A guerra pelo País das Maravilhas
4 A Lagarta Azul
Notas iniciais
– Ola... você é a lagarta azul?
– Sim, sou eu, e tu, quem es?
– Sou Alice... Alice Liddell
– Hum... Alice Liddell...
– Já sei, não precisa falar " a menina que vai salvar o pais das maravilhas e blá blá"...
– Exatamente...
– ARG... O mundo aqui é tão feio, nem sei porque chamei país das maravilhas!
– Ele já foi lindo antes, mas por causa do poder da rainha tudo foi destruído e corrompido...
– É... já me disseram isso... — Inalo um pouco de fumaço e dou algumas toçes — Tem como você parar e fumar isso um pouco?!
– Meu Narguile é oque me da a sabedoria...
– Na verdade te da câncer, isso sim!
– Diga oque quiser garotinha...
– Não sou garotinha! Tenho 13 anos!
– Então porque és tão pequena?
– Porque eu tomei um liquido estranho que me deixou assim!
– A poção de encolhimento... — Diz ele soprando mais fumaça
– É, isso ai...
Por alguns segundos tudo fica em silêncio, então olhei para o lado e ei que vejo um pergaminho grande aberto em cima de vários cogumelos vermelhos com bolinhas brancas, o venenoso.
– Que pergaminho é esse? — Diz eu enquanto vou até o pergaminho.
– É o oráculo... Pergunte a ele qualquer coisa para ele que ele irá mostrar...
– Bom... se for isso mesmo... Com quantos anos eu vou ganhar um carro? — Nada acontece — Hum... Quando vou morar sozinha...?
– Ele só relata acontecimentos do País das Maravilhas! E não do seu mundo...
– Como sabe que não sou deste mundo.
– Eu sei de tudo e de todos...
– O gato disse a mesma coisa... O gato... — Digo rangendo os dentes
–Ele é um grande brincalhão... Não acredite em tudo oque as pessoas falam, principalmente quando vem de alguém como o gato....
– Hum... Isso eu já aprendi!
– Alice...
– Que?
– Temos que falar sobre você derrotar a rainha...
– A... sim... Diga!
– Você tem que se preparar para lutar!
– Mas como vocês querem que eu derrote a rainha de copas se eu nem sei lutar!
– Sim, você sabe...
– Não, eu não sei!
No ar se materializa uma espada prateada fina e longa, ela cai em minha mão, eu a pego pelo cabo revestido com oque parece ser tiras de couro.
– Oque é isso?
– Uma espada...
– Eu sei que é uma espada né! Eu quis dizer porque apareceu magicamente uma espada em minhas mãos!
– Você disse que não sabe lutar, então vamos ver...
– Você quer que eu lute? Com quem?
– Qualquer coisa...
– Hum?...
– Qualquer coisa... Vamos lá, tente cortar aqueles matos ressecados!
– Tem certe...
– Vá!
– Ok...
Eu levanto a espada com um pouco de esforço, miro diretamente para o mato ressecado que há do meu lado, dou o impulso com o braço para o lado de olhos fechados e co medo de fazer alguma idiotice, e quando os abro, os vários matos envolta foram todas cortadas exatamente retos e iguais.
– Hum... — Diz ele dando um sorriso.
– Como?
– O destino já foi traçado... Nada pode muda-lo!
– O destino é meu, eu o moldo do jeito que eu bem entender! E para falar a verdade, eu não quero arriscar minha vida para salvar um lugar imaginário que se for ver, sem existe!
– O País das Maravilhas é muito mais do que fruto de sua imaginação, ele existe, você o criou quando era criança, agora ele faz parte de você, está dentro de você! E isso você não pode mudar!
– Então vamos supor que eu aceito fazer parte do banho de sangue contra a rainha, e eu venço, como isso me ajudara a sair daqui!?
– Ela tem tudo em sua palma da mão, se ela for morta você será a rainha e você terá tudo na palma da mão! Então poderá sair e entrar quando bem entender, só espero que você não abuse e enlouqueça por causa do poder, igual a rainha...
– Isso é mais complicado do que eu desconfiava...
– Uhum...
– E também queria te perguntar, como faço para crescer?!
– Está vendo aquele cogumelo? — Diz ele apontando para um cogumelo verde — Coma um pedacinho dele e você crescerá, mas se comer muito você crescerá muito!
Fui até lá e peguei um pedacinho pequeno como ele disse, engoli e o gosto para falar a verdade era bem agradável, tinha mesmo gosto de champinhom e eu adoro champinhom, mas a sensação de crescer foi me angustiante, meus músculos pareciam que estavam sendo puxados por curdas, quando finalmente parei de crescer eu me olhei, e como esperado a roupinha que eu fiz para mim havia rascado, fiquei super constrangida em ficar nua com a lagarta e cobri minhas partes intimas, olhei para ele e ele começou a falar.
–Não se preocupe, quando voltar com sua visão você vai estar com roupas.
E ante que eu pudesse falar algo ele então ele botou a boca no Narguile e soprou toda a fumaça em meu rosto, até eu não poder ver mais nada, e quando a fumaça finalmente sai eu me vejo em outro lugar, estou novamente na floresta sombria que encontrara o gato anteriormente.
– Ótimo... Lá vou eu me aventurar nessa floresta de novo, e achar aquele gato... — Só de pensar eu me encho de raiva.
Então começo minha caminhada adentrando na escuridão em busca do o Gato de Cheshire.
– Gato... Onde você esta? — Grito impaciente enquanto caminho sem direção. — Se estiver bravo comigo me desculpe! Não queria fazer aquilo, eu fiquei com raiva e sai do controle!
– Ola... Alice... — Me viro para traz e la esta ele, mas apenas a cabeça dele com seu sorriso malicioso e seus olhos perturbadores — Oque quer?
– A lagarta pediu que você me levasse para o castelo da rainha e...
– Vejo que cresceu! E que mudou de roupa hum... o vestido que você usava quando criança... — Eu incrivelmente eu esqueci que a lagarta havia falado que eu estaria com roupas, e não é que eu estava! Quando me olho eu estou com um vestido que eu usava quando criança, um vestido azul claro com oque parecia ser um avental branco — ...Porque está com essa espada?
– espada...? — E quando levanto a mão la está ela, a espada que a lagarta me dera, e ela havia crescido junto comigo pois ela não estava mais pequena... — Bom... deve ter sido a lagarta que fez isso! Mas e ai? Vai me ajudar?
– Bom... — Diz o gato virando de ponta cabeça mostrando seu corpo e passando a pata no queixo — Você realmente me magoou com aquilo...
– Eu já pedi desculpas!
– Ok... ok... Mas saiba que será uma grande jornada até o castelo da rainha, terá tempo o suficiente para treinar com sua espada, ou refletir e desistir, e nos abandonar para a morte eminente...
– Ok, entendi!
– Prrrrrrrr... — rosna o gato risonho
– Vamos?
– Sim... É só me seguir.... — Diz ele evaporando lentamente e reaparecendo atrás de mim.
Ele começa a andar no chão com as quatro pata, oque era incomum para ele, eu apenas o segui sem protestar.
– Hum... Gato... você foi alterado pela rainha? Tipo... Ficou diferente? — Pergunto
– Na verdade... não... — Diz ele pensativo — Apenas emagreci um pouco... Acredite, eu estava precisando!
Damos risadas por um tempo.
– Alice, você mudou muito desde que você era menor, ficou mais... como posso dizer...
– Chata? É oque a idade faz com nós... humanos. Quando criança eu via beleza em tudo, ainda vejo, mas em coisas especificas...
– Deixe-me adivinhar... Menos no País das Maravilhas...?
– Bom... É que ele está tão horrível, detonado, que eu não consigo ver as... "Maravilhas"!
– Para falar a verdade... Nem eu vejo mais! Mas quando você nos salvar tudo isso vai voltar a ser como ele era!
– Hum... — Baixo a cabeça e começo a olhar para a espada — Ma e se eu não vencer...?
– Bom... Ai acho que será o fim de tudo por aqui...
– Mas espera... — Digo com um pingo de ânimo na voz — Se isso tudo vem de dentro da minha cabeça... Então porque eu simplesmente não faço tudo isso voltar ao normal?!
– Alice... A mente é um tanto complexa! Não é um simples ato de pensar que você irá mudá-la! Você tem que agir para conquistar!
– Realmente... — Digo — Gato... Está ouvindo isso?
– Oh não... Acho que teremos algumas complicações...
Continua...

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