A guerreira leoa e o príncipe urso
1 Capítulo unico
Notas iniciais
Era uma vez no Reino do Urso, o príncipe foi sequestrado por um dragão há vários anos, os reis estavam preocupados,pois nenhum guerreiro tinha sido corajoso para ir atrás e os que tinham ido não tinha voltado, uma mulher de armadura, pele escura, capacete na mão, espada e escudo,com um leão, nas costas, cabelo crespo que parecia uma juba,apareceu para os reis.
−Eu venho para me apresentar para o serviço, Vossas majestades.
−Você não é jovem demais pra esse trabalho?
−Sou sim,mesmo assim quero fazer-lo
−Antes você terá que passar num teste−o rei lhe apresentou uma adaga simples−Toque nessa adaga,por favor
Ela tocou na adaga e rugidos foram escutados, de um urso e uma leoa, aquilo abriu um sorriso nos reis e despertou a curiosidade na guerreira.
−O que foi isso?−perguntou a ela
−Foi o sinal que precisávamos,um mago nos deu essa adaga e disse que somente uma leoa irá salvar o nosso filho,essa leoa é você.A senhorita aceita?−disse a rainha
−Sim,vossa majestade.Por onde eu começo?
A guerreira iniciou sua busca com um cavalo concedido pela rainha. Alguns minutos depois de sair dos limites do reino ela encontrou uma caverna grande e com algumas pedras em volta, dentro dela tinha um dragão que estava dormindo. Ela entrou na caverna tentando não fazer barulho, procurando pelo príncipe. O dragão acordou e ficou furioso por ter alguém dentro do seu domínio, esbravejou e atacou a guerreira. Ela habilmente desviou e contra-atacou
−Onde está o príncipe, dragão cinza?−gritou enquanto lutava até ferir a pata do animal
Ele esbravejou e se recolheu no canto da caverna, ela continuou em posição de ataque, mas ao ver o dragão reclamando pelo ferimento abaixou as armas indo até ele.
−Me desculpe, não sabia que você sentiria dor, eu não quis isto− o dragão a olhava com a cara de dor−Estou aqui para salvar o príncipe, somente isso.
O dragão começou a escrever no chão da caverna: “EU SOU O PRÍNCIPE, ESTOU ASSIM POR ANOS E SOMENTE UMA LEOA PODE ME SALVAR”.
A guerreira leu e lembrou-se do presente dos reis
−Não sei se vai funcionar, mas eu tenho isso−ela tirou a adaga e mostrou para ele, o dragão esticou sua pata menor e segurou a mão da guerreira.
A caverna se iluminou com o brilho que a adaga fez, o dragão começou a se transformar no jovem um pouco mais alto que a guerreira, de cabelos negros e lisos, pele branca, vestes um pouco rasgadas e sujas. Assim que a luz da adaga cessou ele caiu no chão cansado, a guerreira o segurou deixando a cabeça nas suas pernas até ele acordar. Assim que o príncipe acordou, um pouco assustado, viu a guerreira ali e sorriu.
−Agradeço por acabar com a maldição, guerreira.
−De nada, príncipe. Então vamos, tenho que te levar para seus pais.
−Sim, claro... mas antes posso fazer algo
−Pode sim−ele a beijou, um simples beijo que a deixou confusa e um pouco envergonhada− Por que fez isso?
−É o meu agradecimento, não sei o que meus pais lhe darão eu quis agradecer também.
Eles retornaram ao castelo e uma festa foi realizada em comemoração a volta do príncipe. Num momento da festa, a guerreira se retirou de perto dos outros e o príncipe a seguiu, ambos pararam numa janela olhando para a noite que se encontrava muito bela.
−Não gosta de festas, guerreira?
−Não desse tipo... Algo de errado, príncipe?
−Somente uma coisa, preciso de uma esposa pro futuro do reino. E queria que fosse a senhorita−ele se ajoelhou em sua frente e segurou sua mão− A senhorita aceita?
−Sim... meu dragão−eles se abraçaram e foram felizes, até o primeiro filho
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