A irmã perdida de Juvia.
3 Capítulo 3
Notas iniciais
Capítulo 3 — Maldição "ativada".
Acordei com uma forte dor de cabeça e estava um pouco tonta.
Levanto da cama... sei lá onde estou, mas acabei tropeçando e caí em cima do criado-mudo.
– Está acordada?!
Ouço uma voz familiar.
– Eu preciso tomar água...
Digo com a boca seca.
Eu nem consigo manter o olhos abertos por muito tempo, mas era uma voz feminina e parece que ela me ajudou a descer as escadas.
– Coloquem uma roupa decente nela!
Exclama alguém.
– Desculpe se não temos roupas do tamanho dela aqui.
– Meu Deus, ela está praticamente nua!
– AAAH! CALEM A BOCA!
Grito.
Abro os olhos, mesmo estando pesados... e estava em algum lugar que não era a guilda Saberthoot, mas Rogue, Sting, Rufus, Juvia e alguns outros membros da Fairy Tail estavam presentes.
– Juvia, o que faz aqui?
Pergunto um tanto irritada.
– Pediram para eu vê-la e trouxe a Wendy para cura-la.
Explica a mesma.
– Como assim?
– Você não se lembra?
Pergunta Rogue.
– A última coisa que me lembro, foi ter sido acertada por Yei.
– Que agora está morto.
Diz Sting.
– Hã? E-Eu não matei ele... né?
– Infelizmente sim, você o matou.
Droga, droga, droga... podia acontecer de tudo, menos alguém morrer através de minhas mãos. É a última coisa que eu queria que acontecesse...
– Juvia, eu não lhe disse a verdade mas... nossos pais morreram faz alguns dias. Agora, agora que matei alguém... precisamos achar o túmulo onde estão enterrados... ou será tarde demais para mim.
– O que quer dizer com isso?! Espera... não acredito que mentiu para mim!
– Era o único jeito de você não saber sobre mim!!! — Berro e ela fica calada. — Quando me levaram para o laboratório, colocaram sangue de demônios. Era para eu ser um monstro Juvia!!
– Yume... pare!
Grita Sting.
Eu começo a sentir uma dor em meu peito e o a mancha em meu braço começou a se expandir, agora meu braço esquerdo está todo coberto pela mancha preta.
– O MEU BRAÇO É APENAS O COMEÇO!!
– PAREEE! — Sting aproxima-se de mim, tampando minha boca. — Cale a porcaria da sua boca, nós vamos ajudar e a sua irmã também. Respira fundo e nos explique o que devemos fazer.
Ele retirou sua mão.
– Precisamos localizar o túmulo deles primeiro... quando encontrarmos, terei de queimar os ossos, já que a maldição é culpa deles. Então, irei compartilhar alguns dos meus poderes para Juvia.
– Hã? Onee-chan, espere... quanto tempo temos para fazer isso?
– No máximo quatro dias.
Digo. Me sento no sofá e a minha respiração fica rápida demais.
– Se não conseguirmos... o que devemos fazer?
Pergunta Sting.
– Me matem, pois é a única chance de todos sobreviverem.
***
– Que garota adorável, não?
É mais um daqueles pesadelos... onde sempre estou deitada em uma mesa e começam a me entupir de sangue de demônio.
– AAAAAH! PAREM! ISSO DÓI!! PAAREEEM!!
– Cale a boca criança, você daqui a pouco não sentirá mais dor!
Isso dói, dói muito...
– Yume-onee-chan, vamos brincar!
Juvia... nossos pais nos odiavam tanto, nos separaram e nós duas sofremos por causa deles.
***
Parece que desmaiei... novamente acordo no mesmo quarto. Agora, não sinto dores de cabeça ou tontura.
Pego uma roupa qualquer do guarda-roupa. Infelizmente, são grande demais. Então, pego uma tesoura do criado-mudo e corto para ficar mais justo. Achei algumas faixas e comecei a enrola-las em meu braço esquerdo e na minha mão.
Desço as escadas e não havia ninguém na sala.
– Que fome...
Procuro a cozinha e quando a encontro, começo a fuçar a geladeira. Há tanta coisa deliciosa aqui!
– Nossa, você é muito delicada na casa dos outros, não?
Olho para trás e era Rufus, caramba... ele tá sem aquela máscara horrível!
– Quem diria que você se veste assim... tem certeza que é você Rufus? Não é o irmão gêmeo??
– Como sempre, debochando do meu visual. Mas hoje olhe para si mesma, pegou uma roupa minha e... o que diabos fez com ele?!
– Cortei... apesar de parecer um magricela, até que elas ficaram bem largas.
– Tsc... enfim, você irá ficar aqui comigo e Rogue.
– Por que o Rogue também?
– Parece que ele não confia em mim.
Ele diz soltando um pigarro.
– Ah, acho que ele não precisa se preocupar, já que você não tocaria em mim, mesmo se eu pedisse.
– Está insinuando que não gosto de mulheres?
Rufus estressado é muito engraçado.
– Exatamente! Nossa, você não é tão burro como pensei! Aqui, uma estrelinha!
E dou leve tapa na sua teste e saio cantarolando até a sala.
– Para quem acabou de "ativar" a maldição, parece bem tranquila.
– Não me julgue pela minhas ações. Posso parecer feliz, mas é ao contrário... se algo der errado, irei morrer.
Rufus ficou com o olhos bem abertos. Direcionamos nossos olhares a porta principal, parece que Rogue chegou.
– Voltei, como estão?
– Bem.
Respondemos em uníssono.
– Sting está relatando tudo o que aconteceu para a guilda e irá explicar para a Yukino-san o que ela deverá fazer em nossa ausência. Enquanto Juvia foi chamar alguns de seus companheiros para nos ajudar.
– Legal, e vamos fazer o que?
Pergunto, já estou ficando entediada.
– Você irá nos dizer desde o começo a sua história.
Disse Rogue seriamente.
Me aconchego no sofá.
– Ah, que chato... odeio recordar o passado. — Resmungo. — Mas se é o que tenho que fazer, então irei contar.
Que droga, é tão... frustrante.
Continua...
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