A história de fred: primeira temporada
1 Primeiro episódio: "Piloto"
Notas iniciais
Fred acorda com o despertador, era quase sete e meia, ele tinha que ir para a escola, ele não enrolou, estava com saudades do lugar e também de seu amigo Lucas, a única coisa que ele não sentia saudades era dos olhares que as pessoas tinham sobre ele, a beleza pode ser uma benção mas também uma maldição.
Ele levanta da cama e se depara com seu uniforme encima de sua cadeira que estava ao lado da mesa em que ele usava para o computador, embaixo do uniforme dele é claro, tinha o seu casaco azul, o mesmo azul que tem no céu, o seu casaco favorito, é como se fosse o "uniforme pessoal" dele.
Ele troca a sua roupa e se olha no espelho, estava frio, por isso a mãe tinha colocado o seu casaco. Ele se olha no espelho e se vê, ele vê um garoto de pele bronzeada, cabelos loiros, também viu sua cicatriz, uma grande cicatriz que começava um pouco acima do pulso esquerdo e que se estendia até o ombro do mesmo braço, ele não tinha vergonha da cicatriz e sim orgulho por ter sido forte e aguentado a dor do corte, mesmo aos seis anos de idade, e é claro o mais importante, ele também viu no espelho seu olhos, os mesmos que possuíam a heterocromia, um geme genético que ele avia herdado de seu tataravô, um olho era da cor azul claro enquanto outro era verde.
Fred desceu as escadas do segundo para o primeiro andar aonde encontrou na cozinha os seu pai e sua mãe, o pai era forte, também tinha pele bronzeada e cabelos loiros, seus olhos eram azuis claros, ele tinha uma barba feita, seu nome era Vitor, sua mãe que por sua vez se chamava Maria, tinha uma pele muito clara e seu cabelo era ruivo e curto, por fim os seus olhos eram escuros apesar, de ter sido ela quem passou o geme da heterocromia para o garoto, bem irônico não?
— Bom dia flor do dia!- Exclamou sua mãe ao ver ele.
— Bom dia mãe, bom dia pai.- Respondeu o filho. Também acrescentando o pai na fala.
— Bom dia.- Respondeu o pai feliz.
— Primeiro dia no ensino médio hein!- Lembrou a mãe animada com o fato, Fred estava indo começar o primeiro ano do ensino médio naquele dia, ele estava um ano atrasado por ter repetido o oitavo ano do fundamental, provavelmente ele e seu amigo Lucas, que também repetiu o oitavo ano, iriam ser os únicos de 16 anos numa sala cheia de pessoas de 15 anos.
— Nem me fala.- Respondeu o comentário da mãe. — Cadê Victoria?- Perguntou sopre a irmã que era 8 anos mais nova.
— Dormindo. — Falou a mãe.
— Acho melhor ir acordar ela.- Comentou o pai olhando para o relógio e levantando da cadeira em que estava sentado, logo em seguida deu para ouvir os passos dele subindo as escadas.
Fred tomou seu café e arrumou seu material escolar, escovou os dentes e esperou a irmã descer e se aprontar para assim seu pai os levar para suas escolas, já que não eram da mesma escola. Os três deram um beijo em Maria, a mãe, os irmãos deram o beijo na Buchecha dela enquanto o pai foi um lindo beijo de língua e então os três foram em direção da van do pai, como ele era motorista de vans de passeio ele tinha permissão para levar uma para casa e usar como o próprio carro.
— Como é ser do ensino médio?- Perguntou a irmã de Fred, ela era quase idêntica a mãe, é claro tinha umas diferenças por causa do pai, mas tirando isso e o cabelo já que o da mais nova era mais longo, as duas era quase idênticas.
— Não sei.- Respondeu o irmão.- Esse é o meu primeiro dia.
O carro finalmente chegou até a escola do garoto, avia muitas pessoas conversando e também muitas sozinhas, ele ainda não avia encontrado o Lucas, seu amigo, talvez ele estivesse dentro da escola. No momento em que o garoto desceu do carro estava tudo normal mas as pessoas com o tempo reparava nele e em sua beleza, as meninas principalmente, ele saiu da van e se despediu de seu pai e de sua irmã, ele caminhou até a escola e reparando na quantidade de garotas o observando, ele entrou na escola que parecia mais cheia do que nunca, deveria ter desacostumado com a grande quantidade de pessoas.
— Oi, meu nome é clara.- Falou uma menina de olhos escuros assim como os seus cabelos, sua pele combinava com o nome.
— Oi. É... Eu sou o Fred.- Falou o garoto em troca.
— Sabe... Eu gostaria saber se vocês tem alguma namorada. Digo... Minha amiga que quer saber na verdade.- Falou a menininha, apesar de ter falado que era a amiga que estava curiosa sobre a informação, a que avia perguntou também parecia querer saber a resposta.
— Não...- Respondeu o garoto.- Namoro não.
— Uma pena.- Comentou a garota, ela olhou de um lado para o outro provavelmente para ver se a amiga estava por perto e disse: — Quer namorar comigo?
— Desculpa mas não...- Falou Fred, ele não tinha interesse em ter uma namorada além disso aquela garota... Clara né? Parecia ser muito mais nova que ele, e ele estava acostumado com pedido de sair juntos ou até como esses de namoro, mas a resposta era sempre a mesma: não, ele realmente não tinha interesse em namorar.
— Então tá.- Disse a menina envergonhada e talvez irritada, e então foi embora.
Logo em seguida um garoto afro-americano de cabelos curtos e enrolados surgiu, era Lucas. Ele se aproximou de Fred, os dois se cumprimentaram e começaram a conversar sobre as férias e como eles tinham que se preparar ainda mais naquele ano pois era o começo de uma nova "era", segundo o pai de Lucas.
O sinal tocou e uma fila na quadra foi feita, uma fila de meninas e meninos para cada turma, eles sabiam para aonde ir por causa de papéis que estavam colados na parede, eles também sabiam de que turma eles eram pois eles aviam passado na escola alguns dias anteriores para pegar esse tipo de informação, ele e o amigo eram da turma 1A, lá também tinha algumas pessoas da turma anterior dele no nono ano como por exemplo um gordinho chamado Bernardo. Fred olhou em volta e reparou que numa fila ao lado, que era uma fila de meninas, tinha uma garota que estava muito sozinha, ela tinha os cabelos bem escuros e sua pele era bronzeada, ela parecia ser bem esperta e linda.
— Essa fila também é da nossa turma?- Perguntou para Lucas se referindo a fila em que tinha a menina solitária.
— Acho que sim.- Respondeu Lucas sem nem reparar o porque da pergunta.
A turma 1A foi guiada pelo professor até a sua sala de aula, e sim, a fila em que tinha a menina solitária era da mesma turma que o olho de duas cores e seu amigo.
Os dois foram para a sala e então o professor começou a falar:
— Certo turma, sejam bem-vindos ao primeiro ano do ensino médio, meu nome é Felipe e eu sou o professor de matemática de vocês, para começarmos nós primeiro vamos nos apresentar, um irá levantar e falar seu nome e um pouco de vocês. Eu começo: Meu nome é Felipe e tenho 35 anos, sou professor de matemática e química. E agora você.- Ele apontou para uma menina que estava no primeiro lugar da última fileira, era a fileira que estava na frente da mesma do professor, iria demorar para chegar nos dois amigos por estarem sentados no meio da primeira fileira. Fred procurou a menina solitária e viu que ele estava no primeiro lugar da segunda fileira.
Eram quatro fileiras, as apresentações aviam começado a partir da última da frente pra trás, quando chegou no final a penúltima fileira começou de trás para frente e as apresentações foi seguindo esse patrão, quando a penúltima fileira acabou era a fez da menina solitária falar, ela se levantou e se apresentou:
— Meu nome é Sara, tenho 15 anos e me mudei para está cidade vai fazer um mês.- Quando ela terminou Fred reparou que os olhos dela eram tão escuros quanto os cabelos e que a sensação de ela ser esperta que ele teve na hora da fila era por causa de seu olhar que passava essa sensação.
A fila dela seguiu com as apresentações e quando Bernardo, o gordinho que também era da mesma turma que Fred no ano passado, falou, Fred viu que não ia demorar para ele ter que falar, pois o outro era o último de sua fileira, ou seja, não demorando muito Fred tinha que se levantar e falar um pouco de si para todos alí presente, te fato não demorou, mais três pessoas depois que Bernardo e já era a vez do loiro de olhos diferentes falar. Ele se levantou e começou:
— Oi... Meu nome é Frederico... Mas me chamam só de Fred, tenho 16 anos e... Sim, estou um ano atrasado porque repeti o oitavo, mas foi só ele.- Fred sorriu com o comentário e isso foi o suficiente para fazer todos darem aquela risadinha que sai só o arzinho do nariz, todos menos Sara. — Eu gosto de azul... Dá para ver isso no meu casaco né? E acho que é só isso... Eu não tenho nenhuma cicatriz para mostrar ou algo do meu corpo que seja diferente.- Brincou o menino coçando o braço esquerdo, aonde estava sua gigante cicatriz, assim tirando risadas de todos, inclusive Sara. — Há! Eu tenho um amigo que se chama Lucas e está solteiro, então garotas...- Novamente brincou ele colocando a mão no ombro do amigo na carteira a frente, que a retirou também na brincadeira. O professor ainda rindo com a piada de Fred agradeceu a ele pela apresentação e pediu que ele se centase e pediu para a que Lucas se apresentasse, que se levantou e falou:
— Bom... Como sabem graças ao meu amigo Fred aqui...- Apontou para o garoto agora sentado.- Meu nome é Lucas e estou solteiro.- Algumas risadas pela sala.- Tenho 16 anos, também repeti o oitavo ano e é isso.- O professor agradeceu e a aula seguiu.
Quando Fred chegou em casa com seu pai e sua irmã ele foi direto para o chuveiro, quando saiu Victoria, sua irmã perguntou:
— E então? Como foi o ensino médio?
— Foi muito bom...- sorriu se lembrando de como foi bom se apresentar na sala de aula.
— Conheço essa carinha... Você conheceu uma menina né?- Provocou a irmã mais nova.
— O que? Claro que não.
— Sei... Você está com uma cara de bobão.
— A é? É? Então o bobão aqui vai de dar ataque de cócegas!- os dois correram pela casa, ela fugindo do bobão e ele querendo dar um ataque de cócegas nela. Ele a pegou no colo e levou para o sofá enquanto ela se debatia para sair dos braços dele, e quando ele a colocou no sofá o ataque de cócegas começou até ela não aquentar mais. E então tava lá ela caída no sofá, ele se deixou cair no outro sofá, e pensou na escola e estranhamente em Sara, a menina solitária. Mas seu momento de reflexão foi interrompido pois agora era a vez de Victoria fazer o seu ataque de cócegas nele.
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