A garota do condomínio.
1 Quando tudo começou.
Notas iniciais
/11 de fevereiro de 2004/
A pequena Valéria acordou muito animada, ela estava completando cinco anos de idade, uma idade muito legal para as crianças, ela fez duas trancinhas em seus cabelos, os enfeitando com algumas fitas vermelhas nas pontas.
Rosa — Filha meu amor, meus parabéns, eu quero que você nunca esqueça que eu te amo. — falou entrando no quarto com lágrimas nos olhos.
Valéria — Não chora mamãe. -suplicou já ficando bem nervosa, o que será que estava acontecendo?
Rosa — Filha, você vai morar em um orfanato ouviu? será por pouco tempo. — falou com o medo evidente.
Valéria — O que é um orfanato? — perguntou a pequena garotinha colocando as mãos na cintura.
Rosa — É um lugar cheio de crianças, garanto que você irá se divertir bastante meu amor. — falou tentando sorrir.
Valéria — Mais o Carlinhos disse que eu nunca chegarei perto de nenhuma criança mamãe. — falou se referindo ao padrasto.
Rosa — Você não pode contar nada pra ele, depois eu vou contar, mais só quanto você já estiver lá. — falou praticamente suplicando o silêncio da filha.
Passos foram ouvidos vindo do corredor, o cordão gigante que Carlos usava no pescoço podia ser ouvido de longe, ele logo abriu a porta bruscamente e entrou com um sorriso malicioso no rosto, Rosa abraçou a filha forte.
Carlos — Parabéns minha gatinha, cinco aninhos? já está virando uma mocinha. — falou observando o minúsculo corpo da pequena Valéria.
Valéria — É Carlinhos, e no próximo ano eu até já vou fazer seis aninhos. — falou fazendo seis com as mãos.
Naquele dia, anoiteceu rapidamente, a pequena de apenas cinco anos se preparava para jantar, foi quando ela ouviu pedrinhas sendo jogadas na vidraça do seu quarto, ela abriu e sorriu ao ver seu pequeno amigo.
Valéria — Paulinho, adivinha? eu já tô fazendo cinco aninhos hoje. — disse batendo palmas feliz.
Paulo — Parabéns Léria, você não quer vim brincar comigo em? tô indo caçar borboletas. — falou o garotinho em cima da sua pequenina bicicleta.
De repente Carlos chegou e fechou a janela com força, Rosa entrou correndo no quarto da filha, Valéria se assustou ao ver que a mãe estava sangrando, a menina correu para abraçar a mãe porém foi atingida por um soco bem na barriga dado por Carlos, a pequena caiu no chão já gemendo de tanta dor.
Carlos — Pensou que ia me enganar sua vadia? eu já sei que você estava tramando levar a Valéria para um orfanato. — falou derrubando Rosa no chão.
Valéria — Para Carlinhos, você está machucando a minhã mamãe. — gritou com a voz chorosa.
Carlos — Eu não preciso mais de você, tenho a gostosa da sua filhinha só pra mim. — disse chutando Rosa.
( Rosa Ferreira foi espancada até a morte, e tudo isso na frente da sua filha, de apenas cinco aninhos. )
Valéria fechou os olhos desejando que aquilo fosse um sonho apenas, porém a dor no seu pequeno coração estava gigante, o sangue de sua mãe estava em quase todo chão e Carlos tinha as mãos sujas de sangue, ele se aproximou de Valéria com um sorriso malicioso.
Carlos — Tira essa roupa agora, esperei por esse meu momento há muito tempo. — falou já rasgando as roupas da garotinha.
Valéria — NÃO CARLINHOS, NÃO FAZ ISSO! — gritou já chorando e sentindo Carlos acariciar seu corpo.
Valéria desmaiou rapidamente, Carlos a estuprou mesmo ela estando desacordada, ele preparou as malas dos dois, Carlos iriam levar Valéria para um lugar bem longe, onde ninguém jamais a encontraria, pra uma cidade bem pequena e tranquila, Valéria não tinha nem se quer um documento, Carlos não havia permitido que ela tivesse, então, para a sociedade, Valéria não existia.
Carlos — Você será só minha para sempre, eu te farei uma mulher, e ninguém jamais tocará em você além de mim! — falou observando a pequena dormir.
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