A leitora que esqueceu sua história
7 Encontro com Cassie
Notas iniciais
P.v. Theo
Eu estava desesperado quando ela não lembrou de mim, então assim que esfriei a cabeça voltei a clínica, mas ela não estava mais lá. Resolvi, impulsivamente, ir até a casa dela, mas ela não estava lá é claro, não sabia onde procurar, não lembro de ela ter amigos, então fui onde ela sempre ia, na biblioteca.
Na biblioteca, falei com o o sr.Carlos, perguntando pela Cassie.
— Meu filho, não vejo ela desde a explosão, estou bem preocupado, não tinha um dia que ela não vinha me visitar.
— Sim, também estou preocupado, acredito que ela vá voltar aqui, vou retornar em dois dias. Pode avisar que a estou procurando?
— Sim, sim.- sinto a Cassie aqui
— Outra coisa, o sr. conhece algum amigo dela? Algum outro parente que ela tenha?
— Uma vez ela falou que ia visitar a tia, mas não sei nome, nem onde mora, desculpa filho.
— Tudo bem — lhe dei um abraço- obrigado!
Ela esteve presente em mim, tão perto, enquanto eu estava lá dentro, senti seu cheiro, seu calor, era quase como toca-la.
Bom, quando eu conheci a Cassie eu apresentei a ela toda minha vida, desde minha rotina até as pessoas com quem convivo; já a Cassie, ela me apresentou a biblioteca, nem os pais dela, que estavam em cima de nossas cabeças, literalmente pois no encontrávamos no porão, ela me apresentou, sob desculpa de o pai dela entender o que ela havia feito, ligado a maquina, e mata-la, não literalmente. Ela também dizia que na biblioteca tinha tudo o que ela é, que cada livro formou a sua personalidade e a sua família, ela sabia que me encantava o amor dela pelos livros e sempre usava disso para me distrair da curiosidade que eu tinha e ainda tenho pela sua vida. Eu realmente não sei o que fazer, não tinha pensado na possibilidade de ela não ter vindo aqui nenhuma vez depois de tudo, mesmo que ela tenha sumido sozinha, no meio de 2016, sem memoria- quando vi ela pela ultima vez, ela não lembrava de mim- sou um idiota por ter deixado ela.
Depois de não conseguir nada com o Sr.Carlos, voltei para casa e encontrei a mãe deitada — depois da morte do vovô, ela tava passando uns dias na casa dele, organizando, se despedindo, chorando sozinha e mantendo-se longe do pai um pouco, que eles andam brigando bastante. No hora da explosão ela tava descendo e acabou caindo, sofreu uma lesão na perna esquerda e próxima a coluna- passei reto pelo quarto dela, sai pela janela, na escada de incêndio e subi até o terraço. No terraço, encontrei o Connor e zoe me esperando.
—Nada?- perguntou Zoe
— Não, não deveria ter deixado ela sozinha. Droga, droga, droga, sou um idiota.- chuto a cadeira em frente ao Connor
—Calma, cara! Olha só, tem um tempo que tô querendo te dizer, nos gostamos da Cassie também, ela é, era nossa amiga, mas essa sua busca obsessiva tá te atrapalhando, faz uma semana que você não vai na faculdade, praticamente não dorme procurando pistas, não vejo você colocando nada na boca a tempos. Sei que você ama ela e esta preocupado, estamos assim com você, preocupados, não tô pedindo para esquecer ela, mas pra você não esquecer você. E sua mãe, você tem que ficar no lado dela, ela tá sozinha e precisa de ajuda.
—Quer saber, Connor? Tô de saco cheio de você! Minha mãe tá bem e eu também, mas a Cassie eu não sei, ela pode estar machucada em algum canto sem saber quem é, eu só vou conseguir descansar quando ver que está tudo bem.
—Ei, vocês podem parar?- disse a Zoe- só o que vocês fazem agora é brigar, nem parecem os amigos de sempre.
Olho para a Zoe, ela está certa, eu tenho que terminar com isso.
—Tô fora- viro de costas e desço as escadas.
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