Notas iniciais
Bem, aqui está o segundo capítulo...

Hermione estava passando sozinha atrás da escola depois da aula, quando uma mão pegou seu braço. Ela olhou para o dono da mão e viu Malfoy com um cigarro aceso na boca.

– Desde quando você fuma, Draco?!

– Desde o ano passado.

Ele soltou o braço dela e ela notou que ele estava sozinho.

– Vem cá, acho que você podia ser mais legal comigo, não? — Ele falou jogando o cigarro no chão e apagando com o pé.

– O que você quer que eu faça?

– Me beija.

– Você está bêbado!

Ele a pegou pela cintura, e a puxou para perto, mesmo com os protestos de Hermione ele tentou.

Mas ela conseguiu sair de seus braços e deu-lhe um soco no olho.

– Ai!

– Vou fingir que você não fez isso.

– Por favor! Eu preciso de um beijo seu.

– Você está bêbado ou drogado...

Ela estava achando muito estranho o comportamento dele. Apesar de ter muita vontade de beijá-lo, tinha que manter sua posição e fingir odiá-lo como sempre. Era a lei da vida.

Aquela boca... — Ela pensou.

Draco era realmente bonito. Mas Hermione tinha namorado e tinha seu enorme orgulho que tinha que alimentar.

Então ela percebeu que estava mordendo o lábio inferior e encarando com desejo os lábios do rapaz.

– Você quer, não quer?

– Não! E eu não vou ao baile, com ninguém. Nem com o...

– Ronald? O cenoura do seu namorado pobre?

– Não fale dele desse modo!

– Ah, qual é, Hermione? Eu sei que você não gosta dele!

– Cale a boca, Malfoy.

– Sangue ruim...

Ela respirou fundo e tentou não chorar. Ela odiava quando ele a chamava assim. Sempre gostara de Draco, mas o garoto sempre a enchia com as piadas.

– Não fale comigo! Nunca mais!

– Hermione!

Mas ela já havia sumido atrás de uma parede, correndo para casa e as lágrimas escorrendo.

Ao chegar em casa, ela entrou e se trancou no quarto.

E nem ligou para as batidas na porta, até que...

– Mione...?

Era Ronald.

Ela abriu e o puxou para dentro, trancando a porta novamente.

A menina o abraçou e começou a beijá-lo. E só foi parar onze minutos depois, quando já estava cansada. Se sentou na cama e ele ao seu lado.

– Uau! Você nunca me beijou assim... Mas, eu só passei para dizer que eu vou ao baile com a Lilá. Tudo bem pra você?

– S-sim...

– Ótimo.

Ele lhe deu um beijo na testa e saiu.

Hermione respirou fundo, debruçou no parapeito e bateu na janela de Draco.

– Oi? — Ele se debruçou também.

– Sexta feira ás sete?

– Sim! Ah! Digo — Ele pigarreou e disse com uma voz mais grossa -, sim.

Hermione riu e ele sorriu.

– Draco! Seu olho! Desculpe-me!

Ela tocou o olho roxo de Draco.

– Não foi nada, eu é que te devo desculpas! — Ele pegou a mão dela — Nunca vou tentar te obrigar a me beijar novamente... Eu estava bêbado...

– Eu sei que não estava.

– Tá, eu não estava...

Ela riu. Os dois se encararam por um tempo e perceberam que ainda estavam de mãos dadas, e soltaram sem jeito.

– Desculpe pelo "sangue ruim"...

– Tudo bem.

– Não, não está. Você estava chorando, dá pra ver pelos seus olhos.

Hermione refletiu um momento, Ronald nem percebera que estivera chorando, mas Draco sim.

– Eu tenho que ir. — Ela disse e o beijou na bochecha.

– Tchau...

Notas finais
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