Notas iniciais
Helooooo meus queridos!! Essa é minha primeira fic, então por favor sejam legais comigo!!!! Mas sejam sinceros na hora de comentar em!!!!! Boa leitura!! (^-^)/ *Agora repostando cada capítulo com alterações.*

Ser uma adolescente no século 21 não era a coisa mais emocionante do mundo. E Victoria se sentia sempre afogando em tédio, seu amor por fantasia provendo uns poucos momentos de escapismo em livros e filmes. Mas ninguém imaginava que a sempre alegre e animada garota pudesse se sentir de tal forma. Enquanto caminhava para casa após mais um dia de impressionante inutilidade na escola a incômoda sensação de que alguém a observava a tirou de sua melancolia usual.

Olhando casualmente ao redor ela tentou encontrar a origem da sensação sem sucesso. Sem detectar nenhuma má intenção direcionada a si, Victoria apenas apertou o passo para chegar o mais rápido possível na segurança de seu lar.

Passada uma noite mal dormida, Victoria se levantou, se arrumou e foi para a escola. As duas primeiras aulas passaram rápido enquanto ela se mantinha perdida em pensamentos ou conversando distraída com as amigas.


A garota se sentava na última carteira ao lado da janela. Num de seus muitos devaneios, olhando pelo vidro, ela percebeu algo que a surpreendeu e assustou: ao lado da parede de sua sala de aula havia a menos de um metro de distância um muro que delimitava a propriedade da escola, e em cima desse muro ela avistou um garoto que aparentava também ter 15 anos, de cabelos brancos espetados e olhos negros que lhe sorria e acenava. Ela fixou o olhar nele, estupefata diante da cena. Cena esta que não durou muito, logo o garoto deu um solavanco para baixo e olhou para baixo do outro lado do muro, como se alguém o puxasse, e por fim ele sumiu com um barulho surdo de queda. O que mais a assustara fora o rosto do garoto, pois os traços deste eram uma versão masculina dos seus.

Victoria ainda encarou o local antes ocupado pelo estranho por algum tempo, sem saber sequer o que pensar daquilo. Porém, um pedido meio rude de atenção emitido pelo professor em sua direção a obrigou a redirecionar sua atenção.

O sinal do recreio finalmente tocou, para a alegria dos alunos, e Victoria saiu rumo ao pátio acompanhada das amigas. Elas conversavam e se divertiam, mesmo ligeiramente incomodadas pela atitude meio distante de Victoria. A mesma olhava ao redor inquieta, se sentia observada novamente e, poderia ser apenas coisa de sua cabeça ou uma paranóia, mas ela teve a certeza de vislumbrar a silhueta do garoto de antes mais de uma vez.

O sinal tocou novamente e os estudantes entraram resmungões em suas salas. Durante o resto das aulas Victoria continuou inquieta, lançando olhares irritados pela janela quando se sentia observada, vez ou outra vendo as pontas brancas dos cabelos do menino.


Novamente na segurança de sua casa, Victoria mais uma vez se deparou com o estranho garoto que a observara durante quase toda a manhã, a observando através da sacada entreaberta. O gênio normalmente alegre da garota tinha evaporado, dando lugar a irritação que a fez se retirar para a segurança de seu quarto.

De repente um estalo se fez ouvir e o garoto apareceu aos pés da cama da garota, onde esta estava sentada debatendo consigo mesma se deveria chamar a polícia.

Um grito estridente escapou de sua garganta, levantando os braços bruscamente e quase tombando para fora da cama. Seus movimentos e sua careta de susto foram cômicas, tanto que o menino não se conteve e soltou uma gargalhada:

—Ora, ora, se acalme Vic-chan! — disse alegremente.

—SE ACALME MEU PUNHO FECHADO ENFIADO NA TUA GOELA!!!!!! QUEM DIABOS É VOCÊ????? POR QUE ESTAVA ME OBSERVANDO DE MANHÃ??? COMO VOCÊ ENTROU AQUI???? E QUEM VOCÊ PENSA QUE É PRA ME CHAMAR DE VIC-CHAN??? — berrou a garota furiosa enquanto agitava os braços bruscamente. Uma pontada de medo se fez perceber quando se lembrou que estava só em casa naquele dia.
—Tão sutil quanto um elefante minha irmã...... — riu-se o garoto — Prazer, sou Killua Zaoldyeck Júnior, seu irmão gêmeo mais novo por alguns minutos. Eu estava apenas curioso, então te segui durante toda a manhã. Eu aparatei. E como já mencionei sou seu irmão, então te chamo do que quiser. — respondeu a todas as perguntas de Victoria de uma vez, alegre, sem se preocupar com a reação dela.
—Que caralhos?!?!?!? — perguntou a menina, completamente chocada com as respostas do garoto que não era mais que dez centímetros maior que ela.
—Hehe — confirmou Killua, ainda risonho.
—Para tudo!!!! Killua Zaoldyeck, do clã de assassinos profissionais? E como assim júnior? Aparatar, tipo como no Harry Potter??? Meu irmão??!?!?!?!!?! — Victoria despejou outra enxurrada de perguntas sobre o outro. Por algum motivo não estava mais com medo, apenas assombrada com tais revelações.
—Não, eu sou júnior porque sou filho de Killua Zaoldyeck, assim como você. Aparatar exatamente como no Harry Potter. E pela milésima vez, sim eu sou seu irmão. — brincou ele, mais uma vez respondendo todas as perguntas de uma só vez.

Enquanto a garota olhava para o nada tentando digerir as informações que lhe foram oferecidas, Killua se aproximou da desconhecida, porém já amada, irmã e a abraçou. Victoria ficou surpresa de início, mas logo retribuiu o abraço, escondendo o rosto na curva do pescoço do outro e sentindo seu cheiro. No momento em que aquele cheiro penetrou suas narinas, por algum motivo que lhe escapava ela teve certeza: Killua falava a verdade!