O quarto de Renesmee era o mais humano da casa: livros, fotos reveladas, luz suave e um armário cheio de roupas que ela mesma escolheu. Ao entrar, Bella fechou a porta devagar e sentou-se na beirada da cama enquanto a filha se jogava nas almofadas com um longo suspiro.

— Sabe… por mais que eu tenha sido humana a maior parte da minha vida, não sei como te preparar pra isso, Nessie. Porque você vive algo que ninguém jamais viveu.

— Eu me senti perdida hoje, mãe. Por dentro e por fora. Como se tudo estivesse gritando… e eu não soubesse o que responder.

— Isso se chama viver. — Bella sorriu. — E sabe o que é mais bonito nisso tudo? É que você se jogou. Você não ficou assistindo da árvore. Você entrou. Se atrapalhou, sim. Mas você entrou.

— Eu só… queria ter ido melhor. Ter dito a coisa certa pra Margo. Ter sido mais parecida com os outros.

Bella se deitou ao lado dela, puxando-a para um abraço apertado, aconchegante.

— Você é parecida com você. E isso basta.

— Você acha que eu vou conseguir… viver assim?

— Não. Eu tenho certeza. Porque você tem a gente. Porque tem coragem. Porque tem esse coração enorme batendo no peito. E porque você quer. Isso já é tudo.

Renesmee suspirou mais uma vez. Mas agora, ao fechar os olhos, não sentia o mesmo peso do início do dia. Ela se sentia… segura. Completa. Em paz.

Bella beijou sua testa e ficou ali, com ela, em silêncio. Edward apareceu na porta alguns minutos depois e sorriu ao vê-las juntas.

— Ainda acordadas?

— Só terminando de salvar o mundo — respondeu Bella, com um sorriso.

— Então está em boas mãos — disse ele.