A fugitiva

3 Capítulo 3


Notas iniciais
Eai pessoal? Prontos para um novo capitulo? entao vamos a leitura.

O dia amanhecera com um céu maravilhoso. O céu azul com poucas nuvens lembrava sua antiga cara. Melissa sentiu seus olhos se encherem ao se lembrar de como era feliz, mas logo secou-os e disse para si mesma que aquilo era necessário. Como ela pedia aos céus que sua vida voltasse ao normal. Mas o universo parecia conspirar contra sua felicidade. Se arrumou para descer para o café. Assim que saiu no corredor reparou que o rei já havia acordado. Ela logo pensou em como ele havia sido gentil na noite anterior, ele a surpreendera com seu nobre gesto, ela não imaginava que ele pudesse ser gentil, talvez sua opinião por ele pudesse ser mudada. Se sentou em seu lugar como todos dias, na cadeira ao lado da ponta (onde era o lugar do rei), com Felipe a sua frente e Lizzy a seu lado. Melissa se soltava bastante durante o café, enquanto falava com Felipe, ela sabia que o rei não estaria ali. Ele nunca descia para tomar café junto a todos, e Melissa se alegrava por isso, ela ficava receosa em sua presença. Mas para seu completo desespero, Arthur quis mudar a rotina. Ele se sentou a seu lado, ela podia sentir seu cheiro a quilômetros de distância e aquilo a inebriava. Melissa não disse uma palavra se quer durante o café todo, na verdade, ninguém disse nada durante o café. Aparentemente o mundo se calava a presença do rei, era como se todos ficassem mudos. Em sua presença não havia risos, brincadeiras ou falas apenas o essencial. A única que falava era Lizzy mas ela ainda era um criança. Ora ou outra, Melissa sentia olhares vindos do rei, mas ela não ousava levantar o rosto. Lizzy se levantou dizendo que ia buscar um desenho que havia feito para seu pai. Ai sim, tudo ficou quieto. Mas o coração de Melissa acelerou realmente quando Felipe se levantou e foi embora, com o motivo de que tinha muito trabalho. Ficar sozinha em uma sala com Arthur era seu pior pesadelo, ela ficava perdida. A cada movimento dele, ela sentia seu corpo ter reações opostas. Se ele movia a mão para a xicara, ela soltava a sua, tudo para manter-se longe dele.

— Seu pé está melhor? – Melissa quase engasgou ao ouvir sua voz, o que aquele homem a fazia ficar daquele jeito?

— Es-está sim! Obrigada por perguntar. – Seu coração palpitava, e ela simplesmente tremia.

E talvez seu nervosismo fosse seu pior inimigo. Melissa tremia tanto que ao pegar sua xicara, trombou a mão em uma pequena taça de suco, que virou inteira sobre o rei. Melissa sentiu todo o seu sangue sumir de suas veias. Ele se levantou em um salto, com o colete verde musgo, encharcado. Ele tinha um olhar furioso.

— O que pensa que está fazendo? Não consegue nem pegar um copo direito? – Sua voz com aquele tom a fazia querer chorar. Ela lutava para não o responder à altura, tinha que o respeitar, ele era o rei.

— Me perdoe Majestade, não tive intenção.

— Ainda bem que não teve intenção – Disse sarcástico. – Olhe minha roupa!

Melissa queria poder fazer algo, mas não teve tempo ele saiu raivoso pela mesma porta que entrara. Melissa se sentou e colocou a mão na cabeça. Porque ela sempre estragava tudo?

...

Arthur estava sentado em seu escritório como fazia todos os dias, mas naquele dia ele não mexia com papeis ou assinava documentos. Pensava em como aquela jovem o fazia perder seu eixo. Perto dela seu coração acelerava e ele ficava nervoso. E como naquele momento, ficava pensando nela sem nenhuma razão. Chacoalhou a cabeça na tentativa de tira-la de sua cabeça, mas a única coisa que fez foi deixar uma pasta cair. Abaixou-se para apanha-la.

— Arthur vamos treinar? – Felipe o surpreendeu entrando sem bater, com o susto acertou a cabeça em cheio na mesa.

— Pelos infernos de Hades. – Arthur era um homem que adorava mitologia, e geralmente tinha criatividade ao xingar.

Pegou a pasta e se levantou acariciando sua cabeça. Ao se levantar percebeu que a pancada foi tão forte que derrubou um livro que tinha em cima de sua mesa. Era um livro que sua falecida esposa havia lhe dado em seu último aniversario. Ele pegou o livro com um certo pesar na consciência.

— Então vamos? – Arthur adorava treinar com Felipe, ele se sentia vivo com isso porque era algo que Clarisse adorava. Ela adorava vê-lo treinando com espadas, dizia que seu corpo ficava lindo.

Ele apenas deixou seus papeis e acompanhou Felipe.

No salão de treinamento, tinha tudo o que era necessário para um combate. Tinha uma espece de espaço para as lutas onde tinha um chão almofadado. Uma fileira alvos e mesas cheias de armas. Arthur e Felipe pegaram espadas e foram para a área de combates. As espadas eram de verdade, elas apenas não eram afiadas. Mas causavam dor se acertassem o alvo. Eles começaram a luta, ambos em rápidos movimentos, fazia as espadas tilintar a cada golpe. Arthur não fazia isso a muito tempo, então logo estava soando. Arrancou o colete e a camisa, deixando seu peito nu e definido a mostra. Eles não perceberam, mas lizzy os observava. Ela tinha uma adoração por espadas, ver seu pai lutar era prazeroso. Discretamente, a menina se sentou em um banco perto da área de lutas e os observava, muito atenta. Quando ambos estavam cansados eles fizeram uma pequena pausa.

— Acho que está ficando velho papai! – A voz da menina e sua singela risada a apresentou aos homens que ali lutavam.

— O que faz aqui lizzy? E onde está sua dama de companhia? – Arthur tinha uma expressão dura mesmo que a menina não tivesse feito nada de errado.

— Lizzy! Meu deus! Nunca mais suma assim da minha vista! Está me entendendo? – Quando melissa entrou na sala de treinamento, se espantou com o que observava.

Arthur estava a sua frente, sem camisa. Ele tinha sua expressão de sempre, mas seu corpo era uma completa surpresa, era incrivelmente definido e forte. Ele suava de uma maneira que o deixava mais lindo ainda. Melissa não conseguia desviar o olhar.

— Senhorita Amyse, leve Lizzy daqui! Aqui nem é lugar para uma menina tão jovem. – Sua voz a despertou de sua admiração pelo seu corpo. Mas definitivamente, ele estava errado.

— Mas pai, eu quero ficar – reclamou Lizzy.

— Acho interessante a menina ficar, observar uma luta não é tão inútil. – Felipe sempre mimava a princesa e naquele momento não seria diferente.

— Concordo, eu tinha a idade de Lizzy quando aprendi a manusear armas. – Melissa corou ao observar os olhos questionadores se virando para ela – Meu pai. Ele me ensinou a usar muitas armas daqui.

Arthur se virou como se não se importasse, mas o sorriso de resposta de Felipe a deixou um pouco mais feliz apesar do pouco caso de Arthur. Ela se sentou ao lado da princesa. Observava o movimento dos dois, e ela ficava deslumbrada em como os músculos de Arthur se definiam mais a cada movimento. Ele tinha uma habilidade incrível com a espada. Era rápido e ágil, lembrava seu pai quando lhe ensinou. Melissa despertou no momento exato em que Arthur passou a espada nas pernas de Felipe fazendo-o cair de costas no chão.

Ele olhou triunfante para a filha, ele tinha um sorriso no rosto. Era a primeira vez que melissa via seu sorriso, e era lindo. Ele ficava com um olhar irresistível. Lizzy começou a aplaudi-lo. Melissa mesmo apaixonada pelo sorriso dele, fez o mesmo. Arthur sentiu seu coração acelerar ao ver Melissa o aplaudindo e lhe sorrindo, sentiu que seu coração transbordava felicidade por aquele momento. Os dois se perdiam um no sorriso do outro. Arthur não percebeu que Felipe se levantou e o atacou. Ele tinha seus olhos fixados em Melissa, que não viu o golpe que o acertou direto do rosto. Todos se assustaram com sua queda.

— Meu deus! Arthur você está bem? – Felipe se abaixou e tentou ajuda-lo. Arthur sangrava no supercilio.

— Mas o que foi isso Felipe? Está querendo usurpar meu trono? Me avise que eu cuido disso, não precisa tentar me matar. – Felipe riu gostosamente da reação.

Lizzy e Melissa se aproximaram. Mas Arthur já estava de pé. Melissa se aproximou de Arthur quase como se fosse beija-lo. Mas ela apenas queria ver seu ferimento. Melissa tinha conhecimentos médicos. Seu toque fez seu coração acelerar mais. Ela tinha um cheiro maravilhoso que fazia Arthur se perder em seus pensamentos. Melissa o sentou no banco e trouxe algodão e iodo.

— Não vai precisa de ponto. – Disse enquanto analisava seu ferimento. Embebeu o algodão no iodo. E o levou até o ferimento. – Isso vai arder.

Arthur fez uma careta enquanto ela limpava o ferimento. Mas mesmo em meio a dor ele só pensava em como era satisfatório tê-la ali cuidando dele. Quando ela estava fechando o corte Arthur ousou perguntar.

— Porque seu pai lhe ensinou a lutar? – Melissa sentiu uma pancada ao ouvir aquela pergunta.

— Ele sempre quis um filho homem para que ele ensinasse a arte da guerra e as habilidades com armas, mas ele teve a mim. Então me ensinou tudo que sabia. E confesso que era divertido. – Tinha tristeza na voz de Melissa.

— Estranho, eu nunca conheci um lorde que ensinasse sua filha a lutar. Para mim, eles ensinavam suas filhas a ser damas para se casar.

— Também me ensinaram a ser uma dama, não é à toa que estou ensinando sua filha. – A petulância na voz de Melissa incomodava Arthur, mas ele gostava disso.

— Pronto, já está pronto. – Ele se levantou, seu rosto estava perto do dela. Ela podia sentir sua respiração quente em seu rosto.

— Obrigado. – Disse quase em um sussurro, já que estava tão próximo. Eles ficaram próximos por alguns instantes

— De nada Majestade — Melissa se moveu pegando o iodo e o algodão e saindo em passos rápidos.

Arthur queria saber o que aquela mulher lhe causava. Será que estava se apaixonando por ela? Mas seria a primeira vez desde a morte de Clarisse.

...

Melissa sentou em uma poltrona na imensa sala, tentava voltar a sua respiração normal. Quando Hector apareceu. Ele tinha uma expressão assustada.

— Temos grandes problemas Anica! – Havia medo em sua voz e devia ser algo muito importante para ele se dirigir a ela por aquele nome.

Notas finais
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Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.