A história de um ficwriter
1 One Shot
Notas iniciais
Estava no meu quarto lendo um livro falando sobre invasão do mundo, fim da raça humana, aquela coisa normal! – Na minha opinião os americanos querem acabar com o mundo!
-Outro livro sem graça! – Falei colocando o livro em cima da prateleira. – Acho que eu preciso achar outro hobby. – Disse levantando e indo até o banheiro.
É tão chato viver sozinho! Eu só fico lendo e lendo. – Entrei no box do chuveiro.
-Acho que vou visitar a Hinata. – Fiz tudo o que tinha que fazer, saí do banheiro, me arrumei e fui para a casa dela.
Casa da Hinata
Bati a porta e fui atendido pela dona da casa.
-Ohayo, Hina.
-Ohayo, Naruto. – Ela me convidou para entrar e assim o fiz. A casa da Hinata era bem grande, também com tanta gente. – Quer alguma coisa?
-Só uma água, por favor. – Sentei no sofá que tinha ali.
A família dela havia saído e só nós dois estávamos ali. – Mas sem pensamentos maliciosos tá. Eu e ela somos apenas amigos! Cof, cof, amigos, cof, cof.
-Aqui. – Ela me estendeu o copo d’água.
-Arigatou!
-O que devo a honra da sua visita? Geralmente você está lendo!
-É sobre isso que eu vim falar com você! Nós temos dezesseis anos, mas eu não acho nada que eu realmente goste. – Suspirei. – Tudo bem que eu leio fanfics, livros, mas está ficando tão chato, que eu estou quase fazendo igual aqueles gordos: Ficando dentro de casa comendo salgadinho!
-Isso não faz muito o seu estilo. – Ela soltou uma risada.
-Não tem graça. – Enchi as bochechas. – Eu quero alguma coisa para fazer! – Falei deitando no sofá. Parecia um consultório psicólogo. – Sabe doutora, eu não sei mais o que fazer.
-Eu posso te receitar uma dose de diversão, um quilo de alegria, um pouco de amor, e uma tigela de Ramen. – Ela riu novamente e também comecei, então imagina, dois adolescentes rindo dentro de casa. O mínimo que os vizinhos pensarão é que estamos usando alguma droga!
Ficamos jogando conversa fora, por uma hora. Já deve ter dado até meio-dia.
-Eu tive uma ideia! – Falei levantando do sofá.
-Não, essa não dá.
-Ah. – Me deitei novamente. – E se... – Me levantei novamente.
-É muito longe, você levaria uma hora para ir e voltar. – Ela falou e mais uma vez me deitei. – Já sei! – Agora ela quem levantou do sofá que estava. – Você pode escrever um livro!
-Um livro? Você está... Certa! Você é um gênio, Hinata. – Falei sem perceber o erro de gênero.
-Eu sou “um gênio”? – Ela franziu uma sobrancelha. – Usa o Word tá.
-Foi só um erro técnico! – Caminhei até ela.
-Tudo bem. – Ela bagunçou meu cabelo. – Mas usa o Word!
-Tá. – Abaixei a cabeça. – Mas, já que você que é a “genia” aqui, sobre o que eu vou escrever? E quem publicaria a história de um adolescente de dezesseis anos?
-Calma, primeiro: Você pode publicar em um site de fanfics, não precisa ser um livro profissional e vender milhões de exemplares! Mas, claro que se vender, eu quero uma parte pela ideia. – Ela sorriu. – E segundo: Por que não faz uma história de amor?
-História de amor? – Perguntei um pouco frustrado. – Ninguém gosta de histórias de amor! – Hinata me olhou sinistramente. – Só você, foi mau. – Falei coçando a cabeça e ela voltou ao rosto angelical que possuía. – Você é uma boa amiga, eu sou um bom amigo, eu estava pensando em fazer assim: Dois bons amigos que acabam ficando juntos! – Me aproximei dela e ficamos bem próximos. Mas bem próximos mesmo!
-Eu quero ser a primeira a ler! – Percebi que ela estava um pouco corada. Estava chegando mais perto dela e quando íamos nos beijar, ouvimos um grito e nos afastamos.
-Mais que BAGUNÇA É ESSA? – O senhor Hiashi perguntou.
-Senhor Hyuuga.
-Pai?
-NADA DE SENHOR OU PAI! – Ele gritou. – Amor, você pode me passar a minha espada?
-Claro! – A dona Hyuuga pegou a espada sorrindo e entregou para o marido. – Só não suja muito o chão, porque sangue mancha. – Depois de falar ela foi colocar umas sacolas na cozinha.
-Quem vai primeiro? – O pai da Hina apontava a espada para mim e para ela alternando.
-Tchau, Hina. – Dei um rápido beijo na bochecha dela e fugi me jogando pela janela. Claro que ela não mora em apartamento, porque se não eu estaria morto agora. E a janela estava aberta, então saí ileso.
Hinata on
-Obrigada por estragarem o momento que eu estou esperando à dezesseis anos! – Falei sarcástica.
-Como assim dezesseis anos? – Minha mãe perguntou. – Vocês se conheciam desde o útero?
-Sei lá. Vai que a senhora e a mãe dele profetizaram que ficaríamos juntos desde quando estávamos no útero. – Dei de ombros.
-As mocinhas não estão esquecendo de nada? – Meu pai perguntou com um olhar sinistro. – Pagando vinte mocinha.
Bufei e comecei a pagar vinte flexões.
Naruto on
Depois de correr da casa da Hinata vim para a minha e fui direto para o chuveiro. Ainda tenho muito o que fazer! Tomei meu banho ouvindo música, comi, escovei o dente e fui para o meu computador.
-Vamos lá.
História on
De Repente Juntos – Capítulo 1: O inicio
Em uma noite escura e chuvosa, uma jovem garota de dezoito anos com longos cabelos e orbes cinza estava voltando de suas compras quando se vê em apuros, pois sua única passagem para casa é por uma rua deserta.
Hinata: -Essa não, justo agora essas sacolas resolveram rasgar, dá para ficar pior.
Chuvas e trovões.
Hinata: -Que bom minhas palavras foram ouvidas (sarcasmo).
–Perdeu menina passa tudo!
Hinata: -Aí meu Deus. -No quê eu fui me meter? Isso que dá fazer compras tão tarde. -Por favor não me machuca.
–Passa tudo e você não se fere!
Hinata:-Acho que esse é o meu fim!
???: -Toma isso.
–AAAH.
Estávamos quase saindo daquela rua escura e sinistra, ainda chovia, mas agora não tão forte quanto antes. Nós estávamos em baixo de seu guarda-chuva e enquanto andávamos lembrava-me daquela cena, mas parecendo uma cena heroica de filme romântico.
Hinata poff’s on
Eu nunca vou esquecer o jeito que aquele garoto com seu lindo cabelo loiro e seus orbes azuis brilhantes vieram me salvar!
Hinata: -Você me salvou, quem é você?
Naruto: -Sou um morador aqui de Konoha, meu nome é Uzumaki Naruto tenho dezoito anos. Estava apenas de passagem e vi você em apuros. -Que garota Kawaii.
Hinata: -Muito obrigada.
Naruto: -Quer que eu ajude você a levar as compras até a sua casa?
Hinata: -Eu ficaria muito grata.
Hinata poff’s off
Naruto: -É aqui ?
Hinata: -Sim, eu moro no 3°andar. Muito obrigada Naruto, eu não sei o que faria sem você!
Naruto: -De nada, mas da próxima vez tome mais cuidado está bem? Espero que possamos nos ver novamente!
Hinata: -Sim. –Se eu pudesse te convidaria para entrar, mas como está tarde isso soaria malicioso. –Me passa o seu número ai a gente pode manter contato. – Falei tentando conter um grande sorriso.
Depois de trocarmos os nossos números cada um foi para sua casa, eu subi as escadas do meu prédio ainda sem acreditar que um belo príncipe montado em seu cavalo-branco tinha acabado de me salvar, bom sem a parte do cavalo né. Coloquei as sacolas na cozinha e fui para o banheiro tomar o banho mais longo da minha vida, aliás, não é todo dia que se passa por uma experiência dessasnão é mesmo?
História off
-Perfeito! – O único problema é que levei mais tempo do que eu pensei. – Foram três horas para escrever 379 palavras. – Suspirei. – Agora é amostrar para a Hinata!
Dia seguinte
Acordei cedo e fui para a casa da Hina. Como eu sei que ela levanta junto do galo, não tem problema.
Bati à porta e fui atendido pela mesma. Parece que a família dela estava dormindo ainda, então não podia fazer muito barulho!
-Eu consegui. – A abracei.
-Fez a história?
-Sim! – Entreguei o Pen-drive para ela e a mesma abriu. Ela leu toda a história e fiquei a observando como se minha vida depende-se daquilo. Percebi que a Hina terminou de ler. – O que achou?
-A verdade? – Ela me perguntou levantando da cadeira do computador.
-A mais pura e sincera verdade!
-Eu amei! – Ela se jogou nos meus braços. – Mas, por que os personagens têm os nossos nomes?
-Porque o que eu disse ontem, ainda está valendo! – Nossos olhares se encontraram. Fui chegando mais perto dela, e a mesma fechou os olhos. Olhei rápido para ver se o pai dela não estava por perto e a beijei. Foi um beijo calmo, até eu sentir alguma coisa acertando o meu pé. – O que é... – Olhei e vi um chinelo. Olhei para cima e reparei na silhueta de um homem. – Senhor Hyuuga?!
-A casa tem câmeras. – Ele estava em pé nas escadas. – Estou de olho em você – ele fez o sinal com os dedos – senhor, Naruto Uzumaki. – Ele subiu as escadas novamente e ficamos sozinhos.
-Aonde estávamos? – Perguntei a fitando.
-Na parte do beijo! – Hinata falou e me beijou.
Ficamos um tempo ali, mas claro, quando o ar chamava, nós tínhamos que parar. E também, eu não ia ficar agarrando ela com o pai dela de tocaia.
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