A garota da casa ao lado

4 Capitulo 4-Um jogo de falsidade


Notas iniciais
Olá pessoas, Desculpe o atraso (hehe), é que eu vou ter que me apresentar dia 26 de outubro, e tipo, tenho que aprender uma música em inglês e aprender a tocar violão (daí a ideia do evento escolar que vcs lerão nesse capítulo). Sem contar a feira de ciências... muito trabalho! Espero que gostem :3 Bjs doces

Bom, ontem não foi um dia muito agradável, alias, não foi nada agradável. Depois de quase meia hora só com o Wall eu tomei banho, me arrumei e fiquei atoa em casa.

Heloísa me perturbou para saber o que havia acontecido, mas eu não lhe disse nem um piu. Minha mãe ameaçou contar pro meu pai que algo havia acontecido se eu não lhe dissesse, mas eu sabia que era só ameaça. Enquanto a Lorenzo, bem eu lhe disse que havia arrumado confusão e ele me desculpou por ter saído sem mais nem menos.

Mas, hoje é um novo dia (ou pelo menos deve passar a ser), e ainda é uma segunda feira, isso significa que tem aula. “O primeiro é sempre o melhor”, eu espero.

Quando acordei, com Wall me lambendo, desci as escadas, enchi-lhe a tigela, comi uma torrada com manteiga e vesti o uniforme, ignorando totalmente os olhares preocupados de minha queria mãe, e o drama de Heloísa.

O uniforme era comunal, uma saia ou calça para as meninas (eu optei pela calça, enquanto Loísa pela saia), uma camiseta branca com um símbolo azul na região do coração, e para os meninos, a mesma camiseta ou calça. Eles também tinham a opção de bermuda, que foi a escolha de Lorenzo.

Eu peguei minha bolsa e fui à frente junto de meu querido irmão, Wall me seguiu nos primeiros três paços para fora do quinta, mas depois voltou assustado.

Meu pai havia nos dito que nos levaria de carro, mas como ele estava muito ocupado (para variar) e a escola é perto, tivemos que ir andando. Apenas Heloísa ficou em casa, dizendo que só iria de carro.

***

Assim que eu e Lorenzo chegamos, dei de cara com duas das “patricinhas malvadinhas” da região. Fui até elas irritada:

–Olha só quem está aqui! –Lorenzo continuou seu caminho até o corredor dos armários.

–Oi, tudo bem? –Perguntou Patrícia com um sorriso sínico.

–Como assim? Você acha que eu me esqueci? –Cheguei perto com os punhos fechados de raiva.

–Esqueceu-se do quê querida? –Continuou Paty com falsidade.

Naquele momento eu apenas suspirei. A amiguinha de Patrícia olhou para o chão rindo, e eu não pude deixar de ver que ela usava minha bota sem salto. Infelizmente, foi a gota d’agua, mesmo eu sabendo que, arrumar uma briga no primeiro dia de aula não seria nada bom, dei um tapa com toda a minha força no rosto de Patrícia sussurrando:

–isso é pela bota.

Teria lhe dado muitos outros daquele, aproveitando que só estavam duas juntas. Mas, uma mão macia e familiar me puxou perguntando suavemente:

–O que você está fazendo Annie? –Era Oliver.

–Ollie...? –Perguntei confusa, olhando rapidamente para Paty.

Ela acariciava sua face com lágrimas bem fingidas nos olhos.

–Nossa... Querida... Quê que eu fiz? –A farsa era de atriz.

Olhei para ele que fez uma expressão de repulsa. Soltei-me e sai de perto, caminhando pesadamente até o corredor dos armários.

Eu não queria que o Oliver brigasse comigo, mas percebi que ele ia acreditar na farsa da Patrícia, aliás, ela é a namorada dele.

–Oi, você é aluna nova? –Perguntou uma garota do meu lado, que mexia em outro armário.

–Sou sim... –Confirmei sem muito ânimo.

–Prazer –ela sorriu feliz –meu nome é Clarisse, pode me chamar de Clara.

Confirmei com a cabeça e fechei o armário com força fazendo um pouco de barulho:

–Se a diretora ver isso ela te mata. –Riu Clara.

Mas, eu ignorei, nunca fui de fazer amizades, ainda mais hoje. Entrei na sala indicada e procurei um bom lugar para sentar. Tinha uma carteira vazia bem onde eu gosto: na frente e perto do professor, é ótimo sentar lá, você pode receber explicações extraclasses e perguntar coisas sem ter que levantar para todo mundo ver que você não entendeu.

Assim que me sentei e terminei de arrumar meu material, o meu desafeto (Paty) chegou e me fez descobrir que, além dela ser da mesma classe que eu, sentava lá.

–Amor, dá licença. –Ela disse com sarcasmo.

–Você de novo imbecil? –Rebati raivosa.

–Se você não quiser seguir o mapeamento da sala, eu posso falar com a professora quando ela chegar. –Ela sorriu- Já aproveito e destaco que você me bateu e está me xingando agora.

Levantei-me bufando, recolhi o material e caminhei até o final da sala, não pude deixar de vê-la rindo da minha cara, revirei os olhos.

–Hey, menina! –Um garoto mal vestido me chamou – Senta perto de mim, linda!

Bufei novamente:

–Hey você! –Aquela garota de antes me chamou- Aqui tem lugar.

Bom, era sentar-se com a estranha amigável ou com o menino tarado.

–Oi! –Ela falou eufórica.

–O que você quer comigo? –Perguntei ajeitando as minhas coisas na carteira.

–Bom... Gostei do jeito que você tratou a Paty. Todo mundo aqui, costuma puxar o saco dela só porque o pai dela é delegado.

–O pai dela? –Ri – E a criou assim?

Cochichamos mais um pouco até a professora de biologia (amo essa matéria, puxei o dom de entendê-la da minha mãe) chegar e passar umas lições fáceis. Descobri que, quando ela (que a propósito se chama Clarisse) chegou à escola também odiava Patrícia, mas ela foi tão humilhada que acabou se “submetendo” em parte à ela. Disse também que, na época, a melhor amiga de Patrícia se fez por amiga dela (da Clara) para “roubar informações”. “Cruz credo!”, pensei comigo, eu só queria estudar, anda mais.

Depois da aula de biologia, que foi muito bacana, quando professora me apresentou e viu que minha apostila era bem mais avançada me deu muitos elogios! Veio a entediante aula de geografia. Nunca gostei, não sei o motivo. E antes do intervalo estudamos português, para meu azar foi uma bela prova.

Durante o intervalo eu e Lorenzo conversamos. Ele perguntou-me porque eu havia batido naquela menina e eu lhe respondi, explicando o que havia acontecido ontem. Sei que ele nunca falará para ninguém, sempre foi um túmulo.

As outras três aulas foram matemática, outra de biologia e uma de inglês. Para o meu para, eu e aquela menina fomos escolhidas pela professora de inglês para fazer um trabalho musical. Eu não entendi muito bem.

Parece que mês que vem vai ter um evento na escola, onde os alunos irão cantar e tocar coisas inglesas. A professora de inglês separou os que queriam tocar/cantar e os que apenas iam arrumar as coisas (de acordo com a preferência dos alunos, ficaram 9 para se apresentar e o resto para decorar. E adivinhe? A Paty vai cantar. Foi quando a professora escolheu ela para fazer dupla com o Oliver que me toquei: ele é da mesma sala que nós. Bom, isso vai valer uns cinco pontos e todo mundo tem que participar.

Minha mãe sempre elogiou minha voz, então, eu decidi cantar. E aquela tal de Clarisse disse que sabe tocar violão, foi até bom irmos juntas, eu acho.

***

–Filha, vem comer! –Gritou minha mãe para Heloísa.

–Já vou! –Respondeu com a voz risonha.

Eu estava quase chorando de fome, já que nem havia comido na escola. Quando minha mãe colocou aquela deliciosa Quiche lorraine (uma comida parecida com lasanha, francesa) no prato tive que comer às pressas.

De repente, quando eu e minha família estávamos terminando o jantar, loísa aparece (ela não estava incluída no “minha família”) com roupas curtíssimas, diz que vai sair com umas amigas e dá no pé. Meu pai, é claro, não viu nada demais. Lorenzo não se pronunciou, nem eu, mas ficamos indignados. E minha mãe reclamou e bufou. Cada qual sabe de sua vida, certo?

Antes de dormir (com Wall na minha cama), pensei seriamente em como me vingar de Paty e me explicar para Ollie.

Notas finais
Que ódio da Paty! Essa falsa.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.