A garota
8 A garota e o mundo
A garota pôde finalmente abrir as janelas do quarto e foi recebida pela umidade do ar que veio da chuva que se encontrava no passado, ela olhou e viu como o mundo estava mais verde e o céu mais intenso do que o azul das próprias araras azuis, cores tão vivas e quase consideradas extintas. A garota era eu, e eu era As Cores e suas tonalidades e, daquele momento em diante eu, eu soube em que a vida era baseada.
Fui com o vento e sai de meus aposentos ao encontro dele, do Mundo.
–Estais tão belo e vivo nesta manhã — disse eu.
– Somente a chuva pode me fazer assim — respondeu-me ele.
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