Fala logo.
–Talvez nos pudessemos sair e ir para algum lugar, não aguento a mesmice -Tá confesso que sair não seria mal, levando em conta tudo que aconteceu essa tarde.
–Ok, eu aceito, mas como vou descer? Estou no primeiro andar — Ela pega uma escada que estava no chão e que só reparei agora.
–Onde você pegou essa escada?
–Eu trouxe de casa, cabeça- ela fala como se fosse normal trazer uma escada de casa quando se anda pelo bairro, sera que ela sabia disso? Que eu iria aceitar sair com ela?
Quando ela põe a escada na posição para eu descer, eu repenso se devo fazer isso ai vem na cabeça todas as loucuras da minha avó, como quando ela tranca todas as saidas no meu aniversario para ninguem dair ou entrar, então decido que devo me permitir uma loucura. Desco as escadas com cuidado e fico ao lado dela vejo que ela usa uma regata branca da banda bon jovi com uma especie de casaco lilás, um short azul escuro, meia calça preta e varios acessórios no braço alem de um all-star roxo e o que não faltaria, a linda boina dos meu sonhos, literalmente dos meus sonhos.
–Então? Aonde vamos sr. Semore levo escada quando saiu de casa?
–Vamos curtir o mundo da melhor forma possivel- paro de andar e digo:
–Nao curto drogas, valeu, ja basta meus sonhos malucos.
–Deixa de ser idiota, idiota, não sou drogada.
–Vamos à alguma sorveteria- digo com medo do que talvez ela sugira, ela tem um estilo suspeito. Nos dirigimos à alguma lanchonete perto de minha universidade, não acredito que ela me arrastou até aqui, mas um sorvete vale esforço. Nos sentamos e começamos a conversar sobre tudo, mas ela tinha um interesse: o que eu gostava, o que não gostava...
–Mas onde está o Enzo?
–Que Enzo? Ah o Arthur...- ela faz uma pausa, como se estivesse pensando no que falar.
–Ele está...com a namorada dele.
–Nossa...nao sabia que ela namorava...
–E o topetinho castanho e olhos azuis fazen mais uma vitima- ela fala sorrindo
–Claro que não! Só achei ele legalzinho...vocês são irmãos?
–Credo nem pen......
–Olha só pessoal é a garota que matou o senso de moda e que agora faz parte da banda restart junto com a Srta. Suave- interrompeu uma garota loira de uns 16/17 anos.
–Quiridinha acho que você escolheu a roupa e bolsa errada para tomar sorvete- fala Raquel com um tom debochante e meio agressivo.
–Essa você só pode usar a noite, se ela sujar? Como você vai rodar a bolsinha?- ela olha para o balconista maliciosa.
–Ja sei, você vai se vender para tomar sorvete, é isso?- Ela pergunta fazendo biquinho. A vadia, digo, a garota ja ofendida rebate no mesmo tom.
–Você está muito agressiva, o que foi? Não tem mais dinheiro para comprar drogas? Sua drogada miserável — Raquel respira fundo, pega o copo com o milkshake que ela pediu.
–Será que vou me arrepender?- ela musmurra baixo, acho que só eu escutei. Quando eu menos espero ela joga o milkshake inteiro na roupa da garota.
–Sua idiota! Sabe quanto isso custou?
–Pelo seu jeito de falar, muito.
–Mas não se preocupa você consegue de novo em 5 noites completas, vadia.
–Sua roupa me faz as crianças do parquinho ali perto perder a virgindade dos olhos, vê se veste direito mocreia- me sinto estranha por um lado gostei do que Raquel fez, mas por outro acho que ela exagerou. Quando a garota vai embora esperniando Raquel se senta e me olha confusa.
–O que foi Alice?
–Acho que você vacilou Raquel
–Mas elas nos xingaram, alem do mais se eu não fizesse isso ela não te deixaria em paz- dou um sorrisinho.
–Obrigada Raquel.
Pagamos a conta e fomos andando por ai depois de umas horas apenas caminahndo e conversando nos dirigimos para minha casa, ja está a noite.
–O tempo passou rapido- ela assentiu.
Enquanto andávamos pela calçada alguem abriu a porta de uma casa era o Enzo, ele puxou a raquel pelo braço e falou em particular com ela, em algums momentos eles olhavam para mim e depois voltavam a falar no privado, e eu esperando a hora em que eles terminariam de falar, após alguns minutos a Raquel veio até mim e disse que iamos direto para minha casa, ela falou de forma seria, não entendi apenas a segui. Quando chegamos em casa a minha avó ja me esperava na porta.
–Prepara os ouvidos para as reclamações, ela é muito exigente.
–Não se preocupe- ela falou meio desanimada.
Quando fiquei na frente da vovó ela não brigou comigo por ter saido sem permissão e ter chegado após as 18:00 hrs, apenas me mandou entrar e foi conversar com a raquel, subi rapido e fui na varanda observar e tentar ouvir a conversa, missão não concluida, passaram cerca de 10minutos conversando.
–Até parece que ela se conhecem -e então lembro da ligação que ela recebeu hoje cedo, será que ela estava falando com a Raquel? Me pergunto ja deitada na varanda observando as nunvens e estrelas.
–Hoje foi um dia....diferente — comento fechando os olhos e me acomodando como se fosse dormir, na varanda mesmo, sei que vó vai me acordar mesmo, e então adormeci.
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