A fura casamento
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Estava na tranquilidade do meu lar quando me lembrei: e se a Regina estivesse para se casar e a Emma invadisse o casamento? Então decidi escrever esta pequena historinha. ;-)
Espero que gostem! Viva La Swanqueen!
Boa leitura!
“Não!” Ouviu-se ecoar na igreja. Uma Emma ofegante abriu a pesada porta de madeira e ficou a encarar os noivos que estavam preste a trocar alianças.
Todos os presentes deixaram o seu queixo bater no chão. Definitivamente ninguém estava a prever que tal acontecesse. Era uma ilusão colectiva ou a salvadora tinha acabado de interromper o casamento de Regina e Robin da mesma forma que a rainha má tinha invadido o casamento da Snow White e Prince Charming?!
“Emma! O que pensas que estás a fazer?!” Snow foi a primeira a quebrar o silêncio. Levou a mão à sua boca num gesto de total surpresa e correu na direcção de Emma.
“Mãe!” Gritou Henry a correr para o lado de Emma. “Finalmente!”
Regina estava chocada a olhar para a salvadora que no momento perdeu qualquer linha de raciocínio lógico, perdeu a habilidade de falar e esqueceu-se totalmente de como se respira.
O corpo de Emma estava bambo. Inclinou-se com os cotovelos apoiados nos joelhos numa tentativa de recuperar o fôlego e tentou dizer algo. Porém nada se ouviu. A sua voz ficou presa na sua garganta assim que os seus olhos encontraram Regina. Ela estava magnífica. O que é que eu estou a fazer?! O pensamento cruzou a mente da loira mas já era tarde e ela não queria voltar atrás. Ela tomou a decisão de lutar pelo que queria e era para isso mesmo que ela ali estava!
“Não te podes casar, Regina!” Gritou Emma para se fazer ouvir do outro lado da igreja. O seu corpo começou a reagir sem sua autorização e quando deu por isso já estava a andar em direcção ao altar.
A rainha por sua vez saiu do altar e fechou alguma distância entre ela e Emma. Levantou um dedo em direcção a Emma e deixou transbordar a sua fúria. Pontou o dedo ao peito de Emma e prosseguiu na sua conversa: “Tu! Tu invades o meu casamento do nada e dizes que eu não me posso casar?! Quem pensas que és? Que direito achas que tens?”
As palavras de Regina eram pequenos punhais a rasgar a pele de Emma mas ela tinha que dizer tudo o que estava preso no peito. Ela tinha que o fazer. As emoções estavam a consumi-la, a sufoca-la. Se a mãe do seu filho decidisse casar- se depois de tudo o eu ia ouvir, Emma ia respeitar mas primeiro ela ia gritar aos sete ventos o quanto amava aquela mulher!
“Eu amo-te, Regina! E se eu soubesse que não me amavas eu ia guardar tudo para mim e deixar-te ser feliz mas eu sei que tu também me amas.”
“O QUÊ?” O tom na voz da rainha era facilmente decifrado como confusão, choque… alívio?!
“Tu entendes-me mais que ninguém, assim como ninguém te entende como eu. Tu sabes que eu estou quebrada, que eu não sou fácil e mesmo assim nunca me viraste as costas quando tudo o que fazias era ameaçar que me ias matar, Regina. Não sei que poder tens mas tu levas-me ao lado que eu mais detesto em mim e fazes-me aceitá-lo.” Emma fez uma pausa e um ‘woooowwww’ fez-se ouvir.
Toda a gente continuava a ouvir com atenção e o Robin… A sheriff nem se deu ao trabalho de olhar para ele. Ele não conhecia a mulher que estava para casar com ele. Não da forma que Emma conhecia. Ele não a lia, não a percebia, não amava da forma que Emma fazia! Ele simplesmente não a merecia.
Emma, num momento de coragem pegou na mão de Regina e continuou o seu discurso. “Eu detesto a minha vulnerabilidade, a minha capacidade de sentir. Porque eu sei que se sentir também me posso magoar! Detesto a realidade crua de saber que eu fui feita para ti e mais ninguém! Tenho um medo terrível de ter cometido um erro ao ter interrompido o teu casamento, mas Regina, eu sei que me podes odiar depois disto mas tenta compreender… mesmo que me tenha enganado e tu não me ames… mesmo que eu vá sair daqui em mil pedaços… desculpa-me mas eu tinha que fazer isto, pois se não o fizesse estaria a cometer o maior erro da minha vida e nunca me iria perdoar por perder o amor da minha vida sem dar nenhum tipo de resistência.”
Castanho encontrou verde e reprovação, ódio ou desapontamento não faziam parte do olhar de Regina. Alívio tomou conta de Emma. Já podia respirar novamente e sem dar conta, o ar que ela tinha segurado nos seus pulmões soltou-se. Pelo menos Regina não a odiava. Mas nada a tinha preparado para o que veio a seguir…
O seu coração parou, o seu sangue congelou nas veias e o oxigénio passou a ser escasso. Numa fracção de milésimos de segundo, os lábios de Emma sentiram o calor dos de Regina. E sem dar por isso, todos na igreja bateram palmas (exceto Robin, claro) e a sheriff viu-se envolvida nos braços de Regina. Partilharam um beijo repleto de palavras que nunca foram ditas mas foram tantas vezes pensadas; um beijo repletos de promessas; repleto de verdades e de amor.
Ambas se entregaram aquele beijo como se mais ninguém existisse, perdendo total noção de tempo e espaço. O coração de Emma voltou a bater novamente agora mais forte, mais saudável pois pela primeira vez na sua vida ele estava completo.
Os seus olhos verdes abriram após o beijo e foram presenteados com o sorriso mais genuíno que ela já tinha visto. Olhos castanhos brilhantes cheios de algo tão maravilhoso que Emma nem se atreveu a descrever.
“Acho que é neste momento que tu me tiras daqui para fora e eu passo a ser apelidada de ‘noiva em fuga’…” Comentou Regina com um sorriso de orelha a orelha. “Mas mais tarde, Miss Swan, vamos ter uma conversinha sobre a tua veia dramática e o teu timing…”
Emma sorriu de forma traquina, um sorriso que lhe chegava os olhos e finalmente ela estava com a mulher que amava mesmo que para isso tivesse invadido um casamento e se tivesse declarado em frente a um reino inteiro!
A salvadora puxou Regina pela mão e elas correram pelo corredor em direcção à porta. “Acho que isto foi digno de um conto de fadas! O meu lado dramático com certeza que está na minha genética! Temos todo o tempo do mundo para falarmos do que quiseres mas não mais tarde. Tenho melhores planos para nós…” Com um sorriso do tamanho do mundo ambas chegaram à porta, deixando para trás um publico bastante animado.
“Eu sabia que ela ia chegar a tempo, vó!” Disse um Henry muito animado.
Snow abraçou o neto e sorriu. “Finalmente as tuas mães fizeram algo certo na vida. Finalmente…”
Notas finais
Já sabem que eu gosto imenso do vosso feedback, por isso sintam-se à vontade!
Até breve!
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