Notas iniciais
Yo! Aqui está um novo capítulo o/ Estou pensando em só postar capítulos novos no final de semana, bem... eu espero que gostem e até o/

Está anoitecendo, eu, Rogue e Rufus estamos na sala e os dois esperam atentos a minha história. Respiro fundo, por onde começar?

Capítulo 4 — Sem respostas.

– Muito bem, já que querem tanto saber... — suspiro e me ajeito no sofá. — Antes de Juvia nascer, meus pais não gostavam muito de mim... por isso, tentaram ter uma filha onde não carregue essa magia... foi em vão. Assim que ela nasceu, começou a chover. Até aí tudo bem... pois eles acharam que era apenas uma coincidência. Só que uma semana se passou e a chuva não cessava. No meio daquele ódio por nós duas, havia uma mulher que nos amou que se fossemos suas verdadeiras filhas, nossos pais nem se importaram, até acharam melhor. Foram os melhores momentos de nossas vidas, até que invadiram a casa e nos sequestraram. — Dou um longo suspiro. — Quando acordamos, vimos nossos pais e a mulher que nos amava, estava morta. Ficamos com tanto medo... — Digo quase em um sussurro. — Como o dever de irmã mais velha, eu deveria ter protegido a Juvia, mas era fraca. Meu pai me vendeu para alguns cientistas fracassados e a minha mãe, deixou Juvia no orfanato. A partir daí, não soube de mais nada... assim que cheguei no laboratório, fui colocada em um quarto, parecia bom demais para ser verdade... pois me tratavam como se fosse uma garota normal. Até que começaram a injetar sangue de demônio e as coisas começaram a piorar. Aquilo parecia me matar por dentro, havia desmaiado várias vezes... as vezes, meu braço ou minha perna, ficavam com uma aparência nojenta, estavam me tornando um demônio... mas então, depois de tantas tentativas falhas, resolvi fingir de morta. E quase que não dá certo... quando fui jogada fora, esperei anoitecer. Quando deu o tempo, andei pelo vasto deserto. Até que cheguei em uma cidade pequena, por sorte um senhor me acolheu e ele conseguiu fazer isso – digo apontando para meu braço — desparecer, mas nada que é bom dura para sempre. Ao descobrirem que estava viva, tentaram de todos os modos me capturar, então o senhor que me acolheu, me congelou para salvar a minha vida. Quando acordei, a casa onde ele morava está caindo aos pedaços e eu não tinha como sobreviver a não ser ter que roubar, então foi quando eu encontrei dois garotos e eles me ajudaram. Começamos a roubar todas as coisas preciosas dos túmulos, e o resto já sabem... vocês aparecem para nos prender e blá blá blá. Já chega né?

Digo me retirando do local e voltando para o quarto onde estava.

Acho que preciso tomar um banho... então Rogue e Rufus aparecem.

– Essas pessoas que fizeram isso com você, ainda estão lhe procurando?

Pergunta Rufus.

– Não, lembram do dia em que fui fazer uma missão solo? — Os dois assentiram. — Pois bem, eu havia encontrado uma missão onde dizia para destruir uma torre no deserto... deduzi que só podia ser o laboratório e estava certa. Eles ainda trabalhavam lá, então destruí tudo.

Os dois ficaram um pouco incomodados. Rogue sai, me deixando a sós com Rufus.

– Posso lhe fazer uma pergunta?

– Dependendo da pergunta, eu até respondo...

Ele deu um sorriso, então perguntou:

– Como os seus pais morreram?

Aquilo foi um tanto inusitado, mas eu soltei uma gargalhada e disse com a maior calma do mundo:

– Eu matei eles.

Aquilo o deixou atordoado, respirou fundo e se retirou do quarto. Eu não vou contar toda a história, devo emitir algumas partes, pois será um risco não só para mim, mas para todos e aqueles que ainda me procuram.

Eu tenho que queimar os ossos deles o quanto antes, aqueles dois desgraçados me venderam, me separaram da Juvia, e ainda por cima me usaram para um ritual...

***

Isso é estranho demais... qual seria o sentido de ela queimar os ossos dos pais? Eles devem ter feito algo, porquê não há uma resposta clara para isso.

– Yume matou os próprios pais...

Apareceu Rufus, ele parece bem incomodado.

– Ela não deve estar contando toda sua história.

Digo um pouco pensativo.

– Rogue, você não está sentindo isso? É um poder que não está presente em minhas memórias... será que...

– Yume! Vamos logo!!

Começamos a correr em direção ao quarto. Há muito barulho vindo de lá.

Assim que abro a porta, vimos Yume lutar consigo mesma.

– Aaaah! PAREM! ISSO DÓI!!

– Do que ela está falando?

Pergunta Rufus.

Yume começa a chorar, ela se esbarrava nos móveis. Até que ela ficou de joelhos e parou de gritar.

– Juvia... Juvia...

– Rogue, faça algo! Ou eu mesmo irei fazer algo em relação a isso!!

– Não grite, ela está inconsciente. Veja... ela apenas murmura o nome da irmã e chora, talvez seja o sangue do demônio reagindo as lembranças ruins.

Me aproximo de Yume, então vejo um dardo em sua nuca. Retiro com cuidado e vejo que a ponta estava com uma espécie de veneno.

– Alguém a envenenou.

Me levanto e olho pela janela, não há ninguém... já é de se esperar. Olho para trás e Rufus coloca Yume na cama, parece que ela desmaiou.

– Rogue, olha só... a mancha está aparecendo sobre o vão do peito.

Isso é ruim, parece que o lado negro dela está agindo mais rápido.

– Vamos chamar logo o Sting, precisamos ir logo ou ela acabará cedendo para se tornar um demônio...

– É melhor um de nós ficar aqui e vigia-la. — Não é uma má ideia. — Vá falar com o Sting, eu fico aqui.

– Está bem.

***

Já faz um tempo que Rogue foi falar com Sting... Yume não acorda, estou ficando preocupado.

Então, vejo Yume se remxer e a mesma fica sentada na cama. Ela estava com a mão sobre a testa e chorava.

– Rufus... eu quero ser normal...

Huh? Ela está com medo? Mas Yume é sempre a garota destemida.

– Por que diz isso? Está com medo de perder a luta para esse mal que lhe habita?

Ela assentiu com a cabeça.

– Se eu não consigo ser normal, quero então desparecer... a minha irmã está me ajudando, mesmo sabendo o final dessa história, assim como você, Rogue, Sting e o resto da guilda.

– Se está insinuando que irá morrer, pode esquecer, ninguém aqui irá morrer!!

Digo um pouco bravo.

– Tão gentil... mas é a verdade. — Ela suspira e volta a se deitar na cama. — É tão bom ter um lugar para voltar, né? Eu me sinto mais segura e feliz quando estou na Saberthoot, acho que a Juvia sente o mesmo em relação a Fairy Tail, ambos são nossas famílias...

Parece que ela adormeceu.

Eu prometo Yume, nada irá acontecer com você e com ninguém. Somos uma família, devemos proteger uns aos outros. Custe o que custar.

Continua...

Notas finais
Querem casal?? Sim?? Não?? Enfim, muito mistério e algumas coisas aconteceram né? Foi realmente muito divertido escrever esse capítulo, hahaha, apesar de que... não aconteceu coisas boas... espero que tenham gostado e até mais o/ Kissus
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.