A inexistênte humanóide
1 Rosto Nulo / Enxuto
Notas iniciais
ROSTO NULO
Em cárcere privado
Desinibido do mundo
Está isolado num canto fechado
Um incidente, perjúrio.
Cada qual não se aborrece
E nem tanto transcendem
Pois no fundo, inconsciente
A única realidade é
Sem mais nem menos
Transparente.
De que aquele é o erro
Mais comum do ser humano
E o que a vida pode ser
Nas consequências de Prantos
O descabimento da vida
O irremediável
Leito das marés
O inconcebível poder
O inerente ser
É simplesmente
Alguém...
Que sofre por não ser
Alguma coisa mais além.
ENXUTO
A cada momento
A cada pensamento
A cada exílio social...
Ausência surreal
De uma nescessidade
Fisiológica e Anormal
A tristeza até vêm
Mas sem a sensação
do essencial resurso
A interpretação do caos
Como ser algo que nunca fora?
Como sentir algo que não pode...
Ingressar e regressar
Persuação do imoral
Sem lágrimas a transbordar
Deleite imortal
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