A irmã

3 Doces em alto-mar


Notas iniciais
Olá, gente ^-^ Desculpem a demora com a continuação da fic, mas eu fiquei com o braço imobilizado, depois meu computador ficou com vírus e teve que ir para o conserto, então foram as festas de fim de ano... enfim, só consegui postar agora o 3o capítulo... Espero que gostem ^-^

Passaram-se algumas semanas desde a batalha na ilha. O navio estava atracado em um porto da região, para reabastecer os mantimentos. A menina havia se adaptado ao navio, bem como os marinheiros haviam-na aceitado. O homem, sentado atrás da mesa, sorria com a lembrança.

Eles haviam voltado tarde da noite, o que fez com que ele a levasse e mantivesse em seus aposentos até o amanhecer. Com o sol a pico, levou a menina para apresentar aos marinheiros. Ela se escondia atrás dele, mas com olhos inteligentes analisava tudo o que acontecia.

Quando contou como havia encontrado a garotinha, omitindo e mudando alguns dos fatos, ninguém se opôs à vinda dela ao navio. Eles foram encantados, praticamente, assim que colocaram seus olhos naquela pequena menina de cabelos brancos.

Seus pensamentos foram interrompidos pela entrada afoita de um de seus marujos. Era seu primeiro imediato, aquele que controlava praticamente tudo no navio. Revirou os olhos, reprimindo um suspiro. Não importava a situação, seu imediato sempre exagerava demais.

– Garp-sama, ela não obedece, está na gávea novamente. – Ele disse, nervoso, apenas observando a reação do homem.

– Ai, Deus, eu odeio crianças. – Garp suspirou e saiu para o convés, indo ao encontro daquela que conseguia tirar a paciência de seu imediato. Rapidamente, avistou o emaranhado de cabelos brancos na gávea.

Não demorou muito e ele também se encontrava lá. Observava a menina, que, distraída, não havia percebido sua presença. Aiko encarava o horizonte, com o queixo apoiado na madeira, apreciando a sensação oferecida pelo vento em seu rosto.

– Você sabe que não pode ficar aqui. – Disse o homem, em repreensão, à garota.

– Mas, oji-san*, não é como se eu fosse cair. – Respondeu, em um tom infantil, sem desviar os olhos do horizonte. Sem perceber, quase desmanchou o semblante sério do homem.

– Você sabe que Kasuga não gosta quando você fica aqui em cima. Ele estava quase arrancando os cabelos em meu camarote. – Ela levantou os olhos, pousando-os no homem pela primeira vez naquele dia.

– Tudo bem, oji-san, eu desço. – Olhou uma última vez o horizonte e seguiu o homem ao convés.

Kasuga os esperava e, assim que os enxergou, foi em sua direção. Seus olhos mostravam alívio, pela menina estar segura no convés, e irritação, por Aiko sempre voltar lá quando não estavam prestando atenção.

– Muito bem, mocinha, quantas vezes tenho que dizer para ficar aqui embaixo? Está de castigo, entendeu? Pode tratar de limpar o convés. Quero isso aqui brilhando.

Ela semicerrou os olhos para ele, em sinal da mais pura raiva, mas saiu resmungando.

Voltou alguns minutos mais tarde, munida de um esfregão e um balde com água e sabão. Depositou os itens na proa do navio, o lugar mais afastado de onde se encontravam os dois homens.

Enquanto limpava, não deixava de olhar irritada para os dois, que conversavam. Então, eles se afastaram, retornando ao camarote de Garp. Ela ainda esperou alguns minutos depois que saíram de sua vista, então resolveu fazer a mágica acontecer. Para sua sorte, a tripulação havia desembarcado na ilha, não havendo uma alma viva no convés.

Quando Kasuga voltou, meia hora depois, o convés estava limpo. E nem sinal da menina.

Encontrou-a algum tempo depois, na cozinha do navio. “O cozinheiro mima demais essa menina”, ele pensava.

Todos os dias o cozinheiro fazia diversos doces, enfeitados e coloridos, para a garota. Quando Kasuga adentrou o local, não estava diferente. Ele ria, enquanto a menina fazia todo tipo de expressão, de surpresa a contentamento, perante os doces.

– Hayato, quantas vezes eu já não disse para parar de entupir essa menina de doces.

– Desculpe, Kasuga-san, mas é divertido fazer doces. – Disse o cozinheiro, sem se importar com o comentário. – Além do que, ela gosta.

O imediato revirou os olhos, deixando a cozinha. Não adiantava implicar, eles continuariam naquilo mesmo.

E a menina continuava comendo. O cozinheiro do navio era péssimo quando se tratava de cozinhar para refeições comuns. Em compensação, ele fazia qualquer tipo de doce extremamente bem.

Algo indevido à sua posição de cozinheiro do navio, entretanto, apesar desses impedimentos, ele fazia o seu melhor para, pelo menos, alimentar adequadamente os marinheiros.

Apesar disso, na maioria das vezes, quem fazia os pratos principais eram seus assistentes. Hayato dedicava-se a sobremesa. Cada dia um doce diferente, ou mais de um. Dependia de seu humor.

Em apenas alguns dias no navio, a menina já havia provado todo o tipo de doce que ele já havia feito. O motivo para isto era bem simples.

*

No dia em que Aiko foi apresentada à tripulação, Hayato ofereceu-lhe um doce. A menina, mesmo desconfiada à princípio, aceitou. Quando ela colocou o doce na boca, percebeu que nunca havia comido algo tão bom.

Era suave, diferente de tudo o que ela já havia provado, e doce, de um jeito marcante, que a fazia pedir por mais. E foi o que ela fez. Naquele dia, Aiko dirigiu a palavra a um dos marinheiros pela primeira vez:

– Tem mais? – Ela olhava o cozinheiro, os olhos brilhavam em expectativa. Hayato assentiu, sorrindo, o que fez com que a menina retribuísse. Ele estendeu a mão a ela, dizendo:

– Se você tiver gostado, eu posso fazer mais. – Ela ficou em dúvida um momento, mas enfim estendeu a própria mão, alcançando o cozinheiro.

– Eu gostei. – Disse, ao acompanhar Hayato.

*

Desde então, Hayato tem feito todo o tipo de doce que ele conhecia, apenas para fazer Aiko feliz.

E Aiko não conseguia mais imaginar sua vida sem os doces do cozinheiro.

* oji-san = tio; modo respeitoso de se referir a alguém mais velho.

* ojii-san = avô; modo respeitoso de se referir a alguém muito mais velho.

Notas finais
E foi isso ^-^ Voltarei com o próximo em breve... Não se preocupem que, mesmo que eu demore por algum motivo, não abandonarei a fanfic *-* Bjss
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.