Notas iniciais
Oi gente, foi mal a demora é que eu tava em semanda de prova mas como eu demorei... Cap. grande pra vocês o/ Boa leitura, recomendem e comentem. B-jo Milly

–Quem são vocês e o que fazem aqui no nosso reino? – Perguntou Caspian

–Ô, do azul, dá pra mandar eles nos soltarem? – Disse Max, que depois recebeu um ponta-pé meu.

–Como vocês ousam falar assim com o Senhor Excelentíssimo Caspian X, Rei de Nárnia? – Disse o cabeça-de-fogo que estava me segurando.

–Oh, Níquel, por favor. Soltem-nos para que possam se apresentar devidamente. – Disse a Rainha Lúcia.

–É Níquel, por favor. – Disse Marisa. Eles nos soltaram com relutância e mal criação, o que doeu, principalmente em mim. Eles “sem querer” cortaram a minha perna quando foram soltar as amarras e Scorpius veio correndo até mim com a varinha empunhada e fez um feitiço para fechar o corte. Como eu ainda estava mancando o Scorpius meio que me ajudou e serviu de apoio, mas sinceramente eu não gostei NADA do olhar que a Rose desferiu á nós. Sei lá, parecia que eu estava beijando ele ou coisa parecida. Depois que estávamos soltos e em pé fizemos uma exagerada reverência e quando estávamos em pé de novo, o Edmundo voltou a perguntar.

–Então, quem são vocês e o que fazem aqui no nosso reino?

–Eu – Eu disse dando um passo a frente – me chamo Jéssica, Jéssica Rodrigues e esses são Marisa e Corin Monteauk, Alvo Severo Potter, Percy Jackson, Annabeth Chase, Rose Weasley, Scorpius Malfoy e Max Hudson – Disse apontando para cada um respectivamente. – E chegamos aqui através de um portal na casa da vossa irmã.

–Da minha irmã? Susana? – Perguntou Edmundo fazendo uma daquelas coisas sexy que eu não sei fazer, tipo, levantar uma sobrancelha só.

–E tem outra, cara pálida? – Perguntou Percy

–Tem. A Lúcia – Disse ele.

–Ah, tá.

–Em fim, vocês já devem ter ouvido falar dos deuses olimpianos, não? – Continuei com minha explicação

–Sim – Disseram todos

–Para encurtar a história, eles existem e quatro aqui são filhos deles. A Annabeth, o Corin e a Marisa, de Atena e o Percy de Posseidon. Eu e o Max somos mortais normais e o Alvo, o Scorpius e a Rose são... Bem, eles são... Bruxos – eu falei essa última palavra muito rápida, baixa e com receio, pois eu sabia do antecedente dele com feiticeiros e não era nem um pouco bom.

–São o que? – perguntou Pedro.

–Bruxos. B-R-U-X-O-S – Disse Max num tom de deboche e imediatamente lanças se apontaram para nós

–Se são bruxos, devem ser presos e mortos. – Disse Caspian. Eu estou começando a não gostar mais dele. – Prendam-nos – ordenou ele – Todos eles.

–Caspian? – Disse Lúcia, mas ele não ouvia em meio ás exclamações de ódio dos anões para conosco, mas a rainha estava disposta a se fazer ser ouvida. – CASPIAN! – Trovejou ela de modo que o salão todo estremeceu á sua voz. – VOCÊ NÃO VAI MANDAR NINGUÉM PRESO E MUITO MENOS EXECUTAR ALGUÉM SEM A PERMISSÃO DOS DEMAIS REIS. – Ele olhou para ela com uma mistura de admiração, terror, respeito, medo e fez um aceno com a mão para que os anões abaixassem as armas. – Obrigada – disse voltando ao seu tom doce e amável de sempre. – agora nos conte, qual a sua história?

Depois de contar tudo, dês de o dia do gato, até a parte em que nós estávamos sendo carregados por nadadores de aquário. Pedro se pronunciou.

–E como vamos saber se vocês não estão mentindo?

–Acho que terão que confiar em nós – Disse Annabeth.

–Então, vocês procuram Aslam? – Perguntou Edmundo

–Sim – Eu disse ainda com certa relutância

–Então está certo, vocês permanecem aqui por noite, depois seguiremos juntos para procurar Aslam, afinal, essa batalha também é nossa. – Ele falou e completou – Eu os levarei até o quarto – Dito isso deu uma piscada para Rose e recebeu um tapa da irmã no braço e um olha mortífero de Scorpius. Os quartos em que ficamos eram lindos, as camas todas tinham lençóis egípcios e travesseiros de pena de ganso. Já era noite, depois do jantar e eu estava no quarto em que eu e as meninas estavam quando eu ouvi um ruído vindo do jardim e resolvi descer. Quando eu estava passando, na sala do trono vi uma movimentação. Decidi ficar no corredor para ver, ou melhor, ouvir a conversa.

–Não sei se deveríamos da uma chance a ele, afinal, você sabe. Uma vez traidor, sempre traidor. – Ouvi a voz de Caspian dizendo

–Eu já fui traidor, caso você tenha se esquecido Caspian. – Ouvi a voz de Edmundo.

–Mas Edmundo, isto é diferente.

–De quê Caspian? De que? – Perguntou Lúcia.

–Ele apenas cometeu um erro. UM – Edmundo falou cheio de indignação na voz

–Um erro que poderia ter sido fatal.

–Mas não foi. – Disse Lúcia – Ora, vamos. Você e meu irmão sempre foram amigos. Faça o favor de não destruir isto.

–Mas o Pedro nos traiu.

–Ficando do lado que ele achava certo. Diga Caspian, isto é traição?

–Quando ele não está do nosso lado, sim.

–Pois eu, se não tivesse aquele pulso quebrado me impedido de lutar, teria ficado do mesmo lado que ele.

–Lú, só falas isso de boca pra fora. Sei que jamais trairia Nárnia.

–Ele não a traiu. – Disse Edmundo reprimindo um grito.

–Diga-me Caspian, teria você ficado do lado dos Narnianos se achasse que os teomarinos estavam certos? – perguntou Lúcia

–Claro que não. Mas isso é diferente. Nárnia é o nosso reino.

–E por acaso Telmar não era o seu?

–Lúcia, eu estou cansado de discutir. Sinto por achar que o seu irmão tem razão, mas mais sinto ainda por estar cega deste jeito. Vou dormir. – Dito isso todos saíram da sala do trono, de uma forma que dei graças por não ter sido pelo meu corredor. Prossegui até o jardim ainda com a conversa entre os três reis na minha cabeça. O que será que Pedro fizera de errado? Talvez tenha sido este o motivo pelo qual ele permaneceu tão calado. Quando eu estava lá fora eu percebi que deitado no chão, em cima de um lençol, estava Scorpius com o seu rosto voltado para o céu, olhando para a “estrela de Vincent”.

–Posso? – Perguntei apontando para o lado dele.

–Claro. – Disse – Você sempre me acha não?

–Tenho um radar pra isso. – Eu disse me deitando ao lado dele – Olhando pra a Vincent?

–Pensando. Sabe quando nós somos pequenos e os nossos pais dizem para nós fazermos pedidos a estrelas cadentes? – eu murmurei em concordância. –Queria que fosse verdade.

–Faça um – Disse apontando para uma estrela cadente.

–Você está maluca?

–Qual é, estamos numa terra mágica com bruxos e semideuses procurando um leão falante. Que custa tentar?

–Beleza – Ele disse apertando os olhos e nesse momento eu só tinha certeza de uma coisa. Ele estava pedindo para o melhor amigo dele voltar à vida.

–E ai? – Perguntei quando ele abriu os olhos

–Viu, não funcionou.

–Vai com calma, ai espertinho – Disse apontando para uma rajada de luz no céu. O chão a nossa frente estremeceu e nós corremos pra ver o que foi. Quando chegamos ao lugar da colisão eu vi um menino alto de cabelos castanhos rebeldes, um físico forte, olhos também castanhos e pele branca. Sua roupa estava um pouco suja devida a te caído na terra, mas dava pra perceber que ele vestia uma camisa azul marinho e uma bermuda branca, ou era branca, e um tênis. O que mais me chamou atenção foi a sua boca. Seu sorriso era um sorriso brincalhão, trapaceiro e maroto. Fui até ele e lhe ofereci a mão para que ele se levantasse, mas em vez disso ele me puxou para baixo e me envolveu em seus braços e me deu um beijo. Um longo beijo, e me arrisco a dizer, o melhor beijo de todo o mundo. Só depois que ele me soltou foi que eu vim perceber o que tinha acontecido e onde eu estava.

–Vai ajudar um velho amigo a levantar não Corcor? – Perguntou o garoto. Só ai foi que eu fui me tocar quem ele era e me levantei depressa e fui correndo até o Scorpius e percebi que o espanto, assim como as lágrimas, estavam estampados em sua face.

–Você deveria estar morto. – Disse Scorpius

–Se quer assim, eu me mato agora mesmo. – Disse o garoto que na verdade era estrela, que na verdade era o Vincent.

–Não. É que eu vi você morrer.

–Ah, não vem com essa. Eu sou Vincent Bloosk e eu vim de uma estrela – Disse ele brincalhão e ouvimos um grito distante.