A herdeira
6 Uma tarde de redenção e uma conversa sincera com o papai alfa
Notas iniciais
Ficamos alguns minutos nos encarando calados que pareceram horas, até meu pai correr em minha direção me abraçando com força enquanto chorávamos juntos, antes dele me afastar de leve para beijar a minha testa com carinho.
—Me perdoa, papai, por favor. — implorei a ele como se minha vida dependesse disso.
—Você não me deve perdão, filhotinha, eu é que peço perdão por tê-la mandado embora de casa. Não passa um só dia, que não me arrependa de ter feito isso. — meu pai disse com a voz embargada, me afastando de leve do seu peito para me ver. — Deus, não acredito que esteja aqui, achei que jamais iria me perdoar pelo que fiz.
Depois que sai de casa fui direto para a casa de Pietro, um apartamento pequeno no centro de Forks, no dia seguinte meu pai estava a nossa porta me pedindo perdão por ter me expulsando e implorando que voltasse para casa, mas como a menina arrogante e inconsequente que era na época, não dei ouvidos a ele expulsando-o da minha porta, enquanto gritava que o odiava e que nunca mais queria vê-lo na minha frente. Relembrar esse momento, só me fez ter certeza do que deveria fazer, por isso me ajoelhei na frente do meu pai, demonstrando que reconhecia meus erros, antes de implorar seu perdão novamente.
—Por favor, papai, me perdoe... Disse tantas coisas que o magoaram, das quais o senhor jamais mereceu ouvi-las. Fui uma filha horrível, que não respeitou a nossa família, o nosso povo e muito menos o legado que o senhor e a mamãe construíram antes de eu nascer. Não mereço ser a sua filha e muito menos sua sucessora. -disse arrependida ajoelhada na frente do meu pai, enquanto olhava nos seus olhos entre lágrimas.
—Amor, por favor, se levante do chão. — meu pai pediu me olhando com carinho, segurando minhas mãos e me ajudando a levantar, antes de sorrir para mim e segurar meu rosto em suas mãos, me olhando com seus olhos castanhos amáveis.
—É claro que a perdoo, meu amor. Na verdade, a perdoei no momento em que me disse tudo aquilo. Kyra, você é a minha filhotinha amada, minha primogênita...Quem me ensinou a ser pai e me permitiu conhecer o maior amor que possa existir nesse mundo, querida. Jamais diga que não é digna de ser minha filha ou minha herdeira, porque você sempre foi e sempre será digna, Kyra. E sabe porquê? Porque reconheceu seus erros e pediu perdão, demonstrando assim o quanto é humilde por reconhecer suas falhas. Você não sabe o quanto estou feliz, por ter minha filhotinha de volta. -papai disse emocionado e sorri entre lágrimas abraçando-o com força, sentindo seu cheiro natural de avelã e mel, que sempre me deu a sensação de aconchego.
—E você, minha lobinha? Perdoa seu pai, por ter sido tão cabeça dura e não ter entendido o seu lado? Se tivesse sido um pouco mais paciente e tolerante, talvez nada disso teria acontecido. -meu pai pediu sincero acariciando meus cabelos escuros e afastei minha cabeça do seu peito para vê-lo.
—O senhor não precisa me pedir perdão, papai, só estava tentando me proteger de cometer o pior erro da minha vida. — disse olhando em seus olhos e ele me olhou de forma séria como se busca-se algo nos meus olhos, mas antes que pudesse me questionar sobre algo fomos interrompidos por minha irmã caçula, que andava apressada em nossa direção vinda de dentro da casa, trazendo duas pessoas consigo.
—Viu mamãe e Valentim?! Não disse que a Kym estava aqui?! Ela veio fazer as pazes com o papai. — Zoe disse eufórica andando na frente, trazendo mamãe e Valentim pela mão, enquanto mamãe sorria feliz em me ver depois de tanto tempo.
—Filha, é você mesmo? — minha mãe questionou entre lágrimas, assim que se aproximou de mim e concordei sorrindo, antes dela me abraçar com carinho enquanto chorávamos juntas.
—Sim, mamãe, sou eu...Me perdoe por ter ido embora. — implorei em seus braços chorando sem parar.
—Shh, está tudo bem, meu amor, o importante é que esteja conosco agora... O passado ficou no passado. — mamãe disse amorosa acariciando meus cabelos, se afastando de leve para beijar a minha testa com carinho me fazendo sorrir por estar novamente em casa.
—Olhe só para você, está tão magrinha, querida. Tem se alimentado direito? — mamãe questionou preocupada, assim que me afastou de seus braços para me ver melhor.
—Estou mamãe, não precisa se preocupar. — jurei olhando em seus olhos castanhos iguais aos meus, enquanto meu pai ainda me olhava pensativo.
—Mamãe, agora é a nossa vez de abraçar a Kym, estamos com saudades dela, não é Valentim? -Zoe questionou e nosso irmão concordou ansioso ao seu lado, enquanto mamãe sorria se afastando de mim, em seguida me ajoelhei no chão para abraçar meus irmãos mais novos enchendo-os de beijos fazendo os dois rirem alto.
Zoe, era a caçula da família, ela só tinha quatro anos e tinha todos em suas pequenas mãozinhas arteiras, principalmente Valentim, que era quatro anos mais velho que ela. Ela se parecia com a minha avó paterna, tanto fisicamente quanto no temperamento, meu pai sempre dizia que era como conviver novamente com outra Leah, o que de certa forma era verdade, já que minha irmã possuía o segundo nome em homenagem a nossa avó paterna. Já Valentim era o oposto de Zoe, doce, calmo e extremamente tímido. Ele era muito parecido fisicamente com o nosso avô paterno, só que seus olhos eram cor de mel, assim como os da nossa mãe, e ele amava ler, por isso passava horas deitado no tapete da biblioteca que tínhamos em casa, mergulhado nos vários livros da nossa coleção particular.
Depois que matei as saudades de todos, meus pais fizeram questão de me convidar para almoçar com eles e meus irmãos mais novos, pois Ava morava em Seattle com o noivo, voltando apenas para passar os finais de semana conosco sempre que possível, assim como Lucas, que morava em Forks com Sabrina, sua esposa.
—Está tudo bem, amor? Você está tão pensativo e calado, mal tocou na comida, Benjamin. -mamãe questionou preocupada para o meu pai, enquanto estávamos sentados à mesa desfrutando de um delicioso almoço em família, do qual não participava a meses.
—Não precisa se preocupar, meu anjo. Estou bem, só estou pensando. -papai disse suave segurando a mão da minha mãe e beijando-a com carinho, antes de me olhar por alguns instantes voltando sua atenção novamente para a minha mãe.
Meu pai me olhava as vezes durante o almoço e franzia a testa, como se estivesse tentando entender um problema de matemática do qual ainda não havia encontrado a solução, mas estava muito empenhado em fazê-lo. Assim que terminamos de almoçar, me ofereci para ajudar a minha mãe com as louças já que meu pai havia feito todo o almoço, enquanto meus irmãos mais novos iam para o quarto de brinquedos que havia na casa, assistir um filme qualquer na televisão deitados no sofá enquanto arrumávamos a cozinha.
—Valentim continua o mesmo garotinho doce e protetor, de sempre. — disse sorrindo amorosa vendo de Valentim segurar a mão de Zoe, ajudando-a a subir as escadas em segurança.
—Sim, os dois são muito unidos. Eles me fazem lembrar de quando você e Lucas eram pequenos. Lembra, meu amor? Kyra, não desgrudava um segundo dele.- mamãe disse sorrindo saudosa e meu pai piscou, como se estivesse voltando a realidade, antes de concordar.
—Lembro, meu anjo, os dois eram inseparáveis e depois que Ava nasceu, se uniram para cuidar da irmã mais nova. — papai disse e mamãe concordou, antes do meu pai abraça-la por trás e beijar a sua bochecha com carinho.
— Tivemos sorte de ter tido filhotes tão carinhos e cuidadosos um com o outro, além de terem herdado a beleza do pai.- mamãe segredou nos fazendo rir e meu pai beijou os seus cabelos com carinho.
—Obrigado, pelo elogio, meu anjo, mas o mérito é todo seu, pelos filhos maravilhosos que tivemos, inclusive deles serem bonitos. — meu pai disse e mamãe sorriu concordando nos fazendo rir.
—Isso é verdade. Porque seus filhos, Benjamin, adoraram me fazer passar por horas intermináveis de trabalho de parto antes de nascerem. Não é verdade, dona Kyra? — mamãe questionou me olhando, me deixando sem graça enquanto meu pai ria.
—Por falar em dona Kyra...Não sei explicar, mas tem algo diferente em você, filha, que notei desde que chegou aqui. — meu pai disse suave e segurei a respiração, com medo de que ele descobrisse sobre o meu imprinting, pois não estava preparada para contar nada ainda, principalmente depois da rejeição de Dante, a qual estava me esforçando para não pensar nisso, aproveitando apenas o meu reencontro com uma parte da minha família, mas sabia que não conseguiria esconder tudo deles por muito tempo, por isso decidi contar uma parte da verdade, até ter coragem para falar sobre o assunto.
—Eu terminei com o Pietro. — disse de repente e meus pais se olharam por alguns instantes, antes de voltarem sua atenção para mim.
—Isso é sério? -mamãe questionou surpresa e balancei a cabeça concordando. -Que ótima notícia, vou buscar o champanhe. Não acredito, que a minha filhotinha se livrou daquele idiota interesseiro.
—Mamãe, não precisamos de champanhe nenhum. — pedi e ela me ignorou seguindo para a cozinha, onde havia uma pequena adega enquanto permanecíamos na sala de jantar.
—Sabia que havia algo, assim que a vi...Como isso aconteceu, Kyra? Você estava decidida em se casar com Pietro para terminar do nada, a não ser que... Aconteceu, não foi? Você finalmente teve o seu imprinting...Claro, apenas ele seria capaz de abrir seus olhos. — papai disse e suspirei concordando, aceitando que não poderia mais evitar contar a verdade para ele, talvez papai pudesse me ajudar, afinal, ele já havia passado pelo imprinting e ainda continuava casado com ela, a vinte e cinco anos.
—Sim, papai, eu tive o meu imprinting. — disse e senti um aperto no meu coração, ao lembrar de como Dante havia me rejeitado mais cedo.
— Então, porque está tão triste meu amor?
—Porque ele não gosta de mim da mesma forma que gosto dele, papai.
—Como tem tanta certeza, querida?
—Disse que gostava dele, praticamente abri meu coração e ele simplesmente disse que devíamos ir mais devagar, porque mal nos conhecemos. — disse magoada e meu pai suspirou, suave segurando minhas mãos nas suas enquanto me olhava nos olhos.
—Querida, os sentimentos são diferentes para cada pessoa, principalmente para nós transfiguradores. Nossos sentimentos se adequam de acordo com os do nosso imprinting, talvez ele também goste de você, mas esteja com medo já que os dois mal se conhecem. Que tal se convidá-lo para uma conversa? Assim podem se conhecer melhor, antes de terem qualquer tipo de envolvimento. — meu pai sugeriu e pensei por alguns instantes, antes de concordar com ele.
—O senhor tem razão, na verdade desde que o vi e tive meu imprinting, nunca paramos para ter uma conversa por mais de alguns minutos, sem implicarmos um com o outro ou nos beijarmos. — disse sincera e meu pai arqueou a sobrancelha surpreso me fazendo rir.
—Tenho até medo de perguntar o que anda aprontando com meu genro, Kyra Melissa. — meu pai disse sincero e sorri olhando em seus olhos castanhos.
—Então, não pergunte papai. — segredei e ele revirou os olhos me fazendo rir, mas de repente senti uma leve tontura e segurei na mesa, com medo de cair da cadeira que ainda estava sentada.
Preocupado, meu pai se levantou da cadeira em que estava e se ajoelhou na minha frente, afastando meus cabelos do meu rosto para que pudesse vê-lo melhor.
—Lobinha, está tudo bem? Você está tão pálida e gelada, amor. -meu pai questionou preocupado tocando meu rosto, enquanto me olhava sério como se estivesse em busca da resposta para o meu mal estar.
—Estou bem, papai, não precisa se preocupar. Deve ser só o cansaço, misturado com todo esse caos sentimental das últimas semanas. — disse me lembrando de tudo que havia acontecido nos últimos dias, que iam do meu imprinting até a rejeição do mesmo.
—Você é minha filhotinha, e a preocupação é a minha amiga constante. — papai disse suave acariciando meu rosto e sorri suave, tentando tranquiliza-lo um pouco. — A quanto tempo, você não se transforma, filha?
E a pergunta do meu pai me pegou de surpresa, afinal não me lembrava de ter me transformando nenhuma vez desde que sai da casa dos meus pais, foi quando percebi que meus sentidos não estavam mais tão apurados assim como a voz do meu espirito de lobo, havia se silenciado desde o imprinting que tive com Dante.
—Você não se transforma desde que saiu daqui, não é amor? -papai questionou suave me olhando nos olhos e concordei, antes dele suspirar. — Eu imaginava que isso pudesse acontecer... No sábado, seus irmãos virão para casa para sairmos em matilha, seria uma ótima oportunidade para que você volte a se transformar novamente, isso se desejar fazê-lo.
Pensei por alguns instantes, me lembrando da sensação de liberdade que sentia ao correr entre as árvores sentindo o vento nos meus pelos, além de toda a sensação de irmandade compartilhada com meus irmãos de bando, quando uníamos as nossas mentes em uma só...E meu coração se apertou sentindo falta de ser uma loba, uma sensação da qual quase não me lembrava mais e que tinha abdicado em favor de alguém que nunca me mereceu.
—Eu quero, pai. — disse segura e ele concordou suave, beijando a minha testa com carinho enquanto me olhava com preocupação. — Pai, está tudo bem?
—Está lobinha. Agora, acho melhor respirarmos fundo e mudarmos de assunto, pois a sua mãe está se aproximando e não quero que ela se preocupe sem necessidade. — papai pediu e concordei suave respirando fundo, sorrindo em seguida para ele assim que se afastou de mim, deixando claro que já estava melhor do meu mal estar, antes de mamãe aparecia na sala de jantar com a garrafa de champanhe entregando-a ao meu pai, para que a abrisse enquanto ela pegava as taças, que foram devidamente enchidas por ele que fez questão de fazer um brinde.
-A sua nova vida querida, que começará a partir de agora. Desejo que seja amada e extremamente feliz ao lado do seu imprinting, assim como sua mãe e eu somos. — meu pai disse e mamãe concordou antes de brindarmos.
—Por falar em imprinting...Não nos contou como ele se chama, Kyra. — mamãe disse curiosa me olhando com expectativa e tomei um gole do meu champanhe, tomando coragem para falar o nome do meu imprinting.
—Dante...O nome do meu imprinting é Dante. — disse sorrindo ao lembrar dele e meu pai se engasgou com a bebida nos deixando surpresas, antes de mamãe dar alguns tapinhas em suas costas.
—Ben, amor, você está bem? -mamãe questionou preocupada acariciando as costas do meu pai, que balançou a cabeça concordando.
—Estou, meu anjo...Como é mesmo o nome do seu imprinting, querida? — meu pai questionou desviando a atenção da minha mãe para me ver.
—Dante. — disse e meu pai arregalou os olhos, como se não acreditasse no que estava ouvindo.
—Qual é o sobrenome dele, Kyra? — ele questionou sério e antes que pudesse dizer que não sabia, meus irmãos começaram a chamar por nosso pai do quarto de brinquedos.
—Ok, já chega de interrogar a sua filhotinha, papai lobo. Assim que ela julgar que é o momento certo, para conhecermos nosso genro iremos conhecê-lo. Agora que tal subir, para ver nossos filhotes mais novos, antes que Zoe escale a estante do quarto de brinquedos e pegue os doces que escondi lá, para que eles não o comessem antes do jantar. -mamãe disse empurrando meu pai para fora da sala de jantar, que ainda me olhava surpreso.
—A senhora não acha que o papai reagiu de maneira estranha, quando disse o nome do meu imprinting? — questionei preocupada assim que papai saiu e mamãe suspirou.
—Não querida. Ele reagiu como sempre, cuidadoso e paranoico, quando se trata dos namorados dos nossos filhos. Benjamin, morre de medo de que sofram por se envolverem com alguém que só queira tirar proveito do sobrenome Thompson. — mamãe disse suave e suspirei, pois sabia muito bem de quem ela se referia.
—Pietro era assim, não era, mamãe? Ele só estava comigo, porque meu sobrenome lhe abriria qualquer porta. Pelo menos foi o que aconteceu, quando ele me apresentou ao seu chefe que ficou impressionado em saber de quem era filha, semanas depois Pietro foi promovido a chef do restaurante em que trabalhava.- disse me lembrando de quando fomos jantar lá e Pietro fez questão de me apresentar ao seu chefe, exaltando não só meu sobrenome importante como o fato de ser sua noiva.
—Sinto muito querida. — mamãe disse suave colocando sua mão em cima da minha, tentando de alguma forma me reconfortar.
—Tudo bem, mãe, o importante é que consegui ver a verdade a tempo. — disse e mamãe concordou, antes de sugerir que lavássemos as louças e ela concordou, começando a me atualizar sobre as novidades de La Push e da nossa família.
Depois da tarde maravilhosa que passei ao lado da minha família, decidi voltar para o meu apartamento mesmo meus pais insistindo que poderia dormir em casa, segundo os mesmos meu quarto continuava do mesmo jeito que o deixei, mas expliquei que precisava ir para casa pois tinha muito trabalho para fazer e os dois concordaram, antes de nos despedirmos com vários abraços e beijos enquanto prometia voltar no final de semana.
Assim que cheguei fui direto para o chuveiro, tomei um bom banho e lavei meus cabelos, enquanto pensava na conversa que havia tido com a meu pai e decidi seguir seu concelho. Sai do banho, sequei meus cabelos coloquei uma roupa leve e fui em direção a cozinha arrumar uma bandeja de frios, pegando duas taças e uma garrafa do meu vinho tinto preferido, levando tudo para a sala e colocando em cima da mesa de centro, depois que tudo estava pronto, respirei fundo e sai do meu apartamento para tocar a campainha do meu vizinho do duzentos e quatro.
—Kyra. — Dante disse feliz em me ver na sua porta, depois de ter saído chateada do seu apartamento mais cedo. — Olha, me desculpe se a magoei, quando disse que estávamos indo rápido demais, só fiquei preocupado em estar exigindo algo de você...
—Dante, está tudo bem, mas tenho que admitir que você tem razão. Podemos ter uma química incrível, mas mal nos conhecemos e queria muito conhecer o homem por quem estou me apaixonando. — disse sincera e sorri feliz por admitir meus sentimentos a ele, que sorriu com os olhos brilhando de emoção, por ouvir o que havia falado. -E então, gostaria de ir até a minha casa tomar uma taça de vinho, enquanto nos conhecemos melhor?
—Eu adoraria, princesa. — Dante disse sincero e sorri feliz por ele ter aceitado o meu convite, fechando a porta do seu apartamento em seguida, enquanto seguirmos de mãos dadas em direção ao meu.
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