Notas iniciais
Olá! Tuuuuudo bem? Tudo bom? Demorei PARA UMA DESGRAÇA, mas, graças a um little bloqueio com minha outra fic, cá estou vhbfvjdfbjdbd Espero que vocês gostem dessa Regina nem tão certinha e da história que ela tem para contar :3

“Eu costumava achar que um dia ia contar a nossa história

Como nos encontramos e as faíscas voavam instantaneamente”

— The story of us, Taylor Swift.

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Bom, tudo começou em um dia qualquer. Impressionante como nunca paramos para pensar nisso, eu pelo menos só estou pensando agora, em como o dia do qual você se lembrará para sempre, começa da mesma forma que todos os outros.

Eu estava ocupada demais me preocupando com Zelena, minha irmã mais velha. Acontece que ela tinha sido burra o suficiente para engravidar de um cara que havia acabado de conhecer e, claro, quando ele descobriu que tinha uma criança a caminho desapareceu como a lua em dias nublados.

Zelena não era nenhuma criança, na verdade ela nem morava mais conosco, todavia aos seis meses de gravidez as coisas começaram a se complicar e ela foi obrigada a jogar tudo para o ar. Agora, dois meses depois, ela vivia do dinheiro que havia conseguido juntar para a pós graduação em Londres que nunca iria acontecer.

A questão é que era a segunda vez na semana que ela passava mal e ligava desesperada no meio da madrugada, e ainda era terça-feira.

—O que aconteceu dessa vez? – Uma voz tilintante chegou aos meus ouvidos.

Só então me dei conta da bagunça que tinha feito. Meus livros e os de Tinker estavam espalhados pelo chão do corredor. Nós duas dividíamos um armário e, por causa do excesso de material, pegar um caderno era uma dança das cadeiras.

—É Zelena. – Respondi depois de algum tempo.

Tinker olhou-me com seus olhões verdes.

Não, o nome dela não era Tinker. Na verdade eu sequer sabia qual seu nome de batismo. Ninguém sabia. Tanto que ela era chamada de Tinker até pelo diretor!

Um apelido que provavelmente surgira há tanto tempo que nem ela própria se lembrava que não era ele que estava em sua certidão de nascimento.

—Ainda preocupada por causa de ontem? Olha, Gina, ela já está no finzinho da gravidez, seja positiva, nada vai acontecer. Logo, logo você vai estar paparicando sua sobrinha.

—Na verdade ela passou mal de novo esta madrugada. Mas você tem razão, Tink, é que minha mãe fica louca a cada vez que o telefone toca e isso acaba meio que me contagiando a pensar coisas ruins.

—Pensamentos felizes, minha cara. Pensamentos felizes. – Ela tamborilou o dedo no ar, como sempre fazia ao falar seu bordão.

—Ok, acho que devíamos arrumar essa bagunça.

Tink olhou os livros e cadernos no chão, depois olhou para mim e em seguida para o armário.

—Quais você vai usar? – Perguntou e eu recolhi meus materiais de biologia, matemática e literatura. Então a loira pegou o que iria usar, me deu e jogou todo o resto de qualquer maneira no armário, fechando-o rapidamente. – Prontinho!

—Você é doida, menina! – Ralhei. – E quando viermos guardar essa tranqueira toda?

Tinker deu de ombros.

—Só estamos adiando o inevitável para não nos atrasarmos.

Eu estava prestes a pegar as chaves da mão dela e organizar nosso armário quando o sinal soou.

Tinker deu um sorrisinho e mandou um beijinho aéreo antes de sair saltitando para o laboratório de química. Infelizmente não éramos da mesma turma, mas tudo bem, porque eu estava com ela o tempo todo. Ou quase isso.

Não sei quanto tempo fiquei parada vendo minha amiga se afastar com seus sapatos verdes de sininho. Isso era outro fato estranho sobre Tinker: ela era simplesmente obcecada por sapatos de fivela e, incrivelmente, todos eles produziam um ruído semelhante ao de pequenos sinos.

Respirei fundo e fui para a aula de literatura, que, infelizmente, era a primeira do dia.

Eu não estava preparada para ver a cara da Sra. Weller, ou para discutir qualquer coisa sobre romantismo, muito menos para as perguntas maravilhosamente bem elaboradas da miss perfeição – mais conhecida como Emma Swan.

Céus, eu só queria ir para casa!

Olhei para a multidão de alunos apressados, correndo em diversas direções, depois meu olhar desviou levemente para a escada de dava para o segundo andar.

Para o inferno com o romantismo!

Disfarçadamente subi as escadas e, uma vez no segundo piso, corri para o banheiro feminino. Nenhuma turma tinha educação física na terça, então o segundo andar era quase que propriedade das líderes de torcida e dos meninos do time de futebol, mas essas atividades só aconteciam depois do almoço, o que significava que eu era a única alma viva ali.

Abri a bica, enchendo as mãos com a água morna e lavando o rosto lentamente, como se a preocupação que eu sentia fosse escorrer pelo ralo como a sujeira inexistente que eu lavava.

Pelo menos meu cabelo estava bonito hoje. Eu gostava de quando ele estava bem liso, sem nenhum sinal das ondinhas que herdara do meu pai. O que só acontecia uma vez a cada mil anos.

Ao contrário de mim, Tinker detestava me encontrar com o cabelo escorrido e divido no meio, ela dizia que eu parecia a Mortícia de A família Adams.

Ri enquanto o jogava para a direita, lembrando que ela não dissera nada hoje, provavelmente por saber de toda a situação com minha irmã.

De repente ouvi um barulho vindo do lado de fora. Droga! Eu não queria companhia!

—Você é uma péssima influência, Killy!

Ah, não! Não, não, não e não! Emma Swan, não!

Espera, Emma? Emma com Killian? O que raios a miss perfeição estava fazendo com Killian?

Eu não tive muito tempo para pensar, então apenas me joguei dentro de uma das cabines e fiquei olhando pela fresta da porta.

Eu não estava acreditando nos meus olhos! Pelo amor de tudo nesse mundo! Eu jamais iria cogitar a possibilidade de Emma matando a aula de literatura para se agarrar com um garoto no banheiro do segundo andar.

Ainda mais se me dissessem que esse garoto é Killian Jones! O cara era simplesmente uma espécie de emo gótico das trevas que só se metia em furada. Não fazia o estilo de Emma, que era toda certinha.

Mas quem sou eu para julgar? Afinal, estava bisbilhotando os dois que provavelmente tinham esquecido que ainda estavam na escola.

Definitivamente a palavra “limite” não estava em seus vocabulários, porque a blusa do uniforme de líder de torcida de Emma já estava no chão e, considerando que ela estava sentada na pia, ainda se agarrando com Jones, eu não duvidava que a saia também fosse parar no mesmo lugar em dois segundos.

Caralho, como eu ia sair dali?!

Foi então que notei que, bem ao lado da porta, esquecida belamente no chão, estava minha bolsa vermelha. Eu até podia ver umas setas com luz de Led apontando para ela.

E a julgar pelo olhar vidrado de Emma, eu não era a única.

—Killian! – Ela deu um tapa no braço dele, deixando uma marca vermelha no local.

—Ai!

—Nós estamos na escola!

—Eu sei, love, não precisa me dizer o óbvio. Agora será que...

—Não! – Disse, nervosa. – Eu tenho aula e... – Ela fechou os olhos e suspirou. – Eu falo com você depois, ok?

Killian não pareceu muito satisfeito, mas concordou e se despediu da loira dando-lhe um beijo na testa.

—Regina, pode sair. – Ela disse, fechando a porta.

Meu sangue gelou e eu dei um passo para traz, quase caindo sentada na privada. Graças aos céus ela estava fechada.

—Mills, Regina Mills! – Ela pegou a bolsa e eu me xinguei internamente. – Eu sei que essa bolsa é sua, vamos!

Sem alternativas, saí da cabine, tão vermelha quanto minha bolsa.

—Foi mal. – Eu disse.

Emma riu.

Algo me dizia que ela estava nervosa. A cara de medo, ou a falta de cor, talvez.

—Você viu tudo, não é?

Eu assenti, provavelmente devagar demais.

—Hm. – Ela me estendeu a bolsa. – Tem alguma possibilidade de manter segredo?

Por um segundo considerei dizer não. Eu tinha pegado a menininha perfeita quebrando uma das regras da escola, nas mãos erradas isso destruiria a reputação dela.

Mas eu não era assim tão má.

—Sobre o que? Não aconteceu nada aqui.

Foi quase possível ver o pavor evaporando dela.

—Obrigada.

Eu peguei minha bolsa e lhe entreguei a blusa azul que estava jogada no chão.

—Sutiã legal. – Comentei, dando uma piscadela com o olho esquerdo.

Emma riu, vestindo a blusa.

—Ei, você tem um pente aí? – Perguntou ao se olhar no espelho. – Também agradeço se tiver um batom.

—Tenho no meu armário, mas fiz uma zona nele e vai ser meio difícil de encontrar.

Ela se debruçou sobre a pia, cobrindo os olhos, como se contasse até dez. Acho que só agora tinha se dado conta do que tinha feito.

—Então você e o Killian estão, hm, namorando?

Emma se levantou, soltando o cabelo e jogando uma água no rosto.

—Não exatamente. Ele não fez nenhum pedido oficial.

— Ah, sim. – Eu me encostei na parede, ao lado dela. – Desde quando estão saindo?

—Desde a terceira semana de aulas. – Murmurou baixinho, corando.

Meu queixo caiu.

—O que?! Tipo, dois meses? E ninguém descobriu? Nem a Anna?

—Bem, você descobriu. – Ela riu. – Eu não queria que comentassem, sabe? Igual comentam sobre a Belle.

—Ah, Emma, é totalmente diferente! Você não está se agarrando com o diretor! – Argumentei.

Belle French, a única garota que conseguia superar Emma nas notas de literatura, havia sido pega por – pasmem – Anna, beijando o senhor Gold na diretoria. Isso tinha sido ano passado e ela continuava a chegar suja de café todo dia depois do intervalo.

As pessoas eram bem cruéis com ela, não havia como negar.

—Não precisa falar tão alto! Tadinha da Belle! – Ralhou. – Além do mais, a vida é dela, ninguém devia falar nada.

—Mas as pessoas falam, mesmo assim.

—Exatamente. – Assentiu, puxando o cabelo para trás e fazendo um novo rabo de cavalo – E é por isso que não quero que ninguém saiba sobre Killian. Não até ser oficial, pelo menos.

Dei de ombros.

—Como quiser.

—Acha que é muito tarde para ir para a aula?

—Bom, fique a vontade para chamar atenção.

Emma bufou e colocou as mãos na cintura.

—O que acha de treinar uns passos comigo, lá na quadra? – Sugeriu.

—Bem, acho que seria um bom começo de amizade. – Comentei, sem conseguir acreditar que eu estava conversando com a menina que, até uns minutos atrás, eu achava extremamente irritante. Bom, talvez ainda achasse. – Isto é, considerando que eu nunca te vi quase sem roupa com o gótico da escola.

—Eu não estava quase sem roupa!

Ergui uma sobrancelha, indo abrir a porta.

—Não mesmo. – Brinquei. – Porque nada aconteceu nesse banheiro ás... – olhei as horas no celular. – Oito e quarenta da manhã.

Emma riu e eu logo fiz o mesmo, acompanhando-a em direção á quadra.

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—Aí o professor foi tentar ajudar e voou um monte da experiência para tudo quanto foi lado! Eu ri tanto! – Concluiu Tinker.

—Deve ter sido muito engraçado mesmo. – Comentei, sem nem ter ideia direito sobre o que ela estava falando, na maior parte das vezes eu só prestava atenção na última frase para formular uma resposta coesa.

—Gina, você está estranha hoje. Zelena ligou de novo durante a aula?

—Não. – Suspirei, bebendo um gole do suco de uva que Tinker tinha comprado na lojinha do posto de gasolina, que ficava em frente à escola. – Se eu te contar uma coisa, você promete não contar para ninguém? Mas, tipo, ninguém mesmo?

Ela franziu as sobrancelhas.

—Hâ, tá bom.

Olhei discretamente para os lados e me debrucei sobre a mesa, quase derrubando nosso almoço.

—Miss perfeição e Capitão gótico, banheiro do segundo andar, chuac chuac.— Sussurrei.

—O QUE?!

Uma selva de cabeças virou para nós duas, inclusive a de Emma, que me olhou apavorada.

—Tink, eu á tinha te dito que minha irmã está esperando uma menina! – Disfarcei, falando bem alto para ver se as pessoas paravam de olhar.

—Ah, é claro!

Então terminamos de almoçar o mais rápido que conseguimos e corremos para a biblioteca.

—Me conta essa história direito, srta. Mills!

Eu e a loira nos sentamos bem no fundo da biblioteca, entre as duas maiores estantes. Ali era meio que o nosso esconderijo secreto, porque ficava bem longe da bibliotecária, assim não levávamos bronca por causa do barulho dos sapatos de Tink ou das fofocas compartilhadas.

—Eu decidi que ia matar a aula de literatura...

—Fez bem, foi um saco hoje.

—...e fui pro banheiro do segundo andar...

—E eles estavam se amando lá?

—Tinker!

—Desculpa, ainda estou sob a influência do romantismo. Eu já disse que a aula de literatura hoje foi um saco?

—Sim.

—Bem, eu não me importo em dizer de novo. – Ela fez drama. – Foi horrível, Gina!

—Assim eu nunca vou conseguir te dizer o que aconteceu! –Reclamei.

—Ok, pode terminar.

—Bem, como eu ia dizendo, eu fui para o banheiro do segundo e andar. Logo depois ouvi eles chegando e me escondi. Sim, eu quase vi eles dois se amando, Srta. Bell.

Ela riu.

—Regina, isso só acontece com você!

—É, eu sei. – Ri também. – E você não sabe! Nós duas matamos as outras aulas até a hora do recreio, Emma até me ensinou uns trecos. Já posso até ser líder de torcida depois de hoje.

—E eu achando que você odiava ela!

—Ah, eu não odeio ninguém.

—Só reclamava dela toda vez que a gente vinha para cá.

—Eu achava ela irritante, ainda acho um pouco.

—Ah, eu também te acho irritante.

Pus a mão no peito, fingindo estar ofendida.

—Eu nunca pensei numa coisa dessas vindo de você, Tink!

Ela riu, me dando um empurrãozinho.

—Você é ridícula por ter tido um dia melhor que o meu!

—Você só diz isso porque eu matei literatura.

—Eu queria muito que essa frase tivesse sido dita na forma literal.

Amiguinha, eu acho que não tem como matar uma matéria. Eu só acho mesmo. – Nós rimos e então eu disse: – Mas, olha só, sobre os pombinhos do banheiro do segundo andar, é segredo, ok? Prometi para a Emma que não ia contar para ninguém.

—Então você já quebrou a promessa. – Observou, erguendo a sobrancelha e me deixando preocupada. – Mas eu não vou abrir minha boquinha, pode ficar tranquila.

Suspirei de alívio.

—Ei, – Tinker continuou. – Você já viu o aluno novo?

—Aluno novo?

—Uhum! Robin Gratíssimo Hood. Ele está na minha turma de química, graças a Deus. Era a melhor visão daquela aula, socorro!

—Já pensou em chamar ele para te ajudar? Nota baixa é o que não falta no seu boletim.

—Credo, Gina. Eu só tenho nota vermelha em três matérias. Três matérias horríveis!

Revirei os olhos.

—Mas até que era uma boa ideia. – Concordou. – “Robin, você quer mandar todo mundo tomar no cobre e estudar a atração dos nossos corpos?”

—Meu Deus! – Gargalhei, sendo repreendida pela bibliotecária em seguida.

—Você iria entender se tivesse visto ele!

Eu abri a boca para dizer que ela provavelmente tinha razão, mas o sinal tocou bem na hora e Tinker se despediu de mim, porque ela simplesmente amava matemática e, aparentemente, iria ter revisão para a prova de aula seguinte.

Assim que pus os pés para fora da biblioteca, escutei uma música conhecida tocar e, toda atrapalhada cacei meu celular na bolsa.

Era Zelena.

—Aconteceu alguma coisa? – Disparei, preocupada.

—Que? Não, não! Eu estou ótima e a Robin também! – Não pude deixar de pensar que minha sobrinha tinha o mesmo nome do mais novo crush de Tink. – Só liguei para dizer que a mamãe viajou, só volta mês que vem, e é para você vir para minha casa.

—O que? Mas ela viajou do nada?

—Emergência com a amiga dela de sei lá onde. Depois a gente vai buscar as suas coisas, mas agora eu vou ir no médico, então você tem que vir.

—Mas e o resto das aulas?

—Você vai ter que faltar, ou então vai ficar presa fora de casa.

—Ok, eu vou sair daqui a pouco. Chego em meia hora.

—Até daqui a pouco, irmãzinha.

—Até.

Desliguei o celular e abri o armário correndo, esquecendo completamente que ele estava uma zona e BUM! Todos os livros voaram em cima de mim e eu caí com tudo no meio do corredor.

—Merda. – Gemi.

—Eita! Você se machucou? – Ouvi uma voz dizer.

Era um som gostoso, meio rouco, meio macio, que fazia cosquinha no ouvido.

Foi aí que eu me sentei e olhei para o garoto bem na minha frente, perdendo qualquer palavra que eu tivesse pretensão de falar.

Então eu vou ficando por aqui, acho que é suficiente para vocês, queridos fofoqueiros que se dispuseram a ler sobre a minha vida, saber que quando eu conheci o meu atual ex-namorado, ele não tinha cara de quem ia destroçar meu coração e transformar a minha vida numa grande bagunça.

Ou talvez até tivesse, mas, enfim: continua.

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Notas finais
Pelo amor de dels, o que vcs acharam? Queria só dizer que sim, a Regina vai deixar bem claro que ela está contando essa história e que se ela quiser parar no meio de, sei lá, uma briga super top, ela vai parar e dizer que só no próximo capítulo. Me desculpem, mas não dá pra controlar ela não bkdbdkjbnk
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.