Notas iniciais
Postei uma oneshot tododeku de halloween e ta super fofinha. Link no final. Agora que fiz meu jabá, vamos ao capítulo!! Tavam com saudade?

Ultimamente, nos fins de semana em que eram liberados para voltar em casa, Shoto passava mais tempo no namorado do que na sua própria. Talvez porque os irmãos estavam cada vez mais ausentes, sobrando apenas ele e o pai naquele lugar, talvez porque o ambiente junto de Izuku era sempre mais agradável. Desta forma, agora encontrava-se na entrada da casa do garoto, prestes a bater na porta.

Assim que Izuku atendeu, soando apressado ao colocá-lo para dentro, a Senhora Midoriya despontou no corredor para recebê-lo da maneira carinhosa de sempre. Shoto fez uma referência curta e se deixou ser levado até o quarto do outro depois de recusar alguma coisa de comida que a mulher ofereceu. Quando a porta se fechou atrás deles, olhou em volta pela força do hábito, reparando nos livros na estante e pôsteres na parede, e acabou notando a bagunça em cima da escrivaninha de alguma coisa que o rapaz parecia estar fazendo no começo da manhã. Provavelmente ao notar o foco da atenção do namorado, Izuku se explicou.

— Eu estive pensando em uns planos de carreira recentemente, escrevendo e lendo coisas dos cadernos… — Ele pareceu suspirar de leve enquanto estalava os dedos um por um.

— Nesses dias, — Shoto começou, andando na direção das anotações do menino, apenas para encontrar algumas frases desconexas em uma página em branco, — você tem me parecido um pouco nervoso… Tem algo te incomodando?

— B-bem, — Izuku olhou para baixo e apertou os lábios, sem soltar uma mão da outra — T-tem algo que eu preciso fazer…

— Sobre ser o sucessor do All Might?

— Isso…

— Izuku, — Ao ouvir o próprio nome, o garoto levantou a cabeça e seus olhos redondos encontraram os de Shoto, cheios de ansiedade. — Tem certeza que não é algo que estão te influenciando a ficar mal sobre?

— Claro que não, de onde você tirou isso?

Apesar de ter esboçado um meio sorriso, as sobrancelhas Izuku franziram, mas o outro rapaz apenas o encarou, dando de ombros no fim das contas. Na verdade, nem ele mesmo sabia onde queria chegar com esse assunto, já que sempre havia um limite em que Izuku parecia querer desconversar tudo e afirmar o quanto ele não precisava se preocupar por hora.

Shoto suspirou devagar. Para não começar a se sentir irritado na casa do namorado, puxou a cadeira e se sentou, antes de pegar o pequeno caderno azul e folheá-lo, sem nem mesmo pedir permissão. As anotações do garoto eram sempre um tanto quanto bagunçadas, mas continham informações muito úteis se a pessoa soubesse procurar. Naquele diário, ele parecia estar descrevendo alguns escritórios, desde mais famosos até alguns bastante desconhecidos. Shoto parou ao notar o nome do pai, ao lado de alguns tópicos bem precisos sobre a metodologia de trabalho que ele já conhecia bem, e se pegou imaginando como seria se Izuku trabalhasse com Endeavor para valer. Certamente isso poderia ajudá-lo bastante a crescer da forma que almejava.

— Se quiser eu te indico lá como permanente, no ano que vem… — disse casualmente, sem levantar os olhos.

— É melhor não! — As palavras saíram apressadas da boca do outro, fazendo Shoto encará-lo para ouvir a continuação. — V-você consegue imaginar nós dois trabalhando juntos com o seu pai de chefe hoje em dia?

— É um pouco estranho…

— É bastante estranho! — Izuku concluiu. Então apoiou uma das mãos na mesa, ficando praticamente em cima do rapaz sentado. Shoto sentiu um arrepio involuntário na nuca, conforme o hálito quente da fala do outro lhe tocava as orelhas, mas pode se controlar para ouví-lo concluir. — Não é como se eu considerasse todas as opções daí, de qualquer forma. É mais pelo registro…

— Sei… — Deu mais uma olhada na ilustração de Endeavor, antes de fechar o caderno. De alguma forma, a capacidade de observação e síntese de Izuku lhe parecia monstruosa, quase como um gênio dentro do assunto ao se tratar de heróis e vilões. De repente, levantou a cabeça, assim que um pensamento lhe veio à mente. — Você já chegou a anotar sobre mim, não foi? Posso ver?

— Ah…

Izuku piscou algumas vezes quando os olhos dos dois se encontraram, e Shoto viu as pintinhas da bochecha dele serem cercadas por rubor. Daquele ângulo, era especialmente fofo observá-lo em um momento sem reação até finalmente se dar por vencido e ir até a parte inferior esquerda da estante, seguido por um namorado com o pescoço esticado para ver sobre seus ombros. Viu-o, então, apontar para aquela área, anunciando que era onde guardava os cadernos antigos ainda importantes e se perguntou o quão invasivo seria pedir para dar uma olhada em tudo. A organização na estante era praticamente impecável, mas Shoto não pôde deixar de notar mais de um caderno bastante danificado, alguns com até algumas marcas de fogo. Não era preciso ser um gênio para perceber que Bakugou tinha feito isso no passado.

No final, Izuku foi certeiro em um diário diferente dos que prenderam sua atenção, um que tinha a aparência de algo mais completo e pessoal, certamente transcrito ao chegar em casa. Os dois se sentaram na cama para ler.

As primeiras impressões do rapaz sobre ele enchiam praticamente três páginas, com direito a ilustrações. Era tudo bastante técnico e quase sem muita graça, mas no canto de cima, viu escrito em letras pequenas a palavra "cool", quase como se saída de um devaneio do rapaz. De algum jeito, aquelas simples quatro letras o animaram bastante.

Levantou os olhos para ver o namorado corado, encarando os joelhos, visivelmente desconfortável com a situação, mesmo que a estivesse deixando acontecer. Suspirou. Como pensado, aquilo era invasivo. Era como se estivesse olhando para partes do coração e pensamentos do menino através daquelas folhas. Fechou o caderno e o pôs de lado para tocar nos ombros dele como um pedido de desculpas. Por mais comunicativo que fosse, Izuku não era de protestar quando alguma coisa o incomodava e tendia a jogar os assuntos de lado ou simplesmente deixar que fizessem a ele o que quisessem. Uma pessoa boa e prestativa, mas isso nem sempre lhe soava como uma qualidade.

Shoto respirou fundo e não pôde conter a vontade de afagar os cabelos verdes, que se enrolaram em volta de seus dedos, conforme o menino o encarou de volta com um semblante mais ameno. Os beijos, como o que seguiu, já eram bastante naturais para eles de modo que sentí-lo relaxar em seus braços também o acalmava. Foi deitando na cama ao passo que o rapaz debruçava o corpo por cima do seu, até finalmente sentir todo o peso dele, enquanto suas pernas se entrelaçaram.

A forma como ele o olhava, entre beijos curtos e beijos demorados, era de uma intensidade que fazia algo parecer o estar queimando por dentro e Shoto tinha que cuidar para não começar a esquentar o ambiente no sentido literal. Ao invés, concentrou-se na sensação das costas do namorado, tateando cada cicatriz por baixo da camiseta, até chegar na barra da bermuda. Talvez porque estivesse com os pensamentos em vários lugares naquele dia, simplesmente cedeu à própria vontade e escorregou as mãos para dentro da calça de Izuku, parando apenas quando sentiu o lugar em que estava tocando, grande, redondo e macio, apesar de todos os músculos desenvolvidos do rapaz.

Achou que fosse ouvir algum protesto, mas apenas o lóbulo da sua orelha foi mordido com força, o que parecia ser uma espécie de provocação, fazendo-o ranger um pouco os dentes. Soltou o nome dele entre os lábios ao apertar-lhe a bunda com vontade, puxando Izuku um pouco para cima de um jeito que seus quadris roçaram de leve um no outro e ele pôde sentir a ereção do rapaz sobre a sua própria. Ao afrouxar do toque, Izuku escorregou de volta, gemendo baixinho em seu ouvido. Excitado, Shoto repetiu o movimento algumas vezes, fazendo-o subir e descer enquanto sentia marcas avermelhadas de chupões serem deixadas na pele branca próxima aos fios vermelhos. Fechou os olhos, devido ao estímulo que começava a lhe deixar os dedos dos pés dormentes e apenas sentiu quando a língua do outro separou seus lábios para um beijo cheio de desejo.

Quando Shoto estava ficando sem ar, Izuku se afastou, com as mãos apoiadas de cada lado de sua cabeça, e os dois se encararam. Os olhos verdes redondos faziam seu coração acelerar a ponto de doer.

— E-eu quero… — Izuku começou e Shoto reparou que sua face estava ficando cada vez mais vermelha. — Eu quero tentar uma c-coisa…

Assim que concordou rapidamente com a cabeça, dando permissão para o que quer que o outro quisesse fazer, viu-o levantar, até ficar de joelhos, e ir com as mãos direto para o fecho da sua calça. Deixou-se ser despido até a metade da coxa, esperando que os dedos do rapaz o envolvessem da forma como estavam acostumados a fazer, mas engoliu seco no segundo em que ele abaixou o rosto até o meio de suas pernas.

Foi difícil conter uma exclamação.

A língua de Izuku encostou bem na ponta, um pouco desajeitada, e foi descendo, conforme ele o engolia até um pouco mais que a metade. Quando os lábios do menino lhe subiram de volta, a sensação de sucção fez os cabelos das costas de Shoto se arrepiarem todos de uma vez, mas não teve tempo para reagir antes que ele repetisse o movimento até pegar um ritmo relativamente rápido. Era quente e molhado e uma sensação de prazer enorme irradiava dali para o resto do corpo como se fosse derretê-lo.

Atordoado, apoiou-se sob os cotovelos para ver melhor a cena e os olhos dos dois se fixaram um no outro. As sardas do rosto dele se mexiam conforme as bochechas se contraíam e relaxavam perto de seus lábios pequenos. Então Izuku parou um pouco e começou a lambê-lo na parte de trás da cabeça, enquanto ajudava com a mão em um movimento semicircular de ir e voltar, subir e descer. Shoto não tinha ideia de quando o namorado havia aprendido algo tão gostoso. Se deixou jogar a cabeça para trás, se entregando à sensação de quando o outro recomeçou a chupá-lo, indo um pouco mais fundo dessa vez, até que foi literalmente impossível conter a pulsação que queria fluir até aquela área. Agarrou-o pelo cabelo com uma das mãos e mexeu os quadris com mais velocidade, usando o outro braço para abafar os gemidos ao gozar na sua boca.

Izuku levantou a cabeça e a próxima coisa que o Shoto viu foi seu pomo de adão subir e descer antes dele mostrar a língua, em uma espécie de gesto de confirmação nem mesmo solicitado. Daquele ângulo e posição, o garoto que esfregava o canto de um pequeno sorriso com as costas da mão lhe parecia extremamente sensual, seja lá o que isso significasse. Definitivamente tinha sido uma surpresa, pensou ofegante. Fez um pouco de esforço para se pôr sentado ao lado dele, com o corpo pesado, e se pegou imitando a sua expressão contente.

— Eu vou fazer em você também. — Constatou ao ver que ele ainda estava excitado.

— N-não precisa… — Izuku agitou as mãos no ar, envergonhado. — De verdade, eu estou satisfeito de ter f-feito em você… além do mais a...

— Mas eu quero fazer. — Shoto insistiu, pronto para espiar dentro da calça do namorado. Puxou a camisa dele para cima, revelando os pelos na barriga que faziam uma linha escura e, com a outra mão, desfez o laço e puxou o elástico para baixo. Não tinha exatamente certeza de como se aproximar, por isso se inclinou meio de lado, apoiando um dos braços do outro lado das pernas do rapaz.

Uma batida tímida na porta fez os dois praticamente voarem, um para cada ponta do colchão. Shoto piscou ao pensar que tinha cometido o erro básico de esquecer que a mãe dele estava em casa. Sentia o coração pular no peito e a espinha gelada, como nenhum vilão antes havia feito. Assim que Izuku respondeu e ela abriu a porta devagar para anunciar o almoço, lutou contra a ardência em suas bochechas. Naquele ponto, pela cama desarrumada e a posição em que se encontravam, era impossível não perceber o que estiveram fazendo minutos atrás, mas a Senhora Midoriya não fez nenhum comentário a mais antes de fechar a porta, um tanto quanto sem graça.

Izuku escondeu o rosto com as duas mãos, enquanto o outro encarou os joelhos e assim ficaram em silêncio por um tempo, refletindo.

— P-pelo menos ela bateu… — Shoto tentou amenizar a situação ao ver o quanto o outro parecia abalado.

— Q-que tal… se a gente for almoçar, — Izuku disse ao levantar finalmente a cabeça, forçando um sorriso amarelo na direção do outro, — e fingir que isso não acabou de acontecer?

— Sim. — Shoto respondeu, sinceramente. Não tinha como continuar com o ato anterior agora, afinal. Então completou: — Vai no banheiro e lava a boca antes.

Notas finais
Já voltei chutando a porta do hot hehe. Vcs não esperavam por essa~ Vão lá ler. Ta super rapidinha e do jeitinho que vocês gostam ;) https://fanfiction.com.br/historia/783739/As_memorias_da_casa_na_colina/