A garota do condomínio.

3 Condomínio fantasma?


Notas iniciais
Narrando um pouco sobre a vida de Paulo, por enquanto apenas: Paulo, Mário, Laura e Valéria serão os personagens de carrossel que aparecerão na história, talvez aparecerão mais ao longo da história.

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Senti Mário me cutucando quando o táxi parou em frente há um pequeno apartamento em uma rua bastante deserta, aliás, tudo nessa cidade é meio deserto, paguei o taxista e retiramos nossas malas no bagageiro.

É Paulo Guerra, olha só aonde você veio parar, em: Nova City.

Peguei as minhas malas e uma das malas de Laura e saí arrastando até a porta do apartamento, uma velhinha bastante simpática veio nos atender.

Laura: A senhora é a dona Gina não é? — perguntou Laura normalmente, ainda bem que a tal dona Gina era brasileira e falava a nossa língua.

Gilda: Sou sim querida, vocês são os adolescentes que vão adotar meu apartamento não é? finalmente achei alguns brasileiros por aqui. — comentou rindo — aqui está a chave do apartamento, fiquem o tempo que precisarem.

Adentrei no apartamento assim que acertamos as contas com dona Gilda e ela leu as regras que deveríamos cumprir, joguei as malas de laura no chão enquanto flexionava as minhas costas que doíam.

Paulo: Laura você carrega o que nessas malas? Negócio pesado. — falei com uma careta enquanto Laura conferia se eu não tinha quebrado nada dela.

Laura: São as minhas pesquisas idiota. — respondeu revirando os olhos, ela caminhou até a janela. — finalmente comprovarei minhas teorias nessa cidade.

Mário: Nem acredito que rodamos o mundo inteiro para vim parar aqui, o pior é que estou morrendo de fome. — comentou Mário abrindo a geladeira.

Laura: Tô morta de fome também, quem vai fazer as compras? — indagou animada olhando para nós dois, eu e Mário negamos com a cabeça.

Paulo: Vamos no ímpar ou par, quem perder vai fazer as compras com a Laura e outro arruma o apartamento. — propus para Mário.

Escolhi ímpar e ele escolheu par.

Joguei dois e ele quatro, seis era par e eu perdi, Laura resolveu tomar banho antes das compras, me sentei no sofá enquanto a esperava.

Mário, Laura e eu éramos uma espécie de três patetas, desde pequenos somos amigos inseparáveis, nossos pais formaram uma empresa juntos, nós três fizemos faculdade em Harvard, até largamos tudo e resolvemos viajarmos pelo mundo que nem loucos sem rumo.

Laura sempre foi esforçada em seus estudos, ela tinha tudo para ser uma das maiores cientistas desse mundo, mais não, a única coisa que a interessa é provar para o mundo a sua teoria que fantasmas existem, viajamos o mundo inteiro e nada dela encontrar a prova necessária e comprovar sua teoria.

Bom, e eu? eu quero escrever um livro, até aí tudo bem, qualquer um pode escrever um livro, mais não, eu quero algo diferente sabe? uma história real registrada em páginas, já o Mário? bom, ele é típico amigo doidão que anda com a gente para cima e para baixo.

Laura: Estou pronta, vamos Paulito. — disse, ela estava muito bela.

Paulo: Está linda, vou até te vigiar por esse mercado. — falei sorrindo e ela soltou uma risada junto com Mário.

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Laura era uma lesma para escolher cada fruta, ela analisa perfeitamente bem a qualidade de cada coisa que comprava, isso já estava me dando nos nervos, há essa hora Mário já deve ter morrido de tanta fome.

Laura: Acho que terminamos né? — perguntou para mim e eu assenti.

Paulo: Finalmente não aguentava mais, se houvesse um campeonato da lerdeza você com certeza ganharia. — falei rindo da cara que Laura fez.

Laura: Aé? e você ganhava o campeonato dos imbecis, dos idiotas, dos tolos, dos burros, dos babacas, dos trogloditas, dos...

Paulo: Tá, tá bom chega. — falei irritado e Laura soltou uma risada enorme, quase morro de vergonha porque todo mundo olhou para a gente.

Peguei algumas sacolas com as mãos e saímos caminhando a pé, queria pegar um táxi, mais não, a senhorita Laura gostava de caminhar pelas ruas desertas daquela cidade, loucura ao extremo.

( Escutem: https://youtu.be/PeN5IKRC3hg )

Laura: Paulo? que prédio estranho, isso sim parece um cenário de um lugar bastante macabro e sombrio. — falou Laura observando um condomínio.

Realmente aquele condomínio era bastante estranho, e ficava bem em frente ao nosso apartamento, parecia um local abandonado e escuro, foi quando encarei uma das janelas daquele prédio.

Vi uma garota com uma roupa branca, soltei um sorriso e ela sumiu de repente, as luzes da janela se apagaram me assustando.

Paulo: Eu vi uma garota naquela janela Laura. — falei e percebi Laura dando um passo para trás e me encarando sério.

Laura: Para de me assustar Paulo, a dona Gilda me falou que não mora ninguém nesse condomínio. — contou me olhando cheia de medo.

Senti minhas pernas bambearem, quem dera que eu estivesse realmente enganado Laura, mais não eu realmente vi uma garota naquela janela, minhas mãos já estavam frias, será que era alguma aparição fantasma?

Paulo: Eu não estou te enganando Laura, eu realmente vi, mais ela sumiu muito rápido. — comentei sério encarando Laura.

Eu e Laura aceleramos o passo e entramos no apartamento, logo que vi Mário ele correu a atacou a caixa de pizza, nós três merendamos, Laura logo ficou pensativa e caminhou em direção a janela.

Laura: Talvez esse condomínio seja realmente fantasma, seria a chance para provar a minha teoria. — comentou e eu senti um arrepio no meu corpo.

Paulo: Eu posso jurar como eu vi uma garota naquele condomínio, o pior é que essa rua é praticamente deserta. — falei deixando Mário com medo.

Naquela rua havia apenas o nosso apartamento e um casal de velhinhos que morava do lado, além de uma família muito rica que era nossa vizinha também, mais essa família vivia viajando, pelo menos foi isso que dona Gilda contou para Laura, fora isso, apenas o condomínio da nossa frente.

Mário: Acho que hoje eu não durmo mais, fecha essa janela Laura. — disse tremendo de medo e se escondendo atrás de mim.

Laura: Deixa de frescura Mário, se esse condomínio realmente for mal assombrado a gente vai descobrir. — falou convicta e com um pouco de medo.

Fomos dormir logo em seguida, durante a noite eu não conseguia dormir, a imagem daquela garota não saía da minha cabeça, será que realmente era um fantasma? ou era apenas uma garota comum?

De uma coisa eu tinha certeza: havia algo de errado naquele condomínio sombrio, e seja o que for, eu irei descobrir.

Notas finais
Beijsssss, diga a sua opinião sobre a história nos comentários leitores!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.