O universo estava quieto como sempre havia sido, seu vácuo impedia qualquer som de se propagar e sua imensa escuridão sufocante envolvia até corpos de proporções gigantescas. O frio do vácuo devorava tudo que ali existia e a definição de vazio, apesar de ainda não existir em palavras humanas ou em qualquer outra língua espacial, não conseguiria descrever aquilo.

No meio dessa escuridão, algo de proporções e características indescritíveis parecia vibrar em um ritmo próprio, se movimentando no breu de forma desordenada e em ângulos inimagináveis na matemática euclidiana. O ser ou o que quer que seja aquilo era inominável, indescritível e no breu eterno, também invisível.

Não se sabe ao certo quanto tempo levou, se anos, séculos, milênios ou eras inteiras, talvez até mais que isso, mas em um dado momento toda a escuridão do universo foi substituída, mesmo que por um milésimo de segundo, por algo diferente, algo capaz de percorrer distâncias absurdas instantaneamente, algo capaz de encher todo o vácuo, e algo capaz de fazer o invisível se tornar visível. Muitíssimos milênios depois, daríamos o nome dessa ausência de escuridão de: luz. Algo tão poderoso que deformou o conceito de sua própria existência e suplantou seu real significado de origem, nos fazendo conhecer a escuridão como a ausência de luz e não o inverso como era no início.

Ao centro desse pulsar radiante de luz, estava o ser indescritível e inenarrável. Ele agora parecia diferente, fibrilando de forma impossível e inimaginável. Porém, agora ele não estava mais sozinho, um ser de iguais proporções inconcebíveis estava ao seu lado, imitando seus movimentos como um jogo de mímica ou um espelho em três dimensões, mas logo depois, esse ser se escureceu, como se a escuridão inicial o tomasse e dele, veio novamente o breu, que assolou todo o espaço vazio.

O ser que ainda se mantinha claro agora se moldava novamente, o espaço-tempo para ele era algo irrisório, cada movimento dele poderia demorar segundos ou eras, a sua vontade, da mesma forma funcionava seu progresso evolucional. Era impossível distinguir sua forma diante da luz que emanava, mas agora não mais parecia que essa luz flutuava estagnada, ela parecia vagar pelo espaço sombrio e frio procurando por algo que jamais poderemos sequer especular o que deveria ser, o ser vagava em linha reta em um horizonte infinito em todas as direções e ângulos. Mas para ele a distância também pouco importava, pois nada além de vácuo, frio e escuridão existiam ali.

O ponto de luz parecia levitar suavemente em um mar negro abissal, como um peixe nadando na escuridão profunda, ou uma tocha em uma caverna de um negrume quase tátil. Mas algo parecia, novamente, diferente: o ser de luz emanava uma luz fraca e triste em um tom pastel quase azul. Enquanto antes ela parecia obstinada a algo que provavelmente a mente humana jamais será capaz de processar, agora ela perambulava em sua linha reta infinita em um ritmo constante e despreocupado, agora, não parecia que estava buscando por nada, ou ansiando algo, ela parecia apenas existir, infinitamente como seu movimento, vindo do nada e indo para o nada, sem qualquer propósito e sem qualquer motivo aparente ou sequer perceptível.

O ser obscuro, por sua vez, parecia gostar de como tudo estava, seus arredores mais próximos eram tão escuros que até a luz que emanava do ser de luz se escurecia ao se aproximar e desaparecia como ele, tragada por seu vazio. Se pudéssemos ver sequer seu vulto enegrecido pelo nada, o veríamos ziguezagueando pela imensidão infinita e desolada como se estivesse alegre, ou pelo menos tivesse algum objetivo traçado, ao contrário do ser de luz. Vez ou outra, no tempo imensurável que se passava como nada para ambos, acontecia de eles se encontrarem na escuridão infinita e nesses raríssimos momentos o ser enegrecido se mantinha apenas como um observador desse ser de luz brilhante ao mesmo tempo que fraca. De longe, ele via a linha reta e contínua que esse ser traçava até sua claridade fraca desaparecer novamente no vazio gélido do espaço, depois, os movimentos invisíveis de ziguezague voltavam.

Finalmente, o ser de luz cessa sua peregrinação inútil pela primeira vez desde de quase sempre. Ele se limita em ficar parado, cintilando em uma luz cada vez mais fraca, como se estivesse diminuindo de tamanho. Vagarosamente ele se torna algo parecido com uma esfera, cada vez menor e mais densa, porém menos brilhante. Era a primeira vez que ele se tornava algo distinguível. A pequena bola de energia bege azulada continuava a diminuir até que finalmente se torna uma partícula de luz tão pequena que retorna ao invisível no meio da imensidão negra.

Ao longe, o ser de escuridão o observa e, se possuísse um rosto de feições minimamente humanas, ele agora estaria sorrindo de orelha a orelha.

Mas, não se sabe o porquê ou o como, pela segunda vez a luz se fez e tomou toda a imensidão negra, explodindo em um raio de avanço crescente até os dias de hoje. Dessa vez ela durou mais que um instante, de fato, ela durou o suficiente para que minúsculas partículas brilhantes se criassem aleatoriamente pelo cosmos, como se a luz tivesse se desfeito em poeira incandescente e física, que povoou todos os arredores.

Ao redor dessas partículas que brilhavam em cores incrivelmente distintas no espectro, pequenas partículas de cinzas se aglutinavam e começavam a orbitá-las, essas pequenas partículas desprovidas de luz própria, por sua vez, queimavam e um fogo tão quente e líquido que se tornavam vermelhas, com leves nuances de cinza, vindas das camadas mais externas do núcleo em lava. Outras partículas apenas vagavam perdidas, ainda em chamas, até se consumirem no cosmo sem oxigênio. No centro de todo esse feito, novamente o ser de luz, que agora brilhava como nunca e tinha mudado de forma, se tornando algo que, ao ser visto, era tão difícil de se descrever, que era incapaz de ser processado por alguma coisa ou algum ser que não tivesse propriedades divinas como ele, mesmo assim, ele parecia observar ao mesmo tempo toda a sua criação infinita, como uma presença onisciente e onipresente.

O ser de luz novamente estava parado, mas dessa vez, como o ser de escuridão outrora, se possuísse uma face que lembrasse uma face humana, ele estaria sorrindo, observando tudo que criara concentrando seu poder como tinha aprendido em sua peregrinação aparentemente sem motivo pelo cosmos. Ele havia finamente criado sua maior obra prima, o que na Terra ficara conhecido como: Big-Bang.

O ser vazio então desapareceu no que ainda sobrava de seu aconchegante escuro, parte essa ainda não tomada pelas partículas de luz. Não se sabe ainda o porquê ele fizera isso, mas se fosse possível pensar em algo humano para representar os seus motivos, seria a ira. A ira de ter seu espaço profanado, a ira de ter sua preciosa escuridão interminável tirada de si por esses inúmeros pontos brilhantes de energia, ira de ter sido criado junto com um ser que é seu exato oposto e por fim, ira der ter seu poder enfraquecido, pois não conseguiria, mesmo que tentasse, fazer a escuridão voltar a seu estágio original. Por isso, acredita-se, o ser espectral de escuridão e vazio simplesmente se fez parar de existir e apesar de sua obra se manter existente, agora os pontos de luz que ali haviam se mantinham imperantes e a povoavam aos zilhões.

A luz primordial passou a imperar sozinha no universo, observando sua criação de forma onipresente, mas sem se tornar um ator, apenas um observador. Com o passar das eras, a criação foi se modificando, pontos de luz desapareciam simultaneamente a outros que apareciam, condensados de nebulosas de gases que vagavam após a explosão que ele criara. Até mesmo os pequenos pedaços de pedras espaciais de formas geoides disformes e flamejantes agora se modificavam à medida que sua crosta endurecia. Alguns até mesmo já possuíam uma camada de gases que recobriam a sua atmosfera primitiva, na distância perfeita dos pontos de luz que os aqueciam sem os queimar. Com o tempo, o ser de luz se assustou com pequenos seres vivos simples que se tornavam cada vez mais complexos em vários desses pontos geoides e cada vez mais intrigantes. Pela primeira vez em muitas eras, desde que seu irmão desaparecera, ele não estava sozinho.

Nesse momento, ele teve o sentimento mais, com alguma liberdade, humano que um ser celeste poderia ter, ele se sentiu feliz por não mais estar sozinho no universo que ajudara a criar. Depois de sua descoberta, o ser onisciente e onipotente de forma indefinida passou a cuidar de sua criação inusitada, zelando por ela de forma imparcial, apenas impedindo que ela fosse completamente extinta, mas sem interferir diretamente.

Em certo momento, os pequenos seres mortais que iam se criando nas incontáveis rochas espaciais, começaram a desenvolver, a seu tempo, pensamentos cada vez mais rebuscados, junto com seus corpos físicos. Começaram a nomear as coisas ao seu redor e as que criavam à sua maneira e com a criar divindades próprias para explicar as que para eles eram, até então, inexplicáveis. Em uma certa rocha espacial, por efeito de exemplo, eles chamaram a rocha a qual viviam de Terra, o ponto de luz remanescente da segunda explosão de luz de Sol e outras que sequer imaginavam que eram do mesmo tipo da que os banhava de luz e calor de estrelas, também nomeavam outros seres vivos como eles de nomes específicos para suas características e criaram pequenos deuses para explicar as chuvas que os molhava e deixava a terra fértil, os tremores que sentiam e que abriam crateras em suas moradas, a criação dos rios, montanhas e tudo mais que descobriam.

Esse efeito se repetiu em todos os outros planetas, enquanto o ser de luz observava como um pai curioso o que sua criação era capaz, tudo ainda parecia muito primordial e inicial, mas ainda assim, era impressionante como seres tão pequenos e insignificantes eram capazes de criar, em suas mentes, seres poderosos a sua imagem e semelhança, criando sua gênese própria e egocêntrica de tudo a sua volta.

Enquanto isso tudo acontecia, o universo voltava a se contorcer em seu lado escuro, uma força escura poderosa voltava a ressurgir e com ela uma entidade tão poderosa como o ser de luz primordial. Era novamente a força gêmea, retornando para tomar de novo seu lugar no vazio do espaço. Para provar sua força, o ser imperante do vazio desafiou o ser de luz para pará-lo destruindo parte de sua criação, sugando planetas e estrelas sem a menor dificuldade, fazendo estrelas se tornarem buracos negros invisíveis em vários lugares do universo. O ser de luz, por sua vez, possesso e enciumado por ter sua criação destruída dessa maneira, resolveu impedir o seu gêmeo, aceitando o embate.

A luta entre os dois foi visceral para seus parâmetros e durou incontáveis séculos, nesse ínterim ciclos de planetas se completaram e reiniciaram, alguns foram destruídos, outros se tornaram habitáveis, outros apenas evoluíram como seus habitantes.

No fim de tudo, ambas as forças estavam esgotadas e fracas, a escuridão possuía ligeira vantagem e quase venceu a luta, mas em uma tentativa desesperada, o ser de luz o enganou fingindo uma rendição, diminuindo de tamanho e em uma explosão semelhante à primeira engoliu completamente seu oponente que baixara a guarda, o aprisionando dentro de si, enfraquecido e desacordado pelo cansaço.

Nesse momento, o ser de luz, apesar de feliz por ter assegurado seu trabalho e vencido, as duas penas seu gêmeo reverso, sentiu um terror lhe tomar quando se sentiu fraco e prestes a não ter mais forças para conter o seu irmão. É quando ele decide adormecer, para manter força o suficiente apenas para contê-lo.

Temendo que sua criação ficasse sozinha depois que ele se fosse, o ser de luz então usou suas últimas forças extras para criar seres que pudessem reger seus planetas habitados dali pra frente, enquanto ele também adormecia para poder aprisionar o mal dentro de si. Esses milhares de seres poderosos possuíam parte milésima, porém direta do poder do ser primordial e possuíam poderes quase ilimitados sobre os planetas e sobre os seres vivos e não vivos que os habitavam. Com o tempo, após muito observar aqueles pequenos e frágeis emaranhados de tecidos evoluídos, eles tomaram as formas dos seres mais poderosos em mitologias locais como forma de se aproximarem deles. Mas eles percebiam que por seu poder e sua grande responsabilidade, era impossível reger e proteger o planeta ao mesmo tempo que se relacionavam com as necessidades de todos os seres dele. Nesse momento, depois de muito discutir tal impasse, criaram outros seres “semi-divinos” para fortalecer os laços entre eles e as necessidades dos seres pensantes do mundo em que habitavam.

Esses seres, então, cientes de seus poderes, se denominaram de Generais Divinos e seus subordinados de Deuses, ou Semideuses.

Os semideuses, dotados de fração limitada de poderes dos Generais Divinos, apesar de muito poderosos, sofriam de duas maldições cruéis. A primeira: eles seriam direta e infinitamente ligados ao General divino que os criou, ou seja, se este parasse de existir por qualquer maneira que fosse, todos os semideuses que fossem derivados dele, também deixariam de existir; Segunda: Seus corpos eram meras cascas sem vida. Sem uma alma para lhes habitar, estariam deitados pela eternidade como titãs no nosso plano, assim como as histórias contam. Para que isso não acontecesse, no caso exemplo da Terra novamente, os auto proclamados cinco grandes decidiram, então, aprisionar uma alma humana no interior de cada semideus, prendendo com ela toda a sua vivência, todas as suas memórias e toda a sua personalidade e defeitos através de uma máscara de madeira branca com pinturas coloridas a estampando na maioria das vezes, para que assim eles se parecessem mais com os seres que os seres pensantes imaginaram para explicar as suas mazelas. Para garantir isso, os Generais Divinos criaram deuses, que outrora foram chamados de Essências, mas que agora se chamariam de Elite, para desempenhar papéis específicos, dentre eles, vagar de forma incógnita pelo plano terreno em busca dessas almas, que seriam depositadas em cada semideus.

Assim dito, a única maneira de se matar um semideus, já que estes são dotados de uma magia de cura poderosíssima, seria com a retirada de sua máscara, símbolo da alma que o habita em ressonância com o semideus que lhe foi apadrinhado, ou, em um caso extremo, destruir sua cabeça por completo. Entalhada também nessa mesma máscara de madeira, haviam formas, podendo se assemelharem com um animal, um rosto humano, ou quaisquer manifestações de vida que se encontrasse ligada ao portador da alma que se tornava, naquele momento, um com o semideus. Com a retirada da máscara, assim como uma tampa de um pote selado, a alma sairia do corpo do semideus, indo para seu esquecimento eterno, já que perdera seu valor de existência. Enquanto isso, o corpo se desfaria instantaneamente e voltaria para o local onde foi concebido, posteriormente denominado de Shangri-lá, para que pudesse ser reinserida uma nova alma em seu interior.

Séculos se passaram até que se conseguissem almas para todas as divindades, e pouco tempo depois, os Generais Divinos descobriram que as almas tinham uma força espiritual muito reduzida em comparação à deles. Cerca de trezentos anos após os primeiros semideuses ganharem vida no plano elevado, eles começaram a decair, descobriu-se que como a força espiritual dos seres que os habitam era limitada, era necessário um trabalho para que se descobrisse uma maneira de, de certa forma, reciclar essas almas no interior do semideus.

Cada planeta provido de vida, escolheu um maneira para resolver tal problema de forma individual, já que eles não podiam se comunicar devido a distância absurda entre eles: alguns escolheram destruir o semideus para que outro nascesse com uma nova alma e nova forma, outros escolheram simplesmente criar seres que reciclavam essa alma assim que ela ficasse fraca, para que não desaparecesse por completo. No caso da Terra, assim como em alguns outros poucos planetas, relativamente poucos se tratando do cosmos grande como é, criou-se uma maneira mais brutal e efetiva.

Na Terra, após uma longa discussão liderada por Seth, um dos cinco grandes, decidiu-se criar uma espécie de torneio, onde os semideuses que não fossem de elite se digladiariam em busca de se manter vivo. O pretexto para isso era que os Generais divinos possuíam poderes suficientes para manter pelo menos duas almas intactas ao final, lhes dando energia vital para perdurar por mais duzentos anos, mas que era impossível para eles fazer isso com todas. Para que também sua alma humana se sinta instigada em continuar, para os vencedores, um desejo qualquer que seja seria atendido, desde que não houvesse ligação com ressurreição para o plano terreno e resgate de almas já perdidas.

De acordo unânime, assim foi feito, todos os diversos deuses seriam, a cada duzentos anos, colocados em uma arena no plano terreno em forma de abóboda para que testassem sua habilidade até que a santa dupla fosse escolhida, sendo ela a mais apta a se manter viva, pois foi capaz não apenas de sobreviver a tudo, mas de também mostrar o seu valor no campo de batalha para os Generais Divinos que assistiam a tudo curiosos.

Assim acordado, foi criado, para que não fosse necessária uma luta punho a punho, um semideus de elite capaz de criar armas lendárias para cada semideus individualmente, ele, se juntando aos outros dois, Anúbis e Hades, foram os primeiros três Semideuses de Elite criados para esse um fim específico, posteriormente outros poderiam surgir. Para que não houvesse problemas de algum humano por acaso entrar no campo de batalha de forma desavisada, foram criados dois encantamentos: o primeiro, e também o mais sensato, foi o da abóboda que circundava o campo ser capaz de não apenas criar a ilusão de que nada de diferente havia ali, mas a de que assim que o ser humano se aproximasse, sentisse uma emoção forte o suficiente para que ele não passasse daquele ponto, dando meia volta de imediato, fosse esse sentimento, medo, cansaço, confusão ou até mesmo dor, qualquer que fosse ela; a segunda, mais sádica, porém que nunca chegou a acontecer, é a de que se um ser humano conseguir passar por esse domo, ele terá a sua alma ligada à do semideus que o tocar, ou vice e versa, formando assim um vínculo inquebrável e mortal, de forma que esse semideus fosse responsável pela vida de seu novo companheiro, pois assim que o seu companheiro morresse, ele também o faria. O que era esperado no fim da contenda. Se caso de uma forma milagrosa não acontecesse, sua memória seria apagada e qualquer ferimento seria curado, o retornando para o estado e local em que estivera momentos antes de adentrar a abóboda.

Com tudo pronto, estavam os cinco grandes discutindo como chamariam esse evento que aconteceria no primeiro solstício de inverno do ducentésimo ano. Olhares graves e pensativos fitavam-se simultaneamente, passando entre um General Divino e outro, até Zeus se levantar, com seus olhos iluminados de uma luz azul e sua túnica presa em apenas um dos ombros. Ele olha a todos pensativo e seus lábios se movem. O que cada General divino escuta tem um efeito diferente em seus pensamentos e faz quase com que suas mãos o aplaudam de forma automática.

— Muito bem irmãos – retumba ele alegremente, com sua voz grave como a de um trovão – desse dia em diante, criaremos essa arena necessária e a chamaremos de...

A CONTENDA DIVINA.

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