A gloria de giffen
2 O destino é: Acampamento do exército.
Juntando uma multidão que parecia crescer a cada passada, os cinco jovens iam caminhando em direção ao portão, em fila estava Remo na frente parecendo saber onde ir, logo atrás seguia Nyce se mostrando para a multidão com seu falcão que carregava no seu braço direito, Taflir parecia ignorar a aglomeração mas mesmo assim se notava que tinha muitos fãs, claro isso tudo devido as suas proezas com adaga e armadilhas e por fim atrás dele vinha Neah com Erick que pareciam estar se entendendo realmente bem, mesmo com pequenos sussurros dava para se perceber leves sorrisos de canto de boca em Neah.
Quando estavam quase chegando na saída da cidade os aventureiros foram parados por duas crianças que pareciam querer falar muito com os heróis, segurando a roupa de Nyce a criança, tão envergonhada que não conseguia nem mesmo olhar para frente pareceu entregar uma foto a nossa heroína, Nyce intrigada sem pestanejar indagou o garoto:
– O que é isso meu lindo jovem? – tentando abordar o garoto de uma forma que não o assustasse mais do que já estará, mas bem, Nyce era uma mulher com certos gostos, e realmente não levava jeito com crianças o que gostava mesmo era de rapazolas, sem distinção de etnia.
– P-p-por favor moça, entregue isso para meu pai. – com um corte rápido Taflir parecia interromper a conversa.
–Ora, vamos... assine logo isto e de para o garoto Nyce, quero logo acabar com essa tal besta para voltar a taberna beber e achar algumas donzelas. – o garoto voltou a ficar tremendo de medo, mas Nyce estava reparando na foto que lhe foi entregue, eram de 2 meninos loiros sorridentes e uma mulher bonita, com cabelos morenos até a cintura e um avental branco, logo ela já tornou a falar
– Essa é sua mãe? E quem seria seu pai garoto? – Nyce deu um sorriso que os irmãos tiveram que retribuir.
– S-s-sim, ela era nossa mãe sim, quer dizer, mas isso foi antes do papai entrar para o exército – e logo o sorriso que Nyce tirara do menino já se tornou em uma face de tristeza, bom depois disso mais nenhuma palavra precisou ser dita, os heróis já haviam presenciado algo como isto antes, quando a era das bestas começou muitas famílias acabaram por causa de invasões em fazendas.
– Bom, mas você não me respondeu qual o nome do seu pai, e nem falou seu nome para mim ainda – falou Nyce com um pouco de pressa, Remu já pigarreou pela segunda vez, estava na hora de ir.
– Meu nome é Draco Barone e esse é meu irmão Cass Barone e nosso pai é... — a frase não precisou ser terminada, Remu tomou a foto da mão de Nyce de um modo que todos se assustaram e rapidamente virou as costas e foi andando com passadas mais rápidas que o normal.
– Espere Remu, não acha que está sendo rude? – disse Nyce ao apressar o passo sem olhar pra traz, logo todos já estavam seguindo Remu novamente. – REMU ESPERE! – gritou Nyce que já estava a alguns metros da saída da cidade. Remu parou e olhando para foto falou calmamente.
– Esta é Lina... como não pude perceber, estes meninos cresceram muito desde a ultima vez, o pai deles é Drake Barone, o caçador branco – e com um arregalar de olhos Taflir, Nyce, Neah e até o grande Erick esboçaram surpresa.
– M-m-mas eu pensei que ele não tinha filhos. – falou Neah que estava alerta após ouvir aquele nome, mas também já era de se esperar. O nome Drake Barone ganhou fama após o dia que um homem sozinho segurou uma infestação de minions, que são subordinados de alguns monstros maiores, e evitou que uma vila inteira fosse morta exceto por uma mulher, a sua mulher, esse fato ficou conhecido como o massacre de Sintra, depois disso ele entrou para o exército e virou uma das melhores armas subindo de patente muito rápido e tomando cargo de comandante na batalha.
–Bom mas não acho que aquele homem vá querer dar atenção a seus filhos agora, ele já os culpa bastante pela morte da mãe deles, o máximo que podemos fazer é falar que vamos entregar e seguir em frente – nisso Remu continuou seguindo em direção de sua missão, coisa que não demoraria mais dois dias seguindo a trilha.
Depois do contratempo com os irmãos Barone a viagem seguiu tranquila, com paradas programadas chegaram em seu destino dentro do tempo estimado. Ao chegar no acampamento os heróis viraram os centro das atenções, bom já era de se esperar pois o exército já não estava mais aguentando sofrer baixas, logo na entrada Nyce seguiu procurar bebida e talvez um pouco de briga, Erick e Neah foram para uma barraca, Taflir sumiu logo que pisou no acampamento (estranhamente muitas armas e mapas começaram a sumir também) e Remu foi em direção da barraca do comandante para conversar estratégias e ter mais informações sobre o que teriam de enfrentar.
Um pouco antes de chegar na barraca principal Remu ouviu uma voz familiar, grossa e que parecia ter muita carisma, ao seguir a voz ele começou a entender os murmúrios que ouviu antes era algo como:
–Um pra mim, um pra igreja, dois pra mim, um pra igreja, três pra mim...- logo ele percebeu uma batina e já sabia quem estava por traz disto, e com uma voz até que um pouco acusadora falou
– Roubando do pobre exército de novo meu caro Clodovil? – e com um salto assustado ele deixou cair algumas moedas no chão.
– Oraaa vejam só, se não é o grande Remu, você me assustou rapaz, achei que era algum bispo enxerido. — Clodovil já foi um membro “oculto” do grupo, ele ajudava com sua sabedoria sobre monstros, religião e também tinha alguns conhecimentos médicos.
– O que está fazendo aqui? Pensei que estava na capital extorquindo alguns viajantes – disse Remu como se conversa-se com Clodovil a anos
– Bom, parece que o exército não tem curandeiros o suficiente e... Parece que esse monstro é diferente dos outros, existe algo maligno nele. – Remu sabia, que para aquelas palavras terem saído da boca de Clodovil nada de bom viria de dentro da caverna que o monstro habita.
– Mas então meu amigo, estava pensando em ir falar com o Mustang, mas acho que conseguirei informações mais confiáveis com você, que tal irmos beber algo? – Clodovil assentiu com a cabeça e ambos foram conversando para a cabana, passou a tarde, passou a noite até amanhecer, quando a luz do sol bateu na entrada da caverna os cinco heróis estavam com suas armas em mão prontos para entrar, eles iam finalmente enfrentar a besta que causou um grande congestionamento para o barqueiro.
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