A garota através do tempo
1 The girl across time
Notas iniciais
A garota através do tempo.
''Em pleno século XXI, uma garota de cabelos loiros e olhos verdes estudava na biblioteca do seu colégio, entediada de passar as páginas do livro de geografia, ela levantou-se da cadeira e começou a mexer nos livros da prateleira “Vou ler um livro de ação, ou suspense para descontrair um pouco”, pensou a garota. Depois de alguns segundos vendo os livros, ela achou um que lhe chamou bastante atenção. Um que estava no canto, bem esquecido, velho e empoeirado, ela pegou o livro com as duas mãos e voltou para a mesa onde estava sentada, puxou uma grande quantidade de ar para os pulmões, e depois soprou forte na direção da capa do livro. “É está bastante sujo” pensou a jovem. Ela terminou de limpar o livro com a mão e sem perder tempo abriu o livro...
Achou estranho, não havia titulo, ela continuou a rolar as paginas mas o livro estava em branco, apenas as páginas sem uma única letra. Ela virou todas as páginas e na parte de trás do livro havia escrito umas palavras estranhas. Umas que ela nunca tinha visto. Não parecia português, inglês, espanhol ou qual quer outra língua que a garota já tinha ouvido falar.. Ela passou uns minutos tentando pronunciar corretamente aquelas letras estranhas, e depois de algumas tentativas a garota pronunciou a palavra em voz alta.. Ela sentiu o livro ficar mais pesado, e então o soltou sobre a mesa, e uma luz esquisita saiu do livro, a luz dourada ofuscou seus olhos, ela se sentiu tonta e logo desmaiou... Depois de algumas horas, ela abriu lentamente seus olhos, e raios de sol faziam suas pupilas arderem, ela colocou a mão em frente os seus olhos e se levantou do chão. Deparando-se com casas, carroças e pessoas com vestes diferentes, algo puxado para o tempo medieval que ela viu em alguma das aulas entediantes de histórias. Encabulada, a jovem perguntou para uma mulher que caminhava por ali, em que ano estava. A mulher de aparência simples, respondeu simpática. “Estamos no primeiro século depois do nosso senhor e salvador Jesus Cristo”. A mesma se afastou da mulher, achando ser uma pegadinha muito bem-feita, afinal, era impossível voltar ao tempo... “Não era?” pensava a jovem, ela observou o local sua volta, todos os cidadãos que ali se encontravam usavam vestes simples ''Camponeses ? '' pensou a garota, que já havia estudado algo sobre eles. Ela caminhou devagar, até uma barraquinha, cheia de frutas vermelhas, muito apetitosas. Ela estava com uma grande fome.
Educadamente, perguntou ao homem idoso, se poderia pegar uma, pôs não tinha dinheiro para pagar. O homem a encarou com desgosto e mando-lhe ir para outro lugar, pôs estava afastando a freguesia por sua 'roupa inadequada '. Enquanto o senhor mal-humorado foi atender uma cliente, que acabará de chegar, a menina roubou uma maça vermelha e suculenta. Saindo correndo logo em seguida, ouvindo a voz rude do vendedor gritar ; ''pega ladrão, roubou minha mercadoria !''.A Loira apertou o passo, mas acabou sendo barrada por um enorme cavalo branco, que fez a mesma cair no chão com o susto. Logo percebeu, que nele montado, havia um homem com uma amadura desgastada na cor branca. Ela perguntou sussurrando “Qual seu nome?” e o homem de armadura leu os seus lábios e entendeu perfeitamente o que a garota havia perguntado. O cavalheiro desceu do cavalo e lhe estendeu a mão, a garota segurou sua mão com firmeza e se levantou do chão. “Lancelot”, falou o homem que ainda segurava sua mão. Logo aquele nome lhes trouxe lembranças do fundo da mente dela e também no fundo das aulas entediantes de história, Lancelot fazia parte da távola redonda, ela de fato, já conhecia o homem e seu futuro. Ele lhe ofereceu, uma morada adentro da floresta, a garota sabendo que Lancelot era um homem honesto, concedeu, afinal aquela maça não mataria sua fome. Alguns dias tinha se passado, e a garota já tinha se conformado na hipótese de, nunca mais voltar a ver seus amigos ou familiares. Ela sabia como tudo aquilo iria acabar, como Lancelot iria morrer. Mas preferiu não lhe contar nada, afinal como ele reagiria ? Ela mudaria o futuro, certo ? ou ela já não mudou ? Aquilo martelava na cabeça da garota, que agora se encontrava lendo um folheto qualquer. ''Extra, extra : O Livro de Andrômeda , foi encontrado! Sim, isso mesmo o livro da princesa Andrômeda foi encontrado, seremos salvos ?! ''
Havia ali, a foto do livro no qual ela tinha lido, para vir parar aqui. Logo vestiu uma das vestes na qual a dama do lago tratou de lhe oferecer, e saiu em busca do castelo. Ela precisava daquele livro para voltar pra casa, ao menos ela concluiu isso. Ao chegar no porteiro do castelo, se deparou com alguns guardas, no qual guardavam o castelo para não ser invadido . Com certa dificuldade ela entrou rapidamente no castelo. Com o tempo morando nessa pequena vila, ela aprendeu coisas. Número um, nunca deixe qualquer cavaleiro de alto calão, irritado. Número dois, a sala onde a princesa Andrômeda ficava, era numa parte separada do calabouço. Se ela sabia onde ficava o calabouço ? sim, Lancelot vivia lhe perturbando contando detalhes sobre o castelo. Era como se ela já conhece-se cada canto do castelo, imenso. Caminhando sobre um corredor pouco iluminado, a menina se via, num simples estado, perdida. Logo ouviu passos rápidos e se empurrou para uma abertura que encontrava-se ali, na parede. ''Quem estás ai ? '' uma voz rouca perguntou, fazendo a garota tremer da pontinhas do pé á ultima raiz do cabelo. Ela permaneceu calada, e logo ouviu os passos seguirem adiante. Saiu dali devagar mas logo foi sufocada por mãos fortes. Um dos guardas havia lhe visto. “Agora é meu fim”, pensou a garota. Mas então se lembrou rapidamente das aulas de autodefesa que Lancelot havia lhe ensinado. Ela segurou a mão do homem e chutou sua barriga com força, fazendo com que ele a soltasse. Ela correu em direção ao quarto da princesa, quando chegou perto da porta da mesma, abriu rápido e arrastou uma mesa que estava ali perto, e se virou... Mas não encontrou nenhum sinal da princesa, na verdade... O quarto parecia que ninguém entrava ali a anos.. Ela saiu a procura da princesa, e achou num canto o livro que havia lido. Ela pegou o livro rápido e abriu, e para sua surpresa dessa vez, havia escrita, bem diferente de antes, ela começou a ler rápido, e tudo que havia escrito no livro havia acontecido com a mesma, ela foi ate o final do livro e lá havia as mesmas palavras estranhas. Ela repetiu as palavras e novamente sentiu o livro ficar pesado, ela o soltou e a forte luz veio novamente, a garota se sentiu tonta e logo desmaiou... Umas horas depois ela abriu os olhos, e percebeu que estava na biblioteca, com o livro em suas mãos, ela se levantou e uma garota estava ao seu lado, uma garota de cabelos negros, e olhos escuros como a noite. A garota se aproximou da mesma e falou :
“Eu sou a princesa Andrômeda, e você achou o meu livro nessa era, pode parecer um pouco confuso, mas não foi por acaso que você o encontrou.. Compartilhamos o mesmo sangue, sou uma ancestral sua.. Sabe aquela sensação que temos quando achamos que já vivemos aquilo?. Na verdade não vivemos, foram nossos ancestrais que viveram aquilo, e as lembranças estão nos nossos DNA... E é isso que o livro que você leu faz, te trás as lembranças de nossos ancestrais, você estava na pele de uma garota chamada Kiaara, você estava vivendo achando ser ela.. Um pouco complicado de entender não?” A garota que ouvia tudo calada, e com bastante atenção, apenas balançou a cabeça positivamente “Me chamo Safira.” falou a garota para a princesa de Andrômeda. “Eu sei o seu nome Safira, e olhe aqui no livro, você tendo a lembranças da Kiaara você também recebeu tudo que ela possuía, força vital, inteligência, tudo. Mas ainda há paginas em branco, o meu livro sempre será escrito assim que você voltar para a pele de um ancestral seu, e assim, você poderá dar um final para ele... Olhe, o titulo está se formando” Safira pegou o livro e voltou todas as paginas, e lá estava o titulo escrito “A garota através do tempo”. Ela virou-se para o lado e a princesa de Andrômeda havia desaparecido, ainda assustada com tudo aquilo ela permaneceu imóvel, mas mesmo assim guardou o livro em sua bolsa, depois de alguns minutos pensando, ela saiu da biblioteca. Com a ideia, de reviver todos os seus antepassados e descobrir toda historia da sua família ''
Notas finais
Beijinhos de nutella
Vivi-chan
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